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História O Traidor - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá pessoal, eu nem sei se ainda existe alguem aqui pra ler a atualização mas vamos la...

Mais uma vez, perdoem minha demora. Acreditem, eu também me cobro pra caramba quando isso acontece, mas vocês estão sendo muito compreensivos, e eu agradeço imensamente por isso ♥️

Eu não faço a mínima ideia de como vcs vão reagir a esse capítulo, ele é a transição para a próxima etapa da estória, então já peço desculpas pela bela bosta que ficou. Não vou me prolongar por aqui.

Capítulo betado por mim, eu to morrendo de sono, então se algo não estiver nos conformes apenas ignorem, tá bom? amanhã de manhã eu volto pra revisar de novo.

Boa leitura ^^

Capítulo 6 - Capítulo 5 - Talvez... apenas, talvez




 Ao contrário do que esperava, o dia amanhecer um pouco mais quente naquela manhã de outono - nada muito exagerado, apenas o suficiente para aquece-los - E em dias ensolarados a animação dos garotos podia ser notada a quilometros de diatancia. Porém, desde o dia  que Chanyeol informou a eles sobre os rebeldes, um clima tenso e extremamente alarmante se apossou dos soldados que ali acampavam. Todos estavam cientes desde o início de que uma hora ou outra teriam de enfrentar seu inimigo, mas a verdade, era que não esperavam lidar com essa dura realidade, assim, logo de cara.  O Tenente Coronel, os observava com total desaprovação. Eles se comportavam como se já tivessem enfrentado uma guerra, e sido completamente massacrados, quando na verdade, estavam apenas começando. 

Baekhyun por outro lado, ja estava acostumado, fazia muitos trabalhos em paises fora da Ásia, e já havia presenciado muita coisa, então para o rapaz não fazia a mínima diferença. 

Acordaram bem cedo como de costume, e Chanyeol orientou a eles que arrumassem suas mochilas, pois passariam o dia todo afastados do acampamento. Caminharam pelo o que pareceu horas, ate em fim chegar ao local onde treinariam. Baekhyun observava com atenção, parado no topo da colina, os alvos ao longe. O lugar parecia um stade de tiros, porém ao ar livre, num campo aberto onde a única vegetação que existia, era a da floresta bem atrás deles. 

Horas depois, todo os recrutas se encontravam deitados de bruços no chão, segurando suas espingardas, enquanto olhando fixamente através da mira do revólver, e escutavam o Park falar: 

— Isso parece fácil, mais não é. Vocês só terão uma chance, então não podem  desperdiça-lá...

Dentro do exército, existia muitas patentes... dentre elas, soldados de elite, mais conhecidos como, atiradores. Aquela era com certeza uma das patentes que mais atraia Baekhyun. 

— Primeiro - pontuou - ache uma posição, e procure seu alvo. Sob hipótese alguma vocês poderão se mexer - todos o escutavam com atenção - se ficarem nervosos, irão fracassar. Vocês não podem ser vistos, então eu falo sério quando digo que não podem se mexer.

— Mas tenente, nós não podemos nem- 

— Não! Se quiserem ir ao banheiro, façam nas calças. Vocês precisam estar cientes de que poderão passar horas, e até dias na mesma posição. Então, estejam preparados. Agora, mirem no alvo - ordenou - apontar… fogo!

Todos apertaram os gatilho, e uma rajada de tiros acertaram os alvos posicionados a quilômetros de distância. 

— E segundo e mais importante -continuou - Numa missão vocês nunca, jamais, deverão exitar. Se te mandarem atirar, você atira. Numa guerra ou você mata, ou você morre. Sejam precisos… tenham em mente que o local perfeito para você se esconder também pode ser perfeito para o seu inimigo. Agora de novo - todos engatilharam mais uma vez - preparar… apontar, fogo! 

O barulho estrondoso dos tiros soava como música para os ouvidos do Byun.

— Bom… muito bom - Chanyeol comentou observava através das lentes do binóculos - mas acho que vocês conseguem fazer melhor que isso - os desafiou - derrubem aqueles alvos.

Foi impossível conter o sorriso ladinho que invadiu seus lábios. Baekhyun engatilhou sua arma e então disparou, uma, duas, três veze… recarregado a arma novamente, e então  voltando a atirar. 

Naquele momento, não existia nada, nem ninguém, apenas ele, e o seu alvo. 

Os garotos que também faziam o mesmo, pararam apenas por alguns segundos, boquiabertos com a agilidade do mais velho, Baekhyun não parou até destruir completamente o alvo. Como sentia falta da  adrenalina correndo por suas veias.

Chanyeol o observava intrigado, Baekhyun aprendia rapido e com o tempo notou o quando ele era bom com  armas, porém nunca havia feito algo como aquilo. Ele deveria se sentir orgulhoso, certo? 

— Caramba Byun, onde aprendeu a atirar assim? - Lucas perguntou, surpreso. 

— Video game - Aquela desculpa era ridícula, mas foi a primeira coisa que veio a sua cabeça.

Sentia o olhar pesado de Chanyeol sobre  suas costas, no entanto, preferiu ignorar. 

Quando retornaram ao acampamento, o sol a muito deixará de brilhar, dando as boas vindas as luzes serenas e tranquilas do luar, que por sua vez iluminava tudo com uma sutileza invejável. Estavam exaustos, então  comeram o que tinha, e logo foram se deitar. 

Já não tinham mais mantimentos para se manterem ali, por isso todos sabiam que teriam de caçar o que comer. Eles aprenderam da maneira mais difícil, que uma caçada não era algo tão simples, e com a chegada do inverno se tornava ainda mais complicado, por que os animais costumava se preparar para o período de hibernação.

Se dessem sorte, talvez encontrassem comida dentro dos limites seguros do acampamento. Pelo menos, Chanyeol torcia para que sim. 

Umas das medidas de segurança que tomou além de vigias noturnos, foi limitar o treinamento apenas a áreas de fácil reconhecimento para seus soldados. Segundo ele seria menos arriscado daquela maneira. 

Naquela noite Jongin e Mark revessaram  na vigilância. Então, mais rápido do que esperavam, outro dia começou.


Acordar de mal humor, nos últimos dias havia se tornado um hobby para Baekhyun. Não queria, mas o que podia fazer se sempre existia algo, ou mais especificamente, alguém, que o tirasse do sério? 

Sempre foi alguém controlado e centrado em seus objetivos. Por essa razão estranhava a forma como tudo parecia ter se tornado intenso demais desde que pisou seus pés ali. Se ele soubesse o que aconteceria consigo naquele mesmo dia, talvez não tivesse se irritado por besteira, e talvez… apenas talvez, tivesse prestado um pouco mais de atenção.

Ainda conseguia escutar aquele chiado insuportável do rádio comunicador em seu ouvido, e isso o emputecia ainda mais. Park Chanyeol conseguia ser muito irritante quando queria, sabia que ele fazia de propósito. Entendia que estavam em situação de alerta e que o Park precisava se comunicar com a base, mas porra! sempre odiou aquele barulho, e não tinha necessidade alguma de deixá-lo no último volume.

A princípio, os garotos estavam otimistas quando a caçada, porém os minutos foram se passando, e minutos se tornaram horas, e nada conseguiram encontrar.

 Foi quando o Park decidiu separá-los em dois grupos, e procurar fora dos limites do acampamento, já estava anoitecendo, e estavam com fome. Aquela foi sua única opção. Minseok procuraria pelo lado oposto ao que estavam, e Chanyeol continuaria a procurar por ali mesmo. 

Baekhyun, o tempo todo, teve a impressão de que estavam sendo seguidos, não conseguia prestar atenção no que estava fazendo, por que tinha aquela maldita sensação. Por isso preferiu andar um pouco mais afastado dos outros, Luhan estava com Minseok, então não tinha quem pudesse importuná-lo.

— Vamos descansar um pouco, mas fiquem por perto - Chanyeol pediu. E todos suspiraram aliviados, já sentiam as pernas pesarem pelos cansaço. Faziam horas que estavam andando, só queriam terminar aquilo, e ir para a casa.

Baekhyun largou sua arma ao seu lado e os observou sentado de longe, todos estavam exaustos, mas não podiam retornar para o acampamento de mãos vazias. O sol mais uma vez aos poucos ia sumindo no céu e o alaranjado do pôr do sol pintava toda a paisagem, logo, logo anoiteceria e seria impossível encontrar algo em meio ao breu da floresta, por isso não ficaram ali por muito tempo, logo se levantaram e retomaram a caminhada. 

Baekhyun se demorou um pouco mais que os outros ali, por que algo havia chamado sua atenção. Ele olhou para o grupo de garotos que seguia a frente, e olhou mais uma vez para as árvores atrás de si… podia jurar ter visto um vulto. 


                         (...)


   Depois daquela pequena pausa, o Park e os garotos voltaram a procurar atentos a qualquer rasto de algum animal. Chanyeol observava pegadas deixadas no solo quando o cheiro podre de carne consumir tudo ao seu redor, aos poucos se aproximou e quanto mais ele andava mais forte o cheiro ficava. Foi quando avistaram no meio da floresta, a carcaça podre de um alce.

— Mas que nojeira - Haechan disse, cobrindo a boca e o nariz com um tecido que tirara do bolso. 

— Caramba.

— Que cheiro ruim.

— Quem faria uma coisas dessas - Mark perguntou, com repulsa.

— Um urso talvez? - Jaemin sugeriu fazendo careta.

— Não, eu acho que não foi um urso, um lobo talvez… - Jongdae comentou.

— Um lobo fez isso? - Mark questionou incrédulo.

— Com certeza é um lobo - Chittaphon tomou sua vez, pedindo emprestado o pano que o amigo usava, e em seguida se abaixando com o Park para olhar mais de perto -  e aparentemente ele estava sozinho, por que se estivesse com uma matilha, o estrago teria sido bem maior - a voz sendo abafada pelo tecido, enquanto o Park balançava a cabeça em concordância.

— Como você sabe disso? - Mark perguntou.

— Antes de ser convocado pelo exército, eu era estudante de veterinária, então...

— Então tem a porra de um lobo na floresta? - Johnny se pronunciou pela primeira vez -  Droga, eu devia ter trago a ponto 50 

— O sangue está fresco - o Tenente se levantou - ele ainda pode estar por perto, mantenham a formação e fiquem com os olhos abertos, não estamos seguros - disse alarmado  - fiquem juntos e-

Parou, olhando ao redor a procura de algo, ou melhor, de alguém...


— Onde está o Byun? 



                       (...)       


      

Baekhyun caminhava em silêncio, atento aos passos daquele desconhecido. Estava certo quanto a estarem sendo seguidos. Depois de avistar de longe a silhueta magra de um homem, não exitou um segundo sequer antes de ir atrás dele. 

O homem parecia retomar o caminho pelo lugar de onde viera, e Baekhyun sutilmente o acompanhava logo atrás,  tomando todo o cuidado do mundo para não fazer barulho e ser percebido pelo outro. E  ate podia dizer que estava indo bem. Porem abruptamente o estranho estancou no lugar, assustando ate mesmo Baekhyun, e por alguns segundos desconfiado, olhou tudo ao seu redor.

Baekhyun teve que ser rápido quando se escondeu atrás do tronco largo de uma árvore, e passou a observa-lo de longe, não conseguia ver os detalhes de seu rosto, mas sabia que ele não pertencia ao seu pelotão. O  homem então voltou a caminhar, porem com um pouco mais de pressa daquela vez. Ele sabia que estava sendo seguido,  então logo  não tardou em correr por entre as árvores, afim de se livrar de quem quer que fosse. 

Baekhyun também não ficou para trás, desviava de troncos e galhos, fazendo o possível para não perde-lo de vista, porém foi inevitável, estava muito longe do estranho, e foi fácil para o intruso despistá-lo. Cessou os passos, e xingou alto quando se deu conta de que o tinha perdido.

Aos poucos o céu escurecia, e precisava voltar. Decidiu então, tomar o caminho de volta para junto dos outros, apenas avisaria ao Tenente sobre o ocorrido por que infelizmente não havia mais nada que pudesse fazer. No entanto, quando olhou ao redor se deu conta de que não fazia a menor ideia de onde estava.  

Byun Baekhyun se amaldiçoaria pelo resto de sua vida. Como caralhos um soldado como ele havia conseguido se perder? Era a pergunta que rondava sua cabeça naquele momento. Queria se socar por ter deixado algo tão estúpido acontecer. 

Conhecia pouco daquela parte da floresta, era verdade. Mas Baekhyun sabia se virar, e não podia ter se afastado tanto dos outro, não é? Pelo menos, ele esperava que não.

Preocupado, girou nos calcanhares e caminhou por onde imaginou ter passando. 

Andou por muito tempo, quando escutou novamente aquele som característico de folhas sendo pisoteadas, então pode em fim suspirar aliviado, imaginou que pudesse ser os meninos, e um pequeno sorriso brotou em seus lábios. Porém, estranhava á forma agitada como as folhas eram esmagadas, pareciam agitados demais, e aquilo o fez desconfiar, todavia continuou a se aproximar. 

Quando cruzou aquela mesma árvore robusta que outrora se escondera, topou de frente com um lobo muito, muito,  exageradamente, grande.

Por um instante congelou no lugar.  

Puta que pário, estava fodido… estava muito, muito fodido. 

O animal estava de costas para si e rosnava alto, parecia tentar pegar algo entre as raízes de uma árvore, quando o vento carregou o cheiro de Baekhyun até ele, e o mesmo em fim notou sua presença. Automaticamente seu rosto empalideceu, e um arrepio tenebroso percorreu sua espinha, quando as orbes azuis, quase florescentes, rolaram em sua direção.

O lobo tirou sua atenção do pequeno roedor que tentava comer e se virou rosnando para si, só então Baekhyun percebeu o pelo coberto de sangue. 

 O animal lentamente o rodeou e o Byun igualmente o acompanhou - como numa dança - ambos não tirando por um segundo sequer seus olhos um do outro.

Sabia o que aconteceria quando o lobo recuou o corpo grande e se apoiou nas patas traseiras. Estava sem sua arma, por que teve a genial ideia de perseguir um estranho no meio do nada, desamardo. Por isso arrancou de sua cintura aquele seu velho punhal, por sorte sempre o carregava consigo, e o apontou na direção do animal. 

 Seu peito então se encheu de coragem, não se acovardaria, se aquele lobo queria brincar, então eles iriam brincar. 

O animal pulou em sua direção. Baekhyun girou o punhal entre seus dedos, e então rodou seu corpo desviando da fera, deixando um corte raso em seu peito. Aquilo pareceu enfurece-lo ainda mais, ele tentou morder seu tornozelo, mas com a perna direita acertou um chute certeiro no focinho do lobo, que por alguns segundos choramingou, mas Logo se recompôs e voltou a atacá-lo.

Escutou seu nome ser chamado e por um segundo Baekhyun desviou sua atenção do animal, aquele fora o seu maior erro, por que foi tempo o suficiente para o lobo pular em sua direção e derubá-lo, a faca que empunhava se desprendeu de seus dedos, e o lobo mordeu com força sua coxa. Foi impossível conter o grito de dor que se desprendeu de sua garganta. 

Sentia a pele de sua coxa ser dilacerada, e uma dor alucinante o dominar... 


                         (...)


   Chanyeol temia pelo o que pudesse acontecer ao outro. 

Na mesma hora que perceberam que Baekhyun havia sumido, todos não pensaram duas vezes antes de voltar ao local onde imaginaram tê-lo visto pela última vez. 

Os soldados correram por entre as árvores, até encontrar a arma pesada que outro carregava. Gritaram por seu nome, e como resposta tudo o que escutaram - a poucos metros dali - Fora um grito de dor, e o rosnar característico de um animal. 

Correram mais uma vez até a onde parecia acontecer toda a confusão, e se assustaram quando se depararam com um Baekhyun completamente ensanguentado, enquanto tinha um lobo imenso em cima dele. 

O Byun não notou a presença deles ali, em sua cabeça a unica coisa que se passava era que precisava tirá-lo de cima de si ou acabaria morrendo. 

Avistou sua faca jogada ao seu lado, e então gritou mais uma vez quando o lobo fincou as garras em si para mantê-lo no lugar, tentou esquecer toda a dor que sentia e se concentrou em se esticar para pegar seu punhal - enquanto ainda gemia de dor - e quando finalmente conseguiu, não mediu esforços para enfiar o objeto no crânio do animal diversas vezes seguidas. 

Baekhyun sentia tanta raiva, naquele momento. 

O animal choramingou, até que enfim o soltou.  Derepente o peso que havia em cima de si fora retirado. Sentia sua visão embaraçar, e ouviu seu nome ser gritado novamente, no entanto, tudo o que conseguia enxergar o seu sangue, sua cabeça pesava e o coração batia forte contra a caixa torácica, o peito subia e descia rápido a medida que puxava o ar para os pulmões, completamente ofegante. Sentia tanta dor, que por um instante pensou que talvez tivesse tido sua perna arrancada. Aos poucos seus sentidos foram se dissipando, e escutou uma última vez seu nome ser chamado, antes de se entregar a escuridão que o convidava a se alinhar a ela... 

     

                            ...


—  Baekbeom… - escutou seu nome ser chamado, e observou o senhor Choi acompanhado de um médico passar pela porta da enfermaria. 

Sentado no colchão, completamente encharcado, escutava o barulho da chuva torrencial que caía do lado de fora. Estava com frio e sentia-se a pior pessoa do mundo. 

Você está bem. Já pode retornar hoje mesmo com seu treinamento - o médico disse - sofreu apenas algumas escoriações, e para sua primeira missão devo dizer que se saiu muito bem - elogiou.

Obrigado - agradeceu sem muito ânimo. 

Ninguém realmente se importava com o fato que havia matado pessoas, pais de família, mulheres e até crianças. Era apenas um adolescente, e sentia-se um monstro. Mas culpava o restinho de humanidade que ainda existia em si.

Venha Baekbeom, precisamos voltar - senhor Choi o chamou, então deixaram a pequena enfermaria, escondida no subsolo, como tudo o que havia naquela base. E caminharam por entre os corredores do que Baekbeom chamava de lar. 

Estava em silencio, de cabeça baixa, pesativo, quando Choi - na época Tenente - o tirou de seus devaneios e chamou sua atenção

Estou orgulhoso de você, filho - o homem comentou, sério - provou ser digno de nossa confiança.

Baekbeom assentiu com a cabeça á medida que um alívio descomunal se apossava de seu corpo. Sentiu tanto medo de fracassar. 

Obrigado, senhor - agradeceu mais uma vez. 

Não há de que - disse parando no lugar - quero te dar uma coisa Beom...

O garoto estranhou aquela frase, em todos o seus 15 anos de vida nunca havia ganhado nada de ninguém. O Tenente então retirou de seus bolsos um pequeno punhal, e estendeu em sua direção. 

Este será o símbolo de que agora, você é um de nós. 

Baekbeom retirou a bainha da faca e a admirou por alguns segundos, passando a ponta dos dedos pela lâmina afiada, até alcançar o cabo de madeira escura do objeto, nele suas iniciais estavam gravadas, com uma letra bonita e caprichosa. Sentiu-se tocado, porém,  fingiu que não, e agradeceu pelo presente. 

Mais tarde deitado em sua cama chorou em silêncio pelas vidas que havia tirado, sentia-se culpado. Mas pelo menos agora podia se considerar um norte coreano, e isso o fez sorrir em meio às lágrimas.


                            

                           (...)


                                     

                                         2 dias depois...


  Baekhyun abriu os olhos lentamente, e tentou com todas as forças mantê-los assim, mas as pálpebras pesavam e a cabeça doia. A garganta estava seca e a perna latejava. Sentia-se fraco e perdido.

Tentou se mover mas todos os membros protestavam, por isso permaneceu por um tempo ali, completamente imóvel até que a dor fosse pelo menos suportável. Passou os olhos ao redor e percebeu que estava deitado em seu colchão, então flashs do que havia acontecido invadiram sua memória. 

Se sentou no colchão com muita dificuldade e retirou por alguns instantes a coberta de cima de si. Reparou que vestia roupas limpas e a perna que estava atada com curativos, estava suja de sangue e doia como o inferno. Precisava troca-la. Estava tudo silencioso demais, e não fazia ideia de quanto tempo havia ficado desacordado, talvez estivesse sozinho no acampamento. 

Todavia, contrariando todos os seus pensamentos, escutou o zíper da branca ser aberto, e por ela passar ninguém mais, ninguém menos que: Seu melhor amigo.

Luhan carregava nas mãos uma pequena botija com comida, mas assim que percebeu que Baekhyun já estava acordado, largou o objeto de lado, e o abraçou apertado, tomando todo o cuidado do mundo para não encostar em sua perna. 

— Porra, graças a Deus! - exclamou. Baekhyun frazio o cenho estranhando o linguajar do outro, Luhan nunca falava palavrão - eu   pensei que você não fosse acordar nunca mais, cacete - disse aliviado - como se sente? - perguntou depois de se desprender do abraço e olhar bem para o amigo. 

Ele estava péssimo, mas também não o culpava. Baekhyun havia perdido muito sangue, e realmente tinha sorte por estar vivo nas condições em que se encontravam. 

Luhan ficou o tempo todo do seu lado. Chanyeol tinha deixado bem claro quando disse a ele que: Assim que Baekhyun acordasse seria exilado dos outros soldados, e inclusive dele mesmo. Passou aqueles dois dias ali e nem fome conseguia sentir tamanha a sua preocupação. 

— Que horas são, Lu? - a voz soou rouca arranhando a garganta, meio desorientado observou a iluminação escura do lado de fora. 

— Já está tarde Baek, mas não se preocupe com isso, você precisa comer - disse pegando e lhe entregando o potinho de comida que havia deixado de lado. Baekhyun sentia seu estômago roncar - estava com muita fome - então prontamente aceitou, o cheirinho estava tão bom - o Tenente pediu que eu o avisasse quando você estivesse acordado - disse com pesar, o que não passou despercebido por Baekhyun - Eu volto já… - disse se virando.

— Espera, Lu! - chamou quando o outro estava prestes a sair da barraca. 

— O que foi? Está sentindo alguma coisa? A perna está doendo? Quer que eu chame o Tenente Kim? - perguntou preocupado. 

Minseok foi quem cuidou de seus ferimentos quando chegou ali desacordado.

— Não, eu estou bem - o tranquilizou - Você pode me explicar como vim parar aqui? - questionou curioso. A única coisa da qual se lembrava era de ter desmaiado depois de atingir aquele lobo, depois tudo não passou de escuridão. 

 Luhan suspirou. 

— Outra hora eu conto tudo o que você quiser saber, por hora, apenas coma a sua comida, tudo bem? 

Estranhou a fala do outro. 

— Tudo bem - concordou um pouco confuso, e então observou Luhan lhe dar as costas mais uma vez.  

Refletiu por alguns segundos sobre a atitude do amigo, mas preferiu deixar de lado. Levou sua atenção a pequena botija, e pensou que pelo menos a caçada não havia sido um completo desastre, visto que agora, tinham o que comer.

O recipiente que segurava, aquecia suas mãos e fazia-o sentir-se acolhido enrolado em meio às cobertas. Comeu tudo com calma, e estava tranquilo, mas sabia que quando chegasse a hora de enfrentar Chanyeol, estaria fodido. E estava coberto de razão. 

Do lado de fora da barraca, Chanyeol se rencostava contra o tronco de uma árvore, enquanto prendia um cigarro entre os lábios, e escutava Minseok falar. Estavam conversando justamente sobre a situação de Baekhyun quando Luhan os interrompeu. 

Chanyeol assentiu soltando a fumaça para o alto, e apagando o restante do cigarro no chão com a sola do sapato.

— Deixe que eu vou primeiro - Minseok pediu, pousando uma das mãos em seu ombro - Sei o quanto está irritado. Mas não seja tão duro com o garoto. 

— É exatamente esse o problema Kim, se eu fosse mais duro talvez toda essa merda pudesse ter sido evitada. 

Suspirou - Só lembre-se de que ele acabou de acordar de um coma de dois dias.  

Sabia o quanto o Park podia ser rígido, mas esperava que daquela vez ele relevase, então deixou Chanyeol sozinho. Todos os outros soldados estavam preocupados com a situação do companheiro.  Mas durante aqueles dois dias ninguém ousou dirigir a palavra ao Park, ele estava muito puto. Apenas Luhan foi corajoso o suficiente para lhe encher as paciências para que pudesse ficar com o amigo. Já era por volta das 3 da madrugada e ainda não havia pregado os olhos, e nem o faria.


                           (...)


Baekhyun era forte, e havia aguentado bem a pequena cirurgia que fez às pressas, ali mesmo no acampamento, sem anestesia ou qualquer outro antibiótico que tivesse efeito imediato. Minseok teve que ser rápido ao fechar os ferimentos que o animal causara. Por sorte não tinha sido tão grave, mas ele havia perdido bastante sangue. 

Sua maior preocupação era que ele não acordasse mais, infelizmente nao tinham como repor todo o sangue que ele perdeu.

Lhe ensinou como deveria cuidar do ferimento e entregou a ele um comprimido para controlar a dor, enquanto se certificava de que estava tudo em ordem por ali. 

— Você está bem garoto - constatou depois de uma série pequenas de exames - Como se sente? - questionou sorrindo de leve, percebendo que apesar de muito pálido, acordado, ele aparentava estar muito melhor. 

— Como se um tanque tivesse passado por cima de mim - Reclamou. Luhan sorriu e Minseok o acompanhou. 

A barraca conseguia acolher bem os três soldados.

— Então está ótimo! Preocupante seria se você não estivesse sentindo nada, certo? - brincou.

— Certo - sorriu. 

— Bom, eu preciso ir… - recolheu as gases sujas de sangue e arrancou as luvas que usava - Chanyeol quer falar com você - disse sério daquela vez - pode me acompanhar Luhan? - pediu.

Os dois se entreolharam, antes de Luhan assentir e seguir Minseok para o lado de fora. Algum tempo depois Chanyeol apareceu por ali. 

Baekhyun precisou respirar fundo ao reparar na forma dura como ele o encarava, depois de fechar o zíper atrás de si, e se sentar com as pernas cruzadas sobre o outro colchão. 

Permaneceram um tempo se encarando até que o mais velho dos dois, por fim decidiu quebrar o silêncio incômodo que se instalou entre eles. Chanyeol em momento algum levantou sua voz ou ágil de maneira agressiva. Até por que nem precisava, a simples forma como o olhar afiado lhe era direcionado já era o suficiente. 

O Park não estava lidando com a porra de um moleque, por tanto não agiria como seu pai. Foi curto e grosso quando disse a ele que estava permanentemente proibido de participar dos treinos, aquilo o preocupou. Precisava terminar a primeira etapa da missão, ou jamais conseguiria realizá-la. 

 — …Quanto às cicatrizes que terá, as veja como um lembrete de que um pequeno descuido pode custar a sua vida.  " 

   Foi a última coisa que disse antes de dar as costas a si e sumir de seu campo de vista. 


Durante longos 4 dias não o viu mais, nem aos outros soldados. Somente Minseok parecia ter ordens para ir até ele, porém ao menos conversavam.

Sua perna pelo menos já não doia tanto como nos dois primeiro dias, mas ainda sim, não podia move-la, precisava ficar quieto para que os pontos não abrissem, mas não era como se seguisse as recomendações de Minseok a risca. Ele contou que foram no total de: 164 pontos. Aquilo era muito coisa. 

Sabia que errou, e que desobedeceu mais uma vez uma ordem direta de seu superior, mas havia um motivo para ter se afastado, no entanto, não adiantaria explicar, pelo menos não agora, por que Chanyeol ainda estava irritado, e poderia apenas piorar  ainda mais as coisas entre eles. Tinha noção de que tudo aquilo poderia ter sido evitado, porém, o Park estava sendo injusto, não foi como se quisesse ter sido atacado pela porra de um lobo. Como ele iria imaginar? 

Ainda era cedo, e o dia mal clareará do lado de fora, todavia todos os soldados já estavam de pé. Baekhyun também estava acordado, e olhava preguiçosamente para o forro azulado que se estendia sobre a barraca. Escutou toda a agitação e movimentação dos amigos do lado de fora - como fazia nos últimos 4 dias - até que por fim estivesse tudo absorto em silêncio novamente. Suspirou derrotado. Pelo menos poderia se gabar de que podia dormir até tarde. Para ele seria apenas mais uma manhã tediosa, como todas as anteriores, mas estava enganado.

Os cílios piscavam lentamente á medida que o sono lhe dominava, e podia jurar que ja estava dormindo quando escutou alguém conversando ao sussurros com outra pessoa, enquanto o som de passos pareciam cada vez mais próximos de si. Na mesma hora despertou, e alarmado se levantou. Na teoria estava sozinho, por isso tomou um susto da porra, quando aqueles quatro doentes abriram o zíper da barraca e enfim se revelaram. 

— Filhos da puta - xingou, colocando a mão sobre o peito.

— É assim que você nos trata depois de passar quase uma vida longe de todo mundo? - Jongin perguntou zombeteiro.

— Eu to correndo o risco de ter um tiro enfiado no meio do meu rabo, e é assim que sou recebido?  - Sehun disse, entrando na barraca e se jogando no colchão espaçoso sem nem pedir permissão.

— Vai mais pra la - Jongdae pediu - eles são o tempo todo assim? - Perguntou adentrando a barraca com Luhan. 

— O tempo todo - Luhan respondeu revirando os olhos entediado. 

— Tem espaço pra mim, também? - Baekhyun e Sehun se ajeitaram para que Jongin também pudesse caber ali.

A barraca podia parecer pequena, mas tinha um bom espaço do lado de dentro apesar de terem que ficar bem próximos um do outro.

— Viemos te ver ué.

— Vocês são loucos. Chanyeol vai comer o cu dos quatro com farofa se souber que estão aqui.

— Vai nada... - Sehun disse.

— Temos um cúmplice - Jongin completou. 

— E além do mas, nos demoramos por que não encontramos as caixas de munição - Luhan deu de ombros, sorrindo pequeno. 

— Vocês são inacreditáveis - foi impossível controlar o sorriso de pressinhas que se desprendeu de seus lábios, e a felicidade genuína que sentiu naquele momento. 

Tinha sorte de ter conhecido pessoas tão maravilhosas como eles.

 — Inclusive, você está horrível. 

Deixa quieto, pensou. Revirando os olhos. 

— Obrigado pela parte que me toca, Jongin.

— Ignora ele Baek - pediu - E a perna? Como está? - Jongdae era sempre o mais gentil com todos no acampamento.

— Bem, na medida do possível - se rencostou contra os travesseiros. 

— Que ótimo… Por que eu tenho uma coisa pra você… 

Baekhyun franzio o cenho confuso, observando o castanho retirar da bolsa de pano que carregava, sua velha adaga, aquela mesma adaga que ganhará na adolescência, e tinha como de estimação. 

— Porra - Exclamou.

— Aqui, pegue - a estendeu em sua direção.

— Eu pensei que á tivesse perdido... - o agradecendo

— Eu guardei pra você aquele dia, quando te trouxemos pra cá, só estava esperando uma oportunidade para te entregar.

— Obrigado - agradeceu novamente.

— Aquele dia foi foda - Sehun comentou. 

Todos concordaram. 

— Caras, eu juro pra vocês que nunca tinha visto tanto sangue na minha vida - Jongin disse se lembrando do estado em que encontraram Baekhyun.

— Eu não me lembro de muita coisa.

— Do que você se lembra, exatamente? - Luhan perguntou.

— So me lembro de ter caido no chão, e acertado o lobo com essa faca, depois disso mais nada. 

— Você parecia com muita raiva, cara - Jongdae contou -  a gente apareceu bem na hora que você o matou, dai tiramos ele de cima de você, e você desmaiou. Tivemos que carregá-lo até aqui. 

— Nós encontramos vocês no caminho de volta para o acampamento  - Luhan disse - Foi desesperador, por que você não respondia.

— Dai Minseok te trouxe para dentro e passou horas fechando os rasgos que aquele filha da puta fez - Sehun contou.

— Você acordou no meio da cirurgia… acho que essa foi a parte pior - Todos concordaram mais uma vez. Luhan jamais se esqueceria daquele dia. 

— Caramba… - Baekhyun não tinha o que falar. 

— Pois é… 

Por um instante ficaram em silêncio perdidos em suas próprias lembranças. Até Jongdae se recordar de algo que queria perguntar ao outro. 

— Me conta Baek... - disse chamando a atenção de todos -  por que se afastou de nós? Você estava tão calado aquele dia...

 — Tive a impressão de que estávamos sendo seguidos, e acabei ficando para trás. 

— Talvez você tenha razão, quanto a isso - Sehun disse, retirando do bolso da calça um objeto pequeno de metal preso a uma corrente - encontrei isso enquanto voltávamos para o acampamento, antes de saber que você havia se machucado. E antes que qualquer um de você de chilique ou diga qualquer coisa, eu não contei, por que o Tenente pediu sigilo. 

— O que é isso? - Baekhyun perguntou - posso vê? - Sehun assentiu e então entregou o objeto a ele.

Baekhyun passou os dedos bonitos pela superfície de metal, e observou atentamente o que tinha em mãos, aquilo lhe era muito familiar.

— O que é eu não sei, mas avisei ao Tenente Kim, e ele me disse para ficar com ele. 

— Ele te disse mais alguma coisa além disso?

— Não

 — Isso é muito estranho… 

Infelizmente os meninos não podiam ficar ali por muito tempo, por isso tiveram que se despedir e logo retornaram de volta para o campo de treinamento. Deixando um Byun completamente sozinho novamente. 


                          (...)


                                  2 semanas depois…



    Os dias se passavam de maneira tortuosa para Baekhyun. Todavia, ao menos aos poucos as coisas iam se ajeitando. Sua recuperação estavá indo muito bem, e aos poucos conseguia retomar sua rotina de volta. 

Com muito custo convenceu Chanyeol a pelo menos deixá-lo se explicar. Tiveram uma conversa muito franca, e contou a ele os motivos de ter se afastado, como resultado conseguiu que no mínimo aquela penitência de isolamento fosse retirada. Porém ainda não tinha condições físicas para treinar, e Chanyeol nem tocava no assunto. Se mataria se tivesse que ir até o conselho pedir para que Park Chanyeol revogace seu afastamento, mas esperava não precisar chegar tão longe. 

Daquela vez o dia amanhecera nublado, mas o clima gélido e de muitos ventos não parecia afetar os soldados em nada.

Baekhyun observava sentado a um dos tocos de árvores, os parceiros espalhados pelo campo, enquanto lutavam entre si. Aquela era sempre a sua parte preferida do treino, adorava uma boa porradaria, por isso estava chateado, sentia-se um inútil ali, sentado, apenas existindo. 

 Mas já havia conseguido muito apenas por ter chegado até ali, sem precisar ser carregado por ninguém. Aquele era um ótimo sinal, e pelo menos por isso podia ficar contente. 

Chanyeol estava mais a frente, com Minseok em seu encalço enquanto conversavam baixinho. Baekhyun observava os ombros largos, até o Tenente soprar o apito, a dar aos soldados uma pausa para um descanso. Luhan se sentou ao seu lado ofegante, e apesar de frio o outro pingava de suor. Lhe estendeu sua garrafa de água, e observou o outro tomar metade do líquido que havia nela. 

— Você está indo muito bem Lu, melhorou bastante - comentou encarando seu perfil. 

— Isso graças a você.

— Não tire o seu mérito.

— Eu não estou, é a verdade. Queria que o Tenente também percebesse isso.

— Ele percebe, eu tenho certeza.

— Então por que ele parece me odiar? 

— Esse cara parece odiar todo mundo, Luhan.

— É verdade -riu- e a perna? Está melhor? 

— Está a mesma bosta, a diferença é que não preciso me pendurar em ninguém para conseguir andar 

— Então, é um bom sinal..

— É, pode ser.

Escutaram o apito novamente então Chanyeol os chamou.

— Eu tenho que ir. Vai ficar bem? - perguntou.

Baekhyun revirou os olhos. 

— Vaza, Luhan. 

O mais velho gargalhou antes de dar as costas a ele e seguir em direção aos outros.

Baekhyun odiava aquele excesso de preocupação, e Luhan sabia, mas o que podia fazer? 

Olhou mais uma vez para o amigo antes de desviar sua atenção para o Park novamente, daquela vez ele estava sozinho, e ao menos notou o momento em que Minseok o havia deixado ali. Com o tempo observa-lo passou a ser ainda mais comum, e nem se importava mais com as brincadeirinhas dos amigos, afinal, fazia questão de repetir para si mesmo que não havia nada demais naquilo. 

O Park encarava os soldados no campo com o cenho franzido, e aquela tão costumeira carranca estampada no rosto, ele não estava com raiva ou nem nada do tipo, pelo contrário, ele estava preocupado...

— E então… - Perguntou quando Minseok voltou para perto de si, depois de ter entrado em contato com a base novamente, a seu pedido. 

— Nada ainda… 

— Isso está muito estranho… eles estão quietos demais, e eu não tô gostando nem um pouco disso - suspirou. 

— Não se preocupe tanto Chanyeol. O inverno chegara mais cedo do que o esperado, e em breve retornaremos para á base. 

— Você melhor do que ninguém sabe que eles queriam que soubéssemos da presença deles aqui, isso não é normal…

— Apenas alcame-se, vai dar tudo certo...

Já estava tarde e precisavam voltar. Por isso Chanyeol mandou que todos voltassem para o acampamento e assim fizeram, com um Baekhyun mancando logo atrás. 

Felizmente quanto a isso ninguém fazia piadinhas, estavam cientes da eficiência de Baekhyun em desmaiar alguém em poucos segundos, alguns dos amigos já sofreram nas mãos dele, por isso nem tentavam. Chanyeol se divertia com o fato de que Baekhyun era um de seus melhores soldados, e conseguia deixar qualquer um no chinelo - menos ele é claro - mas seu único defeito era ser rebelde demais para o seu gosto. 

Em três dias retornariam para a base, e todos já estavam em clima de despedida. 

Fizeram boas lembranças ali, e lembravam de cada uma sentados ao redor de uma fogueira enquanto comiam da comida saborosa que Minseok e Jongdae haviam preparado.  Relembraram da vez em que jogaram Sehun e Jongin no riacho, depois de terem perdido uma das milhares de apostas que fizeram, ou na primeira vez em que saíram para caçar e Mark foi atacado por um porco selvagem, ou até mesmo da vez em que fizeram trilha na chuva e Chanyeol que os guiava na frente pisou em falso e metade do pelotão foi levado ladeira a baixo, naquele dia até mesmo Chanyeol que era sempre tão sério não se aguentou de dar risada, e não puderam segurar as risadas novamente ao se lembrarem disso. 

O Tenente  também contou a eles sobre suas histórias de guerra. Em breve alguns deles deixariam de ser apenas recrutas para se tornar cabos do exército. E apesar das muitas falhas, Chanyeol sentia que eles estavam quase lá. Eles tinham um laço muito forte entre si, e se orgulhava da união de seus soldados, apesar de já terem lhe dado muita dor de cabeça… estava feliz.

— No exército há muitas tradições - Chanyeol disse sereno, e todos o escutavam atentamente - Algumas boas, outras ruins. Mas a maior de todas, é servir com honra. Um soldado não pode ser um soldado se não for honrado, se ele não se sacrificar pelo o que ele acredita. Vocês não entendem agora, mas um dia estaram a frente de uma situação que colocará em prova quem verdadeiramente são. Vocês terão a opção de fugir como covardes, mas se ficarem provaram seu valor. Quando todo mundo espera que você fracasse, é aí que você deve provar ser mais forte. É para isso que treino vocês...-  disse encarando cada um ali presente.

Mal sabia Chanyeol que talvez, apenas talvez, aquela fosse a última vez que veria alguns daqueles garotos com vida novamente…

Ninguém poderia imaginar, que escondidos por entre os arbustos, seus inimigos esperavam pelo momento certo de atacá-los...

Eles não teriam piedade de nenhum deles, e talvez, apenas talvez… seria a vez dos recrutas do alojamento 16 provarem o seu valor…



         

                   

                    Continua…








 



Notas Finais


O que vai acontecer? 


Tenham em mente que vocês vão me ajudar a dar um rumo para essa estória, então escolham: 1, 2, 3 ou 4...  Eu acho que já tá na hora de dar um agitada nisso daqui hahahaha.

Eu tentei mas sinto que falhei miseravelmente, nessas cenas de ação... só ladeira kkkkk

Agradeço imensamente a todos que comentaram e favoritaram o capítulo anterio, seus comentários serviram de incentivo para mim então meus mais sinceros, muito obrigado ♡

Me sigam no Twitter: @Parkgi_loey

Bjs, e até breve ^^


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