História O Ultimo da Noite - Capítulo 4


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Luke Hemmings
Visualizações 64
Palavras 2.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Brooke Shields como Zoey Sawyer.
Jackson Robert Scott como Zachary Sawyer.
Kevin Kilner como John Sawyer.

Capítulo 4 - Gone Girl


Fanfic / Fanfiction O Ultimo da Noite - Capítulo 4 - Gone Girl

O almoço estava pronto por volta da 13h da tarde, eu estava sozinha em casa e meu irmão estava na escola desde cedo. Eu estava sentada de frente para o corredor e aquele espelho de moldura estranha me mostrava qual a minha realidade, aquele tom levemente arroxeado das minhas olheiras me deixavam com a aparência cansada. Mas era exatamente assim que me sentia.

A porta da frente fez barulho e ouvi em passos pesados meu pai se aproximar.

-Hey, garotinha - ele falou assim que entrou na cozinha, mas sua atenção foi direto para as panelas.

-Sua roupa está toda suja de graxa - constatei - Muito trabalho hoje?

Ele se sentou ali mesmo no balcão e deu de ombros.

-Um pouco, aquelas pessoas não cuidam do próprio carro mas ficam pedindo desconto pra qualquer coisinha - ele reclamou - Não tenho como fazer isso, eu não sou o dono do lugar, pelo menos não totalmente.

Quando nos mudamos para essa cidade a dois meses trás, o nível de experiência dele em seu currículo o rendeu um parceria, já planejada a 15 dias antes de acabarmos aqui, no Village.

Richard era só um simpático cliente que meu pai sempre atendia em seu antigo trabalho, em um dia enquanto procurava por meu pai ele recebeu a notícia de que o haviam mandado embora. No mesmo dia recebemos uma ligação e começamos a planejar nossa mudança para cá.

Meu pai agora trabalhava em sociedade com Richard em sua loja de concerto de carros, se não fosse por ele meu pai ainda estaria no vermelho, algo que tinha se tornado um tanto comum depois de minha mãe ir embora.

-Tem suco na geladeira - avisei a ele.

-Não vai almoçar? - ele perguntou.

-Já fiz isso - respondi e levantando e indo até o corredor.

Eu havia começado a limpar a casa hoje cedo e tirar o pó daquela mesa comprida e cheia de fotografias que havia ali naquele entredito espaço era uma prioridade.

Ficar parada em frente a todos aqueles retratos de memorias me passava sensações estranhas.

No começo eu sentia descrença, como se o que aconteceu era algo fora da realidade, minha fixa demorou a cair. Depois eu senti raiva, eu planejava a maneira como iria trata-la depois que ela voltasse pra casa, mas isso nunca aconteceu. Zoey nunca mais voltou.

Foquei os olhos em uma fotografia antiga dela e de meu pai, ambos jovens e apaixonados.

"John Sawyer & Zoey Davis"

A foto seguinte eram deles recém casados.

"Sr. John & Sra.Zoey Sawyer"

Porque toda mulher tinha que "pegar" o sobrenome do marido depois do casamento? O marido continua com o nome dele intacto, não parece compartilhamento e sim possessão.

Peguei o porta retrato em que continha uma foto minha com Zac, meu irmão na época recém-nascido. Nossos nomes foram escritos no canto da foto em letra cursiva, Zahara 12 & Zachary 1.

Minha mãe adorava saber que a letra inicial dela lhe dava tempo para fazermos a lição de casa esquecida na época de escola. Ela queria que seus filhos tivessem essa mesma vantagem.

-O que está fazendo? - meu pai perguntou, parado de repente na entrada do corredor.

-Nada - falei dando de ombros - Só estava olhando as fotos e fazendo faxina.

-Você limpa a casa quase todos os dias - ele argumentou.

-Não gosto de poeira.

Coloquei a foto em seu devido lugar e comecei a limpar em silêncio. Não vi quando meu pai saiu mas ele não disse mas nada até então.

Eu comecei a escutar meu celular tocar em algum lugar, mas não sabia aonde. Coloquei o pano na mesinha e sai a procura dele.

Não haviam mais fotos pela casa, o único espaço para elas era nesse corredor, parecia até um lugar sagrado já que para passar por ele você tem que estar indo para um dos quartos e nenhuma visita ia até os quartos.

Nem mesmo Mika teve acesso a esse lugar da casa, e era ela que estava me ligando.

-Porque demorou tanto pra atender?

-Eu estava procurando o celular - eu respondi me jogando ao sofá - O que houve?

-É o seguinte - ele começou a falar - Eu estava aqui atoa olhando nossa conversa de ontem de madrugada e cheguei a uma conclusão.

-Qual?

-Precisamos mesmo decidir o que fazer no meu aniversário - ela disparou - Se eu der uma festa, você promete aparecer?

-Mika - comecei a falar - Da onde você tirou que eu não gosto de festas? Eu fui a uma festa esses dias.

-É, você me contou - ela retrucou - Mas só foi porque queria conhecer o Ashton da cafeteria de gente rica.

-O nome dele não é mais Ashton, é Luke.

-Que seja Zee - sua risada era contagiante, um dos motivos para eu ter começado uma amizade com ela - Vou fazer 19 anos e te quero lá!

Antes de conseguir uma vaga no transporte escolar do bairro, eu tive que levar Zac todos os dias a escola de ônibus, e o ponto dele ficava de frente para a cafeteria da esquina de casa. Eu passei a observar a rotina de alguma pessoas e Mika era uma delas, ela sempre pegava o mesmo ônibus que eu e Zac.

Em um dia a plena lotação diária daquele veículo, eu segurava Zac em meu colo já que ele ainda dormia. Estava de pé, não havia nenhum assento disponível e ninguém parecia disposto a me ceder um.

Mas Mika estava lá nesse dia, sentada um tanto perto de mim. Ela viu a minha situação e me cedeu o lugar dela. Nunca mais esqueci desse seu gesto desde então.

-Eu vou estar lá! - exclamei - Mas é só daqui 2 meses, ainda tem tempo!

-Como vai ser Halloween, o tema vai ser a fantasia - ela divagou - Não precisa ser assustador ou algo do tipo, só quero todos fantasiados!

-Você nasceu no melhor dia do ano! - comentei.

-Deve ser por isso que gosto tanto de filmes de terror, eu amo isso! - ela parecia tão contente - Mais do que amo música pop!

-Bohemian Rhapsody é a ...

-MELHOR MÚSICA DO QUEEN! - completou ela.

Sentada naquele café de esquina pela primeira vez sozinha, eu estava de fone de ouvido e o local estava relativamente vazio. Mas Mika veio me atender e apesar de eu parecer extremamente tímida, ela foi extremamente amigável comigo. E quando ela pediu para saber o que eu estava escutando no fone, ela abriu o maior sorriso que já vi ela dar até então. Eu escutava a música Bohemian Rhapsody da banda Queen.

-Se Freddy Mercury ainda estivesse vivo - eu comecei - Te levaria ao show dele, e cantaríamos essa música a pleno pulmões!

-Podemos fazer isso - ela falou - Não precisamos do Queen, vamos cantar na praça e fazer todos os velhinhos que estiverem por perto, mudarem de banco!

-Você sempre tem as melhores ideias - eu confessei - Não sei o que seria de mim sem você!

Essa era uma verdade genuína, acho que minha amizade com ela era tão fácil que eu de certa forma idealizava bastante isso. Mas não deveria ser assim? Quando é pra ser, as coisas acontecem naturalmente, é fácil.

-Preciso desligar - ela falou rápido - Cheguei ao meu destino, meu turno acaba as 23h, você apare aqui antes disso?

-Diz a Andrea que eu mandei um beijo, bom trabalho - eu desejei.

Assim que ela desligou o telefone, eu voltei a minha faxina, só que dessa vez na sala. Era essa a minha rotina: fazer o café, arrumar Zac para a escola, conseguir cochilar das 8h ao meio dia, fazer o almoço e limpar o que tiver que ser limpado (ou qualquer tarefa domestica que eu esteja apta a fazer), esperar Zac descer do ônibus em frente de casa e começar a fazer o jantar, ir ao Café da esquina antes de acabar o turno de Mika e tomar café enquanto a espero, depois disso a noite poderia ser nossa.

As vezes nos saiamos para caminhar por ali perto ou algo do tipo. Eu não tinha medo de andar à noite, até preferia assim. Mas sempre voltava para casa para dar boa noite ao meu pai. Ele chegava por volta das 18h e era ele que se encarregava de colocar Zac para dormir, obrigação que antes era de Zoey.

Vi a caixa de reciclável em um canto da sala e a abri só por curiosidade, haviam revistas para adolescentes e vários jornais velhos. Mas bem no fundo, consegui puxar aquele caderno grosso na cor azul e amarelo, meu anuário escolar do último ano.

-Eu achei que havia me livrado disso durante a mudança - eu murmurei em voz alta - Deve ter sido o meu pai.

Folheei rapidamente aquelas páginas e detestando cada rosto que eu via, definitivamente não tinha boas recordações daquele anos. Cheguei na página de autógrafos e passei os dedos pela página em branco.

Mika sabia como era a sensação, outro motivo pelo qual nós nos dávamos tão bem, ela entendia essa minha aversão a escola, já que ela passou pelos mesmos problemas que eu em sua própria.

Agora ela era modelo nas horas vagas, só começou a modelar no final do último ano quando um cara meio que a "descobriu" em um supermercado na cidade de sua avó. Ela até tem uma agencia mas prioriza ajudar as sua mãe no café, que era de sua família. Esse emprego como modelo foi uma forma de escape para ela, que mal via a hora de se formar e nunca mais precisasse voltar aquele lugar.

"as pessoas, meus colegas de classe não me queriam lá"

Essa sua frase nunca saiu da minha cabeça porque diferente de mim, os colegas chegavam a lembra-la todos os dias o quanto ela os incomodava apenas com a sua presença, já eu era aquele simples caso de ignorada básica.

Joguei o livro de nota na caixa e sai com ela para fora, estava um tanto ensolarado antes e vi Zac descer do transporte escolar assim que eu sai de dentro de casa.

-Que timing! - eu gritei para ele que se aproximava puxando sua mochila de rodinhas do Hulk.

Ele segurava o envelope amarelo em mãos e eu sabia o que significava, o que me lembrou de separar logo o dinheiro para ele já efetuar o pagamento no dia seguinte, sem atrasos.

-Como foi o último dia de aula? - eu perguntei enquanto deixava a caixa no canto da varanda.

-SERVIRAM BOLO! - ele gritou um tanto entusiasmado - E brincamos com tinta, olha!

Sua camiseta estava com algumas manchas e eu me segurei para não lhe dar uma bronca, aquilo demoraria horrores para ser limpado.

-O que você pintou?

-O Hulk! - ele apontou para a mochila verde - Pintei a mamãe também, era o Hulk salvando ela daqueles motoqueiros!

Engoli em seco, para uma criança era difícil de explicar a nossa realidade de uma maneira convicta.

-E ele conseguiu salva-la? - perguntei tentando manter a compostura.

-Não - ele respondeu um tanto triste - Ou ela estaria aqui.

Ele entrou batendo a porta em seguida, um tanto dramático. Dei uma última olhada na rua antes de segui-lo para dentro de casa.

Ele encostou a mochila no cantinho perto da tv., como ele sempre fazia. Tirou os sapatos antes de pisar no tapete do centro da sala e ligou a TV. Ele sempre assistia Dragon Ball depois da escola.

- O que quer comer de lanche hoje? - seu cabelo preto estava um tanto bagunçado, e ele sempre passava a mão nele tentando abaixa-los.

-Só um suco - ele respondeu já sentado - Eu comi bastante bolo na escola!

Caminhei até a cozinha e me lembrei que não havia lavado a louça suja do almoço. Arrumei as barras da minha camisa de manga comprida e comecei a lavar.

Eu de certa forma detestava esses momentos em que tinha contato com a agua e minha mente acabava por divagar para longe. Sempre me vinham pensamentos complexos e dificeis de encarar.

Zac sentia falta de nossa mãe Zoey, e ele pintava um vilão em sua cabeça como forma de tentar distinguir quem seria capaz de afastar sua mãe da gente. O motoqueiro que não chegamos a conhecer pessoalmente não era o vilão, as circunstancias que eram. A maneira como Zoey lidou com as coisas que eram realmente a pedra no seu próprio sapato.

Já passei da fase de odiá-la, mas Zac não.

Sequei as mãos e preparei seu copo com suco, cheguei a sala e ele parecia querer dormir.

-Aqui está - avisei a ele um tanto alto.

-Você demorou -  ele reclamou - Eu estava quase dormindo!

-Se você dormir, não vai conseguir ver o Goku derrotar o Freeza! - eu exclamei me fazendo de ofendida.

-ELE VAI DERROTAR O FREEZA? - ele gritou, de tão animado que ficou.

-Claro - respondi sorrindo - O bem sempre vence!

Ele pegou o copo e bebeu o suco de uma vez só e me entrou.

-VAI GOKU! - ele gritou para a tv esticando os braços para cima - VAMOS ZEE, HORA DA JENKIDAMA! TODOS PRECISAM AJUDAR.

Fiz o que ele pediu com um certo cuidado para não derrubar o copo em minha própria cabeça.

Ouvi meu celular apitar, aquele barulhinho irritante que avisa quando a bateria está acabando. Sai da sala caminhei até o meu quarto, passando antes pela cozinha e deixando o copo encima o balcão.

A janela estava aberta e por ela eu começava a ver que o sol já estava se pondo, aquele tom alaranjado bem comum dessa época do ano era um tanto agradável. Me sentei na cama e dei uma última olhada nele antes de colocá-lo para carregar.

Vi o ícone de notificação de mensagem e prendi a respiração. Era Zoey.

"Me avisei quando Zachary entrar de férias"

Me levantei da cama um tanto incomodada, parecia que ela estava me cobrando informações.

-Está tudo bem? - Meu pai colocou a cabeça para dentro do meu quarto.

-Esta sim - falei um tanto sem graça - Chegou cedo.

-Eu peguei um atalho - ele contou - Zac dormiu no sofá.

-Ele comeu muito bolo na escolinha - avisei - Ele só bebeu um copo de suco quando chegou.

Vi meu pai assentir, parecia cansado.

-Vou fazer a jantar - ele falou antes de sair - Não esquece de comer.

-Não vou - gritei para ele.

Deixei o celular de lado e me joguei na cama, encarando o teto.

Meu pai era um bom homem, conformado mas bom. Zoey não percebeu que não era isso que ela queria até ser tarde para ir embora sem deixar um rastro de consequências pelo caminho.

Talvez o motivo fora que eles se conheceram muito jovens, ainda no colegial. A Zoey adolescente achou o cara ideal para ela sem precisar procurar muito, mas esse cara não era o ideal para a Zoey adulta. Meu pai não a traiu, mas ela sim.

Eu detesto saber a maneira que funcionam certas coisas, quando somos obrigados a decidir o que queremos ser para o resto da vida ainda quando somos adolescente. Me parece um sistema cruel.

E esse sistema cruel uma hora te pega, e foi assim com Zoey.

O filme Garota Exemplar tinha um bom exemplo disso, de como um casamento pode te deixar amargo. Meu pai não era um Nick Dunne mas minha mãe se sentia uma Amy Dunne, sem inspiração e sem propósito.

Talvez ela só sentisse falta de como é ser jovem, talvez seja alguma síndrome louca causada pela Lana Del Rey assim quando acabamos de assistir um de seus videoclipes. Eu ainda não sou adulta mas assistindo a eles eu sinto nostalgia dos meus tempos de quando eu era jovem, apesar de ainda estar vivendo neles.

Zoey ama essa cantora, peguei esse gosto dela. Mas seu clipe favorito era Ride e ela o via com uma certa frequência, parecia avisar que algo estava para acontecer.

Não percebi que acabei cochilando até meu pai aparecer batendo na porta, peguei meu celular em puro reflexo para ver que horas eram, não queria me atrasar para ver Mika.

-Hora de sair desse celular - ele falou - A janta já está pronta a um tempo.

-Eu acabei dormindo - expliquei a ele - É o última mensagem de texto da noite, eu prometo.

Assim que ele saiu do quarto eu tomei coragem e respondi a Zoey.

"Ele entrou de férias hoje"

E era isso, agora era só esperar uma resposta dela, eu só não esperava que fosse tão imediata.

"Chego ai daqui a 3 semanas, salve a data"

 


Notas Finais


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