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História O Último de Nós - Capítulo 2


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Notas do Autor


oioioi!
finalmente apareci com um novo capítulo, confesso que demorei mais do que o previsto, e sinto muito por isso :(
mas bem, eu espero que vocês gostem disso aqui. essa atualização vai os introduzir um pouquinho mais ao contexto atual da história! espero que gostem, chuchus!

no início, terão pequenos trechos. eles são as notícias que foram dadas dias e meses depois da morte do Sui.
eu já avisei nas notas do capítulo passado, mas vou lembrar aqui de novo: a fanfic será divida entre as estações do ano!

perdoem os possíveis erros, e, no mais, boa leitura!

Capítulo 2 - Inferno na terra


"O número de mortes confirmadas passou de 200. O governador declarou estado de emergência"

"Havia centenas e centenas de corpos alinhados na rua"

"O pânico se espalhou após o vazamento de um relatório da Organização Mundial da Saúde, mostrando que os últimos testes com vacina haviam falhado"

"...sem os burocratas no poder, podemos finalmente adotar as medidas necessárias para proteger nossos cidadãos"

"Los Angeles agora é a última cidade a entrar em lei marcial"

"Todos os residentes devem se apresentar na zona de quarentena designada"

"As rebeliões continuam pelo terceiro dia consectivo e as rações de inverno atingiram o nível mais baixo"

"Um grupo chamado Akatsuki alegou responsabilidade pelos dois ataques"

"O estatuto público deles pede o retorno de todos os ramos do governo"

"Eclodiram demonstrações após a execução de mais seis supostos Akatsuki..."

Do rádio, é ouvido um chiado, e parece sair do ar por uns segundos. Mas não demora a voltar, com uma voz diferente dessa vez. Era macia e melodiosa, ao mesmo tempo que misteriosa.

"Você ainda pode se rebelar conosco. Lembre-se, quando estiver perdido na escuridão, procure a luz. Acredite na Akatsuki"

E, então, tudo ficou mudo, como se aquela voz nunca houvesse estado ali.

[...]

8 anos depois

Verão;


Sasuke fora bruscamente acordado com batidas insistentes na porta. Praguejou baixinho contra quem quer que fosse e se levantou para atender, bocejando.

- Já vai. - ele gritou, os barulhos repetitivos fazendo com que sua cabeça quisesse começar a doer.

Abriu a porta e deparou-se com Sakura. Mirou seus olhos verdes e se afastou, dando espaço para que ela entrasse.

O Uchiha não deixou de notar os cortes obviamente recentes no rosto da Haruno.

- Como foi sua manhã? - ela perguntou ao entrar.

Sasuke não respondeu, apenas observou Sakura se dirigir até a mesa encostada na parede e servir-se com uma bebida alcólica barata que já estava ali há alguns dias.

- Quer? - perguntou, oferecendo um copo a Sasuke.

- Não.

Sakura suspirou.

- Então, eu tenho novidades interessantes para você. - ela encostou-se na mesa enquanto bebia o líquido em pequenos goles.

- Onde você estava, Sakura? - Sasuke foi direto, olhando a rosada nos olhos e esperando qualquer que fosse sua resposta.

- Distrito de West End. - ela respondeu, não se importando nem um pouco com a aparente dureza do amigo. E vendo que ele ainda não parecia satisfeito, resolveu justificar-se. - Nós tínhamos uma entrega a fazer, cara.

- Nós. - Sasuke aproximou-se - Nós tínhamos uma entrega para fazer.

- Você queria ficar sozinho por um tempo, não se lembra? - Sakura revirou os olhos, agora bebendo uma boa quantidade da bebida em seu copo. Era forte, desceu queimando por sua garganta. Fez careta.

- Então me deixe advinhar. Deu merda no negócio todo e o cliente fugiu com as nossas pílulas. Foi mais ou menos isso? - Sasuke disse com a voz um pouco mais alta que anteriormente. Cerrou os olhos ao que Sakura soltou uma risada sarcástica.

- Não deu nenhum problema no negócio, Uchiha. Temos cartão de comida pra mais alguns meses. - ela falou, tirando os cartões em boa quantidade de seu bolso traseiro da calça. - Aquilo foi fácil.

Sasuke suspirou, balançando a cabeça em negação.

- Você quer me explicar isso? - perguntou, referindo-se aos ferimentos no rosto da moça.

De uma caixa pequena que ficava embaixo da cama, Sasuke pegou um anti-inflamatório. Vasculhou dentro da caixa até encontrar um pedaço de trapo que devia servir.

Molhou o tecido velho com o remédio e estendeu a Haruno.

- Eu estava voltando pra cá e fui atacada por dois babacas, ok? - Sakura deu de ombros, aceitando a ajuda - Pois é, eles acertaram alguns socos em cheio, mas— Ai! - reclamou quando sentiu a leve ardência do conteúdo do pano em um corte - Olha, eu consegui, beleza? - ela exclamou quando viu que Sasuke lhe oferecia um olhar repreensor.

- Me dê isso aqui. - o Uchiha pareceu perder a paciência com tamanha lerdeza de Sakura e tomou o trapo de suas mãos. Continuou a limpeza ele mesmo em seu rosto - Esses caras ainda estão vivos?

- Não faça perguntas estúpidas. Óbvio que não, eu dei um fim aos dois. - Sakura respondeu, enquanto revirava os olhos. Vez ou outra soltava um resmungo baixo com o contato do remédio com sua pele machucada.

- Pelo menos você descobriu quem eram?

- Eram dois imbecis, e não importa quem eram. O que importa é que Zabuza os enviou. - Sakura disse sorrindo de lado.

- O nosso Zabuza? - Sasuke arqueou uma sobrancelha.

- Ele sabe que estamos atrás dele. Acha que vai nos pegar primeiro. - Sakura colocou seu copo na mesa e o Uchiha se afastou quando terminou o que fazia em seu rosto.

- Aquele filho da puta é esperto. - ele passou as mãos no rosto, num gesto cansado.

- E é aí onde você se engana, meu caro Uchiha. - Sakura se aproximou com um sorriso ladino - Ele não é tão esperto. Eu sei aonde o desgraçado está se escondendo. - disse quase num sussurro, como se o confidenciasse um segredo.

- Nem fodendo. - Sasuke semicerrou os olhos.

- Armazém antigo, área 5. - Sakura descreveu as informações, dando de ombros - Mas eu não sei por quanto tempo.

- Então é melhor o caçarmos esse rato enquanto sabemos em que buraco ele se esconde. - Sasuke disse, e Sakura assentiu, convencida.

Os dois seguiram para fora do pequeno apartamento, não antes de averiguar se haviam trancado a porta.

Sasuke agora vivia com sua amiga de guerra, Sakura Haruno, se assim podia dizer. Tinha agora 26 anos, assim como a rosada. Presos dentro da zona de quarentena, faziam o que podiam para sobreviver, e para isso, muitas vezes envolvia sangue de seus inimigos e daqueles que lhe deviam dívidas.

Era um verdadeiro caos. Um inferno.

Levou alguns bons anos até que Sasuke se acostumasse com sua vida atual, mas fora basicamente obrigado. Ou ele se acostumava, ou morria.

Era a verdadeira e pura seleção natural agindo.

Depois que, de forma avassaladora, o fungo Cordyceps se espalhou, o mundo jamais havia sido o mesmo. Já havia perdido as esperanças pra uma cura. Afinal, 8 anos haviam se passado e nenhum progresso havia sido feito.

Não era viver, mas, sim, sobreviver.

- O posto de controle ainda está aberto. - Sakura disse quando pisaram na rua.

- Faltam poucas horas para o toque de recolher. Melhor corrermos.

Os prédios em frente ao que morava eram tão velhos quanto o seu próprio, quase caindo aos pedaços, com as mesmas pichações de sempre de uma tinta rubra e gasta.

Não temos futuro.

Deixe essa merda pegar fogo.

A Akatsuki vai tomar tudo isso de volta.

Sasuke já estava familiarizado com tais frases. As lia toda vez que saía de casa.

Se é que aquilo aonde vivia podia ser chamado de casa.

Era bem comum ler frases como aquelas nos muros da zona de querentena, e sempre um desenho de uma nuvem vermelha as acompanhavam, de forma que soubesse que realmente era a Akatsuki.

E como Sasuke podia descrever a Akatsuki? Para ele próprio, era um grupinho rebelde, oposição declarada do governo, e, a cada dia que passava, restava ainda menos deles, pois, mesmo que não desse a mínima, era difícil viver ali sem saber de tudo o que acontecia; as notícias se espalhavam como poeira, e pelo menos três ou quatro vezes por semana recebia a notícia de que mais um Akatsuki infiltrado na zona de quarentena de Boston fora morto pelos militares, na febre de uma grande revolução.

O que, é claro, para Sasuke, era uma tremenda perda de tempo, pois, que outras escolhas eles tinham no meio do caos que o mundo havia se tornado? Revolução em prol do quê? Esse era o seu destino, e se não havia tido uma solução depois de 8 anos, ainda valia a pena ter ao menos uma gota de esperança de uma cura verdadeira? Sasuke acreditava veemente que não.

Quando saiu do prédio, deparou-se com seus vizinhos. Os cumprimentou com um aceno leve.

Eles faziam Sasuke lembrar-se dos Shimura, seus vizinhos quando a epidemia ainda não havia acontecido. Consequentemente, acabava se lembrando daquela noite.

Não.

Não pense naquilo. Agora não.

Sasuke balançou a cabeça para os lados, se auto-recriminando pelo seu breve momento de fraqueza.

Seguiu Sakura que andava um pouco mais a frente e saiu completamente do beco em que morava.

"Atenção. Os cidadãos devem portar sempre uma identidade atual. É obrigatório obedecer a todos os funcionários da cidade"

A voz no auto-falando soou em alto e bom som, como todos os dias naquele mesmo horário. Sasuke nem se importava mais, não como no início, que se irritava a cada vez que ouvia a voz daquela mulher.

Estavam vivendo uma fodida ditadura.

- Olha só isso. A fila de comida ainda não abriu, deve estar em falta de novo. - Sakura disse como quem se fala do tempo.

O lugar aonde geralmente era distribuída comida estava cercado por militares armados. Ao se aproximarem, puderem ouvir uma mulher exigindo que a fila fosse aberta.

- Ei, quanto ainda falta para abrirem? - a mulher perguntou a um dos militares.

- Senhora, quando as rações chegarem, vamos abrir, tá certo? - sua voz estava impaciente.

Sasuke suspirou conformado. Cenas como aquela eram frequentes. Os cidadãos tinham que implorar por comida. Os alimentos estavam a cada mês mais escassos, o que poderia desencadear em uma crise a qual o governo poderia não saber lidar.

Mais a frente, havia mais militares.

Sasuke identificou que um dos homens armados estava com o aparelho que o governo havia desenvolvido, este que possibilitava saber se a pessoa examinada está infectada ou não.

Os militares estavam fazendo o teste em quatro pessoas, ele pôde ver.

Ao passar por eles, o Uchiha e a Haruno não puderam evitar em olhar pelo canto do olho o que acontecia. Era uma mulher, e ela estava infectada. Suspirando quase entediado, um militar tirou de uma maleta uma injeção.

Ele injetou na mulher. Era letal.

Em poucos segundos, ela já amoecia no chão, perdendo as forças.

Sasuke sentiu seu interior embrulhar e sua janta do dia anterior quis sair pra fora.

Não que não tivesse estômago para tais cenas, só tinha total repulsa e nojo por aqueles militares.

Não era necessário citar o motivo.

Olhou no rosto de Sakura, demonstrando sua aversão, mas a ela não parecia chocada com o ocorrido.

Acontecia com tanta frequência que já havia se tornado rotina.

Se tornou ridiculamente frequente.

- Parece que mais pessoas estão sendo contaminadas. - Sakura observou.

- Isso significa que mais pessoas estão saindo e entrando escondidas.

Ele estava falando da zona de quarentena a qual viviam. Era uma fronteira com o mundo exterior cercada por militares armados. Era uma tarefa difícil atravessá-la sem ser visto, mas não impossível, e dizia por experiência própria.

E então, assim, voltaram a caminhar em silêncio. Não era desconfortável, mas também não era confortável. Era só silêncio. Cada um em seus próprios pensamentos .


[...]


Sasuke e Sakura entraram num tipo de comunidade, já relativamente próximo onde Zabuza se escondia. Havia muitas pessoas, a maioria delas, homens.

Várias barracas estavam montadas, provavelmente dormiam ali mesmo.

Sasuke tomou a frente dessa vez, seguindo por meio daquelas pessoas mal-encaradas sem realmente se importar com os olhares tortos que recebia.

Passou por uma rua um tanto estreita e apertada, e um homem que estava sentado em uma cadeira ali levantou-se, olhando Sasuke como se o desafiasse a dar outro passo.

- Quem é você e aonde pensa que vai? - perguntou, olhando o Uchiha com superioridade. Sasuke não se deixou intimidar, o encarando da mesma maneira. Antes que pudesse respondê-lo, Sakura o fez em sua frente.

- Ei, sente-se. - ela disse firme.

- Oh, - o homem pareceu recuar um ou dois passos - desculpe, Sakura, não sabia que estavam juntos. - e sentou-se novamente.

Sasuke olhou para trás incrédulo, perguntando-se mentalmente que tipo de coisas Sakura Haruno fazia quando não estava por perto naquele meio para ser tão respeitada.

Sakura deu de ombros, como se fosse algo normal de seu dia-a-dia.

E realmente era, então não deu importância.

Sasuke até iria cobrar explicações a garota, mas criou uma nota mental para que fizesse aquilo mais tarde. Tinha outros assuntos a tratar no momento e queria manter-se focado.

- Quem era aquele? - mas claro que uma pergunta não faria mal.

- Uma dor de cabeça antiga. Nem me pergunte. - respondeu simplesmente.

Sasuke estreitou o olhar por um momento mas depois deu de ombros, preferindo deixar aquilo para trás mesmo.

Quando estavam quase na porta do armazém, Sasuke aproximou-se um homem de capuz que estava fumando um cigarro.

- Estou procurando por Zabuza. - disse baixo, lhe estendendo a mão com uma boa quantia de cartão de comida. - Ele passou por aqui?

O homem, que não parecia ter mais de 30 anos, olhou o que lhe era oferecido e levantou uma sobrancelha.

- Faz meia hora. Ele voltou para o cais, deve estar lá agora. - respondeu, e, sem rodeios, tomou os cartões da mão do Uchiha.

Sasuke agradeceu com um aceno leve e seguiu em frente.

Passaram por uma porta e se viram em um espaço amplo, com algumas caixas grandes de madeira espalhadas pelo local.

Adentraram o armazém em silêncio. Esconderam-se rapidamente quando ouviram vozes, parecia ser dois homens.

- Faça silêncio, são homens de Zabuza. - Sakura sussurrou. Eles conversavam, despreocupados.

Decidiram silenciosamente que pegariam os homens de forma furtiva, sem ter que gastar munição.

Andaram da forma mais silenciosa que conseguriam, encondendo-se atrás de outras caixas, e assim, se aproximando ainda mais dos homens que estavam de costas.

Foi rápido, eles nem tiveram tempo para pensar quando Sakura e Sasuke se aproximaram por trás e os enforcaram, com uma chave de braço bem aplicada.

Ótimo, tudo ainda dentro dos conformes.

Continuaram avançando, e, chegando em outro imenso armazém, conseguiram ouvir a conversa de mais dois deles.

-...eu ia te contar que estava na rua Jordan e apareceram todos esses militares com um grupo de cinco civis. Todos algemados. Quero dizer, civis não, rebeldes.

Sasuke e Sakura iam se aproximando lentamente.

- Deixa eu advinhar... Akatsuki? - respondeu o seu parceiro.

- É. Eles foram colocados em fila contra a parede e então: bang, bang. Foram executados.

Esconderam-se atrás de outras mobílias.

- Jesus Cristo.

- Parece que estão fazendo isso em toda a cidade. Todo dia um ou dois são mortos. Estão massacrando eles.

Atacaram mais uma vez; Sakura pegou o cara da esquerda e Sasuke o da direita.

Suspiraram.

Conseguiram chegar em um local que parecia com o ferro velho, e assim como anteriormente, havia vários homens, mas tinha um alguém inusitado. Zabuza estava ali no meio, conversando com um dos caras.

- Ali está o nosso garoto. - Sakura sorriu de lado, vendo Zabuza se distanciar e deixar a área.

Passaram por um corredor estreito, evitando o conflito entre aqueles homens.

Seguiram em frente e tiveram que caminhar por alguns minutos para que pudessem saber que caminho tomar, já que não havia portas, somente um extenso corredor. Sakura sorriu quando viu a porta de um escritório.

- O escritório. O Zabuza deve ter entrado lá, vem! - falou acelerando o passo e trazendo Sasuke consigo.

Sasuke parou em frente a porta e hesitou para abri-la. Contou até 3 mentalmente e a abriu com certa violência.

Zabuza fora pego de surpresa, mas não hesitou em puxar seu revólver em direção aos dois. Sasuke e Sakura foram obrigados a se esquivar no batente da porta.

- Saiam daqui! Agora! - Zabuza tinha a voz esganiçada. Estava claramente nervoso.

- Zabuza, nós só queremos conversar. - Sakura disse tentando manter a calma, mas já tirando seu revólver da cintura, vendo que o homem mais velho não os daria escolha.

- Não temos nada para conversar! - ele gritou.

- Abaixe a maldita arma, Zabuza!

- Vá se foder! - e atirou no chão, numa maneira de tentar intimidá-los.

O barulho de uma segunda porta fora ouvido, e, em questão de segundos, Zabuza já não estava mais na pequena sala.

- Porra! - Sasuke gritou quando entrou no escritório, indo atrás do Momochi. Sakura foi atrás.

Uma cena ridícula. Zabuza Momochi, um homem com quase o dobro da idade dos dois, correndo de Sakura Haruno e Sasuke Uchiha, como se fossem três crianças do primário.

Ridículo, mas necessário. Sasuke não deixaria com que Zabuza fugisse, não agora que o tinha quase em mãos. Precisava de seus equipamentos, era questão de sobrevivência.

Atravessaram alguns corredores, e quase o deixaram escapar quando o próprio Zabuza cavou a própria cova.

Ele havia saído por uma porta que dava para um beco. Mas o problema era que esse beco tinha um portão, e ele estava trancado.

Zabuza suspirou, virando seu corpo em direção a Sakura e Sasuke, já se preparando para o que viria a seguir.

Estava fodido.

Dessa vez ele não tinha pra onde fugir. Estava entre o portão e os dois.

- Olá, Zabuza. - Sakura disse.

- Haruno. Uchiha. - Zabuza disse se aproximando, sua coragem de minutos atrás parecendo ter evaporado - Sem ressentimentos, certo?

- Nenhum. - Sakura respondeu pegando uma barra de ferro que estava solta no chão. Conveniente e útil.

- Certo... - Zabuza começou a se aproximar lentamente. Ele queria uma brecha por onde fugir, mas Sakura já estava sem paciência para rodeios.

Por isso, ela foi ligeira quando acertou sua perna com a barra. Zabuza caiu no chão, grunhindo com a dor latente.

- Sentimos sua falta. - a rosada disse.

- Olhem, eu não sei o que vocês dois ouviram, mas não é verdade. - o homem tentou se explicar - Só queria dizer isso.

- As armas. - Sakura foi direta - Quer nos dizer onde as armas estão?

- Sim, claro, mas... é complicado, entende? - Zabuza se enrolou e Sakura revirou os olhos - Olha, só me ouçam, eu tenho um–

Fora abruptamente interrompido por Sasuke, que estava em silêncio até agora. Perdeu a paciência com o homem mais velho e simplesmente desferiu um chute em seu rosto.

Um grito cortou pela garganta de Zabuza.

- Inferno... - reclamou enquanto sentia, não só a perna, mas agora também o rosto latejar.

Sasuke aproximou-se de Zabuza e abaixou em sua altura. Ele estava de bruços, então o Uchiha puxou um de seus braços para trás.

Se impusesse mais força, quebraria.

- Porra, assim não, para! - Momochi pediu em desespero. Sasuke não fez mais nada, estava ali somente para colocar pressão e fazê-lo parar de enrolá-los.

- O que estava dizendo? - Sakura abaixou-se junto de Sasuke.

- Eu as vendi. - finalmente disse.

Sakura abriu a boca, pronta para rebater, mas estava tão surpresa que não conseguiu dizer nada.

- Você o quê?! - foi o que saiu.

- Eu não tive escolha. - Zabuza foi rápido - Eu tinha uma dívida.

- É, mas você também tinha uma dívida com a gente. - Sakura falou entredentes - E agora acabou de aumentá-la. Eu diria que você apostou no cavalo errado.

- Eu só preciso de mais tempo. Me dê uma semana.

- Sabe, eu poderia fazer isso se você não tivesse mandado me matar, seu filho da puta! - revirou os olhos, se referindo aos dois homens que foram atrás de si mais cedo - Com quem estão as armas?

- Eu não posso... - suspirou. Sasuke já revirava os olhos pela milésima vez - Me deem só mais algumas semanas—

Um estralo alto fora ouvido. Sasuke havia quebrado o seu braço.

O grito de Zabuza foi escandaloso e doído, mas Sasuke e Sakura não se importavam se ele estava sentindo dor. Queriam o que era deles, e só isso.

- Porra! - o Momochi gritou, e seus olhos estavam fechados com força.

- As armas. - Sasuke começou - Com quem estão as nossas armas? Não enrole.

- Com a Akatsuki. Eu devia a Akatsuki. - falou de uma vez.

- O quê?

- Olha, quase todos estão mortos, os militares estão acabando com a festa rebelde deles. Nós podemos ir lá de uma vez... - pausou para tomar fôlego, já que a dor estava quase insuportável - e acabar com eles, pegar as armas de volta. O que me dizem? Qual é, que se foda a Akatsuki!

Sakura suspirou.

- Oh, Momochi... - levantou-se, assim como Sasuke - eu não acredito que essa seja uma boa ideia. - e abriu fogo. Dois disparos certeiros contra a cabeça de Zabuza.

Sasuke suspirou. De alguma forma sabia que Sakura acabaria fazendo isso.

- Bom, - olhou para a garota - o que faremos agora? - o Uchiha perguntou.

- Vamos pegar nossa mercadoria de volta. - Sakura respondeu. Seu tom de voz estava baixo, mas Sasuke sabia o quão nervosa ela estava.

- E como?

- Eu não sei! Nós explicamos a eles! - ela quase gaguejou, mas tentou se recompor - Olha, - respirou fundo - só temos que encontrar um Akatsuki, explicar a situação, e então—

- Você não vai ter que ir muito longe. - Sakura fora cortada quando puderam ouvir uma voz terceira voz se referindo a eles. Os dois viraram-se e se depararam com Ino Yamanaka.

- Aí está... a líder Akatsuki. - Sasuke disse um tanto quanto calmo.

Ino estava com o pulso enfaixado e sua expressão não era uma das melhores.

- Por que você está aqui? - Ino perguntou diretamente para Sakura.

- Negócios. - a Haruno foi curta - Você não me parece bem. - referiu-se ao seu pulso.

Ino não respondeu e começou a olhar em volta.

- Onde está Zabuza? Vim encontrá-lo. - perguntou por fim.

Sakura deu espaço para que Ino visse o homem morto no chão com uma enorme poça de sangue que o rodeava.

Ino riu sem humor.

- Eu precisava dele vivo.

- As armas que ele te deu não eram dele. Quero elas de volta. - Sakura disparou sem rodeios.

- As coisas não são assim, Haruno. - Ino semicerrou os olhos.

- Ah, são sim. - Sakura estreitou o olhar.

- Eu paguei por aquelas armas. Você as quer de volta? Terá de merecê-las. - Yamanaka se aproximou lentamente.

Sakura respirou fundo e olhou para Sasuke.

Suspirou.

- De quantos cartões estamos falando?

- Ah, não. Os cartões de comida não me interessam. - Ino olhou Sakura da cabeça aos pés e mordeu o lábio inferior - Eu preciso tirar uma coisa da cidade. - disse, subindo seu olhar novamente para o rosto de Sakura. - Faça isso; e então devolvo suas armas, e muito mais. - e soltou um sorriso um tanto sugestivo.

Sakura revirou os olhos, e acabou rindo sem humor.

- Como sabemos que você as tem? - Sasuke pronunciou-se. - Pelo o que eu sei, os militares estão acabando com vocês.

- É, você tem razão. Mas eu posso te mostrar as armas.

Sasuke ia contestar quando ouviu-se vozes.

Oh, não.

- Vasculhem a área.

- Sim, senhor!

Eram militares. Ino entrou em estado de alerta e olhou para os lados. Sabia que se eles a vissem ali, não hesitariam em executá-la. Afinal, ela era uma procurada por ser, não só uma Akatsuki, mas a líder deles.

E, bem, ela não estava em condições de lutar.

- Eu tenho que ir. Como vai ser?

Sakura deu de ombros.

- Eu quero ver as armas.

- Sigam-me.


Notas Finais


e foi isso!! próximo cap teremos a presença do nosso queridíssimo naru, e eu prometo não demorar tanto quanto dessa vez!

e nossa, eu parei pra pensar, e percebi que esse momento talvez não seja o mais adequado pra postar uma história de uma epidemia mundial kajsiajsiajdi juro que não foi intencional!! e por falar nisso, cuidem-se, hm? saiam de casa somente quando extremamente necessário, lavem as mãos e cuidem da saúde! vitamina C e D nunca é demais, ok???

enfim, beijinhos, e até mais!


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