História O tigre, o cervo e a grua - Capítulo 83


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Li, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya
Tags Amor Platonico, Castiel, Lysandre
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Palavras 1.485
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 83 - Como capturar uma ratazana astuta


Depois de ouvir toda aquela patifaria, agora era Castiel que estava revoltado. Além de agredirem a desventurada garota, ainda armaram para ele. Aquela vagabunda certamente queria ferrar com qualquer chance que ele tivesse de reatar com a ex. Ah, mas aquilo não sairia impune. Ambre ia pagar! E ia pagar caro! A vontade que tinha era de surrá-la também. Entretanto, podia ser um calhorda violento e rude, mas seguramente não era do tipo que batia em mulheres. Precisava se acalmar e pensar em algo inteligente, ao menos uma vez na vida. Foi até a cozinha, abriu o armário, e pegou um cigarro do maço, acendeu, e voltou para a sala. Entre uma tragada e outra, pensava no assunto.

– Precisamos ter cuidado, ela é uma ratazana muito esperta – Refletiu, após sentar-se novamente.

– Primeiro, precisamos de uma confissão, só assim poderemos ter provas para prendê-la – Constatou Lysandre, ainda movido pelo senso de justiça.

– Não, nada de polícia. Antes de tudo, preciso que tu me conte toda a história, do começo ao fim – Discordou, tentando pensar mais friamente possível.

Lysandre, então, narrou detalhadamente tudo o que sabia.

– Certo, tudo isto prova que Ambre agiu com atenção, e é desse jeito que vamos pegá-la. Só que, nada de polícia, até mesmo porque tenho certeza que a Virginia tem medo demais para querer fazer uma denúncia – Respondeu Castiel, após uma longa tragada.

– Efetivamente, ela está aterrorizada, tanto que, como eu disse, sequer queria ir ao hospital – Afirmou Lysandre, tentando entender a intenção do amigo.

– Pensa bem, quando estourou aquele escândalo do Francis, que batia no Nathaniel... O que aconteceu? – Replicou, desejando mostrar a situação.

– A mídia, no começo, fez várias reportagens. Depois, abandonaram o caso. E Francis sequer foi preso – Respondeu, começando a enxergar o que Castiel queria dizer.

– Isso aí. Sabemos muito bem que o Francis abafou o caso... Porque, apesar de tudo, é influente e tem grana a beça. No final, o Nathaniel foi morar sozinho, e todo mundo esqueceu a história. Agora, acha mesmo que a polícia vai fazer algo com Ambre? – Perguntou, retoricamente, após apagar o cigarro no cinzeiro.

– Tem razão. Não vai acontecer nada. Além disto, ela é menor, logo, não vai presa – Concordou, frustrado, após deslizar as mãos sobre a face e respirar fundo.

– Ela é menor, de família grã-fina, e não temos provas o suficiente. E nem teremos. Por ser cidade pequena, só uns poucos lugares têm câmeras na rua. Além disto, estava mascarada – Acrescentou, também irritado com a situação.

– E então, ela vai sair impune? – Questionou, tomado por uma grande raiva, que o fazia cravar as unhas nas palmas das mãos.

– De certo modo... Mas, podemos dar um jeito de reverter a situação a nosso favor – Disse, enquanto caminhava até a cozinha.

– E isto quer dizer...? – Perguntou, curiosamente.

– Ambre até pode sair impune, mas podemos cortar o mal pela raiz – Respondeu, após voltar com um saco de batata frita congelada.

– Você tem um plano em mente? – Indagou, cada vez mais impaciente.

– Acho que sei como pegar essa vadia no pulo. E vou dar um jeito em tudo, agora mesmo – Respondeu, enquanto mandava uma mensagem do seu celular mais novo.

– O que está fazendo? – Perguntou Lysandre, ainda sem entender.

– Vá se esconder, pois estou marcando um encontro com essa peste – Respondeu, ainda digitando.

– Agora? – Questionou, surpreso.

– Se ela aceitar... Vai ser agora – Disse, com um riso convicto, após pressionar o saco de batata contra a parte ferida do seu rosto.

Ao notar aquele gesto, Lysandre desculpou-se pelo soco. Castiel, porém, riu e ironizou:

– Preciso de mais do que um soquinho para me derrubar.

Bastaram apenas poucas mensagens para Ambre aceitar o convite. O seu plano tinha funcionado! Certamente Virginia tinha brigado com Castiel e, carente, agora ele buscava companhia nos seus braços. A maligna sequer suspeitava de que tinha sido descoberta, mesmo tendo falhado ao deixar o celular cair. Além disto, também não sabia que Virginia tinha sido salva por Lysandre. Se não fosse pelo cantor, a jovem nunca teria ido ao hospital, e nunca teria compartilhado aquela história com ninguém. Simplesmente evitaria Castiel ao máximo, e as verdadeiras culpadas sairiam impunes. No final, Lysandre foi o salvador da pátria, pois: evitou que a amiga fosse ainda mais maltratada, socorreu-a, livrou Castiel da culpa e, para completar tudo, descobriu as verdadeiras criminosas.

Escondido no quarto do amigo, esperou que a megera aparecesse, tentando controlar a sua ansiedade. Qual truque Castiel tinha na manga? Pouco tempo depois, Ambre foi deixada pelo motorista na casa do guitarrista. Entrou radiante, em êxtase, esperando colher os louros da vitória.

– Que saudades, meu tesão! – Exclamou, atirando-se nos braços de Castiel.

Friamente, ele fingiu estar satisfeito. Trancou a porta da sua casa, e começou o seu jogo:

– Hoje eu tô a fim de um negócio diferente...

– Ah é, e o que você quer? Eu farei tudo! – Afirmou, sem desconfiar de nada.

Castiel sentou-se no sofá e pediu:

– Eu quero um striptease, para começar.

Sem acrescentar nada, ela se posicionou na sua frente, e começou a dançar sensualmente.

– Você é minha vadia? – Perguntou Castiel, tentando conter a vontade de dar vários socos naquela cara maldita.

– Eu sou sua vadia – Respondeu Ambre, entrando no jogo.

– Minha vadia tem que fazer tudo o que eu quiser – Afirmou Castiel que, no fundo, estava excitado.

– Eu vou fazer tudo o que você quiser – Respondeu, já tirando a sua blusa.

– Você, não. Tenha mais respeito. Eu sou o seu dono. Tem que me chamar de mestre – Replicou, tentando manter-se concentrado no seu plano.

– Sim, mestre, eu farei tudo o que me ordenar – Concordou, plena de felicidade.

– Então, tira essa roupa mais rápido! – Ordenou, impaciente.

– Sim, mestre – Obedeceu, tirando todas as peças o mais rápido possível.

– Isso, gosto de vadias obedientes. Agora, vá até o meu banheiro – Mandou, após levantar-se.

Ela obedeceu sem pensar. Esta curiosa... Que perversão Castiel tinha preparado daquela vez?

– O que meu mestre ordena? – Perguntou, assim que chegou ao banheiro.

Castiel, então, tirou um par de algemas de uma gaveta do gabinete, e mostrou-as.

– Meu mestre quer que eu as use novamente? – Indagou, completamente excitada.

Sem dizer nada, Castiel colocou as algemas sobre o ferro da cortina de plástico, que envolvia o lugar em que tomava banho, e prendeu os dois pulsos de Ambre, deixando-a quase pendurada, nas pontas dos pés.

– Meu mestre deseja me possuir? – Questionou, impaciente.

Castiel, no entanto, vendou-a. Não era a primeira vez que praticavam este tipo de perversão, mas Ambre adorava quando ele deixava as coisas mais safadas.

– Agora, minha vadia, você será punida. Vai ser castigada com o meu chicote – Afirmou Castiel, após tirar um chicote da mesma gaveta em que estavam os outros objetos.

Aquilo sim era novidade. Punida? Castiel nunca tinha praticado aquele tipo de fetiche com ela. Era realmente uma ocasião memorável! Estava ansiosa! Adorava experimentar coisas novas com o guitarrista. Porém, aquilo não era apenas uma brincadeira para ele. Ambre realmente seria castigada, e sem piedade.

– Sim, mestre, eu sou uma vadia suja, e mereço ser punida – Confirmou Ambre, cada vez mais excitada.

– Eu não ouvi direito – Afirmou Castiel.

– Eu mereço ser punida! – Gritou Ambre.

– Mais alto, vadia! – Ordenou, ansioso.

– Eu mereço ser punida! Eu quero ser punida! Me puna agora! Eu quero, eu imploro! – Gritou, a plenos pulmões.

– Quero que você seja mais clara. O que você quer? – Perguntou, desejando uma explicação detalhada.

– Eu imploro que o meu mestre me puna! Eu quero que faça comigo o que quiser! Me bata, me espanque! Me maltrate feito uma cadela suja! – Implorou, com voz nítida e forte.

– O que você quer que eu faça? – Indagou, querendo ainda mais detalhes.

– Eu quero que o meu mestre me espanque! Bata muito em mim! Bata sem piedade! Depois, me puna com o seu cacete grosso e sujo! Me deixe toda arrebentada! – Pediu, ainda mais excitada com aquele jogo.

Quando Lysandre ouviu essa conversa perturbadora, ficou horrorizado. Castiel iria mesmo bater em Ambre? Certo, ela merecia depois de tudo o que tinha acontecido, porém, era errado. Muito errado. E, antes que se visse envolvido em um cenário de violência doméstica, achou melhor sair do local. Aliás, foi para a sua casa, pegar algumas roupas e o seu material escolar, pois esta era a desculpa que tinha dado para Virginia, e também aproveitou para pegar uma bolsa de água quente. E, quando chegou à casa da amiga, foi direto contar para Bárbara toda a história. A princípio, ela ficou horrorizada com tudo, e principalmente com o modo que Castiel estava conduzindo a situação. Porém, depois de pensar um pouco, tranquilizou Lysandre, dizendo que certamente o guitarrista tinha um plano muito bem elaborado em mente. Sabia que o ruivo era o rei da malícia, e se estava fingindo que aquilo era um jogo sexual, certamente aquilo era o seu álibi. Mas, mesmo assim, não concordava com o plano de Castiel.

Entretanto, voltemos ao cenário da punição. Mas, isto só no próximo capítulo, porque não quero me estender em excesso.



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