História O Universo de Lapidot - Capítulo 8


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Categorias Steven Universe
Tags Amor, Cartoon, Drama, Lapidot, Lesbicas, Lgbt, Romance, Shoujo-ai, Steven Universe, Steven Universo, Yuri
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Palavras 948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, meus amores!
Não demorei dessa vez ;p
Eu espero que vocês não me matem depois desse capítulo, preparem os lencinhos e não digam que não avisei haha, beijos!!!

Capítulo 8 - Despedida.


Point of view - Peridot 

Ouvir aquelas palavras de Lazuli, eram como facas afiadas não só afundadas no peito, mas por cada parte do corpo, apesar de não ser uma grande surpresa. A grande questão era que, com cinco palavras que eu por algum motivo inutil, achei que poderia nos aproximar, a afastei da maneira que eu mais temia. Eu não sou nenhuma maníaca que quer perseguir os passos de ninguém, mas tê-la no mesmo quarto era uma das razões para os meus cinzas, serem sempre preenchidos por cores, a cor dela, azul principalmente. Desde que Lazuli chegou, não havia mais uma segunda-feira de mau humor, eu sabia que após as aulas, nós iriamos reclamar, iriamos inventar algum jogo ou iriamos beber o meu café requentado, iriamos falar sobre planos para um futuro que não tinhamos um pingo de certeza, eu poderia acordar antes dela, apenas para admirar aquele cabelo bagunçado, mas seu corpo na mesma posição da noite anterior, não posso dizer que a via dormir durante à madrugada, pois eu sempre dormia primeiro, em algumas dessas madrugadas, eu poderia jurar que já a peguei me observando, talvez por tolices como essas que certamente projetei em minha mente, tive um resquício de esperança que poderia ser recíproco, também tenho minha melhor amiga, Ruby, ela tinha certeza, mas agora, tudo havia ido por água abaixo, Lazuli além de não corresponder o que eu sinto, ainda por cima, deve estar com nojo de mim. Seu pedido me quebrou em infinitos pedacinhos, mas eu não poderia negá-lo e como sempre, daria o meu melhor para facilitar sua vida. Após minha resposta, ela apenas assentiu, eu poderia jurar que havia um certo desespero em seu olhar, mas em sua boca, não havia nenhuma palavra para protestar, nem naquele momento, nem horas depois, muito menos no dia seguinte, então fui até a direção e expliquei minha situação, sim... Eu disse que havia me apaixonado por minha colega de quarto e ela me odiava naquela momento, já dei muito trabalho à reitoria, posso dizer que já tinha uma certa intimidade e certamente, eles não queriam que eu criasse mais um problema no campus o que resultou a minha transferência imediata, no maior sigilo possível, talvez tenha feito algumas ameaças com relação à aquela conversa ser espalhada, mas nada que me fizesse uma garota pior do que há uns dois anos atrás. História para um outro dia, pois hoje, como disse, estou em infinitos pedacinhos, como um cristal quebrado, exceto que eu sou um cristal desses piratas. Para meu azar, quando cheguei ao quarto, que não era mais meu, para empacotar minhas coisas, lá estava ela, segurando a camiseta que havia me dado no dia em que chegou. 

Se quiser, posso voltar outra hora. - Será que ela iria querer a camiseta de volta? 

Peri... - para minha surpesa, quando ela se virou para mim, seus olhos estavam vermelhos, se não a conhecesse, diria que fumou maconha a manhã toda. - Você entende a razão de ter que me afastar, não é?! - era mais como uma súplica, o que apertou meu coração em uma intensidade que não posso mensurar. 

Na verdade, não... Eu gostaria que pudéssemos ter conversado mas, está nítido que você não está muito na vibe. - por mais que eu não quisesse, minhas palavras eram ríspidas, apesar de não ser obrigada em gostar de mim de volta, isso me doía. - você quer a camiseta de volta? 

Você se importaria? - mas que merda?! Claro que eu me importo, é a única coisa que eu teria de você, mas claramente nem isso posso ter.

Claro que não, afinal, ela é sua. - eu estava muito brava, não... Eu estava puta da vida, que tipo de monstro eu era para ela agora que até uma camiseta não poderia ficar? Mas, coloquei a minha melhor máscara de indiferença e comecei a colocar com certa velocidade, todas as minhas coisas em duas malas, era o suficiente para o que eu tinha. Não me dei ao trabalho em levar o meu olhar para ela, aquilo doía demais. 

Para minha surpresa, ela assistiu o meu pequeno show em empacotar tralhas, ficou sentada em sua cama, com as mãos abraçadas nos joelhos, não disse uma palavra, também não me atrevi. Fui até ao banheiro buscar minha escova de dentes e shampoos, ela permanecia na mesma posição, mas agora olhava diretamente para mim, eu não tinha como ignorar isso e então olhei de volta, ficamos nessa por alguns segundos até que ela quebrou o silêncio ensurdecedor que havia se estabelecido.

Eu vou sentir sua falta. - uma lágrima escorreu em seus olhos, o que me fez largar tudo em cima da cama e me agachar me apoiando em seus joelhos mas ela permaneceu na mesma posição. 

Eu posso ficar. - me odeio pelo desespero que havia em minha voz. 

Eu não posso conviver com isso agora. É muito para mim. - eu sentia a dor em sua voz, só não a entendia. 

Lazuli... - tentei começar, mas ela foi mais rápida. 

Não, Peri... É melhor assim. Me perdoe. - as lágrimas agora eram insistentes e eu me sentia uma tola por não conseguir ignorá-las dessa vez. Me sentei ao lado dela e parecia que havia lido meus pensamentos, automaticamente deitou sua cabeça em meu colo e ali, ficou por um tempo que não sou capaz de determinar, mas tudo o que eu soube era que, aquela seria a última vez em tempos em que, eu estaria tão perto de Lazuli. Que sentiria seu cheiro doce, que tocaria seus cabelos, que a veria vulnerável, que estaríamos em um ambiente nosso, apenas nosso e pensando nisso, me permiti silenciosamente à chorar. 




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