História O tigre, o cervo e a grua - Capítulo 63


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Li, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya
Tags Amor Platonico, Castiel, Lysandre
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Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 63 - Das surpresas durante as audições


Aos poucos, a ideia de subir em um palco passou a entusiasmar deveras Virginia, tanto que estudou o texto com afinco. Queria ser a melhor das intérpretes para conseguir um bom papel. Quem sabe ser, até mesmo, a protagonista. Em algumas ocasiões, repassou as falas com Lysandre, que também desejava estar nos panos de uma personagem importante. Na opinião da pequena inocente, não havia ator melhor que o amigo. Quando queria, tinha a voz firme, impactante, respeitável. E, surpreendentemente, decorou o texto rapidamente. Era difícil compreender estas incongruências do amigo.

O dia das audições chegou mais rápido do que o desejável. Virginia estava tomada pela ansiedade e insegurança, tanto que acabou se enrolando com algumas falas, porém, mesmo assim, conseguiu agradar aos professores. Lysandre, por sua vez, estava impecável. E, para o espanto geral, Castiel também foi um destaque positivo. Decorou o texto, soube interpretar muito bem, não provocou ninguém, tampouco fez as suas costumeiras gracinhas. Parecia outra pessoa. E, claro, isto tinha uma boa explicação.

Acontece que a sua obsessão por Virginia o tirava do sério, tanto que já não dormia com mulheres estranhas com a mesma frequência. Quatro ou cinco nos fins de semana, e olhe lá. E Ambre não era mais o seu disque-sexo certeiro. Há tempos não se encontravam, para a fúria da loira, que cada vez mais seguia os passos de Castiel para descobrir o que andava fazendo. E os pontos se ligavam cada vez mais, o que a deixava tempestuosíssima. Enfim, o importante é que o guitarrista estava obcecado e queria, a todo custo, chamar a atenção de Virginia. Para tanto, parou de usar drogas, diminuiu o álcool e o cigarro, e também se tornou um pouco mais caseiro e organizado, estudando com um pouco mais de boa vontade. Se ser o macho alfa supremo não tinha funcionado, então era o momento de mudar de tática. E, claro, a conversa que teve com Lysandre também foi importante. No final, não precisava de um psiquiatra, mas uma mudança poderia ajudar no seu joguinho. Acho conveniente me aprofundar nesta questão, e dar algumas explicações mais detalhadas. Afinal, tinha outros caroços nesse angu. No entanto, farei isto em outro momento.

Exatamente porque desejava impressionar positivamente a todo custo, ele se dedicou ao máximo a aprender aquele texto. A sua memória era excelente, tanto que tinha inúmeras músicas gravadas na cabeça. E, quando estava obstinado, tudo parecia ainda mais fácil. Também acabou pedindo ajuda para Lysandre, que repassou o texto com gosto. No final, estava realmente merecendo um bom papel, devido ao esforço. E, graças à sua vaidade e segurança, conseguiu interpretar com perfeição.

Mas, também teve outro destaque surpreendente. Acontece que Ambre sempre adorava ser o centro das atenções, e se esforçava ao máximo para isto. Mesmo odiando ler e estudar, acabou por se dedicar a conseguir o papel principal. E, convenhamos, ela era uma excelente atriz. Sabia chorar lágrimas de crocodilo como ninguém, e se vitimizar era a sua especialidade, com mestrado em sorrisos falsos, e doutorado na arte de se fazer de desentendida. Tanto era ladina que passava a perna com facilidade na diretora, nos professores e, até mesmo, nos seus pais. Como vergonha era algo que não tinha, e presunção era o seu outro sobrenome, nada a afetava negativamente. Assim, tornou-se uma forte candidata ao papel principal.

No final, após muito discutirem, os professores chegaram a um acordo. E Boris deu o anúncio oficial, após um pequeno discurso, elogiando e criticando cada uma das performances. Para começar, atribuiu os pequenos papéis, depois, foi anunciando os de maior relevância.

– O Pai da Noiva será Armin – Disse Boris.

– Puta merda! E bem eu que não queria ter muita fala! – Esbravejou, disfarçadamente, para o irmão.

– Não reclama! Nem deve ter tanta fala assim! – Repreendeu Alexy, em um tom baixo.

– Poderia ter menos falas – Concluiu, ainda resmungando.

– A Morte será feita pela Priya. O papel da Lua fica a cargo do Nathaniel – Continuou Boris.

Todos ficaram surpresos, afinal, Nathaniel tinha se saído muito bem. Certo, era um tanto tímido, mas mesmo assim merecia estar entre os principais.

– A Sogra de Leonardo será interpretada pela Melody – Disse Boris.

Outra surpresa, afinal, Melody sempre era um dos destaques positivos da sala, em inúmeros aspectos.

– A Mãe do Noivo será a Kim – Continuou Boris.

– Mas, que merda é essa?! Como eu consegui ficar com um papel tão bom?! – Esbravejou Kim, completamente insatisfeita.

– Você não está contente? É um bom papel, não? – Estranhou Iris.

– Esqueceu? Eu não queria estar nessa maldita peça! Eu odeio isso! – Continuou, ainda mais exaltada.

– Por mais estranho que isso possa parecer... Bom, quer um conselho? Da próxima vez, não se esforce tanto – Finalizou Iris, ainda muito confusa.

Por sorte, estavam em um grupo à parte, distantes do professor Boris que, sem saber o que causava tamanho alvoroço entre as garotas, continuou os anúncios:

– A Mulher de Leonardo será interpretada pela Virginia.

Virginia sentiu-se frustrada. Era um papel com algumas falas, mas não tinha nada de extraordinário. Tinha se esforçado em demasia... Merecia ser a protagonista, ou, pelo menos, ter um pouco mais de destaque. Levemente aborrecida, saiu da quadra e foi até o seu armário pegar o seu material para ir embora. Rosalya, que notou a frustração da amiga, seguiu-a.

– Acho que você não gostou muito do resultado – Observou Rosalya.

– Eu me esforcei tanto... Passei noites em claro recitando. Pedi ajuda para a minha mãe, para o Lysandre... Queria muito ser a protagonista, pelo menos uma vez na vida – Confessou Virginia, já com a mochila nas costas.

– Ah... Não fica assim! Não gosto de te ver tristinha! E, pensa, você ficou em terceiro na corrida. E, além disto, nós todos vamos à praia nas férias. Teve muita coisa boa nesse ano – Respondeu, tentando animar a amiga.

– É... Você tem razão. Além disto, não posso reclamar das minhas notas. Esse ano até que está sendo interessante – Concluiu, um pouco mais conformada.

Enquanto isto, Boris fazia os últimos anúncios:

– E, como vocês devem estar ansiosos, vamos aos papeis principais. O Noivo será o Castiel.

Não era a personagem principal, mas, mesmo assim, o guitarrista estava satisfeito. Para quem odiava estudar, tinha se saído muito bem neste primeiro esforço.

– Por fim, Lysandre será Leonardo e Ambre será a Noiva.

Lysandre era muito bom, e merecia o papel, logo, não causou espanto. Mas, Ambre... Esta colecionava desafetos, que ficaram completamente aborrecidos com a escolha. Ela definitivamente não merecia. Uma pequena confusão começou, e Lysandre resolveu que o melhor a fazer era se afastar e procurar o seu bando. Armin e Alexy estavam em um canto, apenas esperando Rosalya para saírem – afinal, os dois amantes da moda tinham que começar a organizar a confecção dos trajes. Lysandre, ao vê-los, se aproximou e perguntou pela cunhada e por Virginia, mas eles não souberam responder. Então, o músico foi procurá-las.

E, de repente, Alexy se deu conta de um fato bastante curioso: Lysandre e Castiel estavam envolvidos em um triângulo amoroso na vida real e na peça. No entanto, Ambre era o objeto de desejo na ficção, justamente aquela que tanto amava Castiel – que interpretaria o preterido –, e não se cansava de perseguir Virginia – a real protagonista do imbróglio romântico. Era impossível não rir com este tipo de ironia.

 Com os papeis atribuídos, cabe encerrarmos este capítulo. Porém, adianto que no próximo teremos algumas antecipações. O nosso foco será os ensaios e a peça, e o que eles causaram no coração de Virginia. 


Notas Finais


As férias estão acabando, e eu não fiz nada de útil. O semestre se anuncia terrível, e eu me sinto apenas como o Agnaldo Timóteo nesse vídeo espetacular:
https://www.youtube.com/watch?v=b5i2QJwKxE8
Não deixem este vídeo morrer. #PAS
(com "s" mesmo).


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