História O último ômega - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Longfic, Medieval, Realeza, Taekook
Visualizações 65
Palavras 3.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiê.
Voltei, demorei um pouquinho mais que o de costume, mas voltei.
Boa leitura.

Capítulo 11 - Adormecer.


Fanfic / Fanfiction O último ômega - Capítulo 11 - Adormecer.

십일

A lua tem poder sobre a escuridão. Kwan disse-me uma vez. Lancei meu olhar para o céu. A lua crescente lançava raios em tons que iam do bordô ao carmesim, como se chorasse sangue entre as nuvens negras. Será que mesmo com todo o seu poder a lua também lamentava a morte do rei alfa e até ironicamente recorda-se de como o monarca pareceu morrer chorando sangue ?

Quase duas mil pessoas, do mais alto escalão da nobreza aos mais simples dos serviçais palacianos, formavam um longo círculo entorno da pilha mortuária no pátio central do castelo. Todos mantinham uma vela branca entre as mãos, e com o conjunto daqueles pequenos pontos de luzes brilhando na escuridão, era como se as estrelas houvessem descido para terra, por uma única noite, para um adeus.

Os únicos que não seguram velas eram a alcateia de meu pai, que em suas formas lupinas formavam um linha de proteção de frente a pira, e eu que retinha nas mãos o artoche que acenderia a mesma. Após sete noites sendo velado, finalmente o corpo embalsamado de Kwan ganharia descanso nas chamas.

— Kim Kwan, décimo sexto líder da dinastia Kim, décimo sexto rei da Coréia do sul, décimo sexto alfa. Filho primogênito de Kim Haru, marido de Kim Luna, pai de Kim Taehyung.— O alto monge do castelo proclamou, sua voz ecoou ganhando profundidade entre o silêncio mortal das pessoas. — Após velarmos seu corpo por sete dias. Uma para cada um dos grandes deuses. Pedimos que o primeiro lobo abra as portas do firmamento infinito e o acolha entre os grandes lobos do passado, em uma única alcateia para toda a eternidade.

O alto monge bateu no gigantesco gongo ao seu lado. O som rugiu no ar como um trovão, seguido por outro seis. Então, eu estiquei o braço, a chama da ponta do archote tocou na pira mergulhada em breu. No instante em que as labaredas de fogo tomaram o corpo do rei morto seus betas começaram a uivar para lua sangrenta. O fim. Sua alcateia estava sem um alfa, o reino sem um governante e eu sem um pai.

Joguei o archote no chão e girei os calcanhares, ignorando todos os olhares em minha direção. E eram centena deles. Andei em passos firmes e retos, mas por dentro eu estava desmoronando.

Aqueles sete dias haviam passado como uma realidade distorcida. Eu cumpri rigorosamente cada um dos rituais fúnebres, agradeci uma por uma das condolências que me ofereceram, enxuguei lágrimas de dezenas de faces, porém tudo fora no ato automático. Frio. Regado por uma formalidade gélida, simplesmente porque era esperado cordialidade de um príncipe herdeiro diante do falecimento de seu progenitor.

Não recordava-me das palavras ditas nas cerimônias, de quem pertencia os rostos onde meus dedos limparam lágrimas, nem mesmo se eu havia dormido ou alimentando-me no decorrer daquela semana. Tudo o que eu via sem parar era o rei morrendo em meus braços e suas últimas palavras reverberando em meus pensamentos " Traição por sangue." Nem a minha própria voz eu ouvia mais, somente estas palavras. Ninguém soubera dizer o que causou a morte de Kwan, a maior suspeita era envenenamento. O castelo estava interditado, ninguém entrava ou saia, todos eram suspeitos sob investigação.

Entrei em meu aposento, joguei-me na cama sem me importar com as botas sujas de lama ou a capa coberta por neve. Não havia nem uma fonte de luz no quarto, apenas a escuridão. Apreciei que estivesse deste modo. Ouvi o som de gotas de chuva bater na sacada fechada, e o aroma da tempestade instaura-se no ambiente. O cheiro trouxe-me recordações de uma noite, quando eu tinha apenas oito anos.

O vento parecia uivar dentro dos corredores do castelo e o barulho dos trovões ecoavam nas paredes, o cheiro da chuva penetrava cada centímetros do local. Senti o ar escapando do meu peito em chamas, enquanto eu corria em direção ao aposento do rei. Um clarão vindo do relâmpago lá fora iluminou o corredor por alguns segundos, tempo necessário para que eu chegasse a onde desejava.

— Pequeno príncipe lobo ? — Um dos guardas em frente ao aposento de Kwan, conjecturou com um tom surpreso. — Por que estais desperto a esta hora da noite ?

— Desejo ver o rei.— rebati, apertando o laço do meu roupão felpudo envolta do corpo.

— Como desejas vossa alteza.

A porta abriu-se para mim, revelando o aposento completamente imerso nas trevas noturnas.

— Papai ? — chamei pelo monarca.

— O que está fazendo aqui filho ?—A voz do alfa estava rouca e áspera de sono.

— Estou com medo.—Menti olhando para os meus próprios pés, embora soubesse que o rei não era capaz de me ver com clareza.— Posso dormir contigo ?

— Mentiroso. — A acusação do de Kwan saiu permeada por uma risada alta.— Não precisa colocar culpa no medo, sei que você gosta de dormir comigo pequeno lobo. Venha aqui.

Usei sua voz para me guiar na escuridão. Ao aproximar-me do dossel, o alfa pegou-me no colo e me aninhou, e apertou entre seus braços longos. O peso de um garotinho franzino como eu, não incomodava em nada para meu pai. Seu aroma de topázio aqueceu meus pulmões, e o calor de sua pele deixou-me aconchegado. Suas mãos afagavam os fios do meu cabelo, senti meu corpo sendo embalado para o sono.

— Eu estava a sonhar com tua mãe. — Kwan confidenciou bem baixinho.

— Fora um belo sonho ?

— O mais belo de todos, todas as vezes que Luna visita-me são belos sonhos. Sabe o que ela estava a me dizer ?

— O quê? — indaguei de olhos fechados, porém tentando segurar minha concentração na voz de meu pai para não adormecer.

— Luna disse-me que possui fé que nosso filho será um rei melhor que seus antepassados, de que irá de fato cuidar do seus súditos e, se manterá fiel ao seus princípios mesmo depois de sentir o poder que a coroa lhe dará. Que Kim Taehyung será o maior rei de todas as eras.

— Tenho medo de decepciona-la.— contei-lhe com a honestidade e inocência de uma criança.

— Está mentindo outra vez. — A risada na voz de Kwan era inerente.

— Me chamas de mentiroso quando digo que sinto medo, por quê ?

— Porque você não é do tipo que tem medo Taehyung, nunca fora e nunca será.

Aquela lembrança infelizmente era errônea, o julgamento de meu  pai sobre mim estava equivocado, porque agora eu tinha  medo. Neste momento estou totalmente aterrorizado com o futuro incerto. Kim Namjoon estava furioso comigo, eu não tinha notícias de Jin, Hoseok estava com o coração partido e eu era o responsável, Jungkook odiava-me e tinha todos as razões para tal. Todos eles, minha alcateia inteira, possuíam motivos para me odiar. A dor de perder meu pai somados ao peso dos meus erros, carregados por todo aquela tempo se fundiram em uma coisa só. A dor não permitia que eu continuasse a interpretar uma pessoa forte quando tudo que mais queria era confessar ser fraco.

Namjoon tinha razão, eu era somente um garoto brincando de ser líder e agora esse garoto que precisava liderar um país inteiro não sabia como consertar os próprios erros, ou encontrar o assassino do pai. Pelos deuses, eu não serei apenas a desgraça dos lobos, a desgraça do reino virá através das minhas mãos também.

Quando a luz tocou a sacada, adentrando o quarto timidamente eu ainda estava do mesmo modo, deitado. Paralisado. Sem mover um único músculo. Sem dormir. O sono nem se aproximou do meu corpo, e permaneci assim, por não sei quanto tempo mais. Eu queria levantar, reagir, lutar, entretanto eu não encontrava força alguma para isso. Honestamente, eu gostaria de minimamente conseguir chorar.

Devo ser honesto, eu tenho muito orgulho, contudo nunca reconheci nas lágrimas uma demonstração de fraqueza. Eu nunca me importei em chorar. Fazia isso com muita frequência, seja de alegria ou tristeza, mas, estou quebrado por dentro, acho que meus pedaços dilacerados estão bloqueando a passagem do choro, pois nem uma única lágrima brotou em meus olhos.

— Tae ? —Ouvi a voz de Jimin, longe e abafada, como se ele estivesse a quilômetros de distancia, entretanto seu cheiro de torta de morango ligeiramente preenchendo minhas vias respiratórias e o toque de suas pequeninas mãos em minha testa denunciava que ele estava bem ali, do meu lado. Eu não o ouvi entrar em meu aposento. — Sua pele está em chamas Tae. Você está queimando em febre.

Queimando em febre ? Eu sentia-me congelando.

— O filhote não alimentou-se corretamente, nem dormiu e passou esses sete dias exposto quase todo o tempo ao frio. — A voz de Yoongi ecoou, como se o cavaleiro falasse do fundo de um labirinto e não de dentro do meu aposento.

— Irei pedir para os guardas chamarem um dos médicos.— O colchão se moveu, anunciando que o mestre da moedas levantara-se.

Senti os dedos longos do cavaleiro correr nas minhas costas em um carinho sutil. Era assim, silenciosamente que Min Yoongi cuidava de mim. Eu não estava conseguindo o ver, minha visão estava turva de exaustão, e tudo envolta de mim eram apenas vultos e figuras de distopia.

Era estranho, eu não conseguia sentir a diferença no tempo. No mesmo instante que pareciam horas, talvez, houvesse se passado apenas segundos, então, passei todos os outros momentos sentindo-me como um fantasma, orbitando meu como sem estar de fato lá.

Yoongi me fazia beber alguma coisa, e colocava algo em minha boca de tempos em tempos. Eu não sentia o gosto, para dizer o que era. E mesmo sob a dormência de minha pele, eu sentia as mãos quentinhas de Jimin lavando-me, depois vestindo-me, e me colocando sobre os lençóis novamente. O mestre das moedas passava a mão no meu cabelo, puxava o cobertor até o meu queixo e balbuciava coisas que algumas vezes eu não compreendia com exatidão. Contudo, eu sentia o carinho em suas palavras.

A brisa leve jazia em um misto límpido do sal marinho, das algas e dos grãos de areia. O pôr do sol dourado tocava o mar calmo de um profundo tom de azul. A distante risada de Jungkook era a única coisa que se ouvia além do choque da maré contra as rochas. Eu ouvia o som de sua voz, entretanto não o via em nenhum lugar. A praia estava deserta.

As pegadas na areia fina e morna capturaram minha atenção, passei a segui-las até que praia terminasse e uma relva abrisse em meu caminho. Sob meus pés senti a grama úmida fazer cócegas nos meus dedos. Levantei o olhar, encontrado um casebre de pedras rústicas metros adiante, construído entre carvalhos gigantes. A estrutura do lugar era pequena, embora o telhado de bambu fosse alto. A chaminé exalava uma fumaça cinza e com aroma de madeira seca. O casebre era simples, rústico e gracioso ao seu próprio modo.

Um garotinho saiu de dentro do local e correu na minha direção, meio cambaleante em suas perninhas curtas e gordinhas. Ele não aparentava ter mais de três anos, possivelmente menos. Suas bochechas eram rosadas e redondas, e o cabelo liso e negro caia sobre seus ombros como os meus, seus lábios rosados possuíam cor de flor de sakura. Sua pele dourada constrastava seus olhos castanhos escuros, quase negros. Exatamente como os de Jungkook. Havia uma marquinha em uma de suas bochechas, e uma manchinha em seu nariz levemente empinando.

— Oi papai.— O garotinho disse parando a minha frente. Ele precisou olhar para cima e esticar-se nas pontas dos pequeninos pés descalços para conseguir ver a minha face, e quando o fez abriu um sorriso.

Meu coração disparou ao ver seu sorriso, pois era uma união perfeita entre o meu sorriso quadrado e sorriso doce do ômega. A criança até possuía as ruguinhas que surgiam na pele de Jungkook ao sorrir. Permaneci em silêncio, observando-o. Ele era tão lindo. Seu pequenino nariz passou a mover-se ligeiramente para os lados, como o último ômega fazia ao ficar nervoso. Seus olhinhos brilhantes começaram a ficar marejados, e seu lábio inferior tremular. Ele estava prestes a chorar.

— Não, não chores pequenino.

Eu estiquei a mão em sua direção e ele a pegou, puxei suavemente para mim, pegando-o no colo. A criança apertou os braços macios no meu pescoço e escondeu o rosto no meu peito, o embalei nos meus braços. O aroma dele preencheu meus pulmões, era adocicado como maçã e mel.

— Você é um lobo ? — perguntei-lhe acariciando os fios de seu cabelo acetinado.

— É claro que ele é um lobo príncipe. — A voz do ômega soou, passei a procurá-lo com o olhar no mesmo momento. Ele estava vindo de dentro do casebre, sorrindo. Seus olhos escuros banhados com os primeiros raios de sol da manhã. Mais belo do nunca.— Nosso filhote é o verdadeiro último ômega.

Jungkook abraçou-me pela cintura, por trás, e apoiou a cabeça no meu ombro esquerdo. A criança em meus braços sussurro : " Estamos todos juntos agora papai " para ele, que sorriu enquanto tocava as bochechas rosadas do garotinho com as pontas dos dedos e concordava balançando a cabeça.

— Não é real. — praguejei com um nó na garganta que embargou minha voz.

— O que não é real ? — Jungkook conjecturou antes de dar um beijo no meu maxilar travado.

— Isto tudo aqui. Você, eu e um filhote. Nosso filhote. Felizes. Neste lugar, tão belo.— Eu delicadamente passei a criança para os braços de Jungkook, recuando para trás. O nó em minha garganta ficando mais apertado, roubando-me o ar e pondo lágrimas em meus olhos.— É um sonho, pois eu não mereço esse tipo de felicidade.

— Se for um sonho nos mataremos quem tentar nos despertar.

Jungkook...

— Tae ? O Jungkook não está aqui.— Ouvi a voz de Jimin por uns segundos, ele parecia alarmado.— A febre está enlouquecendo-o.

Eu não consegui responder, minha mente lançou-me em outro delírio.

O barulho de algo se quebrando, aproximando-se. Um som desconhecido. Por que esta incomodando-me tanto ? Tento tampar os ouvidos. Que barulho é este ? O barulho continua soando, ficando mais alto a cada segundo. Olho para os lados, apenas vejo neve por quilômetros infinitos. Neve imaculadamente branca, caindo lentamente do céu para juntar-se ao chão em uma camada grossa onde meus pés estão presos.

Há apenas um lago congelado entre toda aquele cristais frios e pálidos. Ouço aquele barulho novamente. Eu corro repentinamente até o lago. Meu rosto está lá, refletido na grossa camada de gelo que formou-se sob o mesmo. Quem eu estou vendo refletido aqui ? Um alfa ? Um rei ? Um simples garoto ?

Uma rachadura partiu meu reflexo no gelo. De um lado estava minha forma lupina e outra minha forma humana. O pelo negro, as presas afiadas, os olhos dourados com ouro líquido contra a pele morena, os dentes brancos, os puxados olhos castanhos. Separados pela rachadura.

Outra rachadura abriu-se no lago congelado, sigo-a com o olhar até o outra margem. Onde estavam seis lobos uivando. Os reconheci de imediato. Seokjin, Namjoon, Hoseok, Jungkook, Lia e Jiso. Minha alcateia. Estão gritando por mim, pedindo por minha ajudada. Há pessoas atrás deles, com espadas postas contra suas gargantas. Tento uivar de volta. Não tenho voz. Eu estava completamente emudecido. Tento transmutar-me, contudo não consigo. Uso cada célula do meu corpo, cada gota da minha magia para buscar meu lobo e não sou capaz de transformar-me nele. Ao olhar para meu reflexo vejo que minha parte lupina desapareceu.

Eu me atirei no lago, para nadar até minha alcateia, para salvá-los. Algo envolveu meus pés e começou a me puxar para o fundo das águas gélidas, tento nadar e livrar-me das coisas sem forma e face que me seguram, são algo maior, mais forte e poderosas que eu. E então não estou mais afogando em água e sim em sangue. Em sangue que sei que vem dos meus lobos. Minha agonizante dor fantasma permanece a mesma apenas em mim, inaudível para os outros. Percebo que o que tenho ouvido dês do início, o barulho distante, é som da minha própria consciência dizendo com a voz rouca na minha mente " O fim dos lobos chegou por você Kim Taehyung, a desgraça dos lobos, a traição veio do seu sangue. "

Em um passageiro instante em que as minhas alucinações deram-me um momento de paz, fui capaz de ouvir um diálogo entre o lorde Park e a Lady Hangul mais jovem :

— A quantas luas o Tae oppa não dorme ?

— Três. A febre dele não diminuí. E ele não consegue comer mais que sopas leves. E não fala nada. Não emite nenhum som, exceto quando grita por Jungkook. As alucinações vão e voltam, estão consumindo-o, ele precisa urgentemente dormir para livrar-se delas.

— Não podemos dar outra dose de essência de papoula a ele ?

— Não, Jiso. Os médicos disseram que não podemos sobrecarregar os sistemas dele com papoula, se fizermos ele adormecer assim, o Tae pode não acordar mais. Os médicos prepararam chás soníferos para ele, mas não surtiu efeito. Era para o cansaço ter o adormecido. E como se que o Taehyung não quisesse entregar-se ao sono. Já fizemos de tudo.

— Permita-me tentar uma coisa.

Senti um corpo afundar o colchão e, logo após braços me envolverem, trazendo-me para seu peito. Me aninhando contra si. Era pequeno, quentinho e familiar. Muito familiar. A pele tinha uma cheiro único, gostoso, mas estava coberta por essência de cedro. Lábios passearam entre os fios do meu cabelo, bem próximos a minha orelha.

— Filhote ? Está me escutando ? Espero que sim. — Apenas Yoongi chamava-me tão carinhosamente de filhote. — Jungkook disse-me para cantar para você, ele me ensinou uma canção em particular. O ômega não recorda-se da letra corretamente, mas a melodia e muitas palavras ficaram na mente dele. Jungkook espera que talvez isto lhe ajude a dormir. Quando como era criança, quando a rainha Luna cantava para ti filhote. Ele me ensinou. Tentarei cantar, está bem ?— A voz do cavaleiro iniciou a canção :

Gira, gira, gira

Roda de água, gira

Gire e chame o senhor sol

Gire e chame o senhor sol

A voz do mais velho me envolveu de uma única vez, e soluços histéricos deixaram meu peito, fazendo-me tremer com a intensidade com qual dominaram meu peito. A música foi o estopim, acendendo e queimando tudo dentro de mim, levando aquela sensação de frio consumindo meus ossos pra longe. Ele me segurou com mais força, e sua voz não cessou com os meus ruídos.

Pássaros, insetos, bestas

Grama, árvores, flores

Traga a primavera e o verão, outono e inverno

Traga a primavera e o verão, outono e inverno

As lágrimas quentes correndo sem parar faziam manchas molhadas na camiseta do cavaleiro. Ele não importou-se, continuou a me embalar no ritmo da canção. Sua voz ficou trêmula, embargada, mas Yoongi não parou.

Venha girando, chame meu coração

Venha girando, chame meu coração

Me ensinem como sentir

Se eu ouvir que você anseia por mim, eu retornarei para você

Eu adormeci chorando.


Notas Finais


se tudo der certo eu atualizo de novo esse final de semana.<3


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