1. Spirit Fanfics >
  2. O Trote >
  3. Novo ídolo

História O Trote - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Novo ídolo



Meu celular despertou às sete. Tomei um banho vaporoso, coloquei a minha roupa de sempre, o meu estilo.

Camisa branca, casaco preto aberto, calça jeans rasgada nas coxas e nos joelhos e meu all star preto.

Meu cabelo, só joguei pra trás com  a ajuda de um pente, testas amostra.

Não gostei.

Voltei ao normal.

Peguei a mochila, joguei lá dentro meu estojo e um caderno. Creio eu que hoje vou receber os livros da escola.

Estou exausto, mas algo ainda me diz que o dia vai ser bom.

Hoje é segunda-feira.

As férias recém acabaram, agora é só o natal.

Peguei um pedaço da panqueca do prato do meu pai. Estava deliciosa. Ele deu uma risada frouxa, estava cansado e ainda teria que trabalhar.

Mamãe estava desmontada no sofá, ainda faltava muitas caixas, acho melhor contratarmos uma diarista pra arrumar essa bagunça nosso lugar.

Sorri pra meu pai, que retribuiu o sorriso. 

– Vai precisar de carona, filhão?

– Não preciso não, pai! Obrigado!

Peguei uma torrada que tinha acabado de saltar e mordi, estava quente, queimei a língua.

– Cacete! – resmunguei

– Olha a boca, malcriado! – minha mãe me chamou atenção.

– Desculpa, mãe.

Saí de casa, assim que pisei lá fora percebi que eu não sabia aonde ficava a escola.

Segui andando, peguei meu celular.

Pesquisei a localização da escola no GPS do celular. Me senti inútil.

Coloquei que estava indo de bicicleta, era o mais próximo do que realmente eu estava indo, de a pé.

Para minha sorte, são três quarterões acima de minha casa.

Entrei e fui até a secretaria. Perguntei meu horário de aulas, mas a única coisa que recebi foi um bocejo e uma folha amassada.

Sorri e saí do local.

Abri a folha, lá tinha escrito:

"Jeon Jungkook, sala 10, 2º ano.
Sala fixa"

Olhei pra frente e arregalei os olhos.

"Sala fixa"

Subi alguns degraus, são os degraus que separam a cantina das salas.

Fui seguindo o corredor até encontrar a tal sala dez. O corredor estava lotado de gente em seus armários. Estava lotado de gente conversando e gargalhando.

Entrei na sala e sentei em uma mesa no fundo, a última mesa da fileira da janela. A mesma que sentei na escola antiga. Sentei mas não me acomodei, aquele lugar poderia estar ocupado.

Começou a entrar muita gente, achei por um momento que não caberia todos ali. Até agora, ninguém me apontou o dedo dizendo que roubei seu lugar.

A cadeira da frente está vazia, qualquer coisa eu pulo pra frente.

De repente, todo mundo ficou quieto, aqueles silêncios constrangedores, típicos de quando o professor adentra a sala.

Mas não havia professor. Era um garoto. Logo já voltaram a conversar.

Ele se aproximou de mim, eu o encarei (não vem me julgar não, eu poderia estar no lugar dele).

Ele veio até ficar a centímetros de distância, dizendo:

– Esse lugar é meu.

A voz dele era uma voz alegre.

– Desculpa, eu posso ir pra mesa da frente. – pedi licença.

Em um pulo estava na mesa da frente.

– Obrigado. – agradeceu.

– Eu esperava que alguém sentasse aí, só estava esperando a sala ficar cheia pra que eu sentasse no lugar vago, desculpa mesmo.

– Não tem problema.

– Sou o Jungkook – estiquei a mão para um aperto – prazer.

– Sou o Hoseok – apertou minha mão – o prazer é todo meu.

– Desculpa a ignorância, mas como funciona a sala fixa?

– Sala fixa? É simples, você não troca de sala, não existe sala ambiente, quem troca de sala são os professores.

– Um professor pra cada matéria?

– Quem dera fosse! Na verdade é um só professor para todas as matérias. Mudando apenas as matérias "diferentes" – fez aspas com os dedos – são professores diferentes pra línguas, esportes físicos e sua preferência de arte.

– E tem isso? Caramba! – esbanjei reação.

– Pois é, você pode escolher qual língua deseja fazer, qual tipo de arte quer seguir. Canto, dança, teatro. Você pode mudar a cada bimestre.

– Uau.

– Eu só não deixei você sentar aqui por causa da professora, ela exige mapa de sala.

– Sem problemas! Acha que vou me adaptar bem aqui?

– Dependendo de como se sair hoje, sim.

– Me sair hoje?

– Complicado demais.

A professora entra na sala e eu me viro.

– Bom dia. Como sabem, hoje recebemos um aluno novo.

Eu queria morrer.

– Levante-se.

Me levantei com um sorriso envergonhado.

– Está esperando o que?

– Desculpa, não entendi.

– Se apresente!

Todos riram.

– Ah, claro!

Fechei a mão esquerda.

– Eu sou Jeon Jungkook. Tenho dezessete anos.

– Só isso? – a professora perguntou indignada – Se apresente com propriedade.

– Sou Jeon Jungkook, tenho dezessete anos e sou metade coreano e metade estadunidense.

– Então você é coreano? – a professora perguntou puxando assunto.

– Metade coreano, senhorita.

– Ah, que isso, não precisa me chamar assim. Pode se sentar.

Me sentei, finalmente aliviei o punho.

– Também sou coreano – escutei Hoseok sussurrar – a professora adora coreanos!

– Percebi que era, pelo nome e pelos traços. – sussurrei de volta

Hora do lanche, cantina.

Eu estou totalmente fudido. Eu esqueci o dinheiro em casa e não tenho ninguém pra sentar comigo.

Vou ficar com fome e sozinho, que ótimo!

Ali embaixo, na cantina, enxergo um palco favorável. Perfeito pra apresentações teatrais ou cantorias.

Me sentei na escada, fuçando cada parte do meu celular.

Um rapaz mais velho sobe no palco com um microfone

– Pessoal quero dar avisos.

Me retirei do palco.

– Todo mundo sabe que hoje, era pra uma pessoa cantar nesse palco.

Todo mundo esbanjou alegria e euforia.

– Infelizmente, essa pessoa não pode vir.

Todo mundo vaiou, adolescentes previsíveis.

– Mas, para não perdermos o dia, estou convidando quem sabe cantar ou dançar para subir nesse palco e mostrar sua habilidade!

Todo mundo se entre olhou.

– Ninguém vai querer vir?

O silêncio continuou vivo.

– Vou então, chamar um aluno das aulas de dança pra subir aqui e se apresentar.

Todo mundo grunhiu, geralmente quem faz essas aulas sabe dançar e cantar bem.

– Eu convido para vir até o palco, Park Jimin!

Todo mundo começou a bater palmas e a assoviar.

Esse garoto parece ser querido por aqui.

Ele levantou de uma mesa no meio da cantina. Subiu no palco, levemente, sem pressa. Tirou seu casaco e colocou pendurado na cadeira que estava ali no meio do palco. Foi até o microfone.

– Gostaria de sugestões de música.

A platéia entrou em silêncio.

– Let me down slowly! – Sugeri.

– Let me down slowly? Do Alec Benjamin? Ótima escolha!

Rapidamente o cara mais velho (provavelmente o presidente do grêmio) tirou de trás das cortinas uma caixa de som, onde Park Jimin plugou seu celular.

E em questão de segundos ele estava dançando. Ele dançou lindamente, cada batida um movimento, ele foi incrível.

Pareceu mais que isso. Ele estava interagindo com cada um ali. A música acabou, começou uma mais agitada. Ele pulou do palco e puxou uma garota pra dançar, acho que a namorada dele. Os dois pulando e quando fui ver aquilo parecia uma festa.

A música acabou e o rádio foi desligado.

– Uau, Jimin! – um outro participante do grêmio usou o microfone – Isso foi incrível! Lembrando que na sexta-feira teremos outra apresentação! Deixem seu nome com Namjoon, o presidente do grêmio. Boa aula pessoal!

Eu ainda estava impressionado. Talvez boquiaberto, aquele garoto é incrível! Além de dançar pra caralho  fez com que todo mundo dançasse, ele tem um novo fã.

Sentei de novo no palco, agora todo mundo estava comendo e já tinham voltado ao seu normal.

Eu esperei que alguém caísse do teto pra fazer amizade comigo, mas isso não acontece, isso aqui não é uma ficção.

O sinal tocou e eu voltei pra sala.


Notas Finais


:3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...