História O Ultimo da Noite - Capítulo 3


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Luke Hemmings
Visualizações 77
Palavras 2.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bianca A. Santos como Mika Hills.
Fran Drescher como Andrea Hills.

Capítulo 3 - Titanic


Fanfic / Fanfiction O Ultimo da Noite - Capítulo 3 - Titanic

Vi que o estabelecimento que servia café que fica a dois quarteirões de casa estava aberto e cutuquei Luke.

-Pode me deixar ali na frente - falei apontando para a calçada mais próxima, ele pareceu me ouvir de primeira e isso evitou que eu ficasse berrando em seu ouvido.

Quando ele parou a moto na calçada que eu havia indicado, ele fez uma careta para o letreiro em neon.

-Um café? - ele riu - Mesmo?

Desci da moto e retirei o capacete, meu cabelo um pouco bagunçado por conta dele, o entreguei a Luke e usei um elástico para prendê-lo.

-Quer entrar? - perguntei a ele, que sorriu enquanto mordiscava o lábio bem no cantinho aonde tinha aquele buraquinho vazio.

-Bom - ele começou a dizer, estacionando a moto de uma maneira correta - Me surpreenda!

Entramos no estabelecimento e o sino fez um barulho um tanto reconfortante para mim. Acenei com a cabeça para Andrea, a garçonete que ficava atrás do balcão do caixa.

Luke me seguiu até a mesa mais ou menos ao fundo, nos sentamos de frente um para o outro e ele já foi logo olhando o cardápio. Vi Mika se aproximar sorrindo, ela era filha de Andrea e fazia bicos de garçonete de vez em quando.

-O que vai querer? - ela perguntou a Luke, fiquei esperando.

-Panquecas - ele falou sem olhar para ela - Coca-Cola também.

Mika se virou para mim e sorriu.

-O mesmo de sempre? - tínhamos a mesma idade, ela é provavelmente a pessoa mais próxima a mim dentre todas as outras pessoas dessa cidade.

Assenti e ela saiu. Luke fez uma careta e eu o olhei com as sobrancelhas arqueadas.

-O que foi?

-"O de sempre”? - ele fez aspas com as mãos - Você costuma vir muito aqui?

-Eu moro aqui perto - respondi - Eu procuro vir muito aqui, o café é barato.

Ele olhou pela vitrine, não aprecia olhar pra algum lugar em específico.

-Não gosto muito de café - ele falou - Minha mãe dizia que isso retarda o crescimento, eu tinha um primo um tanto pequeno e não queria ser baixo como ele.

-Você é bem alto - o interrompi mas ele não se importou.

-O café não tem nada a ver com crescimento - ele continuou a contar, pensativo -Quando você cresce algumas coisas ficam bem obvias.

Concordei com a cabeça e Mika apareceu com o meu café.

-Seu pedido já está sendo feito - ela avisou a Luke, se retirando em seguida.

-Só café?

-Só café - repeti.

O silêncio se instalou ali enquanto eu bebia um pouco do liquido em minha xicara. A porta da frente abriu e fechou algumas vezes antes de eu tomar a frente.

-Quando eu era mais nova - eu comecei, seguindo a linha de sua história recém compartilhada - Minha mãe eu jogávamos um jogo um tanto comum, 2 verdades e 1 mentira.

Vi um certo interesse repentino vindo dele, pareceu um tanto animado enquanto balançava a cabeça positivamente.

-Quem começa? - perguntei.

Mika apareceu com o pedido de Luke, colocando o prato de panquecas e o copo de coca cola bem a frente dele. Andrea chamou por ela e a vi se afastar um tanto rápido.

-Damas primeiro - ele indicou para mim enquanto começava a comer.

Bom, pensei cuidadosamente sobre o que deveria responder. Não queria assusta-lo, e não tínhamos confiança o suficiente um no outro por enquanto. Apesar de que nunca chegaríamos a um nível de confiança que mãe e filha costumam ter.

-Bom, eu só jogava com a minha mãe - avisei a ele - Me deixe saber se eu extrapolei demais em alguma coisa.

-Tipo em que?

-Se eu me expor demais - expliquei - Sou uma tagarela, meu pai costuma dizer muito isso.

-Já começamos?

Ri com a expressão de confusão em seu rosto.

-Não, esse foi um bônus - ressaltei.

-Pois então - ele falou enquanto eu ainda pensava sobre o que iria compartilhar, ainda em silêncio - Pode começar.

-Bom, o que pode ser uma verdade é: quero ficar loira um dia, conseguir remover uma tatuagem idiota que fiz quando mais nova e por último, conseguir dormir à noite - falei tudo de uma vez só, sem hesitar.

Ele já havia acabado com mais da metade da panqueca e me olhava um tanto desconfiado.

-Bom - ele começou - Agora eu digo as minhas ou preciso adivinhar as suas primeiro?

Dei de ombros, não havia uma ordem mesmo.

-Pode dizer as suas - respondi.

- Começaremos por - ele ergue o garfo e o apontou para mim - Sou loiro natural, sou filho único e aquela moto lá fora é roubada.

Engasguei um pouco com o café na última parte, já sabia qual era a mentira. E se eu errasse, eu teria um problema...

-Você começa - falei a ele.

-Posso terminar de comer primeiro?

Ri um tanto sem graça e assenti, terminando o meu café e pedindo a conta. Quando Mika apareceu, eu paguei por toda a refeição.

-Ei - Luke protestou - Eu tenho dinheiro.

Dei de ombros e o olhei um tanto descrente.

-Eu também tenho - falei a ele - Por isso paguei.

-Eu sei mas...

-Luke - o interrompi - Está tudo bem, eu paguei a conta porque eu quis, você não corre o risco de eu achar que está me devendo algo.

Ele fez uma pausa e mastigou o resto da panqueca lentamente.

-Outra resposta óbvia?

-Não é sempre assim? - comecei - O cara pago algo e automaticamente ele pensa que a garota deve algo em troca...

Ele terminou de beber o resto do refrigerante e limpou a boca com um guardanapo.

-Você não está errada - ele finalizou.

Colocamos nossa louça suja uma encima da outra, copo e xicara encima do prato com os talheres.

-Eu acho que você pode querer ser loira, da mesma maneira que você pode ter feito uma tatuagem quando mais nova e ter se arrependido disso hoje - ele parecia convicto enquanto dava as suas cartas - Mas sobre não conseguir dormir à noite? A pergunta é, e quem consegue?

-Pessoas ocupadas - respondi por reflexo.

Ele riu um tanto confortável demais com a minha respostas.

-Mas nem todos são ocupados - ele rebateu - Meu amigo Michael por exemplo, ele é desocupado mas consegue dormir à noite toda. Você parece ser ocupada e mesmo assim não consegue dormir à noite? Muito suspeito.

-Você se confundiu todo - comentei entre risos.

-Mas e sobre as minhas? - ele obviamente fugiu do foco inicial - Quero chutes.

Olhei atentamente para seu rosto e estava mais que obvio que ele era loiro natural, os pelos em sua face tinham aquele brilho claro.

-Você definitivamente é loiro, então essa é uma verdade - comecei, e ele deu de ombros - Não sei muito sobre você ainda mas prefiro chutar que você é filho único do que encarar o fato de que você pode ter me dado uma carona em uma moto roubada.

Ele arqueou as sobrancelhas um tanto surpreso.

-Esse é o seu chute final, assim de primeira? - ele questionou - Eu não seria capaz de roubar uma moto?

Hesitei um pouco antes de responder.

-Bom, lá vai mais uma resposta óbvia. Qualquer um pode é capaz de roubar uma moto, o que a maioria não tem é coragem.

-Trouxe - ele falou se levantando.

-Para onde está indo? - perguntei um tanto aflita, ainda não havíamos terminado o nosso jogo.

-Preciso caminhar depois de comer - ele justificou - Me acompanha? Estou te devendo uma.

Assisti em câmera lenta enquanto ele esticava uma mão para mim. Ele percebeu a minha demora em devolver o gesto e riu.

-Ué, não confia no cara que provavelmente te trouxe pra casa em uma moto roubada? - ele disparou - Eu tenho dois irmãos mais velhos.

Eu parei de respirar por um momento enquanto observava ele abrir um sorriso cada vez mais largo, ambos de frente um para o outro e de mãos dadas.

-Boa Noite Zee - murmurou Andrea assim que passei por ela perto da porta de saída, Luke me puxava em direção a ela.

Chegando do lado de fora reparei no relógio grande perto do cruzamento do outro lado da rua, marcava 21h30, a noite estava apenas começando.

-Para que lado fica a sua casa - ele perguntou, apontei para a direção certa e ele - Vamos na direção oposta.

-E a sua talvez moto? - perguntei e ele riu.

-"Minha talvez moto" - ele falou fazendo aspas com os dedos - Ela pode ficar aqui, já paguei o parquímetro.

Respirei fundo e assenti.

-Agora sou todo seu - ele falou quando começamos a andar lado a lado.

-Ainda não terminamos de falar sobre a minha parte do jogo - o lembrei.

-Verdade - ele parecia entretido com um lata velha, começou a chutar a arrastando pelo nosso percurso - Acho que depois de você ver o quão incrível meu cabelo loiro é, você pode ter ficado com vontade sim, de descolorir o seu cabelo.

Era um tanto fofo a maneira como ele se gabava e fazia piada sobre isso, tudo ao mesmo tempo.

-Você não parece ser uma garota que faria uma tatuagem - ele confessou - Parece ser mimada.

Olhei para ele rindo, por essa eu não esperava.

-Mimada - perguntei - Eu faria uma tatuagem se eu quisesse.

Ele riu alto, parando de chutar a latinha.

-Não me leve a mal - ele explicou - Mas você parece um tanto delicada demais.

-Você quis dizer frágil?

-Não frágil - ele rebateu rápido - É só que eu me lembro de algo que você falou quando subiu na minha moto.

Eu achei que ele não tinha de fato entendido o que eu havia dito naquela hora, mas ele o fez.

-É complicado - tentei explicar.

Caminhamos em silêncio por um momento.

-Sua mãe fugiu mesmo com um motoqueiro? - obvio que ele não deixaria esse assunto pra lá.

Assenti e o vi esperar por uma resposta mais elaborada.

-É até cômico pra falar a verdade - tentei o meu melhor, mas hoje não era o dia de ceder a isso - É conversa pra outra hora...

Ele concordou com a cabeça e me olhou um tanto sério.

-Mas você quer ficar loira um dia?

Suspirei e assenti em seguida.

-ISSO! - ele exclamou jogando os braços pro alto - Então meu chute é, a coisa do cabelo loiro é verdade junto com a da tatuagem...

Parei de andar por um momento, o observando um tanto confusa.

-Mas você não acabou de dizer a minutos atrás que eu não tenho cara de quem faria uma tatuagem?

-Ai é que esta - ele começou - Você me contou 3 verdades, não tem mentira.

Agora ele tinha definitivamente extrapolado.

-Quando você retirou o capacete hoje mais cedo, eu vi a tatuagem atrás da sua orelha, de número 8.

-É o símbolo do infinito - o interrompi.

-Que seja - ele rebateu rindo - Você admitiu que quer ficar loira, eu via a sua tatuagem e pela sua resposta de "é o símbolo do infinito" você defende essa ideia, portanto, não quer se livrar dela.

Suspirei alto voltando a caminhar, ele me seguiu um tanto perto demais.

-Mas e a 3°? - perguntei a ele, depois dessa explicação dele eu me sentia convencida de que ele reparava bem mais do que deixava transparecer - Porque é uma verdade?

-Você tomou café, quem toma café é porque não quer dormir, logo você consegue dormir mas não quer.

Ele foi direto, na lata. Pelo visto eu não consegui controlar meu olhar e ele percebeu, começando a comemorar em seguida.

-Viram isso? - ele gritou para o nada, a rua estava vazia - EU SOU O REI DO MUNDO!

Já havíamos quase dado a volta completa no quarteirão, faltava pouco para ficarmos frente a frente com o nosso lugar de partida. O vi parar na esquina que dava para a rua da minha casa.

-É pra lá que você mora? - ele apontou pra o final da rua a esquerda.

-Quase no final dela - expliquei - E você?

Eu morava na divisa entre "bairro de classe baixa alta" ou "bairro de classe média alta", quem era de fato "classe alta" ficava do outro lado da cidade, passei de carro uma vez por lá e admirei a grama verde das mansões enquanto segurava um folheto em mãos sobre a seca da cidade.

-Lembra quando você me deu um bônus antes do jogo começar? - ele falou um tanto sem graça - Vou te dar um também...

Esperei ele terminar de falar um tanto curiosa.

-Eu moro perto da esquina do outro lado do fim da dessa parte da rua - ele confessou - É até um tanto perto da sua casa, passo por essa rua sempre. Porque nunca te vi?

-Não faço o tipo que fica de campana na frente de casa - respondi um tanto surpresa com a confissão dele, morávamos tão perto um do outro mas de lados opostos do arco-íris.

Comecei a caminhar, porém fui parada por ele que segurava em meu braço.

-Para onde está indo?

-Para o café, sua moto está lá - respondi.

-Ah, claro - ele respondeu, tive a impressão de que ele esperava outra resposta.

Ele não disse nada enquanto caminhávamos ou quando entrei no estabelecimento sem ele. Pedi o café para viagem e vi Mika me olhar lá do fundo, fazendo um sinal para eu checar meu celular. Assenti para ela e paguei pelo café.

-Acho que isso é um adeus - eu comentei com Luke assim que ele montou em sua moto e a ligou - Obrigada pela carona, e obrigada pelo convite.

-Não é um adeus, moramos na mesma rua e eu acho que depois de hoje vamos nos ver muitas vezes mais - ele respondeu com o capacete ainda em mãos - é obvio.

-Você vai aderir as respostas obvias? - perguntei um tanto descrente.

-Elas são bem úteis - ele justificou - Quando você para e pensa, você percebe que já tem as respostas.

E entramos em outra rodada de silêncio, mas eu sabia como preenche-lo antes de nos despedirmos de fato.

-Você estava substituindo Ashton aquele dia? - perguntei a ele - Quando nos conhecemos?

Ele assentiu e olhou para as minhas mãos.

- Mais café? - ele perguntou.

Bebi um longo gole antes de responder.

-É o último da noite.

-Eu deveria ter usado isso como um bônus - ele falou - Olha Zee, não trabalho realmente em um café, mas acho que isso seria bom afinal você ama café.

Ele colocou o capacete e pareceu estar a ponto de dar a partida em sua moto roubada.

-Sabe o que é um bônus? Essa informação aqui - comecei - Eu só bebo café desafinado.

Ele me olhou um tanto descrente antes de e me virar já pronunciando um 'boa noite Luke". Levou um tempo até eu ouvir a moto dar partida e fiquei um tanto feliz por pegar uma frase em especial que ele com toda certeza escutou em um dos meus filmes favoritos.

-Jack Dawson a margem do Titanic gritou "EU SOU O REI DO MUNDO”.


Notas Finais


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