História O Trote - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Namoro??



Semanas depois

Já passaram duas semanas desde que eu me mudei pra cá. Nesse pouco tempo eu me aproximei bastante dos meninos, especificamente da mesa dos seis. Agora a mesa é dos sete! Pois é... fui incluso nesse grupo.

Eles são incríveis, são legais, são engraçados, otários... eles são demais.

Como eu esperava, estou mais próximo de Hoseok. É quase impossível a gente não estar próximo assim, afinal, ele senta atrás de mim.

São assuntos seguidos de assuntos, é quase como se nós sete fôssemos destinados, talvez a gente até tivesse se conhecido numa vida passada, não importa como e nem o porque, se eu estou com eles vale a pena.

Estou no intervalo, sentado na mesa deles e tenho novidades.

– Pessoal, queria falar uma coisinha… – Percebo que Jimin deu um sorriso – Posso?

– Fala logo! – Hoseok me dá um tapinha.

– Estou oficialmente namorando.

– Namorando? – Namjoon arregala os olhos – Quem é a sortuda?

– Bom, a sortuda? – Jimin pergunta – Talvez a "sortuda" – faz aspas com os dedos – seja eu.

A mesa toda fica se entre olhando e sorrindo a toa.

Eu olho pra ele e bem, não tem como explicar como aconteceu. Só aconteceu.

flashback on

Eu e Jimin estamos indo embora pra casa, ele me convida pra entrar.

Eu não gosto de chegar de surpresa na casa dos outros e eu poderia estar sendo incoveniente de chegar sem mais nem menos na casa dele. E se a mãe dele está passando pano? E se o pai dele está encerando o chão?

– Aaah vamos, JK! – Jimin resmunga.

– Vou ficar só um pouquinho! Não posso ficar demais...

– Não pode ou não quer?

– É que…

Ele abre a porta e entra.

Eu fico parado olhando ele se virar e fazer sinal com a cabeça para que eu entre.

– Licença. – Falo baixinho.

– Filho? Quem é esse? – a mãe de Jimin pergunta.

– É meu novo amigo mãe, ele se mudou faz uma semana na escola. Ele é da minha sala!

– Ah, prazer! Sou o Jeon Jungkook! – Estendo a mão para um aperto.

– Olá Jeon! Sou a mãe dele.

– Eu vou subir com o Jeon.

– Ok filho. – ela se vira pra mim – Se precisar de alguma coisa é só chamar, tá bom?

Concordo com a cabeça.

Subimos as escadas.

O quarto dele é grande. Tem uma cama de casal no centro, uma prateleira com Funkos e outras bugigangas; além de decorações da Marvel e alguns HQ's da DC; tem também uma escrivaninha com um notebook no outro canto.

– Pode ficar a vontade, tá?

– Ah, obrigado.

Me sento na cama dele e coloco minha mochila no canto da parede.

Jimin vira a cadeira da escrivaninha e se senta ao contrário, de frente pra mim.

Começamos a conversar e fazer um ao outro perguntas genéricas. Eu só respondia as perguntas, claro, as que não eram retóricas. As vezes quando ficava um silêncio sufocante para ambos nós dois, eu puxava um assunto ou outro mas nunca assuntos constrangedores. Apenas os engraçadinhos e interessantes.

Sabe quando há trocas trocas de olhares e um clima evidente? Ali certamente havia.

A cada olhar sentia meu coração errar uma batida.

Senti que tinha algo, esse algo que eu digo é algo a mais, um sentimento, não apenas atração física. Mas será possível gostar de alguém que você conheceu faz poucos dias?

Eu retribui um olhar pesado, um olhar que ele deu e eu retribui sem pensar em recuar.

Quando os olhos dele encontram aos meus nós ficamos em silêncio, dispensando qualquer palavra que pudesse quebrar o clima ou algo assim. Levantou bruscamente da cadeira e encostou a porta tentando não batê-la.

Levantei da cama e coloquei a mochila, pensei que iria pedir pra eu me retirar, mas quando o vi fechar a porta não pude evitar arregalar os olhos.

Ele vira pra mim e se aproxima ficando a pouquíssimos centímetros de distância, deslizando as alças da mochila, tirando o peso de minhas costas.

Ele alternava o olhar de minha boca até meus olhos.

Eu não aguentava mais aquilo, não sabia se sairia um beijo daquilo ou não. Não sabia se ele daria uma gargalhada e zombaria de mim até o último dia de aula.

Cansado das expectativas, o puxo pela cintura para mais perto de mim. Seu corpo encostou ao meu e nossas faces a centímetros de distância. Fecho os olhos e ele dá o primeiro selar. Depois de separar e enxergar um loirinho ainda de olhos fechados me fez beijá-lo de verdade. Um beijo lento, demorado e ainda assim intenso.

Talvez eu realmente seja bissexual. Eu sou bissexual e foi ali que percebi isso.

Flashback off


Notas Finais


:3


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