História O Último Segredo do Tempo - 3 temp. - Capítulo 12


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Categorias Doctor Who
Personagens 11º Doctor, Amelia "Amy" Pond, Personagens Originais, River Song (Melody Pond), Rory Williams, Rose Tyler
Tags Doctor Who, Reescrita, Sexta Temporada
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Palavras 2.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, leitores maravilhosos!
Vocês viram que eu comecei a fazer Jornais? Não? Então, vejam lá depois. Não tenho frequência de postagens, mas escrevo quando me vem a ideia na cabeça.

Enfim, a emoção está só começando com este capítulo. Aproveitem!

Capítulo 12 - Tempestade Solar


A viagem para o Olho de Órion foi realmente relaxante. Os dois casais repousaram por bastante tempo, relaxaram de todas as formas possíveis até não suportarem a calmaria. Bem, o Doutor foi o primeiro a desistir e ficar cansado do tédio. Outra desculpa é que ele tinha “coisas” pra fazer na TARDIS.

Quando voltaram para a nave, os companheiros estavam bastante relaxados e prontos para novas aventuras. Porém, o Doutor não pareceu estar no mesmo clima. Desde a morte da Idris, ele ficou distante e muito pensativo e Rose não conseguia descobrir o porquê nem pela ligação de mentes.

“46!” Anunciou Amy tirando Rose da distração voltando sua atenção ao jogo de dardos que ela, Amy e Rory estavam jogando na sala de controle.

“Como assim? É ponto dobrado!” Rory protestou.

“Lado errado da linha, senhor.” Disse Amy antes de se posicionar para lançar seu dardo.

Rose observava o Doutor nos scanners enquanto esperava sua vez de jogar. Não tinha como negar que ele estava muito sério e preocupado com algo.

“Quem quer peixes e fritas?” O Doutor perguntou repentinamente.

“Eu quero.” Respondeu Rory.

“Então vou deixar que vocês aproveitem.”

“Você não vai?” Perguntou Amy intrigada.

“Não, eu preciso fazer umas coisas. Coisas que envolvem coisas.”

“Doutor, o que está acontecendo?” Questionou Rose. “Você está distante e muito calado.”

“Não é nada.” Ele respondeu.

“Seja o que for, estamos aqui. Eu não vou sair do seu lado.” Disse Rose o encarando e ele encarando de volta. Estava acontecendo uma batalha de vontades pelo olhar onde ambos tinham chances de vencer. O Doutor continuou sem falar nada.

Uma turbulência fez com que todos se segurarem firme em algum lugar. Um alarme soou antes de outra turbulência chacoalhar a nave violentamente.

O Doutor foi verificar na tela o que estava acontecendo. “Tsunami solar. Veio direto do seu Sol, uma onda de radiação. Grande, grande, grande.” Ele puxou uma alavanca tentando estabilizar.

“Oh, o meu estômago está estranho.” Disse Rory enjoado.

“Pensei que estivéssemos seguros em órbita com a Terra!” Disse Rose.

“Bem, o giroscópio desligou e o localizador de destino caiu!” O Doutor avisou e puxou outra alavanca. A TARDIS seguia percurso para a Terra em alta velocidade. “Assumam suas posições!”

Imediatamente, todos eles se abaixaram e se protegeram de um possível tombamento. Estranhamente, a aterrissagem da TARDIS foi tranquila.

“Pouso manual.” Disse o Doutor com um sorriso, embora ninguém mais estivesse sorrindo.

Ao saírem pela porta da nave, eles se viram diante de um monastério com uma enorme torre e, no topo dela, tinha um galeto para indicar a direção dos ventos.

O Doutor observou o lugar e depois olhou pros seus amigos. “Um monastério, século 13.”

“Estamos medievais então.” Disse Amy.

“Eu não tenho certeza disso.” Comentou Rory.

“Sério? É especialista em medieval agora?” Perguntou Amy ao Rory.

“Não, é que eu posso ouvir Dusty Springfield.”

“Rory está certo.” Concordou Rose. “É Dusty Springfield.”

Aguçando mais os ouvidos, eles puderam ouvir com mais clareza uma música vinda de dentro do monastério. Com certeza, havia pessoas lá e não podia ser século 13 como o Doutor disse.

Ao andarem, o Doutor analisou um buraco no chão com um cano aparecendo. “Essas fissuras são novas.” Ele constatou. “O tsunami solar mandou uma grande onda de partículas gama. O monastério ainda está em pé por enquanto, mas não sei por quanto tempo.”

No cano indicava que algo corrosivo passava por ele. Isso não agradou o Doutor. “Algo corrosivo. Estão bombeando algo ruim dessa ilha para o continente.” Ele disse.

“Minha mãe é uma grande fã de Dusty Springfield.” Comentou Rory.

“Meu pai também. No mundo paralelo, ele estava sempre ouvindo Dusty Springfield.” Disse Rose.

“Bem, vamos satisfazer nossa curiosidade.” Anunciou o Doutor.

Ninguém foi contra à ideia, pois estavam todos ansiosos por novas aventuras. Eles adentraram o monastério que, nada verdade, era mais um castelo enorme e muito estilo medieval.

“Onde será que estão esses amantes de Dusty Springfield?” Amy perguntou após andar por cinco minutos. O lugar parecia não ter fim.

O Doutor ia à frente como se estivesse com pressa e usando sua chave de fenda sônica. “Acho que estão aqui, é isso!” Ele disse.

“Doutor, do que está falando? Nunca estivemos aqui antes.” Constatou Rory.

“Viemos aqui por acidente.” Lembrou Amy.

“Acidente?” Disse o Doutor sem pensar. Em um piscar de olhos, sua expressão mudou de abalado para evasivo. “Sim, eu sei. É claro que foi acidente.”

Rose não acreditou muito, mas decidiu não pressioná-lo. Quando ele não quer falar, ele se tornar mais fechado e vago.

“Alerta de intrusos, alerta de intrusos!” Um alarme soou por todo o lugar.

“Há pessoas vindo.” Avisou o Doutor. “Bem, quase isso.”

“Quase vindo?” Perguntou Rose.

“Quase pessoas.”

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Em vez de correrem para longe, eles invadiram ainda mais o monastério até chegarem em uma câmara. Nessa câmara, havia cinco estruturas em formato humano, com quatro delas ocupadas por pessoas adormecidas.

“O que são essas estruturas?” Perguntou Amy recuperando o fôlego da corrida para entrar. “Eles são prisioneiros, estão meditando, ou o quê?”

“Bem, no momento, eles caem na categoria do ‘o quê’.” Respondeu o Doutor.

Antes de outro movimento, uma voz de aviso soou no recinto. “Parem e fiquem calmos.”

“Bem, nós paramos. Como estamos no campo da calmaria?” Disse o Doutor meio agitado.

No campo da calmaria, ele teria nota zero por parecer estar apressado. Muito estranho.

“Não se mexam.” Disse um homem loiro entrando com uma lança afiada nas mãos. Outro homem e uma mulher entraram atrás dele, vindos da entrada que o Doutor e seus companheiros vieram.

“Quem são vocês?” Perguntou a mulher.

“Eu sou o Doutor, esta é Rose e eles são Amy e Rory. Mas, está tudo bem, não é?”

Amy logo reparou que esses dois homens que entraram são iguais a dois dos que estavam adormecidos na estrutura. “Espere aí!” Ela disse. “Vocês são gêmeos idênticos?”

Os estranhos não responderam, mas ficaram bastante surpresos.

“Essa é uma instalação industrial Grau Alfa.” Uma mulher confiante disse por trás dos viajantes. Ela veio da outra entrada acompanhada de outro homem e ambos vestidos com roupas de proteção. “A não ser que trabalhem para os militares ou para Morpoth Jetson, vocês estão com problemas.”

“Na verdade, você está com problemas.” Disse o Doutor se virando para ela e pegando seu papel psíquico do bolso de seu casaco. Ele mostrou o papel psíquico pra ela.

“Departamento Meteorológico? Desde quando?”

“Desde que foram atingidos por uma onda solar.”

“Da qual sobrevivemos.”

“Por pouco, pelo que parece. E tem uma maior a caminho.”

“Da qual também sobreviveremos. Dicken, reviste eles.” Ela ordenou ao colega do lado.

Os viajantes levantaram as mãos em gesto amigável e se deixaram ser revistados.

“Vocês não são um monastério. São uma fábrica no século 22.” Entendeu o Doutor.

“Somos empreiteiros e vocês são invasores.” Disse a mulher.

“Estão limpos, chefe.” Disse o tal Dicken.

“Certo, homem do tempo, sua identificação confere. Se houver outra tempestade solar, o que vai fazer a respeito? Distribuir protetor solar?” A mulher devolveu o papel psíquico.

O Doutor soltou uma risadinha sarcástica antes de falar sério. “Preciso ver seus sistemas principais.”

“Qual deles?”

“Você sabe qual.”

A mulher não estava gostando da autoridade do Doutor, mas fez como ele pediu. Ela e seu subordinado retiraram a roupa de proteção, ficando de macacão laranja igual aos outros. Em seguida, eles fizeram as apresentações. A chefe se chamava Miranda Cleaves e seu colega do lado era Dicken. Os outros eram Jimmy, Buzzer e Jennifer.

Cleaves levou todos a um recinto com um enorme tanque. Este tanque estava cheio de um líquido branco que mais parecia um creme. O Doutor ficou fascinado, mas para Rose aquilo ia contra seu instinto.

Cleaves explicou que ali era um departamento secreto do governo e a coisa branca se chamava ‘A Carne’.

“Assim que pegamos os dados, podemos manipular a estrutura e clonar um organismo vivo.” Cleaves ia explicando. “Clona até as roupas. E é idêntico em tudo: olhos, voz...”

“Mente? Alma?” Completou o Doutor.

“Não seja bobo, Doutor. Parecem ter vida, mas ainda precisamos os controlar. Naquelas estruturas que vocês viram. Jennifer, quero que faça uma réplica. Volte à estrutura.” A chefe ordenou para a outra mulher, que parecia ser a mais jovem do grupo.

O Doutor ficou pensativo e muito intrigado. Ele não tirava os olhos da Carne e quis verificar por conta própria, por isso, pegou a chave de fenda sônica e a usou na Carne. De repente, ele fez uma cara esquisita, como se estivesse sendo puxado forçadamente.

“Estranho.” O Doutor disse ao desligar a chave de fenda sônica. “Foi como... por um momento, isso estava me examinando.” Foi quando ele fez o impensável apesar dos protestos de Cleaves. O Doutor pôs a palma da sua mão sobre a Carne fazendo contato. Pareceu que ele sentiu um momento de dor, mas logo se acalmou. “Incrível! Vocês nem imaginam. Eu senti na minha mente. Eu encostei nele e ele em mim.”

“Não brinque com a grana, Doutor.” Avisou Cleaves.

Rose não quis mais saber e foi retirar o Doutor de lá. Ela o pegou carinhosamente pelo braço. “Eu acho que você devia sair daqui e não tocar nessa coisa. Essa Carne, ou seja lá o que for.”

“Mas eu ainda tenho mais uma coisa pra falar.” O Doutor falou e olhou para Miranda Cleaves. “Como pode ser tão cega? Ele está vivo! Muito vivo. Você conectou suas vidas e personalidades diretamente nisso.”

O Doutor estava muito tenso. Havia algo ali que o fazia ficar irritado, como se eles estivessem ido para lá de propósito. Mas o destino foi acidente, certo?

Um barulho de tempestade veio seguido de um tremor e luzes piscando. Era a tempestade solar se aproximando e os deixando sem tempo.

“Buzzer, ainda sem contato com o continente?” Perguntou Cleaves ao seu subordinado sem mostrar preocupação com a tempestade.

“Não, os controles ainda estão travando com a radiação.” Ele respondeu.

“Certo, então vamos mandar ácido até o continente mandar parar. Agora, por que não se afasta e nos deixe impressioná-lo?” Esta pergunta da Cleaves foi direcionada ao Doutor que o via como um desafio.

A essa altura, Jennifer Lucas já havia chegado na estrutura e estava acionando a máquina. Um tanque menor e parecido com uma banheira começou a ser preenchido por uma quantidade pequena da Carne. Dessa Carne, começou a surgir uma forma humana, primeiro o rosto e depois o tronco e membros. Então, todos puderam ver como uma réplica era formada. A forma completa ficou idêntica à Jennifer. Exatamente igual. Em seguida, a réplica ganhou consciência e, com uma inspiração profunda, abriu os olhos e se tornou viva.

“Agora entendo porque fazem isso em uma igreja.” Comentou o Doutor. “O milagre da vida.”

“Sem frescura. Isso é só uma réplica.” Disse o Buzzer.

“Pessoal, precisamos trabalhar.” Ordenou Cleaves indiferente.

“Eu mencionei a tempestade solar? Precisamos sair daqui.” Disse o Doutor em meio a trovoadas solares.

Percebendo a urgência da situação, Rose decidiu dar uma sugestão. “Nós temos um transporte que pode tirar todos nós daqui.”

“Não seja ridícula. Temos um trabalho pra fazer.” Cleaves nega a ajuda, mas o Doutor ainda estava disposto a ajudar.

O Doutor não conseguiu convencer Cleaves a abandonar a fábrica pela sua vida, então ele decidiu monitorar a tempestade por conta própria.

Ao chegar ao posto de monitoramento através das coordenadas cedidas pela Jennifer, ele começa a investigar os sistemas de segurança. A tempestade estava visivelmente mais perto e causando tremores.

“As ondas atingiram o campo magnético da Terra. Serão os pais de todos os picos de energia.” O Doutor explicou. “Estão vendo esse cata-vento, o cocoricó?” Ele apontou para a tela de um dos monitores. “É um roteador solar abastecendo toda a fábrica com energia solar. Quando essa onda o atingir... CABOOM!” O Doutor se apressou à porta. “Tenho que chegar naquele galeto antes de tudo desabar.” Ele soltou uma risadinha. “Nunca pensei que ia dizer isso outra vez. Rose, respire.” Ele saiu apressado.

“Você não está respirando, Rose?” Perguntou Amy intrigada.

“Eu estou respirando.” Rose disse e depois suspirou. “Vocês não acham que ele está se envolvendo muito e bem rapidamente?”

“Bom, ele está sempre tentando ajudar, não é?” Disse Rory.

“Ele está estranho.” Rose não conseguia parar de pensar o quanto seu marido está estranho, afinal, ela o conhece tão bem...

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Todos poderiam pensar que o Doutor não está raciocinando direito. Escalar até o teto de uma torre em plena tempestade solar é suicídio! Ou muito desespero.

Ele subiu as escadas para chegar ao sistema elétrico, mas, apesar dos esforços, ele foi atingido por um raio ao entrar em contato com a fiação. O Doutor caiu inconsciente e tudo se tornou escuro.

Não muito distante dali, o solo ao redor da TARDIS é atingido por ácido devido ao cano destruído. O ácido derreteu o solo causando o afundamento da TARDIS no solo abaixo.


Notas Finais


Já curtiu, favoritou e adicionou à biblioteca esta história? Ainda não? Tá esperando o quê? Faça esta escritora feliz e favorite! ;)
Até o próximo capítulo!


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