História O vale dos Walkings - Sasunaru - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Visualizações 18
Palavras 1.079
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Onde tudo começou!


Fanfic / Fanfiction O vale dos Walkings - Sasunaru - Capítulo 1 - Onde tudo começou!

AO ABRIR OS OLHOS Naruto tentou entender onde estava. 

A cabeça e o corpo todo doíam demais, ele mal conseguia se mexer. Demorou um pouco, mas lembrou-se do que havia acontecido. Sofrera um acidente de carro. Tentara manter o veículo sob controle, mas fora impossível. A caminhonete praticamente empurrara seu carro para fora da pista, e em decorrência, ele perdera os sentidos. Mas, estranhamente, ninguém veio socorrê-lo, nem ambulância ou carro dos bombeiros. 

Foi quando o Uzumaki se deu conta de que ainda estava dentro do carro. Ao olhar para os lados, via apenas o mato alto, que tingia de verde toda a paisagem. Logo à frente, muito capim, e pouco adiante, uma árvore ressecada, quase sem folhas, uma visão fantasmagórica que tornava a cena ainda mais desesperadora. Então, um pensamento surgiu de sobressalto: Onde estava sua família? Sua mulher, seus filhos? Sua última lembrança era dos gritos das crianças, chorando apavoradas, pedindo para ele ir mais devagar. 

Sua esposa também gritava, ora falando para ele desacelerar, ora implorando que ele pisasse mais fundo no acelerador. Depois de alguns instantes de verdadeiro pânico, Naruto lembrou o óbvio: olhar para trás. Estavam todos lá. Mas estariam bem ou feridos? Teria acontecido algo pior? Reuniu coragem e olhou por sobre o ombro direito. Sua esposa, Hinata, estava sentada no banco de trás entre seus dois filhos, Boruto e Himawari e pareciam bem. Naruto começou a se sentir mais aliviado, mas o que poderia ser bom começou a parecer uma visão assustadora. Os olhos de Hinata fitavam o teto do carro, praticamente sem piscar, e dançando nas órbitas de forma frenética, inquietos, expressando um terror silencioso que provocou em Uzumaki um intenso calafrio. Ao lado da esposa, as crianças estavam acordadas também, cada qual com a cabeça encostada em um dos ombros da mãe. Elas se mantinham completamente imóveis e silenciosas, como se tivessem medo até mesmo de respirar.

 —Vocês estão bem? — Mas Naruto tinha certeza de que já sabia a resposta. 

—O que está acontecendo? —perguntou Hinata, após uns trinta segundos de hesitação. 

Parecia que, finalmente, ela saíra do estado de choque, e ficava olhando para todos os lados, frenética, alerta, esperando por alguma surpresa que pudesse vir de qualquer direção. 

— Não sei, acho que saímos da estrada durante a fuga... Não me lembro bem. Faz tempo que estamos aqui? — Naruto tentava se desviar da pergunta da esposa. 

— Nós caímos do viaduto, pai. Até o airbag abriu, olha só. — Boruto, o filho mais velho, apontou para as duas bolsas brancas murchas que brotaram do painel e do volante. 

—Tem razão, filho, deve ter sido uma queda e tanto... Mas não consigo me lembrar direito. Faz muito tempo? 

— Acho que mais de uma hora —disse o filho, inseguro.

—Nós tentamos chamar vocês, mas nenhum dos dois respondia. Ficamos com medo! 

—Uma hora! Eu desmaiei mesmo, então! — Perplexo, Naruto olhou para cima e notou que o filho tinha razão, pois, uns quatro metros acima, dava para ver a beira do viaduto e um pedaço do guard rail* balançando, bem no ponto onde o carro despencara do viaduto rumo ao matagal. 

Naruto se lembrava de estar em alta velocidade no anel viário, desviando-se dos carros, das pessoas, tentando fugir da turba furiosa que os perseguia. O anel viário é a principal ligação entre os eixos norte e sul de São José dos Campos, dando acesso à via Dutra. Era para lá que seguiam quando Uzumaki perdeu o controle do Elantra e despencou do viaduto. Seu objetivo era ir para a casa de sua mãe, em São Paulo, mas o acidente aconteceu antes mesmo de chegar à rodovia. 

— Papai, eu quero ir para casa —resmungou Himawari, a caçula da família. —Vamos sair daqui, estou com medo! 

— Filha, nós vamos sair daqui, sim, só preciso ver como a gente vai fazer isso. Mas não podemos voltar pra casa agora, temos de descobrir o que está acontecendo... 

—Quem eram aquelas pessoas, papai? Por que nos atacaram? —perguntou a menina, com medo no olhar, como se estivesse revivendo os momentos de pânico ocorridos horas atrás. 

— Naruto, o que está havendo? O que eram aquelas... coisas? Por que fizeram aquilo, por que... nos atacaram? — Hinata quase sussurrou a última parte, tentando não assustar ainda mais as crianças, como se isso fosse possível. Ela evitava usar a palavra assustadora que antes empregara para definir aqueles seres. 

—Não sei, amor, nunca vi nada igual. Só sei que não podemos ir para casa. A nossa rua parecia uma praça de guerra, temos que tentar... — Antes que Naruto completasse a frase, eles começaram a ouvir gritos. Uma mistura apavorante de berros, urros e gemidos vindos do viaduto. Ao que parecia, estava sendo travada uma verdadeira batalha logo acima de suas cabeças.

 —Temos que sair daqui agora! — Naruto soltou o cinto de segurança. Sua cabeça doía, e ele se sentia nauseado, mas finalmente o torpor desapareceu ao perceber que ainda estavam em perigo. 

—Não quero, estou com medo! —reclamou Himawari, num tom de voz perigosamente alto. 

—Eu quero que você obedeça ao seu pai, Himawari! E fica quieta, antes que alguém nos ouça e... — Naquele instante, um estrondo apavorante se fez ouvir logo acima deles, e o teto do carro afundou quase dez centímetros para dentro da cabine. Todos berraram ao mesmo tempo, num misto de terror e perplexidade. Em seguida, uma criatura caiu do teto, desajeitada, sobre o capô do veículo. 

Algo que simplesmente não existia até aquela tarde de sábado, um personagem saído diretamente dos confins do inferno, nascido para uma vida maldita, naquele dia que seria lembrado geração após geração. O dia em que o reinado da raça humana chegara ao fim como espécie soberana na Terra, após milênios de dominação. O ser olhou para a família apavorada dentro do carro. Todos começaram a gritar e falar ao mesmo tempo. Mas aquela criatura não entendia nada. 

Não havia nela nenhum sinal de humanidade. Nenhum sinal de sanidade. Apenas dois olhos brancos, leitosos e emoldurados por um rosto feroz, alucinado. Olhos vazios e mortos. E, acima de tudo, olhos famintos. Instantes depois, a criatura espatifou o para-brisa e conseguiu entrar no veículo. E, quando isso aconteceu, os gritos atingiram um patamar ensurdecedor. Depois, tudo ficou silencioso. Um silêncio horripilante, quando todos ficam sem nenhuma reação. Os segundos pareceram intermináveis; e aqueles segundos cheiravam a morte... 

* Barra de metal, localizada na lateral de estradas ou rodovias, para proteção.


Notas Finais


Espero que gostem do primeiro capítulo. Sei que foi meio choxo mais de acordo ao longo da one vai ficando espetáculo. Por enquanto vai ser pequeno dependendo do resultado ela passa a ser fanfic. Então e isso e espero que gostem beijinhos manas


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...