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História O último dos Moicanos - Capítulo 1


Escrita por: CRIS75950

Notas do Autor


Esta é a minha versão para a história de James Fenimore Cooper, o último dos moicanos. Espero que gostem 😘

Capítulo 1 - Recém chegadas...


Fanfic / Fanfiction O último dos Moicanos - Capítulo 1 - Recém chegadas...

No ano de 1757, ingleses e franceses lutavam pela posse de territórios na América do Norte. Os povos indígenas eram manipulados pelo homem branco e frequentemente tomavam parte nas batalhas ajudando um dos lados....

Numa bela tarde ensolarada, o major Duncan Heyward escoltava as duas filhas do coronel Munro até o Forte Edward. 

Cora e Alice Munro eram duas meninas fascinadas pela beleza verde daquele território selvagem. As duas irmãs haviam chegado recentemente da Escócia e desembarcado na América do Norte para encontrar com seu pai. Cora era a mais velha, tinha exatamente 23 anos, morena de longos cabelos negros e olhos castanhos. Já Alice, tinha apenas 16 anos de idade...cabelos loiros e olhos esverdeados. As duas irmãs viajavam dentro de uma carruagem aberta, enquanto o major Duncan as acompanhava montado em seu cavalo. Cora admirava a paisagem enquanto Alice admirava Duncan com um certo carinho particular.

-Estão apreciando a vista, senhoritas?-perguntou Duncan com um sorriso direcionado especialmente para Cora.

-É realmente de uma beleza fascinante, Duncan...-respondeu Cora enquanto admirava as montanhas longínquas.

-O Forte fica muito longe?-perguntou Alice.

-Estamos quase chegando, senhorita Alice...

-É uma paisagem muito linda...-comentou Alice.-Mas me assusta...dizem que há muitos selvagens por aqui.

-Sim, é uma terra habitada por nativos selvagens...-confirmou Duncan.-Mas não se preocupe, senhorita Alice... Nós estamos seguros.

Momentos mais tarde, Duncan e as filhas do coronel Munro chegaram até o Forte Edward. Foram muito bem recepcionados pelo general Webb, que ficou extremamente contente em receber as filhas do coronel escocês.

-Meus olhos não estão habituados a ver tanta beleza juntas...-comentou Webb com um sorriso de satisfação.-Sejam muito bem vindas ao Forte Edward, senhoritas. Sou o general Webb.

-É um grande prazer conhecê-lo, general...-disse Cora cordialmente.

-Major Duncan Heyward se apresentando, general Webb...-disse Duncan após bater continência diante do general.

-Muito prazer, major...-disse Webb.-Seja bem vindo ao nosso Forte. Espero que tenham feito boa viagem da Europa até aqui.

-Fizemos sim...-respondeu Cora.-Aqui é sem dúvida o lugar mais lindo que eu já vi... Muito rico em vegetação....

-Ah sim...aqui é um dos territórios mais belos da América, srta. Munro. 

-Eu devo escoltar as senhoritas até o Forte William Henry aonde o coronel Munro está no comando, general...-disse Duncan.

-Podemos conversar por um momento, major?

-É claro, senhor.

-Poderiam nos dar licença, senhoritas?

-Sim, é claro...-respondeu Cora.

O general Webb conduziu Duncan até sua pequena sala que servia como um escritório.

-Major, você deve saber que o caminho até o Forte William Henry pode ser um pouco perigoso devido a presença de muitos hurons pelas florestas... portanto vou mandar um pequeno regimento de soldados para acompanhá-los até lá. E também irão precisar de um guia...

-Obrigado, general.

-Poderão partir quando quiserem.

-E quem será o nosso guia, senhor?

-É um guerreiro Mohawk de muita confiança...ele guiará você e as moças até o Forte William Henry.

Nesse momento, um índio Mohawk observava as duas garotas de longe... encarava as duas com um olhar ameaçador e cheio de desejo ao mesmo tempo. Porém, seu olhar estava principalmente sobre Cora... Sua pele morena e seus cabelos negros chamavam a atenção daquele selvagem que continuavam a encará-la atentamente.

Cora e Alice estavam paradas na varanda da residência militar do general Webb. Alice percebeu o olhar penetrante do índio e disse em voz baixa:

-Aquele selvagem está olhando para nós, Cora...

-Que selvagem?

-Veja você mesma...

Cora olhou para o lado esquerdo e viu o índio que estava encarando-a.

-É apenas um índio, Alice...

-Não estou gostando da forma como ele está nos olhando!

-Os nativos são assim mesmo... não dê importância.

Sem que elas percebessem, o Mohawk aproximou-se das duas de uma forma séria e altiva. Sem querer, Cora deixa sua sombrinha cair no chão, para fora da varanda... Naquele mesmo instante, o índio inclinou-se e pegou a sombrinha di chão e entregou novamente para Cora que disse:

-Obrigada...

O índio não disse nenhuma palavra... Continuou em silêncio com a mesma expressão assustadora estampada no rosto. O mesmo índio entrou no escritório do general Webb que disse assim que o viu.

-Aí está ele, major... este é Mágua, o nosso mensageiro Mohawk. Ele irá guiá-lo até o Forte William Henry.

Duncan encarou o índio com uma certa indiferença. Mágua mantinha uma expressão firme e ameaçadora...Em realidade, Mágua não era um Mohawk, mas sim um huron que havia sido aceito na tribo pelos Mohawks há mais de dez anos atrás...

Enquanto isso, uma pequena reunião estava acontecendo distante dali em uma pequena fazenda de colonos... três homens estavam sentados ao redor de uma comprida mesa de madeira rústica. Dois deles eram índios da tribo dos Moicanos, os dois últimos que restaram do massacre. Um deles tinha já uma certa idade avançada, chamava-se Chingachgook...um velho guerreiro sábio e justo. O outro era seu filho Uncas, um belo rapaz de cabelos pretos longos, olhos castanhos e trajado com roupas de couro franjada e colares de miçangas. Uncas tinha 19 anos de idade, mas já lutava bravamente como seus ancestrais moicanos e possuía uma grande habilidade no manuseio do mosquete. O terceiro, era um jovem de 28 anos chamado Nataniel Poe, filho adotivo de Chingachgook. Usava um casaco de pano verde e gorro de pele, levava um punhal e um frasco de pólvora, e calçava sapatos de pele de gamo.

-Meu povo foi fraco...-disse Chingachgook seriamente.-Cedeu à tentação da água de fogo do homem branco holandês. Bebendo a aguardente, meu povo perdeu a razão. Parte dos moicanos foi morar em outras regiões e, com o passar do tempo, deu origem a outros povos. Muitos dos que ficaram , trocaram nossas terras por quinquilharias. Nossas terras eram tudo o que tínhamos de mais valioso. Hoje, eu sou um chefe, mas vivo na floresta. Vejo o sol apenas por entre as frestas nas copas das árvores e não posso pisar no solo onde meus avós estão enterrados.

Ouvindo as palavras de seu pai, Nataniel sentiu vergonha por ser branco... Mas sempre indentificou-se mais com os índios do que com os homens brancos.

-Vocês moicanos sempre foram um grande povo guerreiro, Chingachgook..-comentou John Cameron, o proprietário da pequena fazenda onde eles estavam reunidos.-Seu povo não foi fraco...foi enganado pelo homem branco. Vocês moicanos sempre defenderam suas terras e suas famílias.

-Mas de nada valeu...-declarou Chingachgook com um profundo suspiro melancólico.-Nosso povo está morto... Meu filho e eu somos os últimos Moicanos que ainda restam neste território.

-Uncas ainda é jovem...-disse John.-Encontrará uma esposa em breve. 

-Eu prefiro cuidar do meu pai...-disse Uncas.-Um dia eu serei um bravo guerreiro como ele.

-Uncas já é um grande guerreiro...-disse Nataniel.-É muito forte, inteligente e habilidoso. Meu irmão caçula é bravo guerreiro moicano.

-E você, Nataniel?-perguntou John.-Quando pretende arrumar uma esposa?

-Não estou pensando em me casar, John... Minha vida sempre foi ao lado do meu povo...do meu pai Chingachgook e do meu irmão Uncas. 

-Um homem não pode ficar a vida inteira sem ter uma mulher...-comentou David, um dos amigos de John e Nataniel -Todos nós precisamos de uma mulher para cozinhar, lavar, costurar e nos dar prazer.

-Você já bebeu o bastante, David..-disse John.-Não precisamos ouvir um de seus discursos tediosos.

-Apenas estou dizendo a verdade... Todos nós homens precisamos de uma mulher. Quem cuidaria dos afazeres domésticos?

-Você tem duas mãos, David...-disse Nataniel.-Você mesmo pode cuidar da sua casa.

-E quem me daria prazer durante a noite?-protestou David.-Admitam, seus safados de merda... nós precisamos das mulheres!

-Você precisa de um médico para examinar essa sua cabeça de "vento", David...-ironizou John.-Você só fala besteira, David...cale essa boca!

Uncas começou a rir da ironia de David.

-E porque você não se casou ainda, David?-perguntou Uncas.

-Ainda não encontrei a mulher correta para mim...Sou um homem de muitos valores.

-"Valores"?-disse John que começou a rir intensamente.-Desde quando você tem valores, David? Você é um ianque safado e ordinário que vive rondando o Forte Edward atrás de aguardente!

-Por falar nisso, o general Webb mandou convocar todos os colonos para combater no Forte William Henry...-disse David.-Os franceses estão avançando rapidamente e estão aniquilando os soldados ingleses. O general Webb está convocando todos para reforçar o Forte. A situação está ficando dramática para o coronel Munro...

-Se os colonos saírem de suas casas, suas famílias ficarão desprotegidas.-comentou Nataniel.

-Nataniel tem razão..-disse John.-Temos mulheres e filhos... não podemos deixá-los desamparados em meio a uma guerra de territórios!

-O general francês Montcalm tem um exército muito numeroso..-disse Nataniel.-Eles estão avançando sobre o lago e em breve irão aniquilar o exército britânico. O coronel Munro não terá para onde fugir se Montcalm invadir o Forte.

-Eu vi Mágua...-disse David.-Aquele "rato" assassino e miserável está no Forte Edward. Com certeza está inventando mil histórias para o general Webb.

-Webb não sabe nada sobre Mágua...-disse Nataniel.-Pensa que é um mensageiro Mohawk...mas é um maldito huron.

-Webb precisa ser avisado sobre Mágua...-disse John.-Aquele índio é capaz de tudo para conseguir o que quer.

-Irei até o Forte Edward conversar com o general Webb...-decidiu Nataniel.-Vou alertá-lo sobre Mágua e também tentar interceder pelos colonos.

-Nós iremos com você, meu filho...-disse Chingachgook.

-Eu também vou..-disse David.-Tenho que estar mais amanhã cedo no Forte Edward.

-Espero que Webb acredite em vocês, Nataniel...-disse John.-Caso contrário, terá muitos problemas com aquele maldito hunro.



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