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História O Trio - Yaoi - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Personagens principais:
Gustav M'Drago.
Tyler Joseph.
Andrew D'Angelo.

Capítulo 1 - Olhos de safira.


Fanfic / Fanfiction O Trio - Yaoi - Capítulo 1 - Olhos de safira.

Tyler Narrando:


   - Acho que estão seguindo a gente.- murmurou Gustav.- sinto que estão rodeando.


   - Vai dar certo, confia no pai.- digo confiante, não me era surpresa, não era a primeira vez que fazíamos isso aqui.


   - Vamos nos separar?- ele pergunta. Gus não costumava ser a pessoa que rouba apesar de já ter feito isso, e muito,  mas ele começou a ser apenas uma distração.


    - Vou rodar um pouco e depois ir até o ponto cego das câmeras. Tentar ir nas barras de chocolate, é o que costumam desconfiar mais de adolescentes.- recomendei. Não somos adolescentes, não mais. Tenho 22 anos, e Gustav 19, mas a aparência dele é bem infantil. Nos separamos logo depois de ele ascentir com a cabeça que sim. Eu rodei um pouco com algumas coisas na mão,  coisas que iríamos comer logo quando nos vazásse-mos dali.  Os guardas meio que não estavam tanto atrás de mim, mas ainda sim pelo menos um ainda podia estar, tento ter uma visão geral de forma disfarçada e logo caminho até o ponto cego, totalmente cauteloso, e coloquei de forma irreparável abaixo das roupas.


Rodei a procura de Gustav em passos mais rápidos, sentia que alguns guardas passavam me dando uma olhada, só faltavam me engolir.


- Tyler...- ouço Gus me chamar, ele já estava em um dos caixas.- Não achou?- ele pergunta, demorei um pouco mas logo raciocínei.


- Não, se vc preferir podemos ir procurar em outro lugar.


- pode ser...- ele diz passando uma lasanha. Era uma outra forma de disfarçar, comprar algo.


- CPF na nota? - a moça do caixa pergunta.


- Não.


Quando saímos percebi que guarda olhava muito pra mim, mas eu tentei disfarçar o máximo possível o volume, que talvez o que havia escondido poderia fazer.


Ouço a respiração aliviada do azulado quando já estávamos do lado de fora do mercado. Quando se é adolescente a preocupação de ser pego é menor, mas quando se é um adulto, as coisas que antes poderiam ser apenas sermão podem ser tornar meses, ou até anos de cadeia, e Gustav ainda não se acostumou com isso. Quando éramos mais jovens ele era o que mais me incentivava a roubar comida, afinal, precisávamos... ok, talvez nem tanto, mas hoje,  ele tenta fazer essa prática o menos possível. Eu ainda honro meu nome, sou o cara de mais mão leve que qualquer um já conheceu, e se não sou, então não me conhece...


**


Gustav fazia o jantar, moramos em uma kitnet, bem pequena, são apenas um cômodo tirando o banheiro, dormimos no sofá-cama, e a cozinha é conectada a sala.


Eu estava apoiado na janela fumando, virado de costas pro lado de fora, observava o Gus, enquanto ouvia o som do rádio tocando.


Sim, eu estava o admirando, Gustav tem cabelos até os ombros num azul bem escuro, um cabelo meio desgrenhado e desfiado, sua pele bem pálida e corpo magro. Estava preocupado com o mesmo, não é de agora, mas sempre dava pouca importância para comida, e se deixasse dormiria a vida toda, as vezes enquanto dorme, o toco e sinto sua pele fria, mesmo estando cheio de cobertas quentes e pesadas.


Dou uma última tragada no cigarro e jogo a bituca pela janela.


- O dono já começou a cobrar o aluguel. - digo quebrando o silêncio. 


- Você não conseguiu nada ainda? - Ele pergunta preocupado, mesmo não tirando os olhos do que fazia, era óbvio que estava.


- Já,  mas só irei fazer o carreto depois de amanhã,  e logo amanhã que ele quer o pagamento.- digo pensativo, teria que arrumar um jeito, já estava anoitecendo, e a sua estava molhada depois do tóró que havia caído a algumas hora atrás. Eu teria que fazer algum bico pra pelo menos metade do aluguel pagar.


- Está pronto. - ele diz já colocando nos pratos. Vou até a gaveta pegando os talheres pra nos dois, estão sentamos no sofá prontos pra comer.- tem... uma empresa de designer gráfico contratando... seria bom se nós tentassemos... ou melhor, você. 


- Eu não sei se daria certo, faz tempo que fiz o curso, eu tranquei a faculdade. E isso foi antes de nos irmos embora. Eu acho que essa vida de lugar fixo, não é pra mim.- ele sabe disso, eu não precisava dizer, e para ele também não era, entretanto a vida na rua começou a ficar tão sufocante que precisamos nos ajustar antes de piorar. Por mais que estar neste lugar também seja bastante sufocante por causa da cobrança e tudo mais, não temos mais ninguém além de nós mesmos.


- Mas não custa nada tentar.- ele diz, e nesse meio tempo não havia colocado nem uma garfada de comida na boca, diferente de mim que já estava no final do prato.


- Hey...- chamo sua atenção,  o mesmo me encara com os olhos frios.- eu vou dar um jeito, mas por hora, eu só quero ver você comer.- digo tocando seus ombros. E por fim ele começa  a comer.

**


De manhã eu fui até a empresa com Gustav, a qual ele tinha me falado. Era enorme, um edifício muito bem detalhado cheio de pessoas bem uniformizadas. Algumas encaravam Gustav que vestia roupas largas, o mesmo sempre preferiu esse tipo de roupa, enquanto eu já estava mais social.


Entramos no elevador e junto a nós uma mulher correu pedindo para que eu não deixasse a porta fechar. Eu confesso que fui meio lerdo, e só entendi realmente o que ela tinha dito depois de Gustav segurar a porta.


- Obrigada.- Ela disse com um sorriso, já  apertando um dos botões.


Tinha um cabelo castanho curto, uma maquiagem leve e era um pouco mais alta que Gûs.


- Estão juntos?- Ela pergunta me olhando.


- Sim.- respondi.


- Vieram para a entrevista?


- Como? Não, não.- ri nervoso.-eu só vi entregar meu currículo. 


- Que sorte a sua, você vai poder passar pela entrevista direto.- me espanto.- aqui eles são bem mais práticos, pra que esperar pela próxima vez se pode fazer na hora.- ela aperta o botão do 6 andar.- aqui é o andar que vocês vão ficar,  a uma sala de espera para entrevista lá e também clientes a espera de encomendar. Boa sorte.-ela desce no 4 andar assim que a porta abre.


Eu e Gustav nos entre olhamos.


- Parece que você já vai fazer.- ele diz calmo, mas no fundo estava arrependido de não ter vindo de roupa social, sentia pelos seus olhos tristes, estava decepcionado com sigo mesmo.


- Hey,  calma, vai dar tudo certo.-digo tocando seu ombro.


- Mas seria uma chance amais, apesar de eu não ser tão qualificado quanto você. Parando pra pensar não faria diferença.-droga, odeio quando o mesmo faz isso, sempre se rebaixado.


Ergo seu queixo mas antes que eu pudesse dizer ou fazer qualquer coisa a porta de abre. Andamos até a sala enorme cheia de assentos, não havia muitas pessoas ali uns 7 tirando eu e Gûs.


- fica aí.- disse para Gustav após ele sentar em um sofá espaçoso que havia na sala. Vou até uma mulher que parecia uma recepcionista.


- Aonde entrego o meu currículo? - pergunto meio nervoso, era nítido ver minhas mãos trêmulas eu odeio ter que fazer as coisas tão de repente, não tive preparo nem nada, e isso me deixava ansioso.


- pode me entregar, eu irei deixar na sala do seu talvez novo chefe, e aí será chamado daqui alguns minutos.- Ela diz  com as mãos estendidas para pegar o papel sem tirar os olhos do computador. 


Depois de a entregar andei até Gustav que estava sentando com as mãos entrelaçadas e sentei ao seu lado. Ele encarou minhas mãos que não paravam. Gûs as segura tentando faze-las parar.


- Está tão nervoso assim? - Ele pergunta me encarando.


- Não pensei que seria algo tão... direto.- bufo.


- Vai dar certo, você mesmo sempre diz isso.- eu amo quando ele me faz recordar a coragem que eu tenho. Eu sei que é só uma entrevista de emprego, mas eu odeio coisas repentinas. Gustav tem um rosto meio feminino, e seu corpo magricelo não ajuda muito a identificar seu verdadeiro gênero.


- Aceitam café.- uma moça diz com uma bandeja com uma jarra de café e alguns copos descartáveis pequenos.


- Sim, obrigado.- Gus diz se servindo, e eu faço o mesmo.


- Vou deixar aqui do lado caso alguém queira mais.- ela diz colocando em uma mesinha nao muito longe do sofá. - fiquem a vontade.-ele se retira.


Era muito satisfatório ver pessoas gentis assim por aí. O mundo lá fora não é pra qualquer um.


-Sr.Tyler Joseph?- um homem me chama após um homem com semblante decepcionado acabar de sair de sua sala. Caminho até lá e entramos juntos.


Fechei a porta e ele já estava sentado do outro lado da mesa, me sentei na poltrona de frente pra ele, já podia sentir meu corpo estremecer.


Os olhos daquele homem eram assustadores e hipnotizantes, pareciam duas safiras, verdes e brilhantes.


Ele me fez um seriado de perguntas sobre o que eu sabia sobre designer gráfico, e outrosdetalhes, pouco relevantes, ninguém lembraria disso  mas eu lembrava muito bem, não sei porque, apesar de fazer muito tempo que fiz o curso sobre. Ele me explicou como a empresa funciona.


A empresa contém vários chefes, cada chefe de um estágio diferente que trabalha com designers específicos, e todos juntos são comandados por um único chefe, e cada um tem o seu lugar.


Depois de mais algumas perguntas também sobre mim, ele cessa a entrevista. Eu já estava meio cabisbaixo, o jeito a qual ele insinuava, parecia que eu não era o suficiente para o cargo e que só era mais um qualquer louco por emprego. Abri a porta pronto para ir embora, mas suas palavras me impedem.


- Quem é a garota? - Ele pergunta. Será que não tem vergonha na cara. Eu já sabia que estava falando de Gustav, o encaro sobre meus ombros.


- Não é uma garota.


- Estou perguntando quem é. 


Ele estava me deixando nervoso,  já não basta ter me tratado como um zé ninguém a entrevista inteira.


- Um amigo. Por que?


- Disse que estava em uma situação financeira precária, ele parece bem jovem.


- Ele tem 19 anos, sim estamos.


- Não se importaria de eu conversar com ele?


Sinto a um arrepio, isso me parecia estranho, e eu estava me irritando, eu não queria deixar Gustav conversar com esse cara, de maneira alguma, mas... conhecendo Gustav bem, se ele tentasse qualquer coisa aquele ser aparente inofensivo poderia se transformar num bixo selvagem em segundos.


experiência própria...


- Claro...- digo tentando parecer transparente. Caminho até Gûs que me olhou ansioso.


- E então??


- Ele quer conversar com você..- vejo sua pupila diminuir.


- Como?


- Apenas vá,  não sei o que esse cara quer,  quem sabe não sinta pena e me de o emprego com vc e sua carinha fofa.- aperto suas bochechas de leve.


- Eu não quero a pena dele, só quero sabe se você passou ou não. - ele diz as sobrancelhas cemicerradas.


- Acontece que eu também não sei, talvez se você ir...


Ele levanta meio desconfortável é caminha até a sala. O que aquele idiota queria? Eu não fazia ideia, mas se tentasse algo esse lugar ia se tornar um UFC, Gustav é como uma bomba relógio, não consegue lidar com pessoas ignorantes.


Espero que não dê merda


Notas Finais


Ano da história: 2006


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