História O último descendente de Naruto - Capítulo 94


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Ecchi, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pessoal! As tretas continuam e muitas delas tem a ver com o passado. Boa leitura!

Capítulo 94 - Em Busca do Passado


Fanfic / Fanfiction O último descendente de Naruto - Capítulo 94 - Em Busca do Passado

Furion atravessou o vão da entrada, cauteloso. A luminosidade restrita, estática e permanente do vasto interior vinha da variedade de formas e tamanhos dos cristais da lua que emergiam das rochas, como se tivessem brotado da própria montanha, num processo que deve ter levado milhares de anos.

Sentia uma agradável corrente de ar envolver seu corpo. Lentamente, o mago caminhou para o âmago através de uma plataforma que ligava o limiar ao interior da Montanha, auxiliado pelo reforço dos raios de claridade emanados da esfera de vidro situada em uma das extremidades do cajado. Do seu lado direito, ao fundo, descia uma longa cachoeira cujas águas, esbranquiçadas em espumas, desfaziam-se durante o percurso de queda em gotículas que flutuavam e umedeciam o rosto do explorador, ressecado pelo frio. A parte das águas que alcançava as profundezas abastecia um reservatório que se movimentava suavemente para algum ponto da montanha para desembocar. Do lado esquerdo, apenas rochas. O caminho à frente apresentava poucos obstáculos.

Os sentimentos de Furion se estabilizaram ao penetrar a Montanha. A incômoda ansiedade e o medo do desconhecido imergiam. Continuou caminhando atento e prudente. Lembrava-se de tudo o que diziam sobre a Montanha Sagrada desde que era um menino. Muitos contavam lendas sobre a existência de demônios devoradores de alma, alguns diziam que só havia rochas e cristais da lua em seu interior, poucos tiveram uma experiência completamente diferente e bem particular. Pelo menos um deles tinha razão. A verdade é que ninguém mais procurava a Montanha. Tornara-se passado.

Mesmo assim, a Montanha Sagrada exalava inspiração.

 

[...]

 

Maya passou pelas sentinelas que estavam focadas na possível aparição de ursos pardos avantajados, buscando comida; ou inimigos que poderiam se deslocar pelos terrenos da tundra que davam acesso à grande aldeia. O garoto, já familiarizado com o idioma azacra, deixou para a mãe adotiva um bilhete escrito numa lasca de madeira. Sabia que ela se apegou muito a ele. Não queria que sofresse tanto com sua ausência.

O céu continuava aberto e o clima frio, com finíssimas camadas de gelo no solo. Andar pelas despovoadas planícies altas era um tanto melancólico e Maya já sentia os efeitos emocionais do cenário. Por breves instantes, pensou em retornar. A decisão de ir para Dorkage lhe parecia uma loucura. No entanto, preferiu continuar ao ver a determinação do coiote que emitia pequenos sons de contentamento. Percebia o entusiasmo dele. Conseguia sentir a emoção de Gerbe que caminhava à frente como se o estivesse incentivando a prosseguir na jornada que se iniciava. O sentimento do animal era mais do que saudades por Jhoruto. O garoto sabia disso. Guiado pelo amigo, o menino cavalgava no dorso de uma mula. Por outro lado, Maya queria a liberdade de se arriscar, de ser menino, de se aventurar. Vivera praticamente na condição de prisioneiro, sendo submetido a treinamentos extenuantes e sofrendo castigos sistemáticos. O modo de vida kramboano estava cada vez mais apagado em seu interior; com toda força, emergia o espírito guerreiro e aventureiro dos azacras.

 

[...]

 

— Então? O livro vai ficar comigo? Jhoruto o fechou, cuidadosamente.

— É melhor. Hiroshi se levantou da cama, começando a devorar as uvas de um cacho. As últimas colhidas, já que as parreiras costumavam não resistir ao inverno.

— Precisamos entregá-lo para Daisuke. O livro pode mudar muita coisa por lá. Vai mexer com o passado deles. Hayata observou.

— Com certeza. Mas onde está aquele marrento de cabelos roxos? Jhoruto envolveu o livro em panos e caminhou até a porta.

Hayata e Hiroshi encolheram os ombros.

— Avisaram que o jantar será servido nos aposentos, já que o rei está indisposto e foi dormir. A morena lembrou e também se encaminhou para a saída.

— Isso é muito bom! Livres de compromissos chatos, com aquela palhaçada toda na mesa, com talheres que eu nem sei para que servem. Prefiro meus palitos para comer. Hiroshi revirou os olhos.

Jhoruto e Hayata riram e se entreolharam. A calmaria do momento os ajudou a pensarem um no outro. O loiro se aproximou do rosto dela. A morena deu um belo sorriso e passou a mão no cabelo.

— Vocês dois... Ei! Que tal namorarem em outro lugar. Tive um dia difícil hoje.

Jhoruto e Hayata saíram do aposento de Hiroshi que fechou a porta em seguida.

— Será que posso te acompanhar até seu aposento? O loiro se aproximou com gentileza pegando nas duas mãos dela e trazendo-as para próximo de si.

— Jhoruto! Fomos advertidos por Furdin que demonstração de carinho em público é contra os costumes daqui, lembra-se?

— Não há ninguém no corredor, só nós dois. Jhoruto aproximou seu rosto do pescoço dela.

— Não, Jhoruto! Temos que manter o foco...

O rapaz começou a beijar suavemente o pescoço da morena. Os lábios aquecidos e a sensibilidade que sentia com a respiração quente do rapaz provocaram arrepios que produziram pelotinhas na pele da garota. A reação em cadeia da superfície da pele foi do pescoço até o enrijecimento dos mamilos.

As mãos desceram delineando suas curvas e se apegaram à cintura. Sentiram o calor um do outro, corpos colados e beijos suaves que se transformaram em ósculos ardentes de desejo. Hayata abraçava o corpo do rapaz, correspondendo aos estímulos sensuais e provocantes. Talvez aquela sensação de estarem correndo riscos, de transgredirem um tabu, os deixava ainda mais excitados.

— Ouço passos! Delicadamente Hayata afastou Jhoruto da junção.

— Com licença. A serviçal passou por eles com uma bandeja evitando encará-los.

Em seguida, dois guardas a seguiam um pouco atrás.

— Não podemos. Preciso ir. Hayata sorriu e voltou para seu aposento.

Inicialmente conformado, Jhoruto respirou fundo. Lembrou-se de que ainda tinha que obter satisfações de Furdin.

O ninja foi direto para Ala dos Serviçais. Uma parte do castelo reservada para alojamento e refeitório. Seu ímpeto estava à flor da pele.

Dezenas de bandejas sendo preparadas.

­­ ­— O que significou aquilo? Jhoruto falou ao se aproximar do anão que devorava um pernil de javali selvagem, num lugar mais reservado do gigantesco refeitório.

— Aquilo o quê? Furdin nem olhou para Jhoruto, concentrando seu foco nas partes gordurosas da carne bem temperada.

— Me sugerir como guarda-costas do rei! O loiro pegou um pêssego fresco que estava numa fruteira sobre a mesa de carvalho.

— Facilitei as coisas. O anão olhou para Jhoruto e encolheu os ombros, voltando a abocanhar o pernil que parecia ter sido assado há pouco tempo.

— Me deixou numa situação difícil. O loiro abocanhou o pêssego e apoio um dos pés no banco.

— Sabia que iria aceitar. Não tinha escolha. O mordomo limpou a boca com as costas das mãos e voltou a saborear o pernil cheiroso.

— Precisa me avisar. Jhoruto arremessou o caroço num caixote de madeira que servia para acondicionar restos de alimentos.

— Por quê? Furdin olhou para ele com um sorriso simpático de quem estava apreciando o diálogo. Pensou: ”Questionador como o pai”.

— Como assim por quê? Não somos uma equipe? Franziu a testa e encolheu os ombros.

— Não. Não somos. Há muita coisa acontecendo. Somos parte de um jogo maior do que nós. O anão mudou seu semblante. Estava sério e pareceu preocupado naquele instante.

— Sim! Muita coisa! Como, por exemplo, a comitiva de batedores e inquisidores que está indo a Tongar? A voz estava com uma entonação rude.

— Se preocupe com a missão! O anão gesticulou com o osso do pernil na mão, lançando-o, em seguida, no caixote.

— Eles vão descobrir e não haverá missão!

— Te garanto que a comitiva jamais chegará ao seu destino. Furdin se sentou no banco e arrotou.

— Como tem certeza? O rapaz se sentou ao lado dele.

—  A essa altura, os Cavaleiros do Círculo de Cristal já interceptaram a comitiva dorkagiana. Murmurou.

— Os tais cavaleiros? O loiro manteve o mesmo volume de voz.

— Em breve vou apresentá-los a vocês três. O mordomo começou a palitar os dentes.

— Daisuke? Miyuke? O que está acontecendo? Manteve a voz baixa.

— Não se preocupe com eles também. Vamos ganhar esse jogo.

— É isso? Um jogo? O eclipse da lua está se aproximando, milhares de pessoas podem morrer, uma tirania está querendo surgir, e você fala de jogo? Alterou a voz.

— Acalme-se rapaz. Talvez tenha me expressado mal.

— Qual o próximo passo? Preciso ficar a par de tudo.

— Apenas vença a luta. Derrote o cavaleiro. Tenha cuidado. Não o subestime. Ele tem mais poder que supõe.

 

[...]

 

Terminara de jantar. Deitou-se na cama. Pensava em Hayata. Estava imbuído de desejo. Queria sentir novamente aqueles lábios embebidos em sensualidade. Precisava apertar seu corpo, sentir seu calor, seu odor perfumado e excitante. Almejava sua presença.

Não conseguia dormir. Precisava vê-la de novo. Saiu em direção ao corredor perpendicular. A morena estava no terceiro aposento à direita.

— Hayata? Hayata? Você está aí?

Bateu três vezes na porta. Percebeu que estava trancada. Bateu com mais força.

— Posso ajudá-lo? Yuriko se aproximou carregando bandejas, querendo parecer prestativa mesmo sabendo que era proibido esse tipo de abordagem com um convidado do rei ou cortesão.

— Acho que não.

— Tudo bem então. Com licença senhor. Preciso levar a refeição da futura rainha.

Ele ficou observando a garota levar a bandeja. Seguiu-a. Os corredores pareciam não ter fim. Havia guardas.

“Então, aquele é o aposento de Sayure Akane”.

 

[...]

 

Deitado em seu quarto estava imerso em seus pensamentos. “Hayata deveria estar tomando banho”, cogitou e continuou a se revirar na cama.

Há pouco, estava imbuído de desejos de paixão pela morena, mas, agora, seus pensamentos viajavam para o passado. Lembrava-se de Sayure Akane.

“O que foi aquela emoção quando, pela primeira vez, senti os lábios dela tocar os meus?”

“A sensação é de flutuar, mesmo que nunca se tenha flutuado.”

“Ela está a salvo. Bom... Pelo menos é o que parece.”

“Mas foi ela que me fez... Não desistir... Quando vagava pelas Terras amaldiçoadas de Matsuita... A certeza de revê-la me fez buscar novos caminhos.”

“Agora, a distância que nos separa são apenas corredores.”

“Está tão perto... Nossos corações tão distantes....”

“Há algo que preciso fazer... Antes da final desse torneio..."

Jhoruto se levantou, escolheu uma roupa que facilitaria sua mobilidade.

 

[...]

 

Madrugada. As feições de Sayure estavam mudando. A silhueta estava ficando arredondada nos quadris. Andava com cautela em direção ao lavabo. As duas serviçais que a pajeavam foram vencidas pelo sono. Akane já não se importava tanto com Natsa, por isso não ficavam mais pernoitando. A princesa a estava tratando diferente. Parecia conformada com aquela situação e buscava a amizade de Sayure. Natsa estava estranhamente quieta. Discreta como uma cobra peçonhenta que se esconde na vegetação para atacar na hora certa.

Em poucos dias, seria o casamento.

Algum alimento diurético fez Sayure se levantar pela terceira vez naquela noite. Após a higiene, caminhava pelo aposento, iluminado apenas por um castiçal de sete braços que radiava uma luminosidade reduzida, dançante e temporária. Olhou as acompanhantes, a quem considerava como amigas. Dormiam profundamente em uma cama que ficava num cômodo improvisado dentro do aposento real.

Foi em direção à cama. Soltou um grito abafado...


Notas Finais


Abraços!

Recomendações

The Legend of Zelda (A lenda de Zelda) é uma série de jogos eletrônicos da Nintendo. O autor da história, Ícaro, conseguiu transpor para a narrativa a trama do jogo de game, onde ele conta, através de um texto fácil e bem feito, a trajetória do protagonista Link. A lenda de Link: A triforce do crepúsculo é daquelas histórias que aguçam nossa imaginação e oferece um universo novo a desvendar. Acessem https://spiritfanfics.com/historia/a-lenda-de-link-a-triforce-do-crepusculo-5234239

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