História O Trote - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Primeiro Encontro


15:00, meu quarto.

Já era domingo e fazíamos cinco dias de namoro. Eu queria conseguir lembrar, contar ou guardar alguma data importante pra impressioná-lo.

Ele mostra estar bem empolgado com o relacionamento e eu também estou. Como vejo em filmes, um bom namorado tem que chamar sua namorada pra sair. E o que eu fiz?

16:48, meu quarto.

Esperei ele me chamar e pelo visto ele não é um bom namorado.

Como ele não me chamou e eu queria muito vê-lo... eu o chamei.

O convidei pra ir aí shopping e depois até ao fliperama. Ele aceitou no mesmo instante.

Fui me arrumar. Tomei um banho quente, tão quente que o vidro do box e o espelho da pia ficaram embaçados.

Escrevi no vidro:

JJK PJM = <3

Sorri bobo jogando água pra apagar. Após meu banho demorado acabar (três batidas do meu pai na porta depois), eu fui até o quarto fritar meus neurônios restantes pra escolher um traje adequado para um encontro. Encontro é uma palavra tão bonitinha de usar quando se tem alguém pra sair, não é?

Por fim, optei pelo básico

Uma camisa social de plantas com o fundo preto e minha típica calça azul claro rasgada da coxa pra baixo.

Passei meu perfume mais cheiroso e dei uma geral no cabelo.

Eu estava pronto pra ir! Jiminnie ia me encontrar no shopping pra gente comer alguma coisa antes de irmos ao fliperama.

Passei pela sala onde havia uma mulher com o cabelo loiro tingido afundada no sofá, assistindo a novela (vulgo minha mãe) e um coreano de cabelos escuros usando óculos com os olhos vidrados num livro qualquer (vulgo meu pai).

– Pai, Mãe, vou sair. Volto às dez.

– Aonde vai tão arrumado, garotão? – Meu pai pergunta.

– Se eu dissesse o senhor não acreditaria! – sussurro.

– Para onde?

– Vou ao fliperama com meu... melhor amigo.

– Só vocês dois? E os outros cinco?

Meu pai sabia da mesa dos sete.

– Eu os convidei, mas só um me deu certeza.

– Entendi...– ele abaixa o olhar para o jornal em suas mãos – Tem quanto dinheiro aí?

– Vinte dólares.

– Pegue mais dez, tome! – Estende o dinheiro que acabara de tirar do bolso.

– Obrigado,pai! – passo pela porta.

– Volte antes das onze! – Minha mãe aumenta o tom para que eu ouça daqui de fora.

– Tá!! – grito em resposta.

Aí percebi, vou de que? De jegue? Pra não pedir ao meu pai, decido ir de ônibus mesmo que esteja anoitecendo.

Chego no shopping e ainda tenho vinte e sete dólares. Está três dólares a passagem, o olho da cara.

Dou uma volta no shopping procurando Jimin, mas não o encontro. Decido ligar. O celular chama uma, chama duas, chama três vezes, atende:

– Alô? – boceja – Jungkookie?

– Cadê você?

– Ué, estou aonde deveria estar.

Quer ver que esse menino esqueceu?

A chamada é encerrada.

É, ele esqueceu.

Estou indo até a porta quando sinto alguém me abraçar por trás.

Sei quem é pelas mãozinhas com os dedinhos cheios de anéis e seu cheiro característico: cheiro de morangos frescos

– Achei que tinha esquecido. – comento sério.

– Não esqueceria o nosso primeiro encontro! – solta o abraço.

– Jimin, tenho que admitir que você está mil vezes mais bonito que qualquer um aqui!

– São os seus olhos! – sorri enquanto seus olhinhos fecham.

Pego em sua mão pra irmos até a praça de alimentação, ele tira a mão e segue em frente.

É terrível soltar a mão dele.

– Teste número um:

– Manda bala! – estou confiante.

– MC Donald's ou Burguer King?

– Burguer King?

– Certa resposta.

– Vai entrar na fila?

– Vou, vai querer o que?

– O de sempre. – sorrio

– Qual é o de sempre?

– Qual é o seu?

– Cheeseburguer duplo bacon.

– Esse, a partir de hoje, é o meu de sempre.

Ele sorri e vai até a fila. Fico encarregado de encontrar um bom lugar. O shopping não está lotado, está bem vazio pra um domingo a noite... então pego uma mesa próxima ao BK.

Conversa vai, conversa vem.

Descobri muitas coisas sobre ele, temos várias coisas em comum e  isso é demais.

Terminamos de comer e enchemos um dos copos de refri. A caminho do fliperama (ou quase) nós decidimos juntar nossos dólares pra comprar o máximo possível de fichas.

Juntamos ao todo trinta e cinco dólares. Tirei seis reais da passagem, uma pra ele uma pra mim.

Conseguimos comprar algumas dezenas.

Começamos a competir pra ver quem faria mais cestas.

Eu fiz quarenta e sete em um minuto.

Ele fez cem e faltavam quinze segundos pra terminar o tempo.

Bati palmas e me aproximei pra ajudar ele, nos últimos quinze valem tudo.

– Você é demais!! – grita um garotinho que estava nos assistindo.

– Ah, eu sei! – Eu digo convencido.

– Eu acho ele demais – aponta – não você.

– Aaah garotinho, você tem bom gosto! Obrigado. – ri enquanto pega os vários créditos que são despejados pela máquina. Jogamos em todos os brinquedos e sobram duas fichas.

– Cabine fotográfica? – sugere

– Vamos sim.

A cabine pede duas fichas, exatamente as que nós temos.

Depositamos as fichas e entramos na fila. Havia uma mesa com adereços pra vestirmos na hora da foto. Coloquei um arco de orelhinhas de coelho, ele optou por não usar nada.

Antes de chegar a nossa vez tiramos uma selfie, postei nos status do whatsapp com um emoji de coraçãozinho roxo. Privei meus pais e uns colegas deles pra não verem.

Entramos e tiramos um total de 4 fotos.

A primeira foto fizemos um coração usando os braços, eu era uma metade e ele era a outra.

A segunda foto fizemos uma pose padrão, sorriso e um "dois" com os dedos.

A terceira eu passei meu braço pelo ombro dele e fiz um coração com os dedos. Ele me abraçou enquanto mostrava a língua pra foto.

A quarta ele me deu um beijinho na bochecha e eu fechei os olhos, sorrindo com a boca fechada.

Acabaram as fotos e a gente saiu. As fotos foram impressas e haviam ali duas cópias das colagens.

Eu peguei uma e dei a ele a outra.

Sentamos na praça de alimentação quase vazia e começamos a conversar.

Quando deu dez horas decidimos ir até o ponto de ônibus. Por sorte, assim que chegamos o ônibus passou então entramos fácil.

Sentamos em uma janela qualquer, ele ficou na janela. Ficava olhando pra rua, ele sorria quando via um casal qualquer na rua.

Ele começou a cambalear a cabeça de sono. Abaixei um pouco o ombro e dou duas batidinhas.

– Deite aqui, vamos!

– Não, não precisa!

– Jimin! – coloco a mão na coxa dele – Você tá quase dormindo!

– Eu estou desperto! – coloca a mão sobre a minha.

Eu tiro, vai que ele pense que eu estou insinuando algo?

Ele pega minha mão e entrelaça nossos dedos. Se deita no meu ombro e fica acariciando minha mão.

Descemos no nosso ponto.

– Eu vou descer – digo

– E eu vou subir!

– Então... tchau?

– Eu não vou embora sem meu beijo de boa noite...

Eu puxo ele pra debaixo de uma árvore onde não há iluminação alguma, ninguém consegue ver de fora, só se vierem aqui.

Seguro seu rosto em minhas mãos e dou um selar rápido em seus lábios. O beijo mais uma vez, a gente está muito longe, eu preciso dele mais perto de mim.

Eu solto seu rosto e sem abrir os olhos eu o puxo pela cintura.

Nossos corpos colidem, ele abraça meu pescoço e me beija. Nossas línguas se enroscam, desço minhas mãos de sua cintura até suas nádegas e as aperto firmemente.

Saímos da sombra e sentamos no ponto.

Passa um casal na nossa frente de mãos dadas, um casal hétero.

Sinto meus olhos marejarem.

Quando eles dobram a esquina eu o abraço e não seguro as lágrimas.

– Me perdõe por não poder panfletar o nosso amor...

– Jeon? – me abraça forte – A culpa não é sua, você sabe que não!

Segura meu rosto e me beija rápido.

– Eu amo você.

– Eu sei... – diz enxugando minhas lágrima – eu também amo você!

Meu quarto, casa.

– Filho? – minha mãe resmunga.

– Estou em casa!

– Ótimo, vá dormir! – diz apagando a luz da sala.


Notas Finais


:3


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