História O Trono de Gelo e Fogo - Capítulo 30


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Jon Snow, Lyanna Stark, Melisandre, Sandor Clegane, Sansa Stark
Tags Arya Stark, Game Of Thrones, Jon Snow, Lyanna Stark, Mindinho, Petyr Baelish, Sandor Clegane, Sansa Stark, Sansan
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Palavras 2.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Este é o capítulos mais importantes até aqui, os acontecimentos narrados revelarão a importância da união da Bruxa de Asshai com o Targaryen de gelo e fogo.

Dito isso, só tenho mais uma palavra....

Melisandre!

Capítulo 30 - Inverno e Bruxas


Fanfic / Fanfiction O Trono de Gelo e Fogo - Capítulo 30 - Inverno e Bruxas

 

Estava atordoada e sua visão totalmente baça, o hálito frio da morte está me açoitando. O pensamento lampejou na sua cabeça junto com um forte estrondo de trovões que rasgavam o céu. Sentiu solavancos em sua cintura, mas estava fraca demais para levar as mãos até lá; seus braços pendiam pesados e não conseguia ver as extremidades de seus próprios dedos. Estou no campo de batalha espiritual do Outro, onde a escuridão e seus terrores imperam. Percebeu que cada vez mais seu corpo balançava, a sensação de congelamento e medo aumentavam. R’hllor, ajude sua fiel serva nesta batalha.

— Lor... — Balbuciou, e engoliu em seco para sentir se o seu colar sagrado ainda estava preso ao seu pescoço.

O arranhar do ouro vermelho em sua pele lhe trouxe alívio, quando um clarão na sua frente a fez despertar ao perceber que estava pendurada em um penhasco e de alguma forma estava sendo puxada para cima. Aconteceu uma luta... traição, Jon Snow, eu o avisei. Seus pensamentos foram interrompidos por vozes, mas ela não conseguia responder aos que gritavam seu nome. Em seguida sentiu mãos em volta do seu corpo, o cheiro familiar de cavalos e Jon... conseguiu escapar da escuridão mais uma vez.

— Jon? — Melisandre conseguiu balbuciar desta vez de forma audível.

A resposta veio baixa e rouca em suas costas.

— Estou com a senhora — Jon a levava na sela do garrano sentada à sua frente e seguia com dificuldade para enxergar o caminho já que a mulher vermelha era mais alta que ele — Resista, estamos procurando abrigo.

Ela sentia os braços tensos dele em volta de sua cintura e o trotar lento da montaria a fazia balançar e deslizar na sela, mas Jon a colocava de volta ao equilíbrio. Jogou a cabeça para trás e se escorou no ombro do Targaryen; gotas de chuva e flocos de neve tocaram as maçãs de seu rosto, quando ouviu ao longe uma voz de um dos cranogmanos dizendo: “Achei um lugar, parece que era usado como posto de vigia.” Apagou por alguns momentos; quando voltou a si estava deitada e coberta por capas meio úmidas. Os olhos frios do nortenho a observavam detrás de suas mãos enluvadas fechadas em forma de punho na frente de seu queixo barbudo. Ele me vê morrendo, pensou enquanto movia os lábios, mas sua garganta parecia estar congelada e nenhum som saiu, apenas uma lufada de ar quente — calor, por favor Jon aqueça-me. Ele pareceu, de alguma forma “ouvir” o que ela pensou, seu cenho franzido e a cutucada que deu na orelha direita provavam isso.

— Ei! — Jon ficou exasperado — aumentem a fogueira!  Balançou os braços quando percebeu a inércia de Reyes e Gabety; Hyxes ainda se recuperava do ferimento na barriga e Jon o poupou de seu olhar de censura. — Peguem tudo que possa pegar fogo.

Ela percebeu que os homens saíram do abrigo meio controversos, dificilmente acharão madeira seca com toda essa tempestade e nevasca. O Targaryen se aproximou mais para examinar seus olhos e tocar a sua testa que apesar de úmida de suor, estava gélida. “Seus olhos não estão rubros...” o pensamento de Jon invadiu a mente de Melisandre, mesmo fraca consegui me conectar. “O que é isso?”, ele quis saber.  Lembra quando entrou no corvo para levar a mensagem até sua irmã? A mulher vermelha percebeu que o nortenho estava confuso. Estamos conectados, eu o chamei para dentro de mim. Depressa, volte ao seu corpo, tire toda a minhas roupas e pegue um saco de couro vermelho na manga direita do meu vestido. Jogue-o na fogueira mesmo com lenha molhada e depois deite-se comigo. De repente tudo ficou escuro novamente, ele entendeu, e wargou para seu corpo novamente. Meus olhos estão negros, o cristal também deve estar afetado pelo poder do Outro. Um longo período de dor e frio se estendeu até que ela pode ouvir botas esmagando a neve ao longe, depois o som de madeira e o chiado das chamas lambendo a umidade dos gravetos e galhos. O cheiro da fumaça cinza encheu seu nariz e ela tossiu, sentiu uma língua quente em seu rosto, Fantasma, o lobo gigante a olhava, farejando-a em silêncio.

— Busquem mais lenha.

— Está tudo molhado lá fora, a fogueira se apagará. — Gabety estava molhado e seus lábios estavam com uma coloração arroxeada. 

— Não, não vai! — Jon virou Melisandre de bruços e começou a desatar os nós de seu corpete, despindo-a.

Os cranogs saíram novamente do abrigo; apenas Hyxes, Jon, Melisandre, Fantasma e agora a ave de Mormont ocupavam o abrigo meio lapidado em duas rochas, com uma meia parede erguida do lado oeste de onde os ventos vinham com maior violência. “Outros, inverno” o corvo disse ao abrir as asas para sacudir a água das penas negras.

— Maldita ave! — o Targaryen sussurrou e o corvo de Mormont virou o pescoço para encará-lo; quando Jon inclinou a cabeça a ave também fez o mesmo em desafio.

Mas Jon tinha mais o que fazer do que brigar com o velho corvo ranzinza, se apressou em tirar a túnica, o corpete, o vestido e a pequena e delicada roupa de baixo que a bruxa vermelha usava, ele nunca tinha visto algo daquele tipo. Quando tirou as botas longas que iam até o meio das coxas, ele parou ajoelhado entre as pernas de Melisandre e ficou fitando a buceta totalmente liso da mulher. Aliás, fora o cabelo, as sobrancelhas e as pestanas, a mulher não possuía pelos em nenhuma outra parte do seu corpo branco como mármore e suas veias azuladas como o gelo da Muralha saltavam como rios conduzindo água negra. Jon se ergueu e a levantou nos braços, havia marcas nas costas, ancas e nas coxas da mulher, desenhos estranhos à Jon.  Ele passou a mão para limpá-los, mas a tinta não saía da pele extremamente clara. Ele a colocou a apenas alguns centímetros do fogo tomando cuidado com o seu longo cabelo.

— Senhora, está me ouvindo? — ele acariciava seus cabelos e a olhava de perto.

A mulher de Asshai balançou a cabeça debilmente tentando voltar a si. Lembre-se do saco na manga do vestido. Pensar era a única coisa ainda possível para Melissandre, a serva do deus vermelho. Preciso usar minhas últimas forças, não morrerei aqui. Fechada em seu próprio inconsciente em posição de lótus, poupou sua visão espiritual, concentrando-se no mundo físico e no agora. Sentiu a morte fria e gelada caindo do céu, nos restos de animais mortos há muito tempo enterrados na montanha e em crânios de homens guerreiros antigos. Havia morte e violência por toda parte, mas acima das nuvens e das trevas de nuvens densas, Vida, calor, luz e paz. Ela voava em um céu límpido e o maior servo de R’hllor, o sol, a enchia de vida e afastava os poderes do Inimigo da Luz, o mantendo em uma distância segura. Equilíbrio. Não existe trevas sem luz e o contrário também é verdade. Seu espírito voltou para o abrigo, onde Jon e os homens abanavam a fumaça com suas capas e colocavam mais lenha para queimar. Ele pegou o saco de couro vermelho no vestido dela e o lançou nas chamas, que explodiram em luzes rubras, subindo até duas vezes a altura de um homem. É aqui que me recupero, R’hllor, é aqui que seu poder me preenche. Ela foi para o centro do turbilhão e conjurou na língua da antiga Valíria um poderoso feitiço de materialização.

— Pelo dragão de gelo! — Assustado, Jon brandiu Garralonga em direção ao fogo.

Os pequenos homens do pântano se ajoelharam e cobriram as cabeças talvez por temor ou em profundo respeito.

— Quem é? — o Targaryen tentou golpear o ser de puro fogo, mas a espada esquentou e ele a deixou cair no chão de terra batida. — Mostre-se! — ele estava com a mão direita na frente do rosto para se proteger do calor e da forte luz que inundou o ambiente.                 

 Melisandre abrandou seu eu o suficiente para os homens poderem ver seu rosto em tons de laranja, carmim, amarelo e branco.

— Sou eu — ela disse de dentro do fogo.

Jon fez sua típica cara de descrente e ficou boquiaberto com aquilo durante um tempo, até que o corvo de Mormont quebrou seu transe batendo as assas e ralhando sem parar: “bruxa, bruxa, bruxa...”

— Não pode ser! — o Targaryen disse estupefato. — Está morta? Isso é um sonho?

— Não é sonho ou uma visão, estou aqui nesta forma, mas não posso mantê-la por muito mais. — Ela balançou seus braços como que para jogar o calor para seu corpo físico que jazia inerte na frente de Jon. — Deite-se comigo, meu príncipe. Jon olhou o corpo de Melisandre que parecia estar morto e começou a se despir. — Ele não entende e isso lhe parece errado, mas fará isso para me salvar. É um legitimo herói digno de lendas.

Jon ficou totalmente nu e se deitou por cima do corpo frígido de Melisandre, um dos cranogmanos gemeu de medo. O espírito de fogo se aproximou dos dois, o Targaryen não sabia o que fazer, seu pau estava roçando a buceta da mulher morta, mas ele não conseguia enrijecê-lo.

— Faça! — O fogo pareceu se agitar, o que fez o temor dos homens aumentar — Não conseguirei manter o feitiço por muito tempo.

Jon tentou se concentrar em seu dever e fechou os olhos. Estou voltando para a escuridão, antes que Melisandre pudesse pronunciar as palavras, um buraco negro a sugou e as chamas diminuíram, logo depois voltaram a crescer. Mas ela não estava mais dentro da fogueira e nem dentro do próprio corpo.

— Quem está aí? — havia uma presença fria em pé à sua frente — Quem está aí? — ela se ouviu dizer ou foi o outro ser quem perguntou, não sabia ao certo.  Não é o Inimigo de R’hllor. — Melisandre percebeu que a figura, apesar de demonstrar poder, parecia perdida naquele universo. Um servo, talvez...

As dimensões do lugar não se mediam, estrelas estavam em cima e em baixo nuvens de fogo lutavam contra massas de ar frio. A figura à frente da mulher vermelha se ergueu timidamente e disse: “Isso é um sonho?” Melisandre não sentiu hostilidades, mas se manteve cautelosa.

— Não sabe onde estamos?

— Dentro do Estranho... Seus olhos! — a outra forma feita de tons de luz cinza, azuis e branco tirou os braços da frente do corpo, como faz uma mulher descobrindo o colo.

— É assim que chama o seu Senhor do Escuro? O Outro? O Inimigo de R’hllor?

— Não tenho Senhor. Eu sou minha própria Senhora.

Para a bruxa de Asshai, pareceu que a outra entidade ganhava confiança. Por R’hllor, não pode ser ela.

— Conjuro-te que me diga o teu nome! — Melisandre em sua forma astral levantou os braços sacudindo o ar e labaredas assolaram a outra mulher que gritou e desapareceu.

A escuridão assolou por todos os lados e um forte vento derrubou Melisandre, que mesmo em chamas sentiu os dedos congelarem. Mas neste momento a vida invadiu seu ventre vinda de entre as suas pernas e ela foi chamada de volta à vida dos mortais.

“Ela está acordando.” Seus olhos pesavam e só conseguia ver vultos, as palavras vinham de alguém próximo de sua cabeça, mas ecoou como se estivesse há milhares de quilômetros. “Vai desmaiar de novo”.  E tudo voltou ao limbo da escuridão. Estou de volta a Westeros.

— Água... — finalmente conseguiu desperta.

Um vulto negro foi de um lado para o outro no recinto e em seguida veio se aproximando dela — era Jon Targaryen com uma cuia de cobre cheia d’água ainda morna da fervura no fogo. Segurou o metal quente com as duas mãos e bebeu, o líquido escorreu por seus mamilos e começou a evaporar, os cranogmanos se encolheram perto da rocha, mas Jon não se intimidou.

— A senhora está bem? Pode caminhar? — estendeu a mão cheia de cicatrizes.

Melisandre aceitou a ajuda, ele a ergueu e ela estava completamente nua quando as capas caíram no chão. Jon tentou cobri-la, mas ela fez um sinal com as mãos o impedindo e caminhou para a saída do abrigo onde a neve forrava o chão se acumulando dos dois lados. Quando seu pé direito tocou a neve, essa começou a derreter e passou os braços nas pilhas enormes de neve da direita e da esquerda. Os cranogmanos disseram palavras de espanto, Jon e Fantasma ficaram quietos um ao lado do outro enquanto a bruxa vermelha, serva de R’hllor, gargalhava em meio a vapores e seus olhos rubros brilhavam como dois rubis expostos ao sol do meio dia.

Finalmente ela começou a andar de volta para o abrigo onde os homens tremiam, talvez por temor ou talvez por frio, já que estavam sem suas capas de peles. Seus olhos cálidos encontraram os impassíveis olhos cinzas de Jon Targaryen, se aproximou de sua orelha esquerda e disse:

— Obrigada, Jon Targaryen. A chama arde dos dedos de meus pés até as pontas de meus cabelos. — Ela desviou dele e foi até a desorganizada fogueira que ainda ardia em grandes brasas devido ao pó que haviam lançado sobre a madeira molhada, fitando-a por um longo instante. — Vamos ao encontro de sua irmã. Eu sei em que parte destas terras ela está.

O nortenho saiu de sua face tranquila para sua costumeira expressão de desentendido.

— Onde esteve esses dois dias? — calçou a luva de couro de toupeira na mão mutilada pelo fogo. — Escondida no fogo?

— Estava no lugar onde nasci de novo.

Hyxes deu um grito de desespero e cobriu a cabeça com as mãos como se quisesse se proteger de alguém. Gabety e Reyes o acalmaram e o corvo de Mormont começou a ralhar baixinho — “Há... Há... grão, grão, Snow.” Jon ergue a mão como se pedisse que o corvo ficasse quieto por um instante; a criatura hirsuta abriu o bico sem emitir som e começou a balançar o pescoço como se risse.

— Apareceu para nós no fogo, como os demônios antigos. — Hyxes parecia melhor do ferimento na barriga.

— Demônio? Não... Antigo, sim. — Calçou suas meias de renda de Myr que estavam rasgadas nas coxas e na panturrilha direita, vestiu suas pequenas roupas de baixo uma para cobrir as redondas tetas e uma que mal cobria seu sexo.

Quando terminou tinha grande parte de seu colo exposto pelo decote de seu vestido que ia até o umbigo e suas coxas desnudas, exceto pelas meias que cobriam a metade acima do joelho, estar seminua no frio não pareciam incomodar a umbromante de Asshai.  

— Quem é você? — Reyes fez a pergunta com um misto de curiosidade, medo e ansiedade.

— Há oitocentos anos os homens me fazem a mesma pergunta.

Jon olhou a mulher nos olhos com incredulidade, mas sabia que ela dizia a verdade sobre sua idade e antes que ele abrisse a boca, Melisandre continuou:

— Eu vi Sansa Stark.


Notas Finais


Quero responder a todas as suas dúvidas e ouvir todas as suas críticas. Isso me dá mais vontade de postar logo o final desta fic. Vocês que chegaram até aqui, são os melhores, conto com os comentários, aflições, xingamentos... rs!!!

Me deixem saber o que estão achando.
Um abraço.


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