História O Último Suspeito - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


*****Have Fun !!!*****

Capítulo 6 - Proposta Indecente


                Ambos entraram na pequena sala, onde haviam apenas uma mesa com quatro cadeiras no centro e em um canto uma bancada com um abajur - que era a única fonte de luz naquele ambiente - e algumas bebidas. Tony soltou o pulso da moça e indicou a mesa com a cabeça. Katherine sentou-se enquanto Tony foi até a bancada e despejou whisky em dois copos. Voltou e parou em frente a ela, tirou a garrafa de cerveja que estava em sua mão, e colocou o copo com whisky no lugar. Ele sentou-se de frente para ela e então começou.

- O que a namorada do Sr. Parker veio fazer aqui? – Perguntou com uma das sobrancelhas arqueada.

- Não sou namorada do Christopher – respondeu revirando os olhos – Preciso da sua ajuda para descobrir algo muito importante.

- Por que eu te ajudaria?

- Por que também posso te ajudar.

- Sei. Como? – perguntou Tony com uma expressão sarcástica.

- Posso tirar os policiais da sua cola – Katherine disse e Tony riu.

- Duvido muito, mas afinal... O que você quer?

- Quero que você me ajude a descobrir quem matou meu pai.

- E quem é seu pai? Algum presidente?

- Frank Adams – Respondeu Katherine, fazendo com que Tony ficasse em silêncio a encarando por alguns segundos.

- Katherine?

- Como você sabe meu nome?

- Você é filha do delegado mais renomado de Madri, era de se esperar que as pessoas soubessem seu nome! – Exclamou Tony impaciente.

- Então... Vai me ajudar?

- Até posso te ajudar... Mas não vai assim tão simples – Disse Tony com um sorriso malicioso.

- Como assim? – Perguntou Katherine confusa.

- Você realmente achou que ia ser tão fácil assim? Que não teria um preço?

- Não, por isso fiz minha proposta.

- Não é o suficiente! – gritou ele – Como vou saber se depois de conseguir o que quer, não vai sumir? – perguntou ele a encarando.

- Eu nunca seria capaz disso, eu dou a minha palavra! – Katherine exclamou exaltada.

- Eu já disse e não vou repetir... Agora não tem mais volta – Tony disse se levantando e indo para trás da cadeira de Katherine – Você pediu minha ajuda e eu vou te ajudar, mas tem uma condição – falou ao ouvido de Katherine.

- E qual seria? – Perguntou ela com a voz embargada de medo.

- Você é uma moça muito bonita – Disse Tony enquanto dava a volta na mesa, para ficar de frente para Katherine e encará-la - e parece ser uma companhia muito agradável... A partir de amanhã você vai me acompanhar em todos os eventos que eu for. E eu não aceito “não” como resposta.

                Katherine colocou o rosto entre as mãos, ela esperava que somente sua proposta fosse suficiente para obter a ajuda. Como iria contar p... Antes que pudesse terminar o pensamento, Tony a tirou de seus devaneios.

- Ah, mais uma coisa. Você não pode falar do nosso acordo para ninguém.

- Já posso ir? – Perguntou ela olhando para baixo

- Ainda não, me passe o número do seu celular. Em breve terei um compromisso e você vai me acompanhar.

- Tudo bem.

                Tony entregou um pedaço de papel e uma caneta, onde Katherine anotou o número de seu celular.

- Beba! – ordenou ele e Katherine o obedeceu – Já que estamos aqui, fale um pouco sobre você... Trabalha com o que?

- Sou... - Tony a interrompeu. 

- Interessante. Mora sozinha? Com os pais? Ou melhor, com a mãe? – Katherine o odiou por aquela pergunta.

- Moro sozinha – respondeu seca - Eu já posso ir embora?

- Pode sim. Mas não se esqueça do nosso trato.

                Katherine levantou-se em silêncio e foi em direção a porta, saiu da sala, desceu as escadas, foi novamente até a saída de emergência e deixou o galpão. Sentia seus pés doendo dentro dos sapatos apertados, então os tirou e foi correndo até seu carro. Jogou os sapatos e a bolsa no banco do carona e ligou o rádio bem alto, pois não suportaria escutar os próprios pensamentos. Cada centelha de qualquer que fosse seu pensamento, lhe causava dor, uma dor tão intensa e profunda que parecia a sufocar.

                Chegou em casa 2hs da madrugada, após estacionar desligou o carro, depois o rádio, pegou suas coisas e saiu. Bateu a porta com pouca força para não acordar sua mãe e ligou o alarme. Foi até a entrada de sua casa, destrancou a porta, entrou e trancou a logo em seguida. Subiu as escadas e foi direto para o seu quarto, entrando jogou a bolsa e os sapatos em um canto qualquer do cômodo. Não se deu nem mesmo ao trabalho de tirar a maquiagem e o vestido, se jogou na cama e pôs-se a chorar. Era um choro melancólico, uma dor súbita a consumia, não era física, mas dilacerava-lhe com brutalidade a alma. A morte de seu pai, a preocupação de sua mãe, – que tinha que se consolar e consolar a filha – a promessa que havia feito a Chris e logo em seguida a quebrado e agora um trato com o mafioso mais temido da Espanha. Permitiu que as lágrimas molhassem seu travesseiro até que todas as suas forças se esvaíram e adormeceu.


Notas Finais


Espero que tenham gostado !!! :-)


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