História O Universo Entre Nós - Capítulo 2


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Categorias Agents of S.H.I.E.L.D.
Personagens Bobbi Morse, Jemma Simmons, Lance Hunter, Leo Fitz, Skye
Tags Agents Of Shield, Drama, Fitzsimmons, Marvel, Romance, Shield
Visualizações 38
Palavras 1.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Confuso, Fitz desperta antes do esperado por Hunter, sendo assaltado por dúvidas e perguntas sem respostas imediatas.

Capítulo 2 - Despertando


Era como despertar da morte.

A sensação, de fato, era indescritível, mas esta, pareceu a Fitz, a comparação mais adequada.

Seus olhos, gradativamente, se focaram naquele que o resgatou da inconsciência.

A voz, chamando seu nome, soou distante.

Havia um sorriso estranho na face de Hunter.

Hunter...

Fitz resfolegou, então levantou o tronco de um sobressalto, sentindo-se zonzo ao fazê-lo. Uma vertigem violenta ameaçou derrubá-lo novamente.

- Hey, cara! Vai com calma. O Enoch disse que você não deveria se mover tão bruscamente – explicou Hunter, amparando Fitz com uma mão em suas costas, de modo que ele não tombasse para trás na câmara de criogenia. O ex-agente da SHIELD ajudou o amigo a permanecer sentado.

Fitz levou uma mão à cabeça, esfregando a fronte com a ponta dos dedos.

- Me diga que você é o Hunter neto – disse em um sussurro sôfrego.

- Lamento, eu sou o Hunter avô – o mercenário fez uma careta confusa ao dizer isso – Espera, eu ainda não tenho nem filhos.

- Então, por que me descongelou? – Fitz esbravejou, agarrando, com as duas mãos, as golas da jaqueta de Hunter.

Surpreso com o tom de voz e a expressão furiosa no rosto do engenheiro, os olhos de Hunter quase saltaram das órbitas.

- Fitz, calma!

- Não me peça pra ter calma! Eu tenho que salvar nossos amigos no futuro – gritou novamente.

- FITZ! Eles estão salvos! – Hunter respondeu, no mesmo tom.

O engenheiro não falou nada por um momento, mas continuou com as mãos fechadas em punhos, prendendo o colarinho da jaqueta que o outro usava. Hesitante e tremendo um pouco, o mercenário levou as mãos aos ombros de Fitz, em sinal de alento.

- Está tudo bem, Fitz. Enoch mandou te acordar porque, aparentemente, você já esteve no futuro. Setenta e quatro anos a contar de hoje. Já salvou nossos amigos – Hunter engoliu em seco, ponderando o que deveria contar a Fitz e o que deveria omitir – eles voltaram para o presente, estão bem. Estão seguros.

Aos poucos, o engenheiro foi soltando as vestes de seu amigo.

- Como? Como é possível...? O tempo não pode ser reescrito...

- Parceiro, parece que você não aprendeu nada com Doctor Who.

- Hunter, me diga!

- Eu não sei também – respondeu o outro, encolhendo os ombros – foi tudo o que o Enoch me disse.

- E onde ele está agora?

O mercenário encarou os olhos súplices de Fitz, compadecido.

- Tenho certeza que ele vai te contar tudo o que precisa saber. Mas, agora, a cápsula na qual estamos, está nos levando para uma estação espacial. Enoch está cuidando disso.

Com muitas perguntas rondando sua mente, Fitz sentiu uma dor lancinante no peito devido à total ausência de respostas. Um suspiro grave escapou de sua garganta, o olhar perdido.

Hunter gostaria de poder ajudá-lo, mas não fazia ideia de como.

*

Fitz estava começando a se irritar com Enoch. Ele levantava um dedo em riste e repetia agora não, Fitz! sempre que o engenheiro se aproximava para lhe perguntar como ele havia chegado e escapado daquele futuro sombrio que a pequena Robin havia profetizado.

Foram recebidos por uma mulher de cabelo verde e um homem azul quando aportaram na Estação Espacial da SWORD. Identificaram-se como Abigail Brand e Hank McCoy.

- Seja muito bem-vindo, Enoch! É um prazer enorme revê-lo – a anfitriã proferiu, solícita, mas mantendo a postura durona digna de uma general.

- Como vai, meu velho? – perguntou McCoy com um sorriso amistoso.

- Muito bem.

- E o que o traz aqui?

- Pensei em poder contar com vocês para interceptar uma nave que se aproxima. E, se não for incômodo, dispor de sua hospitalidade durante o tempo em que tivermos de esperar. Deixe-me apresenta-los: este é Leopold Fitz e o que está se escondendo atrás dele é Lance Hunter... Que nem deveria estar aqui.

- Prazer... Hunter, solta! – exclamou Fitz, irritado.

Atrás dele, Hunter tentava se esconder, agarrando-se ao casaco que o amigo trajava, aterrorizado devido ao tamanho e aspecto do Dr. Hank McCoy.

- Por que está tão assustado? – indagou Enoch, fitando-o com um severo ar de desprezo.

- E quem disse que eu estou assustado? – tornou, ainda agarrando-se à jaqueta de Fitz.

Abigail e Hank entreolharam-se, procurando conter o riso.

- Claro que iremos ajudá-lo, Enoch. Já pudemos contar com seu auxílio tantas vezes que nem consigo enumerar.

- Eu vou guiar estes dois até seus alojamentos – Hank se ofereceu – Enquanto isso, Enoch pode falar mais para Abigail a respeito da nave que teremos de interceptar

- Grato! – respondeu Enoch com aquele típico ar polido.

Um sorriso divertido e debochado tomou conta das feições peculiares de McCoy enquanto guiava Fitz e Hunter até seus alojamentos.

- Desgruda, Hunter! – tentou o engenheiro mais uma vez, já farto do medo infantil que o mercenário estava demonstrando por seus anfitriões.

- Creio que estão famintos. Terão a oportunidade de se alimentar após se instalarem. Também vou ver se arranjo algumas vestimentas para vocês. Pelo visto, estão há dias usando os mesmos trajes.

- Seria ótimo! – Fitz observou.

- Será que eles têm comida pra humanos? – sussurrou Hunter.

O engenheiro revirou os olhos.

- O Dr. McCoy é humano!

- Jura? Ele não se parece em nada com um.

Fitz repreendeu o amigo com uma leve cotovelada em seu estômago.

- Hey!

Hank não pôde deixar de achar graça. Um novo sorriso curvou um dos cantos de seus lábios.

- Ele é um humano que sofreu uma mutação genética.

- Na verdade, eu já nasci com uma mutação genética. Ela só evoluiu com o passar dos anos... E com a ajuda de um soro que deveria, supostamente, me curar. Mas todos cometem erros – deu de ombros – É bom vê-lo novamente, filho.

- Bom ver o senhor também.

- Peraí, você o conhece? Como assim, você conhece todo mundo? – tornou Hunter, com espanto.

- O Dr. McCoy já presidiu algumas palestras e conferências que assisti na época da Academia. Mas ele ainda... Bem... – Fitz coçou a nuca, sem saber se Hank estava de todo confortável com aquele tópico.

- Pode falar. Eu ainda me parecia com o que vocês chamam de humano normal.

- Hey, eu não quis ofender – o mercenário foi rápido em ratificar, as mãos espalmadas para frente, como em um gesto de defesa.

- Eu entendo, garoto. Já me acostumei com a surpresa e o temor das pessoas – disse, tranquilamente. De fato, não parecia ofendido.

Prosseguiram em silêncio durante o restante do caminho, até os alojamentos.


Notas Finais


Jemma dá as caras no próximo =)

*Para quem também lê Academia SHIELD, deve ter aparecido a notificação do capítulo 13, mas ele (ainda) não existe. Isso de postar duas fanfics ao mesmo tempo dá uma tremenda confusão e eu acabei postando, acidentalmente, o segundo capítulo desta fanfic como o 13 de Academia (agora devidamente apagado)... Sabia que isso ia acontecer, mais cedo ou mais tarde =P


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