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História O terapeuta de Jeon Jungkook - Capítulo 1


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Notas do Autor


🍒 Bem vindo(a)s!! Tudo bem com vocês?
Hoje eu trago a minha primeira One-shot para o perfil e espero que vocês gostem.
Dêem amor 🍒

Recomendo lerem com uma musiquinha mais melancólica puxada para o triste, fará total diferença na leitura ^^

Eu mesma betei, então me desculpem pelos erros ❤️

Capítulo 1 - Capítulo Único; Glasses


Fanfic / Fanfiction O terapeuta de Jeon Jungkook - Capítulo 1 - Capítulo Único; Glasses

Eu tenho esses arrepios toda hora.

Sim, você chega perto,

você alivia minha mente,

você faz tudo parecer bem

Goosebumps - Chase Atlantic/Travis Scott

Três fases faziam com que Jeon Jungkook se sentisse melhor. Estas três fases transformariam-no em um mais novo homem curado, livre de todos estes pensamentos.

Seu terapeuta sempre dizia que faltava pouco, não muito mais do que aquilo para se sentir finalmente livre e largar tudo o que lhe fazia mal, então ele acreditava, pois confiar em si mesmo era algo que ele jamais faria.

Parte 1 - O começo

Jungkook se arrumava para mais um dia de consulta, estava animado. Hoje ele não só comentaria como tinha sido o seu dia de ontem, como também tinha a liberdade de fazer qualquer pergunta pessoal para o seu terapeuta. Ele gostava de chamar de “quartas pessoais”, já que sempre faziam as mesmas coisas nas quartas.

Certa vez, ele perguntou como era estar casado, já que de fato nunca se casou com alguém. Era o tipo de pergunta que sempre o rondava, principalmente quando parava para observar o anel na mão esquerda do mais velho. O objeto brilhava, dando a entender que era polido praticamente todos os dias.

O mesmo respondeu que era bom e que sua esposa lutava a favor dos direitos iguais para as mulheres e que se reuniam todas as vezes em que um protesto acontecia. Ele disse que ela o ensinou bastante e que ele mesmo se perguntava como ela teria sido capaz de ficar a tanto tempo com ele mesmo sabendo que em tempos passados, ele era um babaca metido a machista.

Hoje, Jungkook tinha uma pergunta diferente; perguntaria se o mesmo já esteve na cama com outra pessoa sem ser a sua esposa, mas claro, antes de conhecê-la. Perguntaria como o mesmo se sentia antes de estar casado e como se sente agora, estando casado. Perguntaria se as coisas teriam mudado muito e se foram mudanças boas ou mudanças ruins. Por mais que ele soubesse que as mudanças fossem boas, ele gostava do jeito pelo qual o mesmo se referia a mulher, sempre com um sorriso nos lábios e olhos sonhadores, isso deixava-o inspirado para também conhecer o seu grande amor algum dia.

Mesmo não sendo mulherengo ou até mesmo que não fosse a muitas festas como os rapazes da sua idade, Jungkook saia com algumas mulheres, mesmo que por algumas noites. Nunca encontrou a sua “verdadeira mulher” e nem mesmo gostava muito de preencher o seu vazio com sexo. Queria algo de verdade, uma relação, filhos, casa...Festas e mulheres não eram para ele. E seu terapeuta sempre ria baixo quando o mesmo contava isso. Não caçoando de sua parte, mas sim pelo o modo como demonstrava uma feição sempre tão indignada.

Jungkook acabou, por fim, pegando suas chaves no batente da porta e se encaminhando para dentro do carro. Ajustou o espelho e deu partida, dirigindo na velocidade máxima aceita na rua onde estava.

[...]

— E então? Como foi o seu dia de ontem? — perguntou Cliffy, com seu pequeno caderno em mãos. Não havia como ele perguntar sobre o dia de hoje, já que todas as suas consultas eram feitas de manhã.

— Foi bom, Cliffy, mas acho que poderia ter sido um pouco melhor.

— Poderia me contar o que fez?

— Eu comi cereais no café da manhã, me arrumei para uma entrevista de emprego, assisti um pouco de tv quando voltei, fiz macarrão para o meu almoço e liguei para Cibely mais a noite.

— Como foi a entrevista de emprego?

— Me saí muito bem, por tanto consegui o emprego.

— Isso é muito bom, Jungkook! — anotou rapidamente em seu caderno. — Com o que irá trabalhar?

— Serei o contador em uma loja famosa de cosméticos.

— Sério? E se sente animado?

— Como nunca, sinto que me darei muito bem lá.

— Você vai. Você sempre é muito bom no que faz e tem bastante facilidade para aprender as coisas. — continuou anotando, fechando o mesmo com a caneta no meio. — E enquanto a Cibely? O que tem a me dizer a respeito dela?

— Ela pediu que eu ligasse de volta então eu liguei.

— E você gostou?

— Sinceramente, eu não sei. O que sentimos foi momentâneo, pelo menos para mim e eu não acho que o que eu sinto por ela deva ser prolongado.

— Entendo. — disse Cliff, apoiando uma das mãos sobre o queixo. — Foi apenas uma noite de sexo. — concluiu ele.

— Isso. Mas ainda irei encontrar a garota certa, Cliffy, confie em mim. — respondeu em sua defesa, tirando um risinho gostoso do mais velho.

— Eu sei, Jungkook, o que você não pode ter é pressa. A garota certa logo aparecerá. — sorriu, retirando a mão do queixo. — Você me parece um pouco inquieto, gostaria de me perguntar alguma coisa? — perguntou após minutos de silêncio vindo da parte dos dois. 

— Gostaria...Como hoje é o dia da quarta pessoal, eu gostaria de te fazer uma pergunta.

— Pois então faça, Jungkook. — voltou a estar com o sorriso nos lábios, já tendo ideia sobre o que o outro perguntaria.

— Com quantas mulheres já esteve na cama antes de conhecer sua esposa? — perguntou, se sentindo extremamente envergonhado. — Desculpe pela pergunta, me sinto um idiota. — continuou ele.

— Não se sinta. — seu sorriso só cresceu, prosseguindo. — Bem, antes de estar com a minha esposa, eu podia ser considerado no mínimo mulherengo se é isso que a sua pergunta quis dizer.  Eu gostava de sair, me divertir, me embebedar e principalmente sair com mulheres cada vez mais diferenciadas uma das outras.

— E como se sentia naquele tempo ‘pra como se sente agora?

— Naquele tempo eu era feliz, mas nada nunca me preencheu tanto quanto estar com Lizie agora. Quando se leva uma vida parecida com a que eu tinha antes, você pode fazer tudo e mais um pouco, mas nunca se sentirá realmente satisfeito e por isso irá buscar cada vez mais até se ver preso em um “novo você” totalmente perdido. Mas Lizie me buscou antes mesmo que isso pudesse acontecer e hoje eu posso me considerar o homem mais feliz do mundo. — falou com o mesmo sorriso nos lábios e olhos sonhadores. — Quando você se encontrar assim, Jungkook, pode saber que você nunca precisará de mais nada.

Jungkook suspirou, desejando ter os mesmos sentimentos que Cliffy.

— Ei! Anime-se. — disse ele, vendo que Jungkook estava começando a se demonstrar triste. — Você conseguiu um novo emprego, isso seria suficiente para me fazer feliz agora.

— Você tem razão. — desta vez Jungkook quem sorria. Estava empolgado para começar a trabalhar e ver até onde o seu desempenho iria. — Posso ter direito a mais uma pergunta? — pediu, parecendo realmente sério.

— Mas é claro. Aconteceu alguma coisa?

Jungkook negou com a cabeça. — Desde aquele dia em que você me encontrou parado de frente a uma loja de roupas costuradas à mão, em prantos, porque nunca perguntou o que eu tinha?

Cliffy olhou para os lados, parecendo querer esconder algo.

— Fazia tempo que eu conversava com a sua mãe antes que ela viesse a falecer e ela me dizia bastante coisas a seu respeito. Um certo dia ela pediu que, se caso ela morresse, eu pudesse ir consolá-lo e lhe dizer que tudo ficaria bem, e foi o que eu fiz.

— E por que continuou comigo desde então?

— Ela me disse que você passaria por uma fase difícil e bem, como eu sou um terapeuta, me ofereci para te ajudar.

— Mas já se fazem nove meses.

— E você não precisa mais de mim?

Jungkook engoliu em seco, ficando em silêncio. Por mais que não soubesse o por que das terapias, havia criado um grande laço com Cliffy. Ele não só era seu terapeuta como um de seus melhores amigos, se não o ùnico. Cliffy realmente o ajudou a superar a fase em que o trágico acidente de carro levou a sua mãe, mas conforme os meses foram se passando, Jungkook foi aprendendo a superar cada vez mais, se dando a ideia de que ela já estaria em um lugar melhor. Embora ela tivesse lá os seus 84 anos, Jungkook não sentia que teria sido justo ela ter sido levada naquele momento, o mesmo esperava que ela pudesse vir a falecer por sua idade e na hora certa e não de forma interrompida.

— Eu preciso. — respondeu Jungkook após uns minutos de silêncio.

Parte 2 - O meio

Jungkook conheceu alguém, uma garota na qual ele amava e que também o amava, embora não tenham completado os seus três meses de namoro ainda.

Cliffy disse que passaria um bom tempo fora; tempo esse que serviria para que Jungkook pudesse conhecer um pouco mais a respeito de si mesmo. Ele disse que seria bom, e que estaria alí caso precisasse de alguma coisa.

Embora fossem amigos, Cliffy não trocava mensagens com Jungkook, nem mesmo havia passado seu número de telefone para ele, e mesmo que ele sempre perguntasse o porque, o mais velho fingia não ouvir e trocava o assunto.

Cliffy às vezes podia ser um homem bastante misterioso, e mesmo que dissesse coisas a respeito dele mesmo, no final, Jungkook sempre achava que o mesmo pudesse estar escondendo muitas coisas dele, diferente de si que sempre respondia tudo com detalhismo e não parecia querer esconder nada do mais velho.

Hoje o dia estava nublado. Jungkook olhou rapidamente para o relógio e se virou para o outro lado da cama onde Agnes se encontrava deitada ao seu lado, encarando-o com o mais doce dos sorrisos. O mesmo retribuiu, se levantando um pouco para poder beijar a mesma.

Ele gostaria de poder mandar mensagens para Cliffy agora; queria dizer que está tendo novos sentimento e que talvez pudessem se encaixar naqueles que o amigo sentia. Não estava mais querendo sair para festas e nem mesmo queria ver novas mulheres, estava se sentindo preenchido e tinha certeza de que Agnes teria o buscado antes que pudesse se transformar em um “novo ele” perdido.

Ambos se encararam por mais alguns minutos e se viraram para encarar o teto. O dia estava fresco e em suas cabeças, estavam tentando planejar o que fariam para aproveitar o dia.

Agnes ia visitá-lo aos sábados enquanto que o mesmo a buscava nas quintas-feiras à noite para poderem dormir juntos e irem para o trabalho na manhã seguinte. Como estavam os dois no mesmo emprego, era sempre divertido irem para lá com os carros divididos. Em uma semana iam com o de Agnes e em outra semana iam com o de Jungkook e assim por diante.

Mesmo que tivessem pouco tempo de namoro, Jungkook sabia que aquela era a mulher certa para ele, e a mesma deixava isso bem claro todos os dias, cada vez mais provando o quanto queria estar com ele.

Mas o que de tudo adiantavs ser um homem feliz sem ter o seu melhor amigo para contar a notícia? Jungkook sentia falta e mesmo que Cliffy dissesse que estaria sempre ali, ele não estava.

Jungkook sempre imaginou que quando se formasse por inteiro, estaria em mais uma das sessões, pronto para dizer o que teria feito no dia anterior e pronto para fazer mais uma pergunta inusitada para Cliffy a respeito de mulheres e da sua esposa.

Mas hoje, Jungkook recebeu um telefonema e os dois meses e meio de pura felicidade foram ao chão ao receber uma das piores notícias de toda a sua vida.

Seu coração se partiu e o mesmo também foi ao chão. Estava quebrado, seu coração estava em pedaços como se fossem pequenos cacos de vidro.

Jungkook novamente pôde sentir a dor.

Parte 3 - O final

Jungkook ao entrar na sala onde fazia suas consultas, se deparou com uma mulher loura com suas mãos apoiadas na mesa onde Cliffy ficava, aos prantos.

O mesmo recuou, até mesmo pensou em se retirar da sala, mas se aproximou. A mulher o olhou confusa, mas depois se deu por fim ao perceber quem realmente ele era.

Jungkook sorriu e as lágrimas que antes tentava segurar, escorreram rapidamente por todo o centro de seu rosto, parando apenas quando entravam em sua boca. A mulher retribuiu o sorriso e ambos se abraçaram.

Jungkook sentiu seu corpo relaxar depois de tanto tempo tensionado. Suspirou fundo e apertou seus olhos involuntariamente, fazendo com que mais lágrimas escorressem.

Cliffy havia se afogado após seu bote se virar em uma correnteza enquanto pescava. Jungkook e Lizie se afogavam um no abraço do outro, tentando aceitar o que aconteceu e se consolarem.

[...]

Agora, Jungkook se despedia de seu melhor amigo com uma carta que dizia tudo o que ele conquistou e também sobre o seu dia de ontem.

Ele havia escrito sobre como conheceu Agnes e como queria que ele visse o quanto ela era bonita; também escreveu sobre a promoção que ganhou em seu trabalho e sobre tudo o que ele fez nesses últimos meses em que o mesmo esteve fora. Disse que aprendeu a conhecer melhor a si mesmo e que se sente muito melhor agora. Disse o quanto sentia falta e que iria na sala de consultas todas as quartas-feiras pessoais para deixar um grande jarro de flores como lembrança de que o mesmo nunca será esquecido.

Jungkook colocou a carta sobre o corpo do melhor amigo antes que o caixão pudesse ser fechado e uma lágrima caiu sobre a mesma. Lizie, Agnes e ele encaravam-o aos prantos, mas foram capazes de sorrir uma ùltima vez, pois tudo ficaria bem.


Notas Finais


Decidi trazer essa one mais triste para homenagear a morte do meu gatinho. Como promessa, ela está aqui ❤️
A tristeza que venho sentindo serviu como inspiração e eu espero que tenham gostado.

🍒Não é a One mais perfeita do mundo, mas realmente me deixou feliz.🍒

Comentem o acharam e não se esqueçam de favoritar ❤️ Até a próxima!!


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