História O tigre, o cervo e a grua - Capítulo 83


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Li, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya
Tags Amor Platonico, Castiel, Lysandre
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Palavras 1.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 83 - Crime e castigo


Após fazer Ambre implorar para ser punida, Castiel amordaçou-a, com um daqueles objetos propícios de sexy shop, que tem uma bolinha que fica na boca. E, finalmente, começou a açoitá-la, com toda a raiva e repulsa que sentia. Batia cada vez mais forte, e justamente a tinha amordaçado para que não pudesse gritar e chamar a atenção. E, não era um chicote qualquer, desses de brinquedo, era um pesado, de couro. Tinha comprado durante uma época em que se encontrava com uma mulher mais velha, que era masoquista, e gostava de práticas extremas, muito agressivas. No começo, ele até gostou, mas depois começou a ficar um pouco incomodado com certos pedidos. Para vocês verem: até o Castiel tem limites!

Mas, voltando ao assunto, Castiel estava passando do limite de uma simples brincadeira ou fetiche, tanto que Ambre começou a se movimentar em desespero, desejando que parasse. Pensou que seria apenas algo para apimentar um pouco, não uma prática deveras agressiva. A sua pele estava ardendo como fogo, e já começavam a levantar vergões. Tentava gritar, mas era em vão, então a maligna começou a chorar, pois não aguentava mais. Era uma dor lancinante, quase sentia o chicote rasgar a sua pele. Aquele fetiche era perverso demais, não esperava algo assim de Castiel. Ele, por sua vez, não tinha expressão no rosto, nem prazer, tampouco pena. Castigava-a sem sentir um pingo de culpa. E só interrompeu os golpes porque sentia o braço doer, devido à demasiada força que tinha aplicado.

Quando terminou, as costas de Ambre estavam de um vermelho vivo, em alguns pontos, tinha até mesmo marcas roxas. Se tivesse continuado por um pouco mais de tempo, certamente estaria sangrando. Sedento, disse:

– Agora, pense no que deixou o seu mestre puto a ponto de te castigar assim.

E, em seguida, foi até a cozinha beber um pouco de cerveja. Enquanto isto, Ambre tentava entender se aquilo tinha sido deveras uma punição, ou se Castiel apenas tinha aprendido a apreciar práticas mais violentas. Certamente ele não tinha descoberto sobre o que tinha feito com Virginia, logo a segunda opção parecia mais plausível. Porém, se aquilo acontecesse em todos os encontros, ela não suportaria por muito tempo. Doía demais. Além disto, uma pele como a dela não poderia ser maculada daquele jeito, ainda mais porque sonhava em ser modelo. Cicatrizes não ajudariam em nada nos seus planos.

Quando voltou, Castiel cruzou os braços e disse:

– Bem, agora que tu foi punida, eu vou explicar a situação. Eu sei de tudo. Sei que tu roubou o meu celular e o usou para praticar um crime. Marcou um encontro com Virginia, se passando por mim, e a levou até uma emboscada. Você, Li e Charlotte a espancaram, sem misericórdia. Uma garota indefesa e inocente, que nunca te fez mal nenhum. Que vergonha!

Ambre, ao ouvir aquilo, ficou chocada. Ele tinha descoberto tudo! E agora? O que faria? Certamente bateria mais nela!

– E, como se não bastasse, tentou me incriminar. E, depois, ainda diz que me ama. Que belo amor! Quero distância de uma doente criminosa como você! – Continuou, cada vez mais ácido.

Estava desesperada. Certamente Castiel se vingaria. Era o seu fim. Como não podia implorar por clemência, se debatia e chorava desesperada, na esperança de que ele tivesse piedade.

– Você deve estar curiosa, não? Deve estar se perguntando como eu consegui descobrir tudo. Acontece que aquele cara que as ameaçou ontem, é um amigo meu. Ele viu quando uma de vocês derrubou o celular, e o pegou, para levar à delegacia. Mas, aí ele reconheceu o aparelho, e também reconheceu Virginia. Ele a levou até o hospital, depois a trouxe até aqui, para esclarecermos tudo. Virginia acredita em mim, sabe que foi armação. Inclusive, ela reconheceu a sua voz – Blefou, usando de uma frieza assustadora.

Não! Não era verdade! Não podia ser verdade! Como um plano tão bem arquitetado tinha falhado daquela forma? Era mentira! Ele estava jogando!

– Sabe, aquele tipo de máscara que vocês usaram não é vendida em muitos lugares nessa época do ano. Claro, no Carnaval é bem comum, mas agora... Agora as lojas vendem apenas chapéus para as festas juninas. E tu sabe que a loja em que comprou tem câmeras de segurança, né? A polícia conseguiria imagens facilmente – Constatou, puxando um cigarro do bolso da calça e acendendo-o.

Tinha razão! Como poderia ter sido tão estúpida? Só aquele atacado e varejo vendia fantasias e máscaras o ano todo! Burra! Agora, bastava a denúncia de Virginia para que pedissem imagens do dia em que fez a sua compra. Estava perdida!

– Além disto, o meu celular foi recuperado. Deve estar cheio de digitais suas. E, que burrice, não apagou o histórico! Espero que, ao menos, tenha planejado um álibi. Afinal, eu estava em uma cidade vizinha, me apresentando em um barzinho. Além do dono, dos funcionários e clientes, há câmeras de segurança que comprovam onde eu estava no exato momento do crime. E, além disto, não há conversas no meu computador ou no meu outro celular que indiquem que contratei capangas. Mas, você certamente combinou tudo com as suas amigas através do celular. E, não pense você que uma conversa apagada é uma conversa perdida. A polícia é capaz de recuperar tudo. Então, como pode ver, tu será facilmente culpada – Discursou, entre risos sarcásticos, enquanto se divertia com os gemidos de Ambre.

Castiel estava certo. Por mais que tivesse planejado, não tinha contado com o fator sorte que, no caso, a tinha abandonado sem prévio aviso. Nunca poderia imaginar que seria flagrada, ainda mais por um amigo de Castiel. Não esperava que um celular velho, perdido na fuga, pudesse unir as peças do quebra-cabeça. Além disto, deixou escapar tantos detalhes: as conversas com as amigas, as digitais no celular, visto que tinha usado luvas apenas no momento da agressão, a máscara, que não deveria ter comprado. Deveria ter enrolado um pano na cabeça, ou algo assim. E a voz, que poderia ter disfarçado melhor. Só agora conseguia enxergar o quão estúpida tinha sido. Não, não estava arrependida da surra, mas sim, com raiva por ter sido flagrada.

– E depois que for culpada, imagina só as suas fotos estampadas nos jornais da cidade. Teria seu nome envolvido em um caso de violência. Tu até pode sair impune, mas a sua imagem, ah, essa nunca mais será a mesma. Que empresa famosa vai querer arriscar a sua reputação com uma modelo tão problemática? Ah, isto sem contar... Lembra do inferno que a escola ficou quando o seu pai foi indiciado? Nossa, imagina como vai ficar agora então. A Peggy vai dar cambalhotas e saltos ornamentais de tanta alegria. É matéria até dizer chega! – Disse Castiel, caprichando no terror psicológico, enquanto se deleitava com o seu cigarro.

Ambre estremeceu só de pensar em toda a vergonha que passaria. O escândalo! Isto sem contar na reação dos seus pais. Certo, eles a mimavam sempre, mas, quando descobrissem que era uma criminosa, talvez as suas regalias acabassem. E, novamente Castiel tinha tocado em um ponto fraco: a sua carreira. Nenhuma agência contrataria alguém que já tivesse se envolvido com agressão. E os boatos então... A escola toda inventaria mentiras, e Peggy nunca mais a deixaria em paz. O que fazer? Céus! O que fazer?

– É, Ambre, desta vez os seus crimes não vão passar impunes... Está fodida – Finalizou, após apagar o cigarro na nádega esquerda da loura.

Castiel tinha jogado com maestria, tanto que Ambre estava disposta a fazer o que fosse necessário para impedir que a história se espalhasse. Porém, antes de irmos ao desfecho, convém fazermos uma pequena pausa.



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