História O tigre, o cervo e a grua - Capítulo 82


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Li, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya
Tags Amor Platonico, Castiel, Lysandre
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Palavras 1.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 82 - A (verdadeira) nauseante verdade


Lysandre, enquanto caminhava em direção à casa do amigo, ficava imaginando o que o teria levado a cometer aquela brutalidade. No fundo, por mais que as provas indicassem o contrário, tinha uma ponta de dúvida, tinha algo que apontava inocência no Castiel. Conheciam-se há muito tempo, tempo demais. E nunca tinha feito algo do gênero. Por pior que fosse o seu comportamento, não acreditava que seria capaz de mandar agredirem uma pobre garota, ainda mais Virginia, que o ajudou tanto no passado. Não sabia como tocar no assunto, sequer sabia se teria coragem de olhar nos olhos do amigo. Quando chegou, Castiel mostrou um comportamento normal, até brincou com a ausência de Lysandre na noite anterior:

– Seu cabeça oca, eu tenho certeza que esqueceu o nosso compromisso – Disse Castiel, enquanto fechava a porta.

– Aconteceu um imprevisto... – Replicou Lysandre, ainda pensando em como abordar o tema.

Pousou a mão sobre o volume que tinha no bolso. Talvez pudesse começar por ali.

– Você tem dois celulares, não é mesmo? – Indagou Lysandre, que decidiu ser cauteloso.

– Tenho sim... Quero dizer, tinha... Não sei onde foi parar o outro – Respondeu, achando estranha aquela pergunta.

– Quer dizer que perdeu um deles? – Questionou, procurando qualquer indício de culpa na expressão de Castiel.

– É... Mais ou menos por aí... Um dia fui pegar o celular, para ver se tinha algum contato interessante, e não achei o maldito. Devo ter perdido, sei lá... Nem me lembro de onde vi meu celular na última vez. Por que pergunta? Você achou? – Perguntou, ainda não entendendo qual era a intenção do amigo.

– Há quanto tempo você não o usa? – Insistiu, ignorando completamente a pergunta do guitarrista.

– Ah, sei lá... Já faz mais de quatro dias... Seis talvez... Mas, eu ainda não entendi qual é o seu interesse nisso tudo – Respondeu, um pouco alterado, visto que ainda não sabia onde o cantor queria chegar.

Lysandre refletiu. Não parecia ser culpado, porém... E se estivesse blefando? Talvez tenha se dado conta de que o perdeu na fuga, e diga tudo isto para não se incriminar. Ou talvez tenha emprestado o aparelho para um dos agressores, e o mesmo o avisou do que aconteceu. Estava impaciente e irritado, e um impulso animalesco o fez desejar terminar com tudo rapidamente. Pegou o amigo pelo colarinho da camiseta, e o prensou contra a parede, com uma fúria jamais vista.

– Qual é, cara?! Tá louco?! – Gritou Castiel, completamente chocado com aquela situação.

– Eu juro que estou tentando acreditar na sua inocência, porém, está cada vez mais difícil – Afirmou, olhando-o com grande desprezo.

– Inocência de quê? Do que tu tá falando? – Perguntou, tentando se desvencilhar das mãos do amigo.

– Ontem à noite... Eu estava vindo aqui... E achei a porcaria do seu celular. Ele caiu do bolso de um marginal – Explicou, apertando o amigo com mais força.

– E eu com isto?! Tá achando que era eu o marginal?! Que merda tu tá pensando?! – Berrou, completamente fora de si.

Totalmente descontrolado, segurando o colarinho da camiseta, Lysandre afastou o amigo da parede, e deu-lhe um forte soco na face esquerda. Em seguida, aproveitando que Castiel estava atordoado, jogou-o no chão. Usou de tanta violência, que o guitarrista acabou batendo seriamente a cabeça.

– Eu deveria acabar contigo! – Gritou Lysandre, cada vez mais ameaçador.

– Dá pra tu explicar que merda tá acontecendo?! – Respondeu, no mesmo tom de voz, após passar a mão direita na nuca, e verificar se tinha sangue.

Lysandre, que enquanto a amiga dormia, tinha tirado prints das conversas dela, e mandado para o seu celular, abriu a galeria de imagens e jogou o aparelho no peito do amigo.

– Diga você mesmo! – Ordenou Lysandre, esperando uma explicação, após colocar o pé direito sobre o peito do amigo.

Castiel começou a ler as conversas e, como não tinha culpa no cartório, começou a rir, um pouco de nervoso.

– Qual é, meu? Eu não mandei nada disso aqui não! – Respondeu Castiel, ainda lendo as conversas.

– Eu chequei o número. Era do seu famigerado celular de contatinhos – Afirmou Lysandre, com um tom de voz desprezível.

– Eu já falei que perdi aquela merda! – Exclamou, acreditando que o amigo tinha perdido o juízo.

– Pois bem. Ontem, enquanto eu vinha para a sua casa, vi um grupo de marginais agredindo uma pessoa, naquele beco escuro, há poucas quadras daqui – Explicou, após tomar o seu celular das mãos do amigo.

– E daí? – Perguntou, ainda não entendendo nada.

– Quando eu ameacei o grupo, todos saíram correndo, e um deles derrubou exatamente o seu celular – Continuou, esperando qualquer reação de Castiel.

– E eu com isto?! – Gritou, enquanto levantava a parte superior do seu corpo.

– Acontece que a vítima é exatamente essa pessoa com quem você andava de conversa, e com quem você tinha marcado um encontro – Disse, ainda incrédulo com tamanha dissimulação, após empurrar o peito do amigo com o pé direito, impedindo-o de se levantar.

– A Virginia?! – Gritou, completamente surpreso.

– Não, a sua mãe! – Exclamou, ainda tomado pela raiva.

– Tu tá de sacanagem, né? – Questionou, ainda não acreditando naquela história.

– De sacanagem está você! Ela ouviu os agressores falando que você tinha sido o mandante! – Acusou, apontando o indicador direito na direção do rosto de Castiel.

– Eu?! E por que eu ia mandar fazerem um negócio desses?! – Disse, completamente atordoado com a acusação.

– Diga você mesmo. Por quê? Estou esperando uma explicação! – Afirmou, após cruzar os braços e o olhar com grande náusea.

– Eu já falei que não tinha motivos pra nada! Nem estava comigo essa droga de celular! Armaram pra mim. Só não sei quem... – Defendeu-se, confuso, apoiando o corpo sobre os antebraços, e levantando a parte superior do corpo.

Lysandre, apesar do rancor, conseguiu fitar os olhos de Castiel, que realmente pareciam mostrar uma pessoa inocente. Talvez não fosse um blefe.

– Ao menos... Ao menos a Virginia está bem? – Perguntou Castiel, tentando se recuperar do choque.

– Isto não interessa! Eu vim aqui pela verdade! – Afirmou rispidamente, tentando recobrar a calma.

– Mas, cara, eu já disse que não sei de nada! – Disse, também tentando acalmar-se, enquanto procurava levantar-se.

– Pode não ser culpado, porém, certamente pode descobrir quem fez isto – Replicou, tentando colocar as ideias no lugar.

– Eu vou lá saber como... Qualquer um pode ter pegado a droga do celular – Rebateu, jogando-se sobre o sofá da sala.

– Não me parece que qualquer um possa ter feito tudo isto. Quem pegou o celular certamente queria te prejudicar, e pior, fazer a Virginia sofrer – Refletiu, sentando-se sobre o sofá menor.

– Bem, isto é. Pensando melhor... Por que a Virginia? Ela nem é o primeiro número da minha agenda. Se fosse uma mulher qualquer tentando se vingar, teria escolhido um dos primeiros números da agenda – Confirmou, também pensando no assunto.

– Certamente é alguém que conhece tanto você, como a Virginia – Concluiu Lysandre, que parecia acreditar mais no amigo.

– Espera... Tu disse que recuperou o celular, né? – Disse, de repente.

– Sim, está aqui – Confirmou, enquanto tirava o aparelho do bolso, com a ajuda de um lenço.

– Por que disso? – Indagou, sem entender aquele cuidado.

– As digitais do culpado certamente estão aqui – Respondeu, antes de entregar o aparelho.

Castiel, então, foi até a cozinha e pegou um pano, para manipular o aparelho. Tentou fazer a menor quantidade de movimentos possíveis, para não apagar as digitais do culpado. No mensageiro, tinha apenas as conversas com Virginia, e mais nenhuma.

– Você tem razão. Quem fez isto, não fez aleatoriamente. Fez de caso pensado. Queria me culpar e, ao mesmo tempo, dar uma lição na Virginia – Constatou Castiel, enquanto lia as demais mensagens.

– Então, seguramente é alguém da escola – Afirmou Lysandre, tentando pensar em possíveis suspeitos.

– Além disto, a criatura não se preocupou em escrever como eu. Tipo, eu não costumo acentuar as palavras, e também não tenho o costume de digitar vc. Eu prefiro escrever você sem acento, ou tu – Observou, enquanto ainda verificava as mensagens.

– De fato... – Concordou, pensativo.

Foi quando uma luz pareceu invadir aquela sala instantaneamente. Lysandre arregalou os olhos, e com expressão horrorizada disse:

– Castiel... Pensa bem: alguém da escola, que não gosta da Virginia. Alguém com quem você teve um relacionamento... Consegue ver?

Castiel, ao refletir um pouco, conseguiu entender o que o amigo estava supondo.

– Claro, cara! Só pode ser ela! Desde o começo, implicou com a Virginia. E como eu dei o fora nela, e há muito tempo não temos um encontro... Ela pode ter desconfiado de alguma coisa. Ela pode, até mesmo, ter ouvido alguma conversa, ou ter me espiado... Sei lá... Só pode ser! Só pode ser! – Exclamou, levantando-se de imediato.

– Além disto, três foram as pessoas que estavam no lugar – Completou, totalmente convencido da inocência do amigo.

– Ambre e as amigas! Claro, só pode ser! – Concordou, desta vez, com um tom de voz mais ferino.

– Entretanto, não temos provas. O que faremos? – Questionou Lysandre, preocupado.

O que fazer? Eis a questão. Será que Castiel tem um plano? Talvez... Mas, só descobriremos no próximo capítulo.


Notas Finais


Um vídeo para expressar a minha alegria com o fim das férias:
https://www.youtube.com/watch?v=ue847MH3KZk


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