História O último descendente de Naruto - Capítulo 106


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Ecchi, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pessoal! A situação em Dorkage está cada vez mais complicada. São jogos de poder de várias forças que se aliam ou se confrontam. Boa leitura!

Capítulo 106 - As sentenças de Wennbor


Fanfic / Fanfiction O último descendente de Naruto - Capítulo 106 - As sentenças de Wennbor

Sayure estava em seu aposento passando mal, com sangramento e corria riscos de perder os bebês. Halan, assim que soube do estado dela, largou todos seus compromissos como príncipe regente de Damária e comandante geral dos exércitos do reino Dorkage para ficar ao lado de sua rosada.

No Salão Principal, Jhoruto foi colocado mais afastado, com uma vigilância maior. Hiroshi e Hayata estavam lado a lado, mãos amarradas para trás e com a coleira metálica com cristais da lua em seus pescoços.

Wennbor estava assentado em seu trono segurando uma espada, olhando cada um dos três prisioneiros. Levantou-se e embainhou o gládio. Caminhou de um lado para outro no largo degrau da plataforma que ficava quatro lances acima do chão onde estavam os capturados, olhava-os com desprezo e fúria. Ao lado do trono, Zanzar estava descansando, mas em alerta com as orelhas em pé; não raramente, nos fundos do gigantesco Salão Principal, inimigos do rei eram lançados numa pequena arena aprofundada no chão, onde o tigre saltava para então se divertir, estraçalhando o condenado. Nos últimos tempos, passou a ser o destino de oficiais desertores ou acusados de terem roubado uma parte indevida dos saques que faziam nas aldeias, mas aconteceram mortes por outros motivos também.

Jhoruto e Hayata encaravam o rei, porém Hiroshi estava extremamente abatido, cabisbaixo. O pequeno nascera como servo e vivera naquele regime de servidão até o momento em que encontrou a liberdade graças a Jhoruto, mas naquele instante, o castelo de seus sonhos estava desmoronando, revivia lembranças traumáticas de sua condição anterior de ter que trabalhar 14 horas por dia para enriquecer ainda mais a Casa Principal, ter sua vida regulada por horários rigorosos e tarefas cansativas, ser tratado como se fosse inferior e não tivesse o direito de se expressar no mundo. Além disso, temia os castigos físicos e as humilhações. Hiroshi Hyuuga estava entrando num estado de choque.

Enquanto o rei Wennbor começava seu discurso hipócrita e entediante, Hayata se voltou para Hiroshi, o único realmente capaz de reverter toda aquela situação (vide capítulo 19). Falou baixo enquanto o monarca estava parolando, gesticulando e andando de um lado para o outro na plataforma, exibindo-se para o público.

 

— Hiroshi, o que está esperando? Você é o único que pode se livrar dessa coleira, e desengatilhar a minha e a de Jhoruto. Com a força de nossos chacras somos capazes de lutar contra toda a guarda real do castelo e contra o rei. Vamos conseguir fugir daqui!

— Eu não posso... — Hiroshi falou mantendo a cabeça baixa para em seguida levantar seu rosto para Hayata e revelar seus olhos marejados.

— Pelo amor do Destino, o que aconteceu com você? Somos praticamente invencíveis. Acredite em você. — Hayata percebeu Wennbor descendo os degraus e parando um lance acima de Jhoruto, com o dedo em riste.

— Eu tenho o selo amaldiçoado da Casa Secundária. Se eu me livrar da coleira, a família Hyuuga pode explodir minha cabeça. Eles estão aqui. — Hiroshi reconheceu Neji e Takeshi que olhavam fixamente para o pequeno. O ninja começou a chorar, lembrando-se de um servo que foi punido na fazenda à vista de todos, tendo a cabeça explodida.

 

— Calem-se! Wennbor olhou para Hayata e Hiroshi ao ouvir os murmurinhos da conversa.

 

O monarca subiu até o último degrau da plataforma e sentou-se no trono para proferir a sentença. Pajens se aproximaram e lhe entregaram um cetro e lhe colocaram uma ombreira vermelha.

— Com o testemunho da Casa Principal dos Hyuuga, com o documento que chegou de Tongar através do falcão estafeta hoje no fim da madrugada, não resta dúvida que falsificaram suas identidades se passando por tongarenses. Tripudiaram a minha confiança e o prestígio que lhes dei na minha corte. Infiltraram-se na cúpula governante desse grandioso reino e se valeram de informações para beneficiar os inimigos do leste, as Terras Ninjas. Eu os condeno com a sentença que ei de proferir nesse instante.

Alguns conselheiros se aproximaram e cochicharam no ouvido do rei que assentiu com a cabeça, olhando para Hiroshi. Pensou e continuou:

— Eis a sentença: Jhoruto Uzumaki! Sua sentença é a mais severa de todas. Condeno-o a passar vários dias no calabouço do castelo, até eu decidir uma data para que seja decapitado em praça pública.

Um murmurinho se fez ouvir, mas logo cessou. Wennbor se levantou e apontou o cetro real na direção de Jhoruto, dando ordens aos guardas:

— Retire o prisioneiro da minha presença. — O loiro apesar de estar com o sangue fervendo, estava exausto e machucado, sabia que não tinha muito a fazer.

Jhoruto foi levado com brutalidade pelos guardas reais para o calabouço, num último esforço conseguiu ainda ver Hayata e Hiroshi que olhavam consternados para ele com o cruel destino que recebera.

Hayata se colocou de pé, mas antes que pudesse dizer tudo o que pensava, vários guardas colocaram as pontas de suas lanças envolta do tórax da ninja.

— Não é permitido levantar a voz diante do rei, ajoelhe-se se não quiser ser traspassada pelas lanças. — Advertiu um oficial.

Hayata ajoelhou-se. Olhou para seu amigo tentando entender o que ele sentia naquele momento. Não teve raiva dele, procurou compreender seu estado de paralisia.

— Hayata Takeo! Não é esse seu nome?

— Sim, majestade. — A voz soava arrastada.

— Há algum tempo atrás, um prestigiado e honrado membro da nobreza me falou que tem vários escravos das Terras Ninjas, comprou todos os sobreviventes de certa caravana peregrina onde estavam alguns de seus conterrâneos. Por direito, entendo que você é agora propriedade desse magnífico ser... — Voltando-se para o nobre, bradou: —  Darrien Castelar, agora ela é sua escrava!

O Nobre e traficante de escravos que estava em local discreto aproximou-se do trono sorrindo e olhando para Hayata. Parou. Prestou a vênia protocolar na direção do rei e se foi em direção a Hayata com um sorriso irônico de vitória.

— Sonhei com esse momento, com o instante que estaria aos meus pés para ser minha escrava.

Uma indignação correu por todo o corpo de Hayata que cuspiu nas botas de Darrien, o nobre riu de modo debochado e olhou para o rei. Wennbor gargalhou e toda corte riu para acompanhá-lo, o monarca acrescentou olhando para a ninja:

— Você parece difícil! — gargalhou novamente e olhou para o nobre. — Vai ter trabalho para torná-la dócil e submissa.

Darrien esboçou um sorriso e assentiu com a cabeça, falando para que todos ouvissem.

— Esse tipo de fêmea são as minhas favoritas, será um prazer dobrá-la as minhas vontades!

O público reagiu rindo e fazendo piadas a respeito dela.

Castellar fez sinal para que seus próprios guardas levassem Hayata para a carruagem-prisão que estava do lado de fora do castelo.

A ninja saiu andando escoltada e de cabeça erguida.

 

Hiroshi se sentia completamente sozinho, de cabeça baixa, derrotado. Sem a menor esperança.

 

— Quanto a você. — Apontou o cume do cetro na direção de Hiroshi. — Pensei em lançá-lo na pequena arena, para nos divertir e alegrar o coração de Zanzar, mas o Jinoshi Takeshi Goynna Hyuuga o reivindicou alegando que seu antigo dono era um achegado primo dele, então por direito de sangue, eu te declaro propriedade dos Goynna Hyuuga. — Wennbor se voltou para a família Hyuuga que fez um gesto de respeito. —  Alerto para que o ninja seja submetido às leis dorkagianas, por tanto, não mais na condição de servo como o costume de vocês, mas sim de escravo. — Takeshi se aproximou fazendo as honrarias e foi ignorado pelo rei que esbravejou com arrogância: — Retire-o da minha presença!

O próprio Takeshi Goynna Hyuuga pegou Hiroshi pelas roupas nobres que vestia e o levou para fora do castelo, indo para o casarão que recebera de presente do rei Wennbor.

— Não adiantou fugir do seu destino. Você nasceu para isso Hiroshi, para ser sempre um escravo. — Neji falou ao pé do ouvido, mas o abatido rapaz não esboçou qualquer reação, aceitando sua condição do momento.

Wennbor virou-se para o grande público que estava em pé, ouvindo as sentenças e anunciou:

— Nada mais vai ofuscar as comemorações do casamento do príncipe Halan, daqui dois dias celebraremos o maior e melhor casamento que se tem noticia de todo o reino, em todos os tempos. Todos os magos, nobres, comerciantes e estrangeiros que representam oficialmente seus povos estão convidados! Um mensageiro entregar-vos-á o convite formal ainda nesta manhã. Aguardo por todos vocês!

Zanzar correu para próximo do rei e começou a roçar a lateral do dorso nas pernas do monarca que ergueu os braços para receber os aplausos. E como de costume, após os discursos do rei, mais uma vez um lacaio levantou a voz:

— Viva o rei Wennbor! Matsur! O rei glorioso! Que decide com justiça!

A multidão bradava o nome do rei que se sentia em glória eterna. Mas ela é passageira...


Notas Finais


O núcleo de protagonistas, o trio ninja, entrou em colapso. Foram separados pela primeira vez. O triunfo da Arrogância está cada vez mais próximo...


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