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História O Tratamento da Pérola Azul - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


FALA AE GENTES
Eu postei um jornal antes de ontem, informando que devido à alta carga que eu estou de trabalho, não consigo garantir mais que as postagens aconteçam todas as terças (aliás, como viram, estou um dia atrasada). Porém, com o todo o meu amor, continuo garantindo a vocês que tentarei atrasar o mínimo possível <3
Tenham uma boa leitura, comentem ao final pfv!

Capítulo 11 - A Chama Azul que Não Se Apaga


Kakashi Hatake não era um homem muito dado a eventos sociais; os seus hábitos eram mais simples. Preferia passar os seus dias treinando a si mesmo e a outros shinobis. Preferia apenas chegar em casa depois dos seus dias de trabalho, recorrer às suas literaturas eróticas e dormir cedo para o dia seguinte. Mas quando os eventos sociais eram em sua homenagem... bem, aí Kakashi não tinha muita escapatória.

— Um brinde ao nosso Rokudaime, Kakashi Hatake! — Guy levantou o seu copo, e então os outros ninjas presentes começaram a levantar os seus.

Era uma reunião fechada no Ichiraku Bar. Desde que tinha saído o laudo médico por parte de Sakura — desde que tinham sido informados que Kakashi voltaria a ocupar o cargo de Rokudaime a partir do dia seguinte — Guy tinha articulado aquele encontro. Na mesa redonda do bar, estavam Guy, Kakashi, Kurenai e Asuma, apenas os quatro antigos professores dos jovens times de Konohagakure. Apenas os professores tinham sido convidados, porque afinal, Guy já sabia quão difícil Kakashi podia ser quando se tratava de eventos grandes.

— Um brinde! — Asuma gritou ao seu lado, e já tinha sido convidado a se retirar três vezes devido ao fato de estar fumando dentro de um estabelecimento fechado.

— Um brinde, Kakashi! — Kurenai sorria em sua direção, não parecendo se incomodar nem um pouco pelo fato de ser a única mulher presente. Na verdade, bebia mais do que todos os presentes e já tinha as bochechas rosadas.

— Obrigado — Kakashi murmurava muito sem-graça, levantando o seu copo também enquanto recebia um olhar fulminante de uma quinta pessoa que não tinha sido convidada para aquele evento.

Os alunos não estavam presentes na comemoração, mas isso não os impedia de estar informalmente no bar. Por isso, Kakashi via com o canto dos olhos que Naruto, Shikamaru, Rock Lee, Kiba e vários outros ninjas os espiavam discretamente, como se estivessem em suas próprias reuniões. Sim, havia muitos outros; mas não importava quão cheio estivesse aquele bar, Kakashi não conseguia desviar a atenção de um único olhar — um único que estava fixo sobre ele.

Hinata Hyuuga estava numa mesa ao canto, junto com Sakura e Ino. As duas últimas riam de um assunto qualquer e pareciam bastante animadas; já Hinata... oh. Os olhos cristalinos fulminavam em sua direção.

— O que está acontecendo aí, Kakashi? — Guy puxava o seu copo para dar uma espiada lá dentro. — Está cheio ainda! Desse jeito, você vai perder a aposta!

— Aposta, hein? — Kakashi sorria ainda sem-graça, pigarreando antes de desviar os olhos de Hinata.

— Aquele que cair primeiro vai pagar a conta! — Asuma ria e recebia uma piscadela de Guy, porque ambos já pareciam ter combinado que aquela conta ia cair de qualquer jeito no colo do Hatake.

— Ah, claro — lançava um olhar ao próprio copo e remexia o sakê lá dentro.

Em outras épocas, não teria ninguém bom o suficiente para vencê-lo nos brindes de sakê. Mas por Deus, desde que tudo tinha acontecido com Hinata, desde a sua amnésia e o tratamento da pérola e toda aquela lenda por trás do clã Hyuuga... incomodava-se de beber. Na verdade, quanto mais velho ficava, menos se sentia disposto ao álcool. Os olhos cristalinos de Hinata também estavam furiosos sobre si, e nada daquilo estava colaborando.

Passara os últimos dias tão compenetrado em uma missão paralela — a missão do clã Hyuuga — que era estranho ter um momento de descontração. Seus pensamentos obsessivos se alternavam entre preocupações crescentes com aquela garota e o fato de tê-la tido para si naquele mesmo dia. Assim, também o seu estado de espírito alternava-se entre profundamente preocupado e profundamente excitado por aquelas lembranças. Tudo no meio-termo era uma grande névoa incognoscível.

— Vamos, Kakashi! — Kurenai lhe dava uns tapinhas nas costas, e o Hatake lançava a ela um olhar de soslaio. — Em homenagem aos velhos tempos!

— Em homenagem... aos... velhos... — mas antes que respondesse, percebia como todos os presentes na sua mesa lançavam olhares surpresos para alguém que se aproximava.

Um invasor? Um encrenqueiro dentro do bar?

Sempre alerta, Kakashi já posicionava uma mão sobre a kunai que tinha presa à calça. Mas quando se virava para enfrentar quem quer que fosse, seus olhos se arregalavam.

— Com... licença — Hinata dizia, o rosto tão vermelho quanto poderia estar. Parecia um pouco chateada; até mesmo... emburrada. Mesmo assim, estava extremamente tímida, provavelmente pelo fato de que se dirigia a uma mesa repletas de ninjas de patentes superiores.

— Hi... nata? — Kakashi balbuciou sem pensar.

— Me desculpem, mas... mas isso não está certo.

— Hm?

Ela pigarreou e abaixou os olhos. Direcionou-os de lado a Kurenai, que era sua antiga professora, antes de voltar a murmurar:

— Kakashi-sensei... acabou de se curar de uma amnésia grave... e vocês estão fazendo ele beber e...

Os olhos de Kakashi se arregalaram ainda mais. Aquela menina tão mais nova estava dando uma bronca em todo o grupo — que teoricamente eram seus superiores militares, além de supostamente também serem mais responsáveis — por estarem bebendo?

Asuma se encolheu um pouco na cadeira, como se fosse um garoto a levar uma bronca. Guy comprimiu os lábios em si mesmos para evitar cair numa risada. Kurenai foi a primeira a rir, mas o seu riso era malicioso; ela olhava de Hinata para Kakashi e vice-versa, como se tivesse entendido que havia algo a mais na dinâmica entre eles.

— Isso não... não está certo — Hinata insistia, os punhos cerrados em si mesmos, o rosto tão vermelho quanto um pimentão.

— Hinata-chan! — Kurenai dizia naquela risada, dando novos tapinhas nos ombros de Kakashi; dessa vez, tapinhas tão terrivelmente maldosos. — Você acha que Kakashi não deveria estar bebendo hoje?

— É claro... é claro que ele não deveria... — murmurava, muito constrangida. Os olhos magoados estavam em Kakashi, que dava graças aos céus por ter uma faixa encobrindo a maior parte do seu rosto envergonhado.

— Mas nós pensamos que ele tivesse tido alta da médica. A não ser que a médica seja... — Kurenai olhou-a de cima abaixo, o sorriso malicioso se alargando. — Você?

Kakashi, que até então dava uma grande golada no seu sakê, engasgou. Asuma lançou um olhar repleto de suspeitas a Hinata e Guy bateu a mão na mesa e caiu na risada, parecendo não ter entendido nada. A Hyuuga estava tão apavorada, que só faltava abrir um buraco no chão e se enfiar dentro.

— O-O q-que! — gritava, escondendo o rosto atrás das mãos.

Kakashi se recuperava da tosse e se colocava de pé em um pulo, agora coçando atrás da cabeça como se quisesse disfarçar.

— Na verdade... — pigarreava e abria um sorriso sem-graça para Kurenai. — Acho que realmente eu estou exagerando e...

— Kakashi! — Asuma apontava em sua direção, estreitando os olhos. — Não vá saindo assim! A conta era pra ser sua!

Mas o Hatake já estava de pé e já ia arrastando Hinata pelo pulso em direção à saída. De costas para a mesa dos amigos, ergueu apenas uma mão para o alto.

— Até a próxima então! Vão continuando sem mim!

— Kakashi!

Saíram pelos fundos para o lado de fora, tão ofegantes que pareciam ter corrido uma maratona. O coração de Kakashi estava na garganta, não só pela vergonha das suspeitas de Kurenai, mas também pelo medo de outras pessoas suspeitarem do mesmo. Se a Hyuuga era proibida de ter relações afetivas, a última coisa de que precisavam agora era chamar a atenção.

— Hinata — repreendeu, olhando de lado, ao que a garota se encolheu. — Se você for começar com essas coisas agora, precisa me avisar.

— Desculpe — ela murmurou, e voltava a esconder o rosto atrás das mãos. — E-Eu não queria... é que... tudo aconteceu tão rápido e eu... eu... — pausou, perdida nos próprios pensamentos. Foi descendo a mão vagarosamente, para então soltar os braços ao lado do corpo. Os olhos estavam perdidos em qualquer ponto adiante, como se nem ela pudesse compreender e responder às suas ações.

— O que deu em você?

— Desde hoje na biblioteca... eu não consigo... pensar em outra coisa.

Kakashi perdeu completamente a linha de raciocínio. Se antes estava dando uma bronca nela pelo risco a que tinha se exposto, agora apenas mantinha os olhos arregalados em sua direção. Interessado demais para brigar.

— Quero dizer... Kakashi... — ela prosseguiu, olhando-o de lado. — Agora você vai voltar a ser Rokudaime... e está curado...

— E então?

— E então... você não precisa mais do tratamento. E nem precisa mais de mim.

Existia uma diferença entre a timidez comum e a timidez romântica, Kakashi já tinha percebido. Na comum, Hinata fazia de tudo para se esquivar; se escondia, fugia ou desviava os assuntos. Na romântica, ela se obrigava a falar, como se não pudesse deixar as oportunidades escaparem. Assim, com as bochechas rosadas, o cabelo azulados reluzindo à luz da lua crescente, era mesmo difícil conseguir prestar atenção ao que dizia. Mesmo assim, Kakashi se esforçava.

— E-Eu... não quero parar... de assistir às suas memórias.

O homem não pôde evitar um sorriso mudo, mas felizmente a faixa ainda encobria o rosto. Desviou os olhos para uma moita adiante e meteu as mãos nos bolsos.

— É... eu também não quero — respondeu simplesmente.

— É sério?

Voltou a fitá-la de soslaio, apenas para perceber como cada um daqueles traços se moldavam para encará-lo com surpresa. A verdade era que o rosto de Kakashi também estava um pouco quente, mas ele dava de ombros para parecer menos importante.

Precisava admitir para si mesmo que depois de episódio na biblioteca, ainda que se sentisse muito mais seguro para lidar com ela, sentia-se também mais ansioso. O grau de importância que a Hyuuga tinha para si parecia ter dobrado; o medo de perdê-la igualmente. As mãos que estavam nos bolsos de Kakashi tremiam um pouco. Ele a tinha tido para si naquele mesmo dia — de uma forma que jamais pensou que teria — e mesmo assim já estava louco em ansiedade pensando quando seria a próxima vez.

— Agora que não preciso mais de você... nada vai mudar.

— Mas você vai voltar a ser Rokudaime e...

— Nada vai mudar.

Hinata abaixou a cabeça e mordiscou os lábios. Aparentemente, era isso que a tinha deixado tão preocupada. Assim que fora curado, Kakashi saíra para beber com os antigos amigos, como se nunca tivesse estado doente. Além disso, agora que estava curado da amnésia, não precisaria mais dela; sendo Rokudaime, mal teria tempo para ela. Talvez fosse isso que estivesse pensando até então.

— Você... você acha... que nós podemos então... tentar de novo hoje?

Tentar de novo o quê?, a expressão em pânico de Kakashi perguntou. Ela viu aquela expressão e abafou uma risada com uma mão, desviando os olhos para o canto.

— Eu digo... o tratamento — corrigiu. — É que nós ainda não tentamos desde a biblioteca... e... eu queria ver se alguma coisa mudou no meu fluxo de chakra, então...

— Eu não acho que hoje seja... o melhor dia — balbuciou, alargando um pouco o colarinho.

— Por quê? — ela pareceu chateada.

Pensou numa boa maneira de explicar. Uma maneira em que as palavras não soassem tão desesperadas.

Porque se eu ficar sozinho com você de novo, não tenho certeza se consigo me segurar.

Porque a biblioteca ainda não chegou perto do que quero fazer.

Porque não vou conseguir relaxar pra tratamento nenhum depois que vi a sua...

— P-Porque... — abriu um sorriso sem-graça e coçou atrás da cabeça. Seu rosto estava fervendo. — Acho que podemos deixar para amanhã ou...

— Agora. Por favor?

Tudo aquilo era desespero para verificar se o tratamento ainda funcionaria? Se ela ainda seria capaz de assistir às suas memórias?

As mãos dentro dos bolsos transpiravam, mas Kakashi assentiu com a cabeça. Seria agora a primeira vez que voltaria a ficar sozinho com ela desde o episódio da biblioteca. Na sua concepção, não era hora de avançarem no relacionamento; primeiro, precisavam desmentir Hiashi em frente ao clã, e só então... só então...

— Tudo bem — balbuciou.

Pequenos indícios em Konohagakure indicavam que as pessoas estavam mais otimistas. Os comércios estavam abertos até tarde, as crianças corriam na rua despreocupadamente, até mesmo as cigarras voltavam a cantar. Mesmo assim, Kakashi parecia não perceber que era por conta da sua volta ao cargo de Rokudaime. Por algum motivo, as pessoas estavam felizes com a sua cura; não só os ninjas, mas toda a comunidade daquela vila estivera preocupada consigo nas últimas semanas, e esse era o motivo da noite agitada.

Só que a noite não estava agitada em toda a Vila. Pelo menos não na parcela da qual se aproximavam.

As casas já rareavam; a mata se fechava, para então se abrir em uma vegetação esparsa; as Termas Hyuuga eram próximas ao clã, mas não exatamente dentro dele. Havia um caminho iluminado com postes de luz azul — uma misteriosa fonte de energia — que guiava o percurso até a gruta. A cada passada, a tensão dentro de Kakashi se ampliava. Tinham feito tudo aquilo na biblioteca naquele mesmo dia, e mesmo assim... mesmo assim, era como se não tivesse se aliviado em nenhum nível.

Na verdade, parecia mais tenso do que nunca.

— Eu estive esperando por esse momento — ela sussurrou ao seu lado quando finalmente entraram na gruta.

Kakashi torcia para que o seu cérebro trouxesse à tona uma memória realmente dramática durante o tratamento. Sim, pois nas memórias dramáticas, mesmo que houvesse alguma dor envolvida, havia também a quebra daquela tensão sexual. Tensão essa que agora parecia tomar conta até mesmo das ametistas cravadas na drusa; até mesmo do vapor de água que emergia daquela piscina quente; até mesmo da disposição do roupão que estava sobre o banco de pedra e que Kakashi já sabia que deveria vestir.

O Hatake caminhou com passos vagarosos até o roupão. Tocou-o com a ponta dos dedos, ouvindo como a garota também se trocava atrás do bom e velho biombo de eucalipto.

— Talvez... esse não seja... o melhor dia — murmurou de novo, na expectativa de que ela não ouvisse.

Tinha também tomado algumas doses de sakê. Talvez três... quatro. Não estava exatamente bêbado — longe disso — mas precisava admitir que seus reflexos poderiam estar um tanto mais lentos. Se alguém invadisse aquela gruta por um acaso... ou se tivesse que acessar e arremessar a kunai... só Deus poderia dizer as condições da sua mira.

— Você já está pronto? — ela sussurrou às suas costas. Parecia estar perto.

Kakashi não estava pronto. Na verdade, ainda estava vestido.

— Hinata, eu realmente acho... — virou-se para olhá-la. Mas ela não estava com o roupão de seda.

O vapor de água tocava diretamente aquela pele. Kakashi já a tinha visto uma vez, mas somente na penumbra da seção restrita da biblioteca. Agora, exposta à luz azul das lâmpadas do recinto, estava muito mais... visível. As pernas de Kakashi por pouco não fraquejaram.

As orbes escuras subiram daquele corpo para os olhos, mas os seus músculos já tremiam na necessidade. Todo o seu corpo tremia.

— Hinata...

— Não... alterou... em nada — ela sussurrou, meneando a cabeça em um sinal negativo. As bochechas do rosto estavam rosadas, mas não havia nem uma peça de roupa sobre o seu corpo.  Ao invés de se trocar atrás do biombo, ela tinha tirado... tudo. — Eu cortei minha mão... e fiz um teste sozinha... depois do episódio da biblioteca... e o chakra... — pausou, dando um passo trêmulo em sua direção. — O chakra não alterou em nada...

Oh. Ela o tinha enganado.

Hinata Hyuuga tinha dito que o tinha levado para aquela gruta para testar se o chakra ainda funcionava depois do sexo oral; mas era mentira. Ela própria já o tinha testado, e estava funcionando. Portanto, ela o tinha levado até ali para... para...

— Não... alterou... em nada... — repetia, finalmente o alcançando. As pernas dela tremiam, e as dele também. Hinata avançava até encostá-lo na parede.

Estava fodido.

Kakashi desviava os olhos para o outro lado, mas a respiração já estava como a de um animal no cio. Seu rosto fervia e seus punhos eram fechados em si mesmos com força, porque se não fizesse aquilo, talvez a colocasse em risco. E se alguém os visse? E se alguém... descobrisse? O sexo oral talvez tivesse sido arriscado, mas aquilo seria arriscar em dobro...

— Hinata... — era tudo o que conseguia repetir em um murmúrio.

— O chakra... não depende... de pureza nenhuma. Kakashi... — dedos tocaram-no o rosto, de forma que Kakashi manteve a face virada para o outro lado, mas voltou os olhos a ela. — Tem algo que eu quero sentir mais do que as suas memórias...

Dedos delicados abaixaram a sua faixa. O corpo dela estava nu sobre o seu, e mesmo que Kakashi estivesse vestido, conseguia sentir a energia que fluía dela. A pele era mais quente do que as águas das termas. O vapor de água tocava a pele fina e depositava sobre ela pequenas gotículas de calor.

Não foi o sakê. Não poderia culpá-lo. A mão de Kakashi seguiu o seu próprio instinto, cravando-se sobre a cintura da menina. Ela abafou um gemido nos lábios comprimidos e colou-os aos seus. Tudo o que se seguiu foi uma sequência desesperada.

Avançou sobre os lábios dela como se a sua vida dependesse daquilo. Se antes era Hinata que o pressionava contra a parede, posições foram invertidas. Mesmo que ainda vestido, Kakashi enfiava uma pernas por entre as dela, e bastava sentir — mesmo de calça — o órgão que já parecia tão úmido sobre o tecido da sua roupa, um grunhido gutural deixava os seus lábios. Estava em transe.

O corpo dela era quente como uma brasa em chamas, a saliva era um magna derretido que escorria para os seus lábios. Vazava deles. Kakashi estava tão compenetrado em sentir a vibração da entrada dela sobre sua perna, tão compenetrado em roçar os dentes nos lábios que enfim eram seus, que mal percebia as mãos delicadas tentando tirar o seu colete.

— K-Kakashi...

Percebeu. Arrancou-o de si mesmo, jogou-o no chão. As peças de roupa foram se acumulando ali como um monte de lixo. O desprezo pelas roupas era proporcional ao desejo de senti-la assim exposta. E Kakashi sentia. A garota tombava a cabeça para trás e enfim os lábios dele chegavam ao pescoço... à clavícula... aos mamilos macios. Já não estava numa gruta; estava num banquete. As suas mãos faziam naquelas coxas carnudas o trabalho que sua língua fazia nos seios — devorava-os. Os gemidos se misturavam ao vapor de água que se acumulava sobre aquele corpo, mas queria mais. Precisava de mais.

Nada seria suficiente enquanto tecidos estivessem afastando-os.

— Deite... no chão.

Ela atendeu prontamente. Já não era uma garota pressionada contra uma parede de pedra, mas deitava-se no chão.

As gotículas que se acumulavam sobre o corpo dela acumulavam-se também no assoalho ao redor. Hinata não era uma garota desnuda; era parte integrante daquela caverna. Os olhos cristalinos cintilavam mais do que as ametistas da parede. O fôlego irregular era tão sonoro, que competia com o barulho das águas que borbulhavam ao fundo.

Tantas vezes tinha se visto naquela situação, mas em sonhos inalcançáveis. Agora que finalmente vivia tudo, mesmo que estivesse sóbrio, era como estar embriagado. A beleza excessiva gerava borrões na sua visão. Kakashi tremia também já sem roupas, o membro doendo de tão duro; trêmulo, enfiava-se entre aquelas pernas enquanto a garota deitava de lado.

— E-Eu... Eu seguro pra você... — ela sussurrava. O rosto estava tão vermelho de vergonha, que gotículas também se acumulavam no canto dos olhos. Mas por Deus, Kakashi não olhava mais o rosto. Olhava as curvas que ela segurava para que ele visse a entrada exposta. Úmida... palpitante... à espera do seu preenchimento.

Estava deitada de lado e afastava com os próprios dedos a polpa da bunda, apenas para provocá-lo. Kakashi era pouco além de um animal sedento quando se posicionou atrás dela e ouviu pela última vez o murmúrio desesperado.

— Ponha dentro... de mim...

O canal era apertado. Apertado até demais. A respiração arfante dela se tornava meio desesperada conforme Kakashi não conseguia entrar; era a sua primeira vez. Preocupada, lançava um olhar para trás; mas o que via tornava a relaxá-la. O homem se debruçava novamente sobre ela; selava os seus lábios. Os olhos cristalinos chamavam-no de volta à razão, e de repente já não era só um animal desesperado para satisfazer a si mesmo, mas também para satisfazer a ela.

— K-Kakashi...

No meio do beijo, tentava de novo. Agora, a saliva dela mesclava-se à sua uma vez mais conforme Kakashi penetrava-a, e dessa vez... ah. Dessa vez, conseguia. Sentia o grunhido dela contra seus lábios, sentia como Hinata apertava seus pulsos. Sentia mais do que isso; os músculos dela se adaptando a si. Aquela passagem úmida e estreita palpitando em torno do seu membro, e ficava tão desconcertado, que nem sequer conseguia se concentrar no beijo. Deixava tudo de lado para apenas gemer e se enfiar um pouco mais.

— A-Ah, Hinata...

A atmosfera se tornava pesada. Afastando-se um pouco dos cabelos azulados, via como o rosto dela era imerso numa expressão de dor. A primeira vez devia doer um pouco, certo? Era o que diziam. Por isso, e mesmo que o seu membro ensandecido palpitasse por mais, fazia menção de se afastar um pouco. Só que não conseguia.

— Não... Kakashi... — ela meneava a cabeça negativamente. Um sorriso fraco se formava nos lábios já inchados. Estava segurando-o pelo pulso. — Mais fundo... mais...

A súplica atingia Kakashi não só no peito, mas nas partes baixas também. Havia todo um cheiro de lírios que o inebriava, e se já não fosse o suficiente senti-la palpitando em torno de si daquela forma, penetrava-a de novo, tão devagar quanto conseguia. Um novo gemido gutural deixava sua garganta. Os braços que sustentavam o seu corpo tremiam.

— Olhe pra mim, Kakashi — os dedos delicados tocavam o seu rosto, e Kakashi erguia os olhos para encontrar os dela. As orbes peroladas refletiam a luz azulada da gruta e brilhavam ainda do que os cristais da parede; os dedos dela, que até então só o acariciavam, passavam a arranhar um pouco quando ela pedia: — Agora... mais... fundo.

Um sorriso desacreditado se formava nos lábios de Kakashi. O seu rosto estava pegando fogo, mas por Deus, se podia mesmo ir mais fundo, não deixaria escapar a sua chance. Agora, a estocava com ritmo; Hinata fechava os olhos e se arrebitava mais conforme um Hatake em ebulição investia contra o seu corpo.

Na sua expressão, já não havia traços de dor, mas de prazer. Ela arranhava o que tinha ao seu alcance; os ombros e pulsos dele já tinham pequenas marcas, mas nem sequer se dava conta. Instintivamente, o homem cravava uma mão nos cabelos dela, puxando-os para trás apenas para que se arrebitasse um pouco mais, e agora era um sorriso torto que também se formava nos lábios dela.

— M-Mais... fundo... mais! — o gemido se tornava um grito que ela abafava com a mão. Os olhos já se reviravam nas órbitas, e foi então que aconteceu. Kakashi sentiu cada segundo. Quando aqueles músculos que envolviam seu membro começaram a palpitar em torno dele e um gemido lânguido abandonou os lábios da Hyuuga, sentiu que ela gozava. A expressão de prazer falava por si só, e foi então que também ele não aguentou.

— H-Hinata... eu... vou...

— Dentro... de mim... dentro! — ela ofegou, fechando os olhos em sequência.

O grunhido gutural saiu de Kakashi uma vez mais, todo o seu corpo sofrendo uma descarga elétrica conforme se desfazia dentro dela. Os jatos de prazer deixavam o seu membro em tempos ritmados e inundava o corpo etéreo que tinha à sua frente. Um sorriso de satisfação se formava nos lábios dela, porque enfim era isso. Era isso!

Somente o borbulhar das águas e as respirações ofegantes eram audíveis quando um Hatake exausto se jogou ao seu lado. Permaneceram assim, corpos ainda transpirando no vapor da água, olhos perdidos sobre o teto da gruta; um conjunto de pedras reluzentes e pequenos estalactites observando-os de volta.

Kakashi estava em transe. Parte sua estava mais satisfeita do que poderia se lembrar; um prazer vívido ainda escorria dentro do seu âmago, mesmo que tivesse acabado de gozar. Com o canto dos olhos, via como o seu próprio prazer ainda escorria por entre as pernas dela, e sentia: era sua. Era sua.

— Nada mais... — ela sussurrou, deixando a frase no ar.

O homem subiu os olhos para ela, percebendo como a Hyuuga observava a própria marca exposta no braço. Aquela marca de curandeira que tinham feito sobre a sua pele, aquela que definia a sua servidão ao clã. Ela tocava-a com as pontas dos dedos, os olhos observadores se tornando úmidos. Voltava a falar:

— Nada mais pode me prender...

Kakashi assentiu com a cabeça. Vê-la tocando aquela marca despertava algo dentro de si; havia ainda uma série de coisas que teriam que fazer para de fato terminar com a cultura de servidão dentro daquele clã, mas aquela expressão... aquela expressão era de uma garota que se via livre pela primeira vez na vida.

— Obrigada, Kakashi.

O homem pigarreou, percebendo-se observado também.

— Não sei se o certo seria agradecer... — murmurou, um pouco sem-graça.

Hinata caiu em uma risada fraca, ao que ele riu também. Olharam-se por alguns breves segundos, apenas até que uma nova onda de vergonha perpasse o rosto dela e os olhos perolados se desviassem para um canto qualquer.

— Hinata... — balbuciou, ainda ofegante. Como se ela soubesse que viria à frente uma declaração e que teria uma vergonha do diabo para lidar com ela, manteve os olhos distantes dos dele, ainda que permanecesse ouvindo-o. — Mesmo depois que tudo acabar... eu não quero que isso termine.

— I-Isso?

— Nós.

Os olhos perolados se tornaram um pouco úmidos. Ela assentiu com a cabeça, para então responder, olhando-o de lado:

— Eu também não quero — sussurrou.

Pela primeira vez em dezoito anos, Hinata se aninhou sobre um homem que passava a ela alguma segurança. Mais segurança do que qualquer pessoa do seu clã poderia lhe passar. E pela primeira vez em quarenta, Kakashi Hatake envolveu nos seus braços uma pessoa que o fazia se sentir capaz de superar as marcas do seu passado.

As lembranças de terror e de culpa que existiam dentro de si, Hinata substituía por pequenos arranhões nos seus ombros. Já não se escondia de si mesmo; tampouco desejava esquecer de quem era.

O barulho das águas que borbulhavam acariciavam ambos os ouvidos quando a respiração dela se tornou profunda. Kakashi não dormiu; não poderia. Mesmo assim, sentiu-se... recarregado. De todas as certezas que tinha na vida, agora tinha uma nova; o chakra da pérola azul continuava vívido dentro daquele corpo adormecido.


Notas Finais


A GENTE TARDA, MAS NÃO FALHA!
as santas que me perdoem, mas ser pervertida é a minha melhor qualidade
e as leitoras aqui de tdpa deixam o resto dessa plataforma no chinelo hahahaha
comentem pfv <3


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