História O telefonema - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Countryhumans, Nazi, Sovi, Third Reich, União Soviética, Urss, Urss X Nazi, Ussr
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Palavras 3.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Eu era...


Nazi's POV

"Ei Nazi, está tudo bem?" - o polonês que vestia um avental negro e uma camiseta amarela perguntou com um olhar preocupado, enquanto o pacote de papel marrom era segurado por sua mão direita. 


Guiado por meus impulsos, agradeço nervosamente Polônia, peguei o pacote e o copo fechado de café no balcão e saí correndo. Mesmo do lado de fora, pude ouvir o polonês me chamar insistentemente, o que se tornou mais um motivo para eu correr ainda mais rápido. Polen, como consegue olhar para minha cara sem demonstrar medo, raiva ou nojo em relação a mim, sendo que eu só te fiz sofrer? De agora em diante vou passar a acreditar em anjos.

 No momento em que meus pulmões implicaram pela entrada de ar, parei de correr uma vez que já havia ganhado muita distância do jovem polonês o qual não estava mais no meu campo de visão. Ainda me pergunto como consegui chegar a esta praça calma e pouco movimentada em tão pouco tempo.

A fim de relaxar minhas pernas, sentei-me utilizando elas como apoio é coloquei ao meu lado o café e o pacote com muffins e garrafa d'água. Eu estava muito ofegante e o calor se concentrava no rubro de minhas bochechas, sem contar que meus olhos se encontravam fechados e gotas de suor brilhavam minha pele. 

Depois de recuperado e ainda abraçado à ushanka de URSS, peguei tudo e caminhei em direção à sede do governo soviético com a lembrança vergonhosa do nazista aqui fugindo de um country inofensivo. 


URSS's POV

*****


 Primavera de 1905...

"Ei, o que está desenhando?" - perguntei ao meu colega de sala, cujo nome é Nazismo, que estava sentado embaixo de um enorme carvalho no alto de uma colina coberta por gramíneas esverdeadas.


 Se pensa que estou o perseguindo, está cometendo um equívoco muito grande. Para retornar a minha casa, é necessário pegar o caminho que passa justamente por esta colina isolada e toda vez que passo por aqui, o garoto de camisa social branca, calça e suspensório cor cappuccino, gravata borboleta negra, sapatos cor de café e meias brancas - que cobriam até os joelhos - está presente.

 Então- depois de muitos dias - a curiosidade me fez tomar a iniciativa de de perguntar a razão pela qual ele sempre está usufruindo da sombra projetada pela árvore e da brisa fresca, enquanto desenha. E aqui estou eu, na companhia de um nazista com uma expressão facial dotada de desconfiança. 


"Por que está me seguindo?" - pela primeira vez, ouvi a voz firme do novato que, imediatamente, fechou o pequeno caderno de couro negro. Sim, ele é novo na escola, mas pelo o que pude perceber ele não gosta muito de se misturar. 


"Calma lá, cara. Eu não estava te seguindo" - comecei a dar minha explicação sincera, no entanto ficava cada vez mais evidente a descrença do nazista em relação a mim. 


"Aham e eu tenho uma vagina. Diga logo o que quer!" - ele disse com impaciencia e seus braços logo se cruzaram. 


"Ser seu amigo!" - falei na maior convicção do mundo. Bem, não era mentira, afinal ele parece ser legal e autêntico, sem contar que o jeito reservado dele me intriga. 


 Por incrível de pareça, uma risada escapou da boca de Nazi e uso deixou à mostra seus dentes pontiagudos. Apesar de ter sido sarcástica, a risada dele é um tanto atraente já que toda vez que o vejo, o semblante sério é o que predomina sua face constantemente. 


“Conta outra, comunista. Por que alguém iria querer ser meu amigo?” - um tom tristonho se fez presente em sua interrogação e isso tocou meu coração. Antes que eu o consolasse, deitei-me ao seu lado e Nazi se distanciou um pouco.


"E o que te faz achar que alguém não iria querer?" - indaguei-o olhando de modo penetrante os olhos perfilados e extensos do germânico. 


 Houveram alguns segundos caracterizados por um silêncio fúnebre, que foi quebrado por um suspiro vindo do nazista. 


"Meu pai…" - foi a única coisa que saiu da boca dele e isso me deixou confuso, até ele decidir dar continuidade à frase - "As pessoas têm medo dele e de mim consequentemente" - Nazismo explicou, desviando o olhar e abraçando as próprias pernas.


 Tamanha empatia ascendeu em minha alma e envolvi o baixinho em meus braços. Se teve algo que pude perceber foi a quentura no rosto dele, o qual estava encostado em meu pescoço.


"M-Mas o que pensa que está fazendo?"


"Não é óbvio? Estou te provando que nem todos são iguais" - dito isso, exerci mais força no gesto carinhoso tomando cuidado para não esmagar Nazi - "Eu te prometo que não vou fugir como os outros!" - eu disse em um tom calmo e firme e, pela primeira vez, o baixinho retribuiu o meu abraço.


*****


"Me largue, cacete!" - de repente, sou tirado de meus pensamentos com a porta sendo brutalmente aberta por um dos três guardas que seguravam Nazi, de forma agressiva.


 Claramente meu amigo não gostou da recepção, já que ele se remexia de um lado para o outro com ambas as mãos ocupadas por um pacote e um copo de papel e a minha ushanka. Ah então é por isso que eu estava sentindo muito frio na minha cabeça.


"отпустите его сейчас! (Soltem ele agora!)" - falei de modo autoritário e aplicando um soco na minha mesa de carvalho.


 Após a emissão do som do ato violento, todos ficaram calados, inclusive meu amigo. Imediatamente ele foi libertado e meus guarda-costas reverenciaram - como forma de se desculparem - e se retiraram logo em seguida.


"netter Empfang (Bela recepção)" - Nazi disse sarcasticamente, ajeitando o quepe e o uniforme militar - "Não posso nem vim devolver seu xodó numa boa que acham que eu vou encher a sua cara de bala"


"Прости нацист (Sinto muito, nazista)" - antes de continuar minha fala, suspirei decepcionado e utilizei dois dedos para acariciar a têmpora esquerda - "Por favor, sente-se" - falei apontando com a palma da mão para a poltrona vermelha a minha frente, de forma a convidar meu amigo para se acomodar. 


 Assim que sorri levemente após o encerramento do meu convite, pude notar uma leve coloração avermelhada no rosto do nazista que veio caminhando em minha direção, até que enfim ele se sentou.


"Aqui está seu filho" - ele brincou arrancando risadas de nós dois e logo me entregando "meu filho" - que foi posto em minha cabeça- "Aliás… tem um muffin de maçã com canela pra você" - disse com o olhar desviado e meu coração começou a bater mais forte, pelo simples fato de ele ter pensado em mim.


 Não me contive e me levantei do assento para abraçá-lo, mesmo que estivéssemos em lados opostos da mesa.


"Obrigado…" - através de um doce sussurro próximo ao seu ouvido, agradeço Third Reich o qual pude sentir se arrepiar com minha atitude - será que eu mexo com ele da mesma forma que ele faz comigo? Levou alguns instantes para eu sentir os braço dele envolverem meu pescoço e ele se pronuncia.


"N-Não precisa agradecer, eu fiz por vontade própria" - Nazi, você quer aumentar ainda mais o amor que eu sinto por você?


 Ficamos um tempo aproveitando o calor irradiado pelo abraço e logo nos separamos. Mesmo que eu precisasse retornar ao trabalho, parte do meu tempo foi ocupado por nossas conversas agradáveis acompanhadas pelas sobremesas que Nazi havia trazido. 

 Devo admitir que minha vida adocicou com a onda de prazer proporcionada pelo sabor dócil da especiaria - canela - acompanhada com a textura macia da massa de maçã. Sem contar que passar um tempo com Mëin Führer faz com que o doce seja intensificado em meu âmago. 

Apesar da tamanha doçura momentânea, ficava evidente no olhar de Reich uma certa tristeza contida a qual se esforçava para não ser expressa.


"Por quê está triste? Nosso papo está muito ruim?" - indaguei de modo preocupado.


"N-Não, claro que não!" - com certeza ele se surpreendeu com a pergunta inesperada - "Eu… até que estou gostando do papo" - apesar da rápida pausa, sei que Nazi está sendo sincero porque isso ele é até demais.


"Então o que está te incomodando, Mëin Führer?" - de modo dócil e preocupado, perguntei logo entrelaçando minhas próprias mãos e as colocando sob meu queixo. 


 Silêncio. Silêncio. Silêncio. Sabe aquele momento em que nenhuma das pessoas falam e as reticências - os três pontinhos se preferir - se fazem presentes no cenário? Então, esse é o resumo da situação atual.


"É que…" - mesmo cabisbaixo, Nazi começou a se justificar - "... quando eu fui na cafeteria, todos olhavam para mim com o maior desprezo que existe. Sendo que eu não fiz ou falei algo errado" - quando ele terminou de falar, as duas mãos dele foram postas em cima da mesa e pela primeira vez, depois de algum tempo, ele olhou para mim - "Olha… eu sei que cometi atrocidades horríveis e imperdoáveis, mas estou mudando aos poucos só que parece que ninguém enxerga isso" - logo um suspiro saiu dos lábios delineados dele como uma forma de impedir o choro de aparecer. 


 Ah se eu pudesse eu depositava um beijo meigo e dotado de amor e proteção em sua boca, como forma de fazê-lo se sentir melhor. Ao invés disso, segurei uma das mãos dele com delicadeza e falei.


"Sei que é difícil quando os outros não enxergam nossas boas intenções, mas se nós construirmos nossas índoles com base naquilo que os outros acham, nunca poderemos ser quem realmente somos" - apesar do tom sério, eu utilizava um pequeno sorriso para amenizar um pouco a tensão. Aliás fiquei surpreso com o fato de que o alemão não retirou a mão dele, coisa que eu achava que aconteceria - "Nazi, o que importa é que você reconhece que está mudando! Mesmo que o mundo inteiro negue isso, eu sei o que todos não sabem: que você é alguém que tá disposto a fazer o que ninguém mais acredita!" - assim que finalizei, percebi o quão arregalados estavam os olhos perolados do ex-líder militar, claramente ele não esperava tantas revelações.


"D-Danke (O-Obrigado), Sovi…" - timidamente foi como o nazista me agradeceu e isso fez um calor surgir nas maçãs do meu rosto - "Eu… fico feliz em saber que pelo menos você confia em mim e ainda me ajuda" - espera é o que? Ele pensa isso mesmo? 


 Se eu já fiquei espantado - de modo bom - com isso, imagina quando eu percebi que Nazi entrelaçou nossas mãos e ainda depositou um beijinho nas costas da minha mão. Puta que pariu agora que eu vomito meu coração de tão acelerado que ele está!


"B-Bem eu preciso ir dar comida pro meu cachorro e o-obrigado pelo papo, Sovi" - rapidamente o germânico totalmente corado se levantou da poltrona e foi caminhando em direção à porta. 


 Infelizmente eu não tive tempo de ir atrás dele. Assim que a porta foi fechada, retirei minha ushanka para ficar abraçado à ela é começar a dar leves gritos internos. Nazi, você consegue me desconcertar de uma muito maneira simplória!


Quebra de tempo… 14h38min 

Nazi's POV

Eu queria saber mais que porra deu em mim para dar um selinho na mão do soviético? Assim eu estava feliz por escutar tudo aquilo que ele havia me dito, pois senti a tamanha honestidade presente na fala dele. 

 Se meu coração já estava acelerado para um caralho quando ele estava me falando aquilo tudo, imagina quando me dei conta da minha ação mal pensada? Ah Sovi, você me faz sentir coisas que eu não sinto com qualquer um, ainda me pergunto com isso é possível. O pior de tudo foi a desculpa que eu dei, nem cachorro eu tenho para dar comida!

Enfim depois de ter ficado horas deitado na minha cama, gritando internamente como uma menina apaixonada, estou indo em direção à escola de Belarus para buscá-la. Felizmente meu destino não era tão distante e não demorou muito para que eu avistasse a filha de URSS que veio correndo em minha direção.

Ela me recebeu com um abraço e eu, imediatamente, a retribui. Engraçado uma criança ficar feliz em me ver, já que a maioria tudo foge de mim. Bom, mesmo que os pais e as próprias crianças me olhassem com cara feia, Belarus me defendia com um olhar amedrontador direcionado a esses seres que logo viravam a cara e iam embora.

Não demorou muito para que nós decidirmos ir embora e colocar a conversa em dia. No caso foi Bela quem contou mais sobre si, já que eu perguntava como tudo havia sido - se bem que eu tinha medo de que ela perguntasse algo sobre mim e o pai dela, para ser bem honesto. 
 

 O tempo passou voando e já estávamos em frente à porta da mansão soviética.


"Bom está entregue, Bela" - falei com um leve sorriso e acariciando a cabecinha dela.


"Você já vai embora?" - ela perguntou um tanto triste e eu não entendi muito bem, então apenas assenti com a cabeça - "Gostaria de entrar?" - um arrepio percorreu a minha espinha ao ouvir o convite dela, também vai saber se os irmãos dela não vão querer me matar ou algo do gênero?


"E-Eu agradeço, Bela. Mas acho que seus irmãos não gostam de mim"


"Eles chegam lá pelas 16h, então não tem problema você ficar um pouquinho comigo" - agora eu estou com medo de magoá-la já que ela está com os olhos brilhando de empolgação. Então eu acabo  cedendo, mesmo que isso custe um membro quebrado caso eu tenha que pular da janela.


"Tudo bem, acho que não é uma má ideia" - se vocês vissem o tamanho do sorriso que essa menina abriu assim que falei, podem ter certeza de que ficariam impressionados. 


 Por fim, adentramos a grande casa e a pequenina perguntou se eu havia almoçado. Por minha vez, respondi que sim e realizei a mesma pergunta à ela, cuja resposta foi a mesma que a minha. Ela perguntou se eu queria ver o quarto dela e eu aceitei. 
 

Alguns degraus e corredores depois, chegamos ao tão curioso quarto da pequena. Quando entrei a primeira coisa que reparei foram nas cores que compunham o cômodo, ou seja, branco, verde e vermelho. O branco era mais presente nas cortinas, enquanto que as demais cores, nas paredes, mas roupas de cama e no tapete grande e felpudo. Havia uma cama de solteiro bem no centro, uma TV em frente à ela, uma escrivaninha pequena, um baú de brinquedos e um armário. 
 

Posso também afirmar que essa menina não puxou a desorganização do pai, graças a Hitler! Depois que ela colocou a mochila próxima ao armário, Belarus sugeriu de assistirmos a algum filme na TV e eu aceitei. 
 

Depois que Bela voltou com um balde de pipoca, nos ajeitamos em sua cama em meio a tantos travesseiros e bichinhos de pelúcia. O filme foi passando e em menos de trinta minutos nós já havíamos consumido toda pipoca. 
 

Olha, apesar de ser um filme de princesa infantil, admito que não estava tão chato assim. Em um certo momento, Belarus deitou a cabeça no meu braço e eu logo a ajeitei para deitá-la no meu colo, enquanto eu acariciava a delicada cabecinha juvenil. Alguns sorrisos escapavam da minha boca, mas não tinha como não sorrir com uma cena tão fofa. 
 

O filme acabou e percebi que havia uma Bela Adormecida no meu colo. Decidi que a melhor opção era deixá-la dormir, escrever um bilhete e ir embora. Depois que coloquei Bela sobre um travesseiro, escrevi um bilhete com o papel e a caneta que havia por perto avisando sobre minha saída e meu agradecimento pelo momento que passamos juntos. 
 

Saí de fininho e antes que eu fechasse a porta sem emitir um ruído, observei a face angelical da pequenina e sorri. Em seguida, foi caminhando pelo corredor e passei por um quarto com a porta entreaberta. Como sou curioso, fui dar uma espiada e vi o caos que estava dentro daquele cômodo. 
 

Mesmo que eu não tivesse adentrado completamente no local, eram notáveis as pilhas de roupas espalhadas e as três cores que compunham a bandeira do primogênito da família: Rússia. 
 

Pelo simples fato de eu ser perfeccionista decidi que aquele quarto seria limpo por minha mãos. Desci rapidamente até a lavanderia - que eu levei uma eternidade para achar - para buscar os produtos de limpeza. 
 

Com tudo pronto, entrei no quarto que estava totalmente desorganizado: cama desarrumada, livros e papéis espalhados pela escrivaninha de carvalho, algumas garrafas de Vodka espalhadas e muitas roupas. Tudo bem, já sei quem Rússia puxou. 
 

Depois de um bom tempo recolhendo e limpando o chão, além de colocar todos os livros na prateleira - olha mais tinha roupa com mau cheiro! - decidi organizar a cama e em seguida a escrivaninha. Com os lençóis ajeitados, só faltava a escrivaninha para que o quarto ficasse perfeito. 
 

Com algumas repaginadas em diversas folhas, entre elas havia uma pequena foto que caiu no chão. Assim que ela tocou o solo, estava virada para baixo e eu peguei o pequeno pedaço de papel e desvirei.
 

Olha eu acho que meu coração parou devido ao meu espanto ao ver a foto. Nela estavam meu filho, Polônia e Rússia, sendo que o polonês estava entre eles com os dois braços juntos e em diagonal. Os outros dois tinham um braço no final de cada cotovelo de Polônia, logo formando um coração e para o grand finale, Alemanha e Rússia estavam dando um beijo em cada bochecha do menor sorridente.
 

Meu Hitler do céu, já não bastou hoje de manhã cedo comigo e com Sovi, agora eu descubro que meu filho tá em um poliamor com o russo e com o polonês. Isso é muita coisa para processar em um dia só! Como foi que eu não berrei até agora? 


"Me devolve essa foto agora!" - de repente, vejo no reflexo da janela um moleque semelhante a URSS e extremamente emputecido - "Ninguém te deu permissão de entrar no meu quarto e na minha casa ainda por cima!" - finalmente dei meia volta e encarei o poste ambulante que era exatamente do meu tamanho.


"Olha Rússia, você está certo em estar puto da vida por eu ter invadido o seu quarto, mas quem me deixou entrar na casa foi a Belarus!" - falei na maior calma do mundo, pois não quero resolver na base da violência e dos xingamentos.


"O que diabos você quer com a minha irmã? Nazista, se eu souber que você fez algo com ela…"


"Eu nunca faria algo contra Bela e  para sua informação eu a defendi de uns moleques que estavam fazendo bulllying com ela!" - falei com firmeza e cutuquei o peitoral do adolescente - "Me diz onde é que você estava para defender sua irmã? Você por acaso sabia que ela sofria com isso?" - por alguns segundos a face do russo se tranquilizou.


"N-Não, eu não sabia…" - pela primeira vez, ele ficou cabisbaixo - "B-Bem me desculpe por ter sido grosseiro e ter te julgado mal, mas… por favor… me devolva essa foto" - o garoto com a ushanka, camiseta listrada (com azul claro e branco), calça jeans e tênis preto de cano alto se desculpou e esticou o braço para pegar a foto. 


 Eu por fim a devolvi e pedi educadamente para que ele me contasse todo caso entre ele, meu filho e Polônia. Ele me convidou para nos sentarmos em sua cama e depois de alguns minutos de silêncio, Rússia começou a me contar sobre como tudo havia acontecido. 
 

Parece que depois de seu término com América, meu filho e Polônia o auxiliaram para fazê-lo esquecer do norte-americano. Conforme os meses passaram, Rússia perdeu que uma grande afeição e respeito foram desenvolvidos entre eles três, que logo acabou virando amor e assim eles têm vivido com esse relacionamento a quase 6 meses. 


"... Eu realmente não esperava por essa" - eu disse bem surpreso.


"Com certeza você deve me odiar agora já que estou em um relacionamento com seu filho e Polônia, não é?" - ele perguntou um tanto entristecido.


"Pra ser sincero, até que não. Eu não odeio a homossexualidade e também não posso impedir que meu filho sinta um amor grande por um country, mesmo que ele seja um homem" - os olhos do russo se expandiram e ainda ficou boquiaberto - " Eu só vou falar uma coisa: Alemanha é quem eu mais amo nesse mundo todo, então se for pra namorar com meu filho é melhor fazê-lo feliz todos os dias!" - falei seriamente e apontando o indicador para o jovem que deu um leve sorriso logo em seguida. 


"Eu me sinto muito sortudo por ter eles dois na minha vida! E estou disposto a fazer de tudo para que isso perdure, senhor Third Reich!"


"Por favor, me chame de Nazi. Não precisamos de tanta formalidade!" - falei logo acariciando o ombro do de ushanka e ele assentiu - "Mas me diz uma coisa, seu pai sabe disso?" - de repente, Rússia ficou extremamente tenso. Está mais do que evidente que a resposta é não.


"Não, ele não sabe…"


"E por que não contou para ele?" - em seguida um suspiro saiu da boca do doido por Vodka.


"Porque… acho que ele não aceitaria isso… pelo simples fato de que quando alguém toca nesse assunto com ele, parece que ele desvia do assunto. Isso das poucas vezes em que alguém falou sobre isso com ele" - deu para ver que o canto dos olhos dele tinham pequenas lágrimas e por isso, ajoelhei-me e coloquei uma mão em seu ombro. 


"Me escute Rússia, posso nunca ter passado por isso, mas tem uma coisa que eu posso lhe assegurar: seu pai ama os filhos dele mais do que qualquer outra coisa no mundo, ele tem muito orgulho de vocês e não tem vergonha de falar isso. Então acho que isso é uma coisa muito pequena para fazê-lo parar de sentir isso tudo, sem contar que isso é algo que ele vai ter que saber cedo ou tarde e a melhor maneira, é contar logo para que as coisas fluam mais facilmente" - depois do tamanho discurso que eu fiz, senti meu pescoço sendo envolvido pelos braços de Rússia. 


"Obrigado, obrigado Nazi…" - percebi que a voz dele estava um pouco chorosa, então ajeitei a cabeça dele no meu ombro e a acariciei a fim de acalmá-lo - "Sabe, eu nunca achei que você seria a pessoa que me aconselharia esse tipo de coisa, achava que era homofóbico"


"Eu era Rússia, eu era… mas agora as coisas mudaram" - eu disse usufruindo por mais um tempo o abraço do poste ambulante. Agora eu garanto que estou feliz em perceber que as pessoas estão reconhecendo minha mudança que eu farei de tudo para ser reconhecida!



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