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História O teu amor - Capítulo 1


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Notas do Autor


🐹 – Bom dia. Boa tarde ou boa noite meus hamsᴛᴇʀsinhos! Tá tudo bem com vocês? Estão se alimentando bem? Dormindo direitinho? Estudado...? 🍃🍃🍃

Boa tarde, anjinhos. Trouxe essa one-shot sad para a minha bff 👉👈 ( @galaxie- ), eu espero que ela goste e vocês também. Amo você rafa 🤧💖

Capítulo 1 - Único


E mais uma vez você estava ali, deitada, cansada, sangrando. Com a pouca força que tinha alcançou o seu celular, pensou em ligar, mas uma mensagem seria menos dolorosa. Seus olhos mal se abriam, você tinha medo de não ter tempo.


Abriu a conversa e digitou, mesmo que sem forças em seu dedos, você apenas tentava. Por ele. A mensagem foi enviada, você chorou mais uma vez, era apenas um "Eu te amo", mas aquilo significava tudo, olhou para a janela do banheiro e viu estar amanhecendo, Jeongin logo voltaria para casa.


Você encarou o sangue vermelho escorrendo, chorou mais uma vez. Prometeu ao seu namorado que não tentaria fazer aquilo novamente. Mas não aguentou.


Seus olhos pesaram cada vez mais e ao sentir a ardência em seus punhos você se arrependeu, aquilo doía, o que fazia você se esquecer do que a levou a fazer aquilo.


Ouviu o bebê chorar do quarto. Não tinha forças para se levantar. Era manhã, ele estava com fome, mas a sua mãe sequer tinha leite para o amamentar. Rastejando você conseguiu sair do banheiro. Era uma casa pequena, apenas um quarto, uma cozinha e um banheiro. Não havia uma sala ou um quintal, vocês moravam em uma casa minúscula no fim da rua.


Viu seu bebê no berço. Era um berço dado, tão velho quando você própria. E olha que você só tinha 18 anos. Chegou até o ser pequeno e recém nascido. Yang Jongmin só tinha um mês de vida, novo demais para entender as crises e a depressão de sua mãe. 


Você se levantou. Seus pés doíam e você mal conseguia ficar em pé. Caiu na cama ao lado do berço do bebê. Amaldiçoou a si mesma. Agora a casa estava manchada por sangue. O seu sangue. Aquele que corria nos braços de seu filho e o qual corria também nos braços daqueles que a despejaram.


Lembro-me como se fosse ontem. Lhe vi ser jogada para fora de casa. Você foi sincera, abriu o seu coração para os seus pais e disse o que havia feito. Você engravidou com apenas 17 anos… Você era tão jovem. Nunca imaginou que iria amar tanto um garoto e nunca pensou que iria engravidar deste. 


Você foi aos prantos para a casa de Jeongin, contou o que aconteceu. Ele não era um menino de muitas condições financeiras, mas sua família decidiu lhe ajudar. Ficou por lá exatamente três meses até não poderem mais esconder. Todos já sabiam que a filha dos estrangeiros havia engravidado jovem. Jeongin não aguentava ver a própria família e as pessoas olharem daquele jeito para ti toda vez que passava por ali. Decidiu se mudar.


Jeongi conseguiu arrumar um emprego em um bar na madrugada e, assim, alugou uma casa nas favelas de Seul. Não era bonita ou grande, mas, vocês deram um jeito e tudo ficou simples, mas bonito. Jeongin não ganhava muito, o que lhe deixava de cabelos em pé. Aquilo era tudo culpa sua. Céus, o que você tinha na cabeça para não proteger a si mesma? Não culpava Jeongin. Você quis isso, mas, era jovem demais, não sabia o que tinha que fazer. 


Ouviu a porta de sua casa abrir com força e não foram mais de 10 segundos para ver o seu namorado ali. Jeongin segurava uma sacola do mercado em suas mãos e tremeu ao lhe ver na cama. O filho de vocês já havia dormido novamente.


– Você não fez isso, fez? – Os olhos do moreno lacrimejarem. Você não teve forças para falar, apenas afirmou. – Eu já lhe disse para não fazer isso. Você prometeu. Você prometeu! – Ele largou a sacola em qualquer lugar e correu até ti lhe abraçando com toda a força do mundo. 


O coração de Jeongin doía. Ele se amaldiçoava por não poder dar a você e ao bebê tudo o que mereciam. Mas ele só tinha um diploma do ensino médio, nem sequer um curso. Não seria fácil arrumar um trabalho em que ele não tivesse que dormir a tarde e trabalhar a noite para manter o aluguel e para não lhe deixar morrer de fome. Jeongin sabia que você vinha de uma família rica quando lhe conheceu naquela cafeteria. Você e suas amigas amavam sair juntas depois do colégio, até que Jeongin começou a trabalhar ali em meio período. Vocês se aproximaram cada vez mais até que se confessaram e consequentemente, dormiram juntos um dia. Você não imaginou que semanas depois a sua vida viraria um inferno. Não estava acostumada a coisas sem luxo, e tudo ficou mais dolorido depois que o bebê nasceu. 


– Eu já disse que iremos sair dessa. O meu Hyung está me ajudando com uma empresa, eu irei conseguir, e sei que irei porque eu tenho vocês. Vocês me dão força e sorte e eu sei que irei conseguir! – Você não conseguia conter as lágrimas ao ver aquele que você tanto amava chorando. E por sua culpa. Se sentia envergonhada. Deveria mesmo morrer. – Eu juro. Iremos dar um jeito. Nosso filho terá tudo, eu lhe darei tudo. Seremos uma família feliz, eu lhe prometo!


Você abraçou Jeongin com força sentindo a ardência de seus cortes passarem. Jeongin lhe trazia calma e você agradecia. Levantou seus olhos até o menino e lhe encarou.


– E-Eu mal posso fazer um café da manhã para você. Quando acordo, você está exausto. Nosso bebê chora em noites em que você não está e eu não posso sequer alimentá-lo com o meu leite. Eu sou uma mãe e namorada inútil que tem um corpo fraco e uma mente desgastada. Eu sinto muito, eu estraguei as coisas. – Você chorou incontrolavelmente depois de desabafar. Se sentia inútil em todos os sentidos. Seu corpo não estava produzindo nutrientes o suficiente para gerar leite materno para o bebê. Jeongin dormia de tarde e saía para trabalhar a noite. E você… Se sentia mal a cada dia que se passava. Até que tentou da primeira vez. Naquele dia, Jeongin chegou em casa e lhe viu desacordada. Ele pensou ter a perdido. Fazia três dias que ele era pai, ele estava tão feliz pelo bebê, mas quando chegou em casa, a única coisa que viu foi o seu corpo morrendo. Jeongin pegou não foi trabalhar no dia seguinte para ficar com você, o que o fez perder o dia e, assim, uma parte do salário. Você prometeu a ele que não voltaria a fazer aquilo novamente, porque caso contrário, Jeongin também morreria… Mas de desgosto. 


– Você não estragou nada. Ele é a melhor coisa que você poderia me dar e eu os amo. Eu estou aqui. Eu sempre estarei. Na alegria ou na tristeza. Na saúde ou na doença… E nem mesmo a morte poderia nos separar, porque eu não deixarei que você morra até que eu possa ver um sorriso no seu rosto e eu diga que tudo finalmente está bem. Seremos velhinhos e iremos nos lembrar dos tempos difíceis, iremos ver o nosso filho brincando no nosso lindo e grande jardim e jamais iremos o abandonar. Daremos nossas mãos e iremos dançar uma música juntos. Eu ainda lhe verei de branco no nosso casamento, nossos familiares irão ver o que nos tornamos e que o nosso amor venceu tudo. Seremos um só e eu não irei permitir que você me abandone. Não tente me deixar mais uma vez… Você nunca irá se livrar, porque eu te amo, e o meu amor basta. – Jeongin lhe deu um beijo nos lábios e deitou a sua cabeça no travesseiro, cobrindo-a ele pegou o celular e ligou para a ambulância. Você o observava em pé, ao lado da janela. Era dia. E você havia ganhado mais uma chance. Viu Jeongin voltar para a cama e sorrir. Disse a si mesma que não iria fazer de novo. O sorriso de Jeongin era tudo para ti. E o seu amor, bastava. 



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