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História O último dos Moicanos - Capítulo 3


Escrita por: CRIS75950

Capítulo 3 - Despertando desejos


Fanfic / Fanfiction O último dos Moicanos - Capítulo 3 - Despertando desejos

No dia seguinte, Nataniel, Chingachgook e Uncas deixaram seu esconderijo da caverna conduzindo Duncan, Alice e Cora até o Forte William Henry. Durante o trajeto, tiveram que atravessar por um córrego com fortes correntezas e pedras escorregadias. Alice ficou observando os outros atravessarem.... estava com muito medo de pisar naquelas pedras molhadas. Uncas notou que a menina estava com medo e aproximou-se dela.

-Está tudo bem...-disse ele.-Eu vou te ajudar a atravessar....Segure-se em mim.

Uncas então segurou Alice em seus braços e, por poucos segundos, os dois olharam-se um para o outro.... Alice baixou os olhos sentindo as bochechas esquentarem. Uncas desviou o olhar rapidamente e atravessou o córrego carregando Alice em seus braços. Nataniel havia feito o mesmo com Cora...a conduziu em seus braços para o outro lado do córrego.

-Obrigada...-Cora agradeceu gentilmente.

Nataniel sorriu para ela e continuou guiando os três na direção do Forte William Henry. Enquanto isso lá, o confronto estava piorando cada vez mais... Os franceses haviam aniquilado inúmeros soldados ingleses e recrutas americanos. As balas dos canhões provocavam danos de grandes proporções quando atingiam determinado ponto do Forte. O coronel Munro já estava com seus suprimentos e munições praticamente escassos.... Muitos feridos ocupavam a sala usada como enfermaria do Forte. Poucos metros de distância dali, Nataniel, Chingachgook e Uncas observavam o confronto atentamente. Duncan, Cora e Alice se mantiveram um pouco afastados dos três.

-Como entraremos no Forte, Duncan?-perguntou Cora.-Será impossível atravessar com todos esses tiros de canhões!

-Nataniel disse que é possível contornar o Forte sem sermos vistos...

-Eu não vou conseguir...-disse Alice amedrontada com os estrondos dos canhões.

-Precisamos chegar até o papai, Alice... Não temos outra alternativa.

Cora abraçou Alice. Em seguida, Nataniel se aproximou e disse:

-Teremos que contornar o Forte até chegar do outro lado...Os arbustos e o barranco nos darão uma chance de não sermos vistos pelos franceses. Mas precisamos caminhar em fila, um atrás do outro. Procurem fazer menos barulho possível... O barranco é escorregadio, mas não é perigoso.

-Você garante que chegaremos em segurança?-perguntou Duncan.

-Façam exatamente o que eu digo, que todos entrarão em segurança no Forte.

Cora encarou Nataniel com confiança e disse:

-Eu confio em você...

Nataniel olhou para Cora de uma forma afetuosa e disse:

-Vamos lá.

Os seis então embrenharam-se entre os arbustos que chegavam em direção ao Forte. O caminho era escuro e dificultoso... Os arbustos tinham espinhos e o chão coberto pela lama da chuva que havia caído a alguns dias atrás. Alice segurava na mão de Uncas com firmeza. De repente, Cora escorrega na lama do barranco e é segurada por Nataniel que a pega pela cintura, impedindo que ela caísse no lamaçal. Por alguns instantes, os olhares dos dois se encontraram provocando um choque de emoções. Duncan percebeu o olhar dos dois e ficou apreensivo...

Após cruzarem aquele vasto caminho repleto de lama e buracos, Nataniel e os outros conseguiram entrar no Forte segurança. Rapidamente o coronel Munro foi avisado da chegada de suas filhas juntamente com o major Duncan. Munro correu em direção às duas.

-Cora... Alice!!!...

-Papai!!!-exclamou Cora.

Munro abraçou as duas ao mesmo tempo e perguntou:

-Mas que diabos vocês duas vieram fazer aqui?! Eu enviei uma carta ao Forte Edward para o general Webb pedindo para que mantesse vocês duas lá até essa guerra acabar!

-Carta?-perguntou Cora.-Que carta? Não recebemos carta alguma.

-Como não? Eu a enviei por um de meus mensageiros.

-Com licença, coronel...-disse Duncan.-O general Webb não nos avisou sobre nenhuma carta.

-Senhor?..-disse Nataniel se aproximando.-Me chamo Nataniel Poe. Sou filho adotivo de Chingachgook, o último chefe moicano. Há quatro dias atrás, nós encontramos um homem morto na floresta... Ele estava carregando um papel dobrado dentro do casaco. Usava uniforme inglês.

-Senhor, este homem junto com esses dois índios moicanos, salvaram a minha vida e de suas filhas ontem na floresta. Fomos vítimas de um ataque surpresa dos hurons.

-Um ataque arquitetado por Mágua, coronel...-disse Nataniel.

-Aquele selvagem do inferno...-murmurou Munro com indignação.-Eu devia ter matado aquele infeliz quando tive chance!

-Esses três homens salvaram nossas vidas, papai...-disse Cora.

-Como posso retribuir por sua ajuda, Sr. Poe?

-Não é necessário, coronel...-respondeu Nataniel.-Basta nos permitir ficar aqui para ajudar no que for possível.

-É claro... Estamos precisando muito. Entrem e comam alguma coisa. Fiquem a vontade.

Munro então levou suas filhas para um dos alojamentos. Os momentos passavam de uma forma lenta e preocupante... O número de feridos ainda permanecia o mesmo, mas eram vários. Para amenizar um pouco aquele inferno, os tiros de canhões haviam cessado... Munro estava reunido com Duncan e seus homens em uma sala.

-Eu tomei uma decisão muito séria, senhores...-disse Munro.-Vamos nos render...

-Mas, senhor, o Forte....

-O Forte está decaindo, major.... Não temos mais forças e munição para continuar com esse confronto infernal! estamos com inúmeros homens feridos, agonizando em cima de camas improvisadas! Já basta dessa situação.

Duncan olhava seriamente para cada um naquela sala e depois para o coronel....

Nesse momento, Cora deixou o pequeno quarto aonde Alice descansava em uma das camas e começou a andar pelo Forte... Alguns homens e mulheres estavam reunidos ao redor de uma fogueira, enquanto comiam e dialogavam para tentar esquecer um pouco aquela situação na qual se encontravam. Assim que viu Nataniel sentado próximo da estrebaria, Cora aproximou-se dele e disse:

-Eu não tive chance de agradecê-lo pelo que fez por nós...

-Não precisa agradecer, senhorita... Todos nós estamos no meio dessa guerra.

-Eu sei... Mas senão fosse por você, Duncan, minha irmã e eu teríamos morrido nas mãos daqueles selvagens. 

Nataniel levantou e pegou na mão dela carinhosamente e disse:

-Talvez eu tivesse um motivo para salvá-la, srta. Munro...

-E qual seria?

Nataniel acariciou o rosto dela e respondeu:

-Ter me apaixonado assim que coloquei os olhos em você...

Cora sentiu seu peito vibrar quando Nataniel cobriu seus lábios com os dele. Cora não recuou e retribuiu aquele beijo que se tornou intenso, aumentando o desejo entre eles. 

Enquanto isso, Alice despertou e olhou ao redor do quarto.

-Cora?..Cora?

Alice saiu para fora do quarto e viu Uncas sentado em frente a uma janela... Uncas estava carregando seu mosquete. Alice parou para observá-lo... Assim que notou a presença da garota, Uncas olhou para ela. 

-Desculpe...-disse Alice.-Eu não quis te interromper.

-Não... está tudo bem. Você não consegue dormir?

-Estou procurando a minha irmã... Você não a viu?

-Eu a vi indo lá para fora.

-Obrigada....

Uncas voltou a carregar o mosquete. Alice respirou fundo e se aproximou dele, sentando de frente para ele.

-Obrigada por salvar nossas vidas....-disse Alice.

Uncas olhou para ela e percebeu que os olhos dela estavam úmidos...as lágrimas começaram a escorrer pelo lindo rosto daquela menina loira. Uncas tocou no rosto dela com os dedos para limpar a lágrimas que escorria lentamente.

-Por que está chorando?

-Estou com muito medo de tudo isso... Temo pela vida do meu pai... Minha irmã...

Uncas colocou o mosquete no chão e inclinou-se para mais perto dela.

-Não precisa ter medo, Alice...Eu nunca vou deixar você sozinha. Eu vou ficar aqui com meu pai e meu irmão até essa guerra acabar.

-E o seu povo?

-Meu povo foi massacrado pelo homem branco há muitas luas passadas...Uma nação inteira foi exterminada da América. Meu pai e eu somos os últimos dos moicanos que restam nesta região.... Não há mais outros.

-Então você odeia os homens brancos...

-Não...-Uncas aproximou seu rosto do rosto de Alice.-Eu não odeio ninguém. Meu coração não tem espaço para o ódio depois que conheci você.

-Eu? Porque?

-Você é como a lua que ilumina o céu negro durante a noite... Você entrou no meu coração e o iluminou de uma forma que eu jamais pensei que um dia fosse acontecer.

Alice sentiu seu coração palpitar na garganta... Uncas umedeceu os lábios com a língua e beijou os lábios de Alice de uma forma doce e profunda. Nenhum dos dois sabiam como era beijar alguém, mas foram conduzidos pelo desejo que os arrebatou naquele momento, ensinando-os de uma maneira tão ardente quanto a de Cora com Nataniel que acabaram se entregando um para o outro....



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