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História O Valor da Humanidade - Capítulo 5


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Notas do Autor


Sejam bem vindos ao Capítulo 4 (Prólogo não conta) da minha história.

Como podem ter percebido eu modifiquei o nome para um mais adequado, segundo o caminho que estou seguindo. Estou pensando em modificar a sinopse também, mas por enquanto ficará essa mesma.
Esse Capítulo era para ser o final do arco "Experimentos e Vampiros" (É o nome que dei na minha cabeça :v), mas como esse capítulo ficou grande, eu decidi que o arco terá mais um capítulo e depois será o Interlúdio, com o protagonista descobrindo sobre a morte de seu pai.

Bom, eram esses os avisos que eu tinha que dar, então vamos ao capítulo.

Eu não sou dono dos personagens, apenas dos criados por mim para essa história.

Capítulo 5 - Cercados


Fanfic / Fanfiction O Valor da Humanidade - Capítulo 5 - Cercados

Estavam com as costas coladas uma na outra. Diante de uma horda de monstros, não havia como fugir. Aquela era a batalha decisiva para os garotos, a prova de que seu treinamento tinha valido apena.

E apena o treino valeu.

Barulhos de disparos ecoavam pela região. Freed disparava como nunca , derrubando um atrás do outro. Mas mesmo com a vantagem da pistola não conseguia impedir a horda de avançar. Sendo obrigado a partir pro combate corpo a corpo, tinha deixado sua técnica de espada para o lado. Lutava como nunca antes. E isso o alucinava.

 No treino era ensinado diversas formas de técnicas, era monótono. Porém apresentava resultados positivos na hora de combates, de certa forma,  competitivas, entre os estudantes. Mas aquilo era treino e isso era a vida real. Eles não tinham chance de entrar em forma após cada golpe. A Demora poderia custar a vida.

E por causa disso os dois abandonaram as técnicas e golpeavam como bárbaros.

Para Freed isso era perfeito, afinal, ele nunca tinha sido muito bem com as formas e técnicas da espada, ele preferiria muito mais improvisar no meio da batalha.

Para Adam isso era terrível. Diferente de Freed que fora criado artificialmente e treinado para ser um guerreiro da igreja desde criança,  Adam não estava acostumado com situações assim, onde ele provavelmente iria acabar morrendo. Freed só conhecia a vida de batalha, Adam conhecia a vida por como ela era. Tanto por experiência em sua antiga vida quanto nessa.

Outro problema que enfrentará era que não estava acostumado com lutas desse tipo. Nos treinamentos ele sabia, mesmo que inconscientemente, que não iria ter risco de morte. No pior dos casos ele iria desmaiar e ser tratado por médico. Mas essa não era a situação de agora. Para ele, seu mestre estava longe e  poderia estar enfrentando o mesmo problema. Em sua percepção, suas chances de viver estavam ficando menor e menor.

No começo da batalha, Adam lançava com precisão suas chaves negras, acertando a cabeça de várias criaturas. Mas conforme elas foram se aproximando, o coração de Adam começou a acelerar e seus golpes não tinham a mesma precisão, chegando errar várias vezes.

Sua respiração ficava mais e mais ofegante conforme cada golpe que dava. Não devido ao cansaço, mas sim ao pânico que sofria, cada golpe que errava ele ficava mais e mais nervoso.

Em seu estado de pânico, pensou em flutuar e atacar as criaturas de cima. Mas rapidamente repreendeu esses pensamentos. Se ele acabasse voando, iria abandonar Freed que teria suas costas vulneráveis, esse pensamento o fez abandonar a ideia de fugir. Mas ainda tinha o problema de que as criaturas pareciam aumentar, mais e mais.

Se lembrou então dos diversos atributos especiais das Chaves Negras. Apesar de estar completamente nervoso, se lembrava de como utiliza-los. De suas cinco habilidades, apenas duas eram uteis no momento. A Habilidade incineração e petrificação, entre essas duas, não precisou de muito tempo para escolher qual utilizar

“Queime até as cinzas, Ritos Cremais!!” Fez um rápido encantamento e lançou o máximo de Chaves Negras de um vez.

No momento que as chaves perfuraram as criaturas, elas entraram em combustão espontânea. Adam contou que ao menos, uma dezena das criaturas foram acertadas pela técnica. Percebeu, também, que quando as criaturas começaram a queimar, as outras criaturas pararam de avançar, olhando com o que pensou que fosse, choque e pavor, para seus companheiros em fogo. Foi naquele momento que Adam supôs que talvez, as criaturas não eram irracionais conforme ele pensava.

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Freed, enquanto isso, estava numa situação um pouco complicada. Estava lutando com várias criaturas de uma vez no corpo a corpo. Tendo maior dificuldade na hora de golpear com a espada, sendo obrigado a utilizar mais e mais a arma que também não era tão efetiva. Largando a espada de luz, Freed golpeou uma das criaturas com um soco na barriga,  em seguida desferindo um tiro em sua cabeça.

Se virou rapidamente para o lado, disparando contra uma das criaturas que queria morder seu pescoço. Jogou seu corpo a frente, levantando a perna para trás na maior altura que conseguia, acertando o queixo de outra criatura. Jogou seu corpo para o lado, caindo de costas no chão, puxou outra pistola e liberou uma carga de disparos contra a criatura,  eliminando-o também.

Ainda deitado no chão, não tirava o dedo do gatilho, disparando o máximo possível contra as diversas criaturas que se aglomeravam na sua frente.

Balançou seu corpo para trás e se impulsionou para frente, voltando a ficar em pé. Golpeou uma das criaturas com a pistola, atirando em seguida com a outra.

Para Freed aquele era o melhor momento de sua vida. A Adrenalina que corria em suas veias o viciava no sentimento. Cada criatura que ele eliminava,  sentia-se mais e mais poderoso, como se ele tivesse a vida delas na palma de sua mão. 

Com um sorriso no rosto, deu uma cabeçada em uma das criaturas que vinha em sua direção.  Sangue do Nariz da criatura o acertava no rosto. Aquela era uma cena magnífica para ele.

Perdido em seu prazer, o garoto não percebeu uma das criaturas se jogando no chão e o agarrando a perna esquerda. Não mais em transe, Freed disparou contra a criatura que mesmo ferida, não o largava. Diversas outras criaturas se jogavam em cima do garoto, que apesar de ter eliminado várias delas, não tinha como sobrepor diversas criaturas, de porte adulto, ao mesmo tempo. Caindo no chão, chamou  por socorro de Adam.

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Após as criaturas saírem do transe ao verem seus companheiros serem queimados, avançaram tudo de uma vez.

Adam conseguia contar as dezenas de criaturas em cima dele, enquanto cortava um após o outro.

Com o passar do tempo, ele perdia mais e mais espaço para as criaturas, que chegavam mais perto do mesmo. Não demorou muito para ele perceber a mesma coisa que Freed percebeu. A espada havia se tornado inútil naquela situação. O que era algo que não ajudava a sua situação de pânico.

Nervoso, decidiu abandonar sua espada. Começou a dar golpes com seus punhos, que mal faziam dano nas criaturas, que pareciam rir de sua tentativa. Insultado, puxou uma Chave negra, e golpeou no chão, quebrando-a no meio.  Com metade do tamanho, recitou o encantamento novamente,  e começou a golpear as criaturas fazendo-as entrarem em combustão.

 Era uma boa tentativa, utilizar a fragilidade da chave negra para ter uma lâmina de menor porte. Mas essa fragilidade que lhe deu um alivio temporário, também foi sua ruína.

Desferindo um golpe horizontal no braço de uma criatura, fez com que a lâmina quebrasse novamente. Mas dessa vez se tornará inútil. A criatura entrou em chamas, mas isso não foi uma boa troca nos olhos de Adam, que no meio da batalha tinha esquecido um detalhe muito importante das Chaves Negras. Elas são armas de perfuração, não de corte. E isso custou a batalha para ele.

Assim que a arma se quebrou, as criaturas não esperaram. Jogaram-se em cima do garoto, dando socos em seu rosto e em sua barriga, quebrando seus dentes e o deixando sem ar. A Dor que sofreu era tanta que  não escutava os gritos de ajuda de Freed.

Uma das criaturas, que Adam percebeu ser de um homem nos vinte anos, se aproximava de seu pescoço, até que um clarão tomou conta do local.

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Adam foi o último a acordar.

Se levantou com a adrenalina da batalha em suas veias, já socando a primeira coisa que viu a frente. Para sua felicidade e infelicidade, quem ele havia socado era seu mestre, que havia segurado seus socos com a mão.

“Seus reflexos estão bons.” Foi o que escutou de seu mestre. “Que bom que não se feriu gravemente”

Havia alivio nas palavras de sue mestre.

Finalmente se acalmando, observou o lugar. Ele estava em um grande salão, com várias pilastras pelo local. Encostado em uma das pilastras, estava Freed que estava tomando uma garrafa de água. Olhou para os lados e encontrou uma janela. Olhando para fora, percebeu nuvens ao céu. Retomou o olhar para seu mestre.

“O-oque aconteceu?” Perguntou, um pouco aflito.

“Vocês foram atacados por uma cidade inteira de Ghouls.” Respondeu, enquanto retirava de uma sacola uma garrafa de água. Entregou para Adam e continuou a explicação. “Devo admitir que lutaram  bem diante da situação... Eliminaram mais deles do que eu esperava”

O Garoto abriu a garrafa de água e a colocou na boca bebendo o máximo possível. Estava com sede e com dores na boca.

“Você estava vendo tudo?” A voz de Freed cortou o silêncio. Assim que David assentiu, ele continuou. “E por que não nos ajudou antes?!” Era possível ver a raiva por trás das palavras do garoto. Que apesar de ter sentido um prazer como nunca, ainda sofrera nas mãos dos Ghouls que quebraram uma de suas costelas.

“Vocês precisavam de experiência no campo de batalha. Para verem suas próprias fraquezas e as supera-las.” Apesar da raiva de seu estudante, o exorcista mantinha um tom calmo  enquanto explicava. Sabia que iriam ter uma reação parecida e estava preparado. “Como você percebeu que não deve se distrair no meio de uma batalha.”

Assim que David terminou de explicar, Freed corou levemente e virou seu rosto. Ele não tinha culpa de ter se sentido tão vivo que não percebeu a criatura o atacando por baixo.

“E você, Adam.” Se virou agora para o outro aluno. “Temos muito que treinar quando voltarmos para o Vaticano.”

“C-certo”

Seu mestre deu um suspiro.

“Mas isso vai demorar pra acontecer.” Isso atraiu a atenção dos garotos.

“Como assim, mestre?” Perguntou Adam, confuso.

“Sabem como Ghouls são criados?” Os dois garotos balançaram a cabeça negativamente. “Ghouls ,são criados quando vampiros injetam seu próprio sangue em um humano. É um processo similar ao de sugar sangue, mas invés de sugar o sangue da pessoa, eles “adicionam” seu próprio sangue na presa. Isso faz com que o Humano perca seus sentidos e consciência e se tornem bestas assassinas. Mas como podem imaginar um processo desses, deve ser realizado manualmente pelo Vampiro. E suspeito que a cidade inteira foi transformada em Ghoul, o que nos traz para o problema atual...”

“Como os Vampiros conseguiram transformar uma cidade inteira de humanos, sem que ninguém percebesse?”

Os dois garotos estavam calados, pensando no que ouviram.

“Opção Numero 1: Nossos agentes na Igreja Ortodoxa estão sedentários. Opção Numero 2:  Eles fizeram durante a noite, e por pura sorte, ninguém percebeu. Ou opção Numero 3: Os vampiros acharam uma nova maneira de transformar humanos em Ghouls”

“Como podem imaginar, é provável que seja a opção Numero 3” David mostrava sua opinião para os garotos “E se esse for o caso, então, temos um problema totalmente novo nas mãos.”

Nem Adam e nem Freed decidiram perguntar o que significava. Eles já haviam chegado na conclusão de tal cenário.

Se os Vampiros conseguiram achar uma nova maneira de transformar Humanos em Ghouls, o que os impediria de construírem um exército deles? A Resposta dependeria da ação do grupo nessa missão.

“Acredito que estamos sendo observados.” David, novamente, cortou o silêncio. “A emboscada na estrada. A Emboscada de agora. Foi tudo planejado. Estão testando como os Ghouls lidam com exorcistas. Mas o que eu não entendo é o que é aquela criatura que nos emboscou na estrada, ela não parecia um Ghoul” Essa última parte o exorcista sussurrou para si mesmo.

“Qual o plano, mestre?” Freed se levantou do chão. “Estou pronto para ação!”

David se virou levemente para Freed.

“A Situação em que estamos se tornou Rank-A, talvez Rank-S. Originalmente era apenas Rank-C, podendo atingir Rank-B.” Respirou fundo e continuou “Vocês não estão prontos para lidar com a situação do jeito que ela está.”

“Como assim, Mestre?!” Freed perguntou indignado. “O Senhor nos viu lutando contra os Ghouls, nós conseguimos dar conta de vários. Então como não estamos prontos?!”

“A cidade de Rusé tem aproximadamente Cento e Setenta mil habitantes. Vocês mal conseguiram lidar com uma centena. Agora imaginem lutar com tantos Ghouls ao mesmo tempo.” David explicava de maneira calma para seus aprendizes, que estavam chocados com o numero de habitantes da cidade. “Essa quantidade de Monstros será difícil até mesmo para mim, que provavelmente terei de liberar todo o poder de Galantine para sobreviver”

Essa era uma informação importante. Até agora Adam tinha pensado em seu mestre como uma pessoa invencível, mas vendo-o admitir a dificuldade da situação lhe fez, assim como Freed, reconhecer o verdadeiro perigo da situação.

“O que podemos fazer?” Adam perguntou no lugar de Freed, que estava com os punhos cerrados e a cabeça baixa.

“Nada.” Sua resposta foi curta e rápida. “Eu colocarei uma barreira sagrada em volta do salão, isso era proteger vocês dos Ghouls até o reforço chegar. Até lá, fiquem aqui.”

“E o que você vai fazer?” Dessa vez foi Freed quem perguntou.

“Eu vou investigar a cidade. Deve ter alguma pista sobre o que realmente está acontecendo”

Dessa vez, Adam que se levantou indignado.

“Mas o senhor mesmo disse que não conseguiria dar conta de todos os Ghouls ao mesmo tempo.”

“Se você quiser matar uma cobra, corte sua cabeça. Esse é um ditado popular no meu país natal. E o que quero dizer com isso é que não vou enfrentar os Ghouls, eu vou procurar o responsável por isso e achar respostas” Assim que terminou a explicação, o exorcista se ajoelhou e uniu suas mãos em uma prece.

Ambos os garotos ficaram olhando o seu mestre, ao que parecia, estar rezando.

Após alguns minutos, ele se levantou e se virou para seus alunos. Uniu novamente as palmas, dessa vez quando se tocaram, uma onda de energia sagrada surgiu e se expandiu, cobrindo a sala em sua totalidade.

“E por favor, fiquem aqui dentro.” E com isso, David sumiu.

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Haviam se passado algumas horas desde que David deixou seus aprendizes e partiu para buscar respostas. No começo ficou se perguntando se era a melhor escolha, mas chegou a conclusão de que eles estariam melhores na barreira sagrada. Olhou seu relógio e viu que já era umas Cinco Horas da tarde, em questão de algumas horas o reforço iria chegar, enquanto isso, deveria continuar procurando.

Correu de um beco para outro, evitando os Ghouls que rondavam pela cidade.

Olhou atento para o beco. Não parecia nada fora do comum, havia várias latas de lixo na lateral. Mas isso não parecia importar, pois o chão estava tomado de lixo de origem orgânica. Era incrível a falta de respeito que tinham pela própria cidade.

O que atrairá sua atenção era que havia rastros de magias no local. Algo que passou horas procurando. Bom, para dizer a verdade, não. Tinha encontrado vários becos parecidos com a mesma assinatura mágica. E em todas ele percebeu que era uma trilha vazia.

Mas esse beco era diferente.

Nos outros becos o traço de magia estava desaparecendo quase totalmente. Mas esse não. O Traço mágico era forte. Ele tinha finalmente achado uma pista sólida, aparentemente havia uma base subterrânea.

Caminhou para o fundo do beco e encontrou uma runa feita de sangue. Apesar de ser uma língua antiga, ele conseguia entender o básico por trás da runa.

Se agachou para analisar melhor. Ficou alguns segundos tentando traduzir a Runa, e quando terminou, retirou de seu jaleco um talismã. Botando o objeto de maneira que sobrepujava a runa, recitou uma prece rápida, que ativava o talismã.

A Resposta foi imediata.

Um tremor tomou conta do local. David se agarrou em um dos lixos para continuar de pé. De repente o chão começava a abrir, revelando uma escada que levava para o subsolo.

De longe escutou gritos das criaturas que corriam em sua direção.

Assim que o chão se abriu por completo, puxou o talismã e desceu correndo as escadas. Atrás de si, escutará a passagem se fechando novamente.

No momento que a passagem se fechou, o breu tomou conta do lugar. Estendendo sua mão para o lado, invocou sua espada novamente. Como sempre, se sentiu confortável quando segurou a espada.

Apesar da escuridão do local, quando a espada fora invocada começou a  emitir um brilho leve, iluminando parcialmente o local onde estava. Reparando  no local, não pode deixar de xingar o criador dessa base, por fazer a mesma no esgoto da cidade. Isso mesmo, estava no esgoto da cidade, com um pequeno “rio” cortando a passagem ao meio. Acho meio estranho a existência do rio, já que ele não existia até a passagem se fechar. Considerou que talvez a passagem bloqueasse o córrego.

Balançou a cabeça negativamente. Agora não era hora de ficar pensando tanto nisso.

Com a espada iluminando o caminho, seguiu adiante. Caminhou por alguns minutos, até que chegou em uma divisão de caminhos. O Túnel que seguia se abriu em três outros caminhos da direita, esquerda e do meio. Estralou os lábios seguiu o caminho da esquerda. Que emanava um pequeno rastro mágico.

Continuando a caminhada por outros minutos, se deparava com uma abertura repentina do túnel, que até agora era um tanto estreito. A primeira coisa que chamou sua atenção fora o esgoto tomando conta do meio do salão. No entanto não era suficiente para chegar na parte elevada, onde David estava. Um pouco mais a frente notou um homem de aparência inusitada.

Estando em seus Um metro e Setenta e Sete centímetros de altura, o homem estava de olhos fechados.  Sua pele era  pálida, tão pálida quanto a lua. Seus cabelos, em contraste com sua pele,  eram de coloração preta. Apresentava uma franja que cobriam parcialmente as laterais de seu rosto. Também era perceptível, olheiras em seus olhos. Suas vestimentas eram tão inusitadas quanto o resto. Estava com o que parecia uma roupa militar branca,  com um cinto de couro que cobria parte de uma capa que estava em sua cintura. Assim como em sua cintura, ele apresentava uma capa branca em seus ombros, com o capuz puxado para trás. Ao todo, parecia estar usando uma vestimenta militar.

“Parece que o Gado chegou.” O Homem falou com uma voz séria, sem denotar nenhum outro sentimento. “Assim como o Mestre Ferid nos falou.”

Estava falando, aparentemente, com o ar. Enquanto falava, ele abria seus olhos, revelando sua pupila carmesim, que, apesar da escuridão, refletiam a luz da espada sagrada.

“O Sangue dele parece ser bom” Uma nova voz surgiu de trás de David “E segundo o demônio, não devemos nos preocupar em manter ele vivo.”

David virou  a cabeça levemente para trás, se deparando com orbes da mesma cor que o homem a sua frente. Devido a pouca luz no local, só conseguia ver seus olhos e a sua silhueta, diferente de seu companheiro.

“Vampiros” Falou baixo para apenas eles o ouvirem. “Arrependam-se dos seus pecados, e sua morte será rápida!”

O Seguiu seu ultimato foram a risada dos dois Vampiros.

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Já havia passado algumas horas desde que David sairá, e Freed estava com tédio. Não tinha nada para fazer ali, além de dormir e conversar. E ao que parecia, Adam já tinha escolhido qual dos dois fazer. Pensou em acorda-lo, mas decidiu não fazer. Não precisava ser ignorado, novamente, pelo companheiro de Treino .

Sentou no chão, apoiando suas costas pela pilastras e refletiu sobre a situação.

Durante a luta no centro da cidade, foi o momento em que mais se sentiu vivo, e isso o atraia. Desejava sentir o prazer novamente, mas por outro lado, sabia que era errado sentir prazer nessas situações. Bateu a cabeça na pilastra. Desde que “nasceu” foi criado para ser o exorcista perfeito, capas de utilizar a espada demoníaca, Gram. Mas ele falhou, não fora capas de utilizar a espada. Falar que não se importava com isso era mentira. Freed havia falhado no que era o motivo de sua existência. E isso o frustrava.

E além disso seu próprio mestre o chamava, mesmo que indiretamente, de um peso.

Dizer que não estava sentindo raiva era mentira. Quando seu mestre falou para que ambos esperassem aqui, teve o desejo de o esfaquear com sua espada. Ele deu tudo que tinha para seu mestre, mas pelo visto não era o suficiente.

Decidiu deixar esses pensamentos para o lado e tirar um cochilo para dar uma relaxada na mente. Mas não teve essa chance. O local onde estavam começou a tremer, como se fosse um terremoto. Freed se levantou e pegou suas armas.

O tremor de repente, cessou.

Freed soltou um suspiro e retornou a sentar. No entanto a parede, junto da barreira foram quebradas, e a criatura que tinha destruído o carro anteriormente apareceu.

Adam que se levantou assustado, lançou três Chaves Negras contra a Criatura. Que nem se moveu para desviar, apenas bateu nas lâminas as lançando para longe. Se manteve no local sem se importar dos projéteis de luz vindos em sua direção, que não faziam nenhum ferimento em sua pele.

O Hibrido esboçou um sorriso arrogante e avançou contra os exorcistas.  Apareceu primeiro na frente de Adam, desferindo um potente soco em sua barriga, o fazendo vomitar sangue e água no chão. Avançou em direção de Freed, desviando dos disparos com a pistola.

Frente a frente com a criatura, o exorcista sentiu medo.

A Criatura, então, pegou a pistola da mão de Freed e esmagou-a em sua frente. Com sua outra mão, deu um potente tapa com a parte de trás de sua mão, o lançando contra uma pilastra do salão, a quebrando.

Adam que até aquele momento estava de joelhos no chão, segurando sua barriga. Respirou fundo e jogou uma chave negra na sombra da criatura. Sabia que ela era rápida demais para acertar, apenas a arrogância a fazia receber os golpes. E Adam usou isso para seu próximo ataque. Mesmo com uma forte dor na barriga, ele lançara sua chave Negra na criatura, que nem se dava ao trabalho de desviar, e ainda soltará um riso quando a chave acertava sua sombra.

Tentou se mover para finalizar o garoto, mas não conseguia sair do lugar. A criatura estava confusa. Dessa vez quem riu foi Adam, que começou a realizar um encantamento em sua arma.

“QUEIME ATÉ AS CINZAS, RITOS CREMAIS!!” Finalizou o encantamento com um grito, lançando a espada logo em seguida. Que acertará a criatura em seu peito, sendo tomada em chamas logo em seguida. Gritos de dor era possível serem ouvidos da besta, que caia ao chão logo em seguida. “Usei muita energia, mas valeu apenas.”

Adam se apoiou numa das pilastras próximas e soltou um suspiro de alivio.

Mas o alivio durou pouco. Poucos segundos depois de suspirar, a criatura se levantará novamente. Dessa vez não estava sorrindo, estava em fúria. Os cabelos que a criatura apresentava anteriormente, não estavam mais em sua cabeça. Suas vestimentas estavam totalmente queimadas. E as partes brancas de seu corpo, estavam avermelhadas.

O Exorcista lançou vária Chaves Negras contra a Criatura, que desviava sem se importar, parando na frente do Garoto. Pegou a cabeça do mesmo dos lados e começou a aplicar força. Adam gritava de dor. Sentia o seu crânio encostando em seu cérebro, além de estar rachando. Sangue escorria de seus olhos e narinas. Percebeu sua consciência apagando, até que caiu no chão, sendo solto pela criatura.

Freed estava com raiva, não, ele estava com ódio. Fora ignorado pela criatura e tratado como se fosse lixo, foi a sua maior humilhação. A Criatura irá pagar. Se levantou da ruína da pilastra e achou o hibrido esmagando o crânio de seu colega. Apesar de não gostar do garoto, Freed não iria o deixar morrer desse jeito.

Com a espada em mãos, ele avançou. Assim que chegou perto, enfiou a espada em suas costas, conseguindo penetrar sua pela, mas não chegou a sair do outro lado. O Monstro ao sentir o golpe, largou o exorcista e se virou para o outro garoto, que retirou sua espada das costas da criatura.

Recuando o braço, a criatura lançou um potente soco contra Freed, que colocará sua espada a frente do golpe. No entanto de nada adiantará, pois a lâmina quebrava em vários pedaços com o potente soco da criatura, que não parava ali. Sendo jogado para o outro lado do salão  pelo soco da criatura, tentou se levantar novamente, mas sentia grande dores em seu abdômen e uma tontura profunda. Apoiado na parede, Freed se levantou e observou o monstro vindo em sua direção.

Tomado por medo e desejo de sobrevivência, um clarão branco tomou conta do local.

Assim que o clarão se dissipou, Freed percebeu duas armas em sua mão. Não sabia o que tinha acontecido e nem como conseguiu essas armas. Mas não iria deixar essa oportunidade para o lado.

O Hibrido que fora desorientado pelo clarão, mal teve tendo de reposta, quando fora atingido por duas rajadas de energia no peito, sendo potente o suficiente para lança-lo para fora do prédio.

“Uau, quem diria que essas belezinhas teriam tanto poder.” Freed soltou um sorriso e uma risada logo em seguida.

As duas pistolas eram parecidas, remetendo ao modelo de pistolas M1911 dos EUA. No entanto apresentavam uma lâmina angular na parte de baixo do cano, que ia desde o gatilho, até alguns centímetros depois do final do cano. O que diferenciava as pistolas eram a sua coloração. Uma das pistolas apresentava uma coloração branca com detalhes cinza e preto. Já a outra, tinha uma coloração predominante preta, com detalhes amarelos. Instintivamente sabia que a Pistola amarela, disparava projéteis e rajadas de Eletricidade Sagrada. E a pistola branca disparava projeteis de luz concentrada.

Freed estava com um grande sorriso ao perceber que seu Sacred Gear tinha finalmente sido ativado.

Cambaleando, seguiu em direção do corpo de Adam, que estava inconsciente. No meio do caminho, sentiu uma brisa gelada passando por si, e logo em seguida perdeu a consciência.

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“Quem vocês acham que são?” David perguntava sério. “Acreditam mesmo que eu perderia para seres como vocês?! Não me façam rir.”

David estava andando em  cima da água do esgoto. Na sua frente estava os dois Vampiros de antes, se segurando um no outro para se manter de pé.

“Maldito!” O Vampiro que anteriormente estava oculto pelas sombras, exclamou. Apresentava o mesmo uniforme que seu companheiro. Sendo um pouco menor que ele. Seu cabelo era de coloração roxa. Um de seus olhos estava aberto, com sua pupila carmesim encarando com raiva o humano. Já seu outro olho, estava fechado com uma trilha de sangue escorrendo pelo local. “Humano nojento, a gente vai matar você!”

O outro vampiro acenou com a cabeça, concordando com a afirmação do parceiro.

Ambos os vampiros se levantaram. O Vampiro de cabelo roxo, invocou uma alabarda para suas mãos, enquanto o de cabelo Preto puxava da bainha, sua espada. Ambos olharam um para o outro e acenaram a cabeça, como se tivesse concordando com algum plano.

“BEBA MEU SANGUE!” Ambos os vampiros exclamaram juntos.

O Resultado foi imediato. Da espada do Vampiro, três espinhos saíram do punhal, perfurando a  mão do mesmo. Já da Alabarda, várias videiras surgiam e se enrolavam na mão do Vampiro, perfurando  a região com seus poderosos espinhos.

“Vamos botar esse Humano em seu lugar, René!” O Vampiro de Cabelo roxo falou para seu companheiro, que acenava para o mesmo.

“Pelo visto ainda tinham um truque na manga” David falou com um sorriso no rosto “Venham!” Gritou para os Vampiros que avançaram imediatamente.

 

 


Notas Finais


Outro Cliffhanger. ¯\_(ツ)_/¯
Mas não se preocupe o próximo capítulo vai começar de onde terminou, com a luta entre David e os Vampiros.
Sim, eu dei um sacred gear para Freed. Eu tive vários motivos para fazer isso, mas o motivo principal foi para que ele tenha como acompanhar Adam em quesito de força. É um Sacred Gear original, criado por mim, e sendo baseado em Kanshou e Bakuya versão revólver do Arche Alter de Fate/Grand Order.
Creio que é isso que tenho que falar no momento.

Tenham um bom dia. :)


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