História O terrível destino de Sam Winchester - Capítulo 5


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Notas do Autor


Um capítulo cheio de emoções para essa semana! O reencontro prometido junto de alguma cenas quentes pra vocês! Espero que gostem!
Momento de divulgação rapidinho, afinal eu ficaria muito feliz se dessem uma olhada em meus outros trabalhos que estão em andamento.
Pra quem curte histórias do omegaverso, medievais, tramas políticas e romances impossíveis recomendo: "Equilíbrio"
Pra quem curte histórias com triângulos amorosos, pegada colegial e bastante ação temos essa: "Dualidade do Spider"

Capítulo 5 - Reencontros


— Me diz logo o que você é! Se vamos trabalhar juntos eu quero saber!

Após um tremendo susto e de tentar atacar Ruby com um abajur, Sam tentou correr para porta, apenas para descobrir que não conseguia mover seu corpo. E sem ter escolha acabou sendo obrigado a ouvir a proposta de Ruby.

— Não sei se está pronto para a resposta, Sammy. A sua reação de mais cedo não passou muita confiança. — ela acariciou o rosto dele e o fez rosnar.

— Não me chame assim! — ele ordenou. — Eu faria um acordo até com o diabo para me livrar do meu pai! Não subestime o que eu estou disposto a fazer!

— Você não tem ideia de como está certo. — mais uma vez os olhos dela ficaram negros e seu sorriso de orelha a orelha. — Eu sou um demônio. E esse corpinho bonito aqui é apenas uma casca que me permite andar entre os vivos.

— Você está possuindo essa garota?

— Esse termo é tão anos 70... — ela revirou os olhos. — Não se preocupe, eu estou reutilizando, precisava de alguém que não chamaria atenção se mudasse de comportamento de repente então peguei uma garota em coma e sem família.

— Isso não muda o fato de que roubou o corpo dela! — ele se queixou.

— Quer ficar debatendo isso ou quer discutir como iremos destruir o seu amado papai?

— Antes disso, me explique porque você quer o meu pai morto. Não farei um acordo sem ter todas as informações!

— Sendo assim, melhor se sentar. — Sam sentiu seus músculos relaxarem e finalmente pôde voltar a se mover. Seu primeiro impulso foi voltar a correr, mas ele tinha a impressão de que não conseguiria, então se contentou em se sentar n sofá encarando a garota. — Seu pai, o grande e forte alfa que é, tem sido um grande problema para a comunidade sobrenatural a muito tempo e isso vale até mesmo para os demônios. E o chefe já está se cansando dele, mas como ele é um cara difícil de pegar recebemos ordens de usar os filhos como reféns. Mas como eu disse antes, foi muita sorte encontrar você, um filho que quer ele morto tanto quanto nós. Você pode ser a chave para a queda do lendário John Winchester.

— É, isso se o que está me contando for verdade. — Sam a encarava desconfiado.

— Por que eu mentiria? Isso é benefício mutuo. Queremos ele fora da jogada e você quer ser livre. Simples assim.

— Sei. Duvido que estejam fazendo isso só pelos monstros que ele caça. Tem mais coisa aí. O que vão fazer quando ele estiver morto? — mesmo querendo sua vingança, ainda era um caçador e pretendia continuar a proteger as pessoas.  

— Isso já não é da sua conta, Sammy. — ela enfatizou seu apelido apenas para irrita-lo. — Não entenda mal, adoraria trabalhar com você e tê-lo como aliado, adorei essa sua sede de vingança e ver um filho matando o próprio pai me daria água na boca. Só que sua colaboração não é essencial, se continuar bancando o difícil volto para o plano A e usarei você de isca.

Foi nesse momento que Sam entendeu a situação em que se encontrava, não havia opção a não ser jogar o jogo dela e, somente porque precisava de ajuda para se vingar, decidiu embarcar naquilo. Porém, no instante em que o coração de seu pai parasse de bater faria com que o de Ruby também tivesse o mesmo destino.

— Tá certo. Só tenho uma condição: Dean fica de fora. Sei que quando isso começar ele vai querer se envolver e não quero ele no fogo cruzado.

— Mas que coisa fofa! Um ômega querendo proteger o seu alfa! — ela apertou a bochecha de Sam e fez ele detesta-la ainda mais. — Se ele não interferir não vai se tornar um alvo, não temos nada contra ele, por hora. — ela mais uma vez enfatizou a ultima parte para deixar bem claro que isso podia mudar. — Agora que tal me contar o seu plano? Tenho certeza de que reservou algo diabólico para seu paizinho.  

 

 

 

...

 

 

 

Enquanto isso, não tão longe da pequena cidade onde Sam estava, um alfa loiro dirigia sem parar enquanto tentava sentir a presença de seu ômega. E quando sentiu que seu pequeno Sammy estava pensando em alguém com desejo seu coração doeu, mas esse sentimento logo se tornou de fúria e ele com certeza iria acabar com quem quer que fosse que havia tocado em seu Sammy. E saber que o mais novo havia permitido isso seria pauta de uma longa discussão que teriam assim que se encontrassem.  

Ou ao menos era assim que ele estava penando até sentir que as emoções de Sam se tornaram dor e medo e isso o deixou preocupado a ponto de cravar as garras no volante. Em que encrenca Sammy poderia ter se metido em tão pouco tempo? Dean precisava se apressar, mas mesmo com sua ligação era difícil saber onde o mais novo estava.

A sensação de dor cessou e por alguns segundos Dean pensou que tudo ficaria bem, pelo menos até sentir algo bloqueando a ligação entre eles. Era como se uma nuvem de fumaça preta estivesse se colocando ente eles e agora já não conseguia mais saber o que Sammy sentia ou onde estava. E isso só significava duas coisas: Ou Sammy havia morrido e a ligação se desfeito, ou alguma criatura sobrenatural estava impedindo que seus sentimentos fossem compartilhados. E não eram muitas criaturas que possuíam tamanho poder.

Quanto mais Dean pensava sobre isso mais tinha um mau pressentimento e sentia que seu irmão estava prestes a fazer uma grande burrada se não fosse impedido. E por mais que ele quisesse continuar dirigindo o antigo carro de Bob, precisava comer, seu estomago já vinha roncando a horas, não havia ingerido nenhum alimento desde que deixou sua antiga casa e se continuasse assim não iria ter energia para continuar sua jornada em busca do irmão.

O trajeto que vinha seguindo até agora o levava rumo a New Orleans, um lugar conhecido por ser território de monstros e era provavelmente onde Sam estava, o pior lugar possível para um Winchester estar. Com isso em mente ele estacionou o carro em frente a uma lanchonete na beira da estrada. O lugar parecia malconservado e até sujo, mas era sua única opção para ter uma refeição antes de prosseguir.

Dean entrou tão imerso em seus pensamentos que sequer olhou ao redor, um erro grande para um caçador, tudo que ele desejava era uma refeição rápida para poder seguir viagem, então ele se sentou em um dos bancos e esperou a garçonete vir até ele e anotar seu pedido, sem muita enrolação pediu um cheesburguer e um copo de coca.

 — Longe de casa, não? — aquela voz fez ele se arrepiar dos pés a cabeça, mesmo de costas para ele sabia bem a quem pertencia, jamais esqueceria a presença que o pai tinha e o quão ruim fazia ele se sentir.

— Como... Como me achou? — Dean perguntou sem ter a coragem de se virar, ele sentia suas mãos tremerem em desespero, jamais imaginou que seria pego antes mesmo de poder alcançar o irmão.

— Essa é a pergunta errada, filho. — John cuspi aquele termo que um dia já havia significado algo para ele. — Devia se perguntar se eu realmente me afastaria no período que seu irmão tanto desgraça nossa família todo mês. Ou se eu realmente deixaria vocês saírem da minha vista. Achou mesmo que teriam seu felizes para sempre? Que bastaria fugir e abandonar séculos de legado? Esse era seu teste, garoto. E você falhou, provou que é tão medíocre quanto seu irmão e que nenhum dos dois merece meu sobrenome.

Os pensamentos de Dean podiam formar um turbilhão, milhares de respostas passaram por sua mente e ele tinha vontade de gritar todas elas, mas mesmo assim na presença do pai toda sua força de alfa desaparecia. E quanto mais pensava a respeito mais aquilo fazia sentido, era a primeira vez que o pai saía numa caçada sem discuti-la antes com Bob, tudo fazia parte de seu plano.

— Seu sobrenome? Pode ficar com ele! — Dean finalmente conseguiu dizer. — Todos esses anos dizendo que o Sammy era a vergonha da família... Mas é você que é! Se é esse o legado dos Winchester eu prefiro não fazer parte disso! Eu... Eu te odeio! Devia ter te matado no primeiro cio dele e acabado com isso! O que você fez... O que eu deixei você fazer... Nunca vou poder me perdoar por isso! — o loiro jamais imaginou que teria a coragem necessária para cuspir tudo aquilo que estava entalado em sua garganta, mas agora se sentia aliviado e se fosse morrer, pelo menos havia conseguido esfregar na cara de seu pai o lixo de alfa que ele era.  

— Agora resolveu criar coragem? Se fosse mesmo tão macho não teria ficado de cabeça abaixada todos esses anos. Teria se mostrado um alfa de verdade e me ajudado a curar o seu irmão dessa fraqueza! — ouvir aquilo fez seu estomago embrulhar. — Você ainda tem salvação, Dean. Basta trazer a cabeça de seu irmão e deixo você voltar.

— Você é doente! Eu nunca escolheria você!

— Então essa vai ser nossa última conversa. Eu errei com vocês, fui piedoso demais, com vocês, deixei que fossem contaminados por fraquezas. É tudo culpa da puta da sua mãe! Ela envenenou vocês! Agora eu terei de expurga-lo do mesmo jeito que faço com os outros monstros. — John fez uma pausa e depois gargalhou. — Creio que vá querer comprar um jornal, a página cinco vai lhe interessar bastante. — ele sugeriu antes de se levantar e logo em seguida se inclinou até as orelha de Dean antes de sussurrar. — Se você se virar, olhar para trás ou se mexer vou estourar seus miolos aqui mesmo. Entendeu?

— Sim... — foi tudo que ele pôde dizer em meio ao medo que sentiu.

Dean perdeu a noção do tempo em que ficou ali paralisado sentindo seu corpo tremer e suor frio escorrer por sua testa. Ele ainda segurava  sanduíche, mas não havia mais apetite.

— Está tudo bem? Gostaria de mais alguma coisa? — a garçonete voltou até ele e parecia preocupada.  

Dean piscou algumas vezes antes de retornar a realidade. A garota o encarava com as sobrancelhas arqueadas e chegou a balançar sua mão em frente a seus olhos.

— Um jornal, por favor. — ele finalmente conseguiu dizer.

Seus olhos agora percorreram o local em busca do pai, mas não havia nenhum sinal dele na lanchonete, isso deveria fazê-lo se sentir aliviado, mas não fez. Dean sentia como se a qualquer momento pudesse surgir novamente e destruir as poucas esperanças que tinha de um final feliz.

Dean se sentia o pior alfa do mundo, não só não havia conseguido cuidar de seu ômega, mas também havia perdido toda a coragem simplesmente por sentir a presença do pai. Até quando John conseguiria assusta-lo dessa forma? Mesmo agora que finalmente havia se desprendido de seu senso de dever a ele não conseguia encara-lo de frente. Como poderia olhar Sam nos olhos se não pudesse fazer isso?

Ele não teve tempo de encontrar as respostas, a garota retornou com o jornal e ele agradeceu antes de pega-lo e folhear direto até a página cinco. Havia uma manchete sem muito destaque, mas o título conseguiu chamar sua atenção.

Homem paraplégico comete suicídio após confessar uma série de crimes horrendos. Os policiais que chegaram ao local o encontraram em posse da arma do crime em meio a várias fotos de corpos mutilados. Ao vasculharem o local foram encontrados diversos livros de ocultismo e itens satanistas ou pagãos. Dentro da propriedade foi encontrado um porão com diversos itens de tortura e correntes de aço, provavelmente usado para a mutilação das vítimas. No quintal estão sendo desenterrados diversos corpos sem identificação e os peritos estimam que possa haver cerca de uma centena. Seria esse um ato isolado? Ou será um membro arrependido de um culto satânico?”   

— Bobby... — Dean sabia que o pai não perdoaria o beta, mas jamais imaginou que chegaria a esse extremo.

A morte de seu amado tio foi sentida e ele se permitiu chorar por ele, por mais que desejasse que houvesse uma forma dele ter saído dessa situação vivo, sabia que com seu pai não funcionava assim e que se não fosse detido Sam e ele seriam os próximos.

Dean se forçou a comer, não podia arriscar desmaiar, não antes de encontrar Sammy e toma-lo em seus braços. Ele não sabia como faria, mas iria encontrar Sam até o dia seguinte, não importando o que tivesse de fazer para isso.

 

 

 

...

 

 

 

Sam passou todo o dia discutindo o seu plano de mestre e preparando Ruby para cada cenário e quando a noite chegou já estava cansado de tanto falar. A ideia que havia surgido de forma sutil em sua mente agora havia tomado uma proporção gigantesca digna de um filme.

— Antes de começarmos, tenho mais uma coisa a pedir. — Sam disse enquanto observava o mapa a sua frente.

— Acho que você já gastou a sua condição. — Ruby o lembrou. — Não está numa posição de pedir favores.

— Esse favor não vai interferir no plano. Na verdade, é crucial. Quando a hora chegar quero que seja eu a por um fim a existência de merda do meu pai.

— Sabe, Sammy, acho que o chefe vai adorar você! — os olhos dela ficaram negros e mais uma vez ela abriu um sorriso de pura crueldade.

— Quem é seu chefe? — ele perguntou mais uma vez.

— Não é a hora ainda. Vocês vão se conhecer em breve, isso eu garanto. — a mesma resposta e já era a terceira vez que perguntava. — Agora é melhor o filhotinho ir dormir, vai precisar descansar. Começamos amanhã. — ela apontou na direção do quarto e Sam se viu sem escolha a não ser pegar sua mochila e se contentar em ter uma cama.

A noite foi repleta de pesadelos e nem mesmo Lipe, seu tão amado ursinho de pelúcia podia protegê-lo deles. Olhos vermelhos brilhantes o encaravam onde quer que fosse enquanto ele carregava uma criança nos braços e tudo que mais queria era protegê-la, sentia seu corpo ser ferido, queimado e até mesmo despedaçado, mas não ia larga-la, ao menos até Dean surgir e o abraçar, por alguns segundos ele pôde se sentir seguro, apenas para ver Dean arrancando a criança de seus braços e desaparecendo para longe lhe deixando sozinho com aqueles olhos vermelhos que sussurravam seu nome.

— Caralho! — Sam acordou ofegante e praticamente pulou da cama, sua cauda acabou esbarrando em alguns objetos da mesa de canto e fazendo um grande barulho.

— Olá, Sammy. Você conseguiu vir parar bem longe, né? — Dean estava na janela e falava como se tudo estivesse bem entre eles.

Como caralhos você me achou? — Sam perguntou irritado, mais com seu sonho do que com Dean em pessoa.

— Isso não importa. Não foi fácil e não me orgulho, mas agora estamos juntos. — Dean possuía um olhar feliz e ao mesmo tempo exausto.

Sam não conseguia acreditar, não fazia nenhum sentido ele simplesmente aparecer ali. Ele precisou se beliscar para ter certeza de que estava acordado. Seu primeiro pensamento foi soca-lo e manda-lo embora, seu segundo foi mais intenso e a sua vontade era de agarra-lo e beija-lo como nunca antes havia feito, mesmo que não soubesse porque, afinal não o amava. Ou amava? Talvez a marca estivesse afetando seu julgamento. Mesmo assim ele seguiu a terceira opção: Se manter frio e garantir que ele fosse embora antes que Ruby o notasse.

— Eu quero que vá embora. — Sam pediu.

— Não quer não. Eu posso sentir o que você sente. E nesse momento você pode até estar com raiva, mas me quer aqui. — Dean afirmou dando um passo a frente.

— Está falando dessa marca que você cravou em mim sem sequer me perguntar se eu queria antes? — Sam apontou para o próprio pescoço. — Estou preso a você até a minha morte! Você tirou o pouco de liberdade que eu ainda poderia ter! nunca vou te perdoar por isso! E não me importo com o que você acha que sabe sobre o que eu sinto, quero você longe!

 

Dean não se moveu, o que o mais novo havia dito estava certo, ele forçou aquela ligação e agora não havia como desfazê-la, mas Dean também sabia que iria ficar ao lado de Sammy não importa o quanto ele quisesse magoa-lo.

— Eu entendo porque você quis fugir. Sério, se estivesse no seu lugar teria feito o mesmo. Mas você gostando ou não estamos juntos, somos um só agora e temos um problema muito maior a resolver. — Dean não queria falar da morte de Bobby tão cedo, mas tinha de mostrar a seriedade da situação. — Bobby está morto. Nosso pai o matou e fez ele parecer culpado por todos os corpos lá na oficina. Eu encontrei com ele e ele deixou bem claro que vai vir atrás de você e de mim. Então antes de querer me expulsar, me deixa te ajudar a cuidar dele, me deixa te proteger como eu sempre devia ter feito. Não vou te abandonar de novo, Sammy. — o loiro se aproximou e levou a mão ao rosto do menor. — Me deixe mostrar o quanto eu te amo. — Sam deu um tapa na mão dele e o olhou cheio de fúria.

— Você é doente? Acha que algo do que aconteceu entre nós teve a ver com amor? Você é mesmo patético, Dean! Está tão desesperado por amor que nem vê que eu só queria te usar! Eu precisava de um afla para me saciar e precisava te deixar fora do meu caminho pra fugir! Só isso! A única coisa que eu não esperava era ser marcado porque eu nem sabia que essa porra era possível! — Sam sentia seu sangue ferver toda vez que Dean falava como se eles fossem um casal. — Se eu soubesse disso, nunca deixaria acontecer! Eu não te amo!

— Como você pode ser tão egoísta? Acha que só você sofria? Acha que eu escolheria amar meu próprio irmão? Não, porra! Nunca quis nada disso! — Dean o colocou contra a parede e começou a gritar. —Mas eu estou aqui! Estou lutando por você e você nem parece pensar em mim ou no que eu sinto! Eu cansei! Sou seu alfa e você vai passar a me obedecer! — a presença dele se intensificou tanto que Sammy se sentiu pequeno e acanhado.

— É tão... Ruim... Quanto John... — Sammy consegui dizer sentindo todo seu corpo tremer e perder as forças. — Precisa da... Sua presença... Pra me forçar... — Dean se assustou quando notou o que estava fazendo e então se afastou. — Por que eu deveria... Me importar com o que você sente?  — Sam estava recuperando o folego. — Você não parecia se importar até eu tentar me matar! Chama isso de amor? Porque eu não acho! E nunca vou me submeter a você! Pode até ser dono do meu corpo, mas nunca vai ser do meu coração!

Dean se entristeceu mais ainda ao ouvir aquilo, se sentia um estuprador, ou pior ainda, um dono de escravos que havia roubado Sammy de seu lar e o obrigado a ser seu. Ouvir tudo aquilo vindo da pessoa que devia ama-lo mais que tudo doía demais e ele não sabia como concertar as coisas. Sam parecia não ter mais esperança alguma de que dias melhores pudessem vir.

— Você ainda me odeia, tudo bem. — Dean concluiu. — Posso lidar com isso. Vou ficar aqui e aguentar toda sua dor até você não sentir mais. Pode gritar, me bater e xingar a vontade, eu aguento. Só que eu sou seu e você é meu. Não quero te obrigar a isso, mas não temos mais como viver separados.  

— Do que está falando? Estava muito bem até agora, mesmo com essa porra de marca!

— Isso não ia durar, Sammy. Um ômega que fica muito tempo longe de seu alfa morre. As pessoas chamam de depressão do afastamento. Seu corpo ia começar a enfraquecer e a definhar até simplesmente parar de funcionar. EU já vi isso acontecer com ômegas que cujos alfas eram criminosos, eles sempre acabavam morrendo em questão de semanas.

— Está me dizendo que eu nem posso viver longe de você? Que mesmo depois que isso tudo acabar eu vou ser obrigado a ficar com você? Eu prefiro morrer! — Sammy cravou as unhas nas mãos a ponto de perfurar sua carne. — Isso não é justo!

— Eu sei. — Dean foi até ele mais uma vez e tomou suas mãos o fazendo cravar suas unhas em seus braços. — Não se machuque mais, Sammy. Eu estou aqui para carregar sua dor.

Sam o encarou perplexo por alguns segundos e então levou sua boca ao pescoço de seu irmão e o mordeu com força, tanta que arrancou um pedaço de carne e sentiu o sangue jorrar enquanto mantinha os dentes cravados ali e por algum motivo fazer isso estava o acalmando. Dean sentia dor, mas comparada a de seu ômega não era nada.

— Pode chorar. Pode deixar sair. — Dean o abraçou e começou a acariciar seu cabelo. — Vai ficar tudo bem, Sammy.

O calor do mais velho tinha um efeito que Sam não conseguia entender, em questão de minutos conseguia se sentir como se tudo pudesse acabar bem. Ele parou de mordê-lo e se sentiu arrependido do machucado que havia causado e então começou a lamber a ferida, como se isso pudesse concertar tudo. Dean mesmo naquele momento que deveria ser de reconciliação não pôde evitar se arrepiar com aquele gesto do menor, sentir aquela língua em seu pescoço lhe trazia sensações que estavam além de seu controle.

— Mas que cena fofa. — Ruby debochou entrando no quarto e fazendo os dois se assustarem. — Já dei a vocês tempo o bastante, não estou afim de esperar a foda de reconciliação também.

— Nós não íamos...! — Sam se virou para ela envergonhado.

— Quem é essa? — Dean perguntou tomando a frente do irmão, mas ao ver os olhos negros ele soube o que se tratava. — Um demônio? Você foge para se unir a um demônio, Sammy?

— Você vai explicar a ele ou eu explico? — ela questionou olhando para Sam que optou por ele mesmo contar.

— Você não precisa dela! — Dean afirmou. — Nós dois juntos podemos dar um jeito!

— Se for ficar, vai ter que aceitar as coisas do meu jeito, Dean. — Sam afirmou o olhando nos olhos, não havia hesitação.

— Confia nela?

— Não. Preciso dela. — ele admitiu sem se importar que Ruby ouvisse. — Você pode ficar ou pode r, a escolha é sua.

— Se for para cuidar de você, eu fico. Mas se essa demônio do olho preto tentar alguma coisa eu acabo com ela!

— Pois bem, bem-vindo ao time. As regras são bem simples: Se ficar no caminho morre e se questionar alguma coisa morre e se sujar e não limpar...

— Deixa me adivinhar, morre? — Dean revirou os olhos.

— Entendeu o espirito da coisa. — Ruby sorriu e deu as costas a eles. — Podem voltar a fazer o que não iam fazer, tenho tampões de ouvido.

— Eu não gostei dela. — Dean sussurrou ao ver a porta se fechar novamente.

— Nem eu. — concordou Sam.

— Olha, não estou questionando... Mas tem certeza desse seu plano? Vai começar uma guerra...

— Tenho. John é perigoso demais, precisamos dele ocupado.

— Tá, se é o que você quer... — Dean fez uma pausa. — A gente não ia mesmo...? Você sabe... Você meio que me deixou duro agora a pouco...

Vá se foder! Não vamos transar nem agora e nem tão cedo! — Sam rebateu na mesma hora indignado.

— Mas isso quer dizer que lá pra frente nós vamos, certo? — aquilo fez o mais novo revirar os olhos.

— Se eu te comer, tudo bem. — ele disse achando que isso encerraria a discussão.

— Ômegas não podem fazer isso...

— Eu ainda tenho um pau. — Sam deu de ombros.

— E você acha que um alfa foi feito para dar a bunda? Sem o lubrificante natural isso seria uma tortura!

— Está com medinho? Eu nem tenho o nó. Meu pau deve ser metade do seu, entraria fácil. — Sam estava gostando de ver a expressão de pavor do irmão.

— Acho que posso ficar sem sexo... Melhor do que a alternativa.,,

— Aha! Pau no rabo dos outros é refresco! — Sam mostrou o dedo do meio. — Eu já vou avisando, só transei com você por causa do cio. Não tem a menor chance de eu fazer isso em qualquer outro dia!

— Está dizendo que só vamos foder uma vez por mês? Mas e o meu cio? Ele vem em um dia diferente! Você precisa aliviar o seu alfa!

— O problema é seu e do seu pau! Não enfiando em mim não ligo para o que vai fazer! — Sam deu de ombros.  

— Está sendo egoísta de novo! — Dean se queixou e ponderou or alguns minutos. — Se eu deixar você me comer você para com essa greve de sexo ridícula?

— Está falando sério? — Sam sentiu sua cauda balançar ao ouvir aquilo. — Está tão necessitado que vai se submeter a um ômega?

— Do mesmo jeito que você, eu também não posso ficar com outras pessoas. Então se não transarmos um com o outro passaremos a vida sem sexo. E esse não é um mundo no qual que quero viver. — Dean explicou já se desfazendo da jaqueta. — Eu até poderia te forçar, nem precisaria me esforçar muito, mas não quero te machucar de novo. Quero que você comesse a gostar das nossas transas e que queira mais. Então se tiver de fazer essa concessão, que seja.

— Pode ter feito um discurso, mas tudo que eu ouvi é que você não quer ficar sem sexo. — Sam riu e tio a própria camisa. — Fica de quatro então. Vamos ver se você gosta de sentir alguém invadindo o seu corpo!

Dean tirou o resto das roupas e fez como foi ordenado, afinal estava ali para se redimir. Ele observou Sam tirar o resto de suas roupas por de trás dos ombros e logo o sentiu atrás de si brincando com a ponta dos dedos em suas nádegas para logo em seguida enfia-los com um pouco de cuspe. O alfa teve certeza naquele momento que não sentia prazer algum naquilo, no entanto, ao sentir o quanto Sammy estava animado com aquela ideia ele sorriu.

Não demorou muito para Sam resolver invadi-lo com seu pau e Dean precisou conter um gemido de pura dor, mesmo que o irmão fosse bem menor em tamanho ainda havia aberto um caminho jamais explorado antes. Por vários minutos ele sentiu o movimento de entra e sai em seu interior sem sentir nada além de desconforto, até Sam atingir um ponto em seu interior que o fez gemer de puro prazer e sentir seu próprio pau babar.

Issoooo, Sammy, aí mesmo! — ele pediu.

— Para! Não fala assim! — Sam pediu sentindo seu corpo se arrepiar por completo.

— Vai, mais rápido! Me come!

Porra! — Sam parou os movimentos e começou a se sentir estranho.

— O que foi, Sammy? Não está gostando de meter em mim? Seu pau é tão gostoso! — depois de dizer isso Dean se virou para olhar para o irmão que estava de olhos fechados e mordendo os lábios, como se concentrasse toda sua força de vontade naquele ato.

— Eu te odeio! — ele se retirou do irmão e então se deitou na cama com a bunda empinada a oferecendo para Dean. — Você venceu... Anda logo antes que eu mude de ideia.

Dean não entendeu o motivo, pelo menos não até sentir que os pensamentos de Sam estavam focados na noite de seu cio e de como havia gostado de sentir o mais velho dentro dele e ao ouvir os gemidos de Dean só conseguia pensar em repetir aquilo, tanto que sua lubrificação natural começava a escorrer pelas pernas.

O mais velho sorriu e não perdeu a oportunidade, caiu de boca na bunda do irmão e começou a lambê-la adorando o sabor adocicado que trasbordava dele. Mas ele não demorou muito ali e logo encaixou a cabeça de seu pau na entrada do irmão e em uma só estocada estava dentro.

— Você pode negar o quanto quiser, Sammy, mas seu corpo foi feito para isso. — Dean deu uma única estocada firme fazendo Sam perder o controle dos próprios pensamentos. — Você precisa ter seu alfa te fodendo bem gostoso, não só no seu cio, mas sempre. — ele repetiu o movimento e Sammy não pôde evitar o grito que escapou. — Admite. Admite que você gosta ou eu não vou me mexer mais. — Sam cerrou os dentes e tentou rebolar, mas Dean segurou seu quadril. — Nada disso. Vai ter de obedecer. Eu posso até deixar você ficar no controle no resto, mas na cama quem manda sou eu!

Seu filho da puta! — Sammy gritou sentindo ódio daquilo, seu orgulho havia evaporado mais uma vez e ele sabia que se renderia a seu corpo. — Eu gosto de levar o seu pau na minha bunda! Satisfeito? Gosto de você me fodendo e de como eu me sinto cheio com sua porra! Agora se mexe pelo amor de deus! — ele implorou sem conseguir encarar o irmão.

— Tá vendo? Não foi tão difícil. — Dean começou a se movimentar devagar e se inclinou para perto do rosto do irmão e puxou seu rosto para um beijo violento e acabou sentindo seus lábios serem mordidos com força. — Eu já disse que aguento, Sammy. Mas será que você aguenta? — Dean começou a se mover com força e velocidade batendo sues quadris contra os do irmão. Ele estava sentindo tanto prazer que sentiu o nó começando a se formar e a preencher por completo o pequeno Sammy.

Porra! — Sam apertou os lençóis da cama se sentindo invadido. — Por que tem de ser tão grande?

— É pra te encher dos meus filhotes! Está sentindo meu pau pulsar? Eu vou gozar em você, de novo! Nós vamos ter muitos filhotes Sammy! — Dean continuava as se mexer, agora apenas rebolando o quadril sem poder puxar o pau um centímetro que fosse para fora sem correr o risco de rasgar o irmão.

— Para com essa conversa, caralho! — Sam pediu se sentindo estranho com aquelas palavras, mas algo em seu ventre tremia. — Termina logo com isso!

— Como quiser! — Dean levou a mão ao pau do irmão e começou a masturba-lo enquanto movia os quadris e brincava com a cauda do mais novo, aquele combo de sensações estava sendo demais e Sam foi o primeiro a ter seu orgasmo. Dean não demorou muito mais e acabou despejando todo seu esperma dentro de Sammy que chegou a se sentir de barriga cheia com a imensa quantidade.

Os dois desabaram na cama, mesmo que Dean ainda estivesse dentro do mais novo, afinal não poderiam se separar até que ele amolecesse. O loiro começou a acaricia os cabelos de Sam com um sorriso bobo no rosto.

— Eu sei que para você isso não mudou nada, mas para mim é um começo. — Dean disse próximo aos ouvidos do menor.

— Eu ainda não gosto disso. — Sam resmungou de olhos fechados e ofegante.

— Não adianta mentir, lembra?

— Por quanto tempo vai ficar preso em mim ainda? — ele desviou do assunto.

— Talvez meia hora ou mais, você só não pode me fazer ficar duro de novo. — Dean brincou.

— Eu realmente te odeio. — Sam bufou sabendo que naquele estado seria impossível não ter pensamentos impuros de novo.


Notas Finais


O que acharam desse reencontro? Será que os dois vão finalmente se acertar? Quais serão as verdadeira intensões de Ruby? Isso e mais na semana que vem! Abraços e até mais!


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