História O tempo - Capítulo 2


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Categorias Eldarya
Personagens Ezarel
Tags Eldarya, Ezarel
Visualizações 6
Palavras 783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Queria aqui pedir perdão, por não ter terminado essa parte da história no primeiro cap. É que necessariamente ficou bem grande e não queria cansar vcs. Mas esse será o único dessa forma e a partir do terceiro as coisas estariam em ordem. Muito obrigada pela compreensão e boa leitura.

Capítulo 2 - Lembranças 12


Depois de um dia cansativo naquela universidade cheguei em casa e entrei no meu quarto. Crono já estava acordada e me olhava fixamente do espelho.

- Ora, ora. Olha só quem acordou!

Ela não mencionou uma palavra sequer, e supôs que deveria estar enfurecida comigo.

- Ezarel! Por quê você me deixou trancada neste quarto sozinha!

 - Você não acordou a tempo, por isso não te levei comigo.

- Da próxima! Dormirei no espelho pequeno de sua mochila! Mesmo que seja desconfortável! É muito melhor ir com você para essa tal de universidade do que ficar aqui sozinha.

- Ho! Que fofinha essa moça brava meu deus.

- Ezarel chega. Agora me diga.... você teve outro vislumbre?

- Sim. Com aquela mesma floresta de árvores grandes com galhos cecos e a neblina densa.

Um silêncio arrastado tomou conta de todo o ambiente, fazendo-se aterrorizar nossas mentes, em uma forma de tortura. Esse vislumbre que tenho visto, está nós atormentado à semanas. Crono não diz nada, muito menos reclama. Mas consigo sentir seu medo e desespero perante isso.

- Ezarel. Você sabe que é isso que está sugando suas memórias. Não sabe?

Sei bem que é. Mas não posso fazer nada em relação a isso.

                                  • + • + •

A floresta.                                                                                 Eu estava vendo novamente aquela mesma floresta, mas agora era diferente, não era como se fosse uma imagem sem som e movimentos que aparecia em minha visão. Era algo novo, eu podia sentir o vento que corria vagarosamente pelas árvores, eu podia olhar em volta, eu estava dentro da floresta. Mas tudo permanecia silencioso, envolto numa quietude extrema e agonizante.

- Meuri!

- Meuri!

Ouvi vozes atrás de mim.

Ao me virar com cautela para a direção em que as vozes se ouviam, enxerguei três pessoas caminhando e gritando à procura de alguém dotado do nome Meuri. Tentei me aproximar mais dos três, mas as árvores tinha uma espessura muito fina e que me deixariam à mostra, então decide não me mover do lugar. Não pude ver seus rostos pois eles estavam encapuzados e vestiam uma longa túnica marrom escuro quê se camuflada na neblina daquele lugar.

O menor deles deu passos rápidos e ficou a frente dos demais. Pela maneira como mechia sua cabeça para um lado e para o outro, supôs que deveria estar procurando algum sinal ou vestígios da pessoa aparentemente desaparecida.

O pior de tudo isso, é que ele estava se aproximando do local aonde me escondia, se é que pode se chamar aquilo de esconderijo. Ele andava tão rápido que num piscar de olhos, já estava à uma árvore de distância de mim.

A pessoa levantou a cabeça em minha direção. Droga ele me viu. Me impulsionei para correr o máximo possível e fugir dalí. Mas não consegui, algo me impossibilitava de mecheram qualquer músculo do meu corpo.

Olhei para baixo na tentativa de encontrar alguma corda ou algema que me prendia. Não havia nada, nada de correntes, algemas ou cordas, nada também de meus pés, pernas, braços, nada do meu corpo. Eu estava sem o meu corpo.

A pessoa a minha frente soltou um grito horrível dos infernos e começou a correr em minha direção, exasperada e à soltar vários gritos turbulentos.

- Mauri! Mauri!

A pessoa não parou de correr, e passou direto por mim. Por um estante pensei que estava tudo acabado, mas esse pensamento foi embora.  E comecei a acompanhar com os olhos aquela pessoa, que parou mais adiante, em frente à um corpo deitado no chão de uma mulher. 

Que estava completamente nú e tinha inúmeros sinais de violência física e pelo estado em que se encontrava o corpo, essa mulher deveria ter sofrido muito mais do que uma simples violência física, outro tipo de violência..

A pessoa se debruçou sobre o corpo e voltou a gritar.

- Não! Não! Mauri! Mauri!

Os gritos foram ouvidos pelos outros encapuzados que correram ao alcance daquele alguém. A aquela criatura que chorava rios de lágrimas, enrolou seus braços no pescoço e na cintura do corpo e tentou o erguer. Mas a unica coisa que ficou em seus braços foi a cabeça, e todo restante do corpo rolou no chão deixando uma pena para um lado, uma mão, um braço, logo após os pés, e assim se sucedeu até que seu corpo parecer-se com um quebra-cabeças desmontado. Um dos encapuzados ao ver essa cena desmaiou e o outro vomitou.

                       • + • + •

- Ezarel! Ezarel!

Acordei com Crono gritando tão desesperada quanto a pessoa do meu sonho. Ao olhar em volta, o quarto estava destroçado e no chão havia estilhaços do espelho de Crono.

- Ha, não. Crono!

Ela desmaiou em meus braços.

 


Notas Finais


Arigatô por ler!


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