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História O vazio dos seus olhos - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


genteeeee
não me matem pela demora
a querida autora q vos fala resolveu arrumar mais um emprego e ficou total sem tempo
tipo, literalmente estou trabalhando manha tarde e noite

enfim, consegui um tempinho esse fds e escrevi mais um capzinho
espero q gostem

beijoooos

Capítulo 16 - CAPITULO XVI - Família


CAPITULO XVI

Naruto POV

Acho que já confessei que nunca tinha beijado antes daquela vez que Sasuke me pegou de surpresa em casa. E agora devo confessar que acho que ele já beijou antes, porque seu beijo é mesmo muito bom. Será que estou passando alguma vergonha? Sei lá, talvez beijando mal. A realidade era que eu não sabia o que fazer, como me movimentar, onde colocar minhas mãos, eu suava frio. Bom, pelo menos nos primeiros. 

Beijar deve ser algo que se aprende na prática, afinal eu estava ficando mais relaxado e seguro a cada vez. Devo dizer que eu não conseguia ser muito original e acabava imitando movimentos anteriores dele, mas acho que dava certo de qualquer forma. Pra mim dava mais que certo, era como o paraíso; eu só esperava que não estivesse sendo uma tortura péssima pra ele. 

Aliás, eu também não sabia como agir porque não esperava que Sasuke fosse tratar a situação dessa forma. Tipo, começar a me beijar no momento em que sentamos no sofá de casa e não parar até agora. Não que isso seja uma reclamação, claro, eu achei foi ótimo, eu só não esperava. Ele fugiu depois de me beijar naquela vez e agora faz isso? Seus planos são de brincar com meu coração, só pode. E, falando naquela vez, tudo foi muito rápido, eu percebi agora que é melhor ainda do que me lembrava. 

Infelizmente nos separamos quando meu pai surgiu na sala com um sorriso péssimo de quem me incomodaria com aquele fato pra todo sempre. Bom, pelo menos não era minha mãe ou talvez ela tivesse tirado uma foto e estampado um outdoor escrito “meu filho não é mais bv”. Sasuke disfarçou muito bem desviando o olhar e se sentando como se não estivesse fazendo nada até então, mas eu senti meu rosto fervendo enquanto tentava encarar meu pai. 

– Sua mãe me disse que seria bom pedir algo pra comerem – seu sorriso péssimo ainda estava lá, mas o respeitável professor Minato fingia não ter visto nada além do normal – Uma pizza serve?

– Sim… – respondi sem graça, mas tentando disfarçar também. Eu me acostumaria em algum momento a dividir aquela informação com minha família? Era estranho, mas por outro lado eu estava ansioso pra falar sobre a novidade pra todas as pessoas que conhecia. 

    Atormentei Sasuke durante todo o caminho de volta perguntando sobre meu pedido de namoro e, depois daquela nossa pequena conversa, ele aceitou. ACEITOU. E então o atormentei a repetir a resposta umas dez vezes pra que eu pudesse acreditar. Mas era real, ele tinha aceitado, era meu namorado agora. Só de pensar na palavra eu já tinha arrepios. 

– Pai – chamei sua atençao antes que ele saisse de vez pra cozinha. Meu coração estava disparado. Eu nunca sonhei com esse momento, nem esperei tê-lo assim de uma forma estranha, mas estava ansioso agora que o enfrentava. Estava feliz – Eu e Sas estamos namorando agora

Dizer isso em voz alta me deixa ainda mais feliz, era como uma confirmação oficial. Grudo a mão de Sasuke na minha como se pudesse mostrar ainda mais algo ao meu pai e vejo que o rosto do Sasuke também esta todo vermelho. Ele fica ainda mais fofo desse jeito. 

– Eu notei – papai respondeu primeiro em tom de brincadeira. Bufo sozinho enquanto ele ri, eu disse que ficaria me provocando pra sempre agora – Seja bem-vindo à família, Sasuke! E me diga se Naruto aprontar algo, nós daremos um jeito nele por você

Eu poderia ficar bravo porque meu pai estava me largando de lado ao invés de me defender num eventual problema, mas seu discurso tão pequeno já tinha deixado um sorriso no rosto do Sas. E um brilho em seus olhos. Aqueles olhos que costumam ser tão apagados, estavam acesos, mesmo que minimamente. Nada me deixaria mais feliz.

Assim que meu pai saiu, eu decidi que também poderia ser mais ativo. Se Sasuke podia começar a me beijar, eu podia me aproximar também. Claro, éramos namorados - é que acho que vou demorar um tempinho pra me acostumar. Puxo-o pelo ombro pra que se deite no meu colo; meu coração dispara quando sinto seu perfume tão perto e me sinto aquecido tendo-o assim grudado a mim. 

Namorar parece bom mesmo, papai estava certo. 

– Naruto… – sua voz volta a soar, mais séria que antes, sem que qualquer um de nós saia do lugar. Eu já estava acariciando seu cabelo sem nem perceber e, quando escutei meu nome, corei com facilidade. Enfim, assenti pra que ele continuasse – Obrigado por me salvar hoje

Aquela era a primeira vez que Sasuke tocava no assunto desde que saimos do hospital. Ele estava guardando tudo pra si, disfarçando, fingindo que não aconteceu, talvez juntando forças pra falar comigo. Senti seu corpo estremecer e encolher um pouco e juntei minha mão a dele outra vez, num sinal de apoio. 

– Você pode chorar se quiser – usando da frase que sempre ouvi da minha mãe e do tom terno que ela também sempre fez, me agarrei ainda mais a ele, tentando ser alguém confiável. Até aquele momento, Sasuke estava se mantendo forte, mesmo depois de sofrer tanto ele não tinha mais derramado uma lágrima. Quando termino, ele coloca tudo pra fora e um choro silencioso aparece – Nós vamos dar um jeito nisso, ok? Eu vou dar um jeito de te salvar de verdade, de tirar você desse lugar e encrencar todo mundo que te machuca de alguma forma. E, enquanto isso, eu vou estar do seu lado; vou estar sempre do seu lado, entendeu? Eu vou te ajudar a passar por essas coisas e vou te fazer mais feliz, então… Nunca mais pense em desistir, tá?

Eu ainda não sabia como aquele tipo de discurso saia de mim, eu que nunca consegui sequer defender um argumento direito. Talvez fosse porque era pra ele e com ele tudo era diferente pra mim. Seco seu rosto com cuidado e dou um beijo demorado em sua bochecha meio avermelhada. Quando Sasuke se vira pra mim outra vez, posso ver através de seus olhos. Posso ver novos sentimentos ocupando o vazio de antes. 

E que sensação incrível.  

– Meu irmão… – me assustei quando ouço sua voz outra vez, eu não esperava que ele fosse falar comigo sobre o assunto. Deve ser muito difícil, então apenas o escuto com atenção – Eu acho que ele sempre me odiou, desde que minha mãe foi embora. Ele diz que é culpa minha.

– Isso não é verdade! – eu nem sabia da história, mas não era necessário. É óbvio que um filho não pode ser o culpado pelo sumiço de sua mãe. 

– Mas meu pai confia nele, só nele. Itachi sempre teve tudo, sempre fez o que quis fazer. E eu queria a aprovação dele, eu queria que fossemos irmãos como aqueles dos filmes – os olhos de Sasuke estavam grudados no teto, como se ele quisesse por um momento ignorar minha existência e apenas desabafar – E ele é mesmo perfeito. Tinha as melhores notas na escola, arrumava boas namoradas, aprendia quantas línguas ou instrumentos meu pai quisesse, além de saber gerir a empresa mesmo sendo tão novo… Eu sabia que era o filho imperfeito e que meu pai nunca gostaria de mim, eu só não queria que Itachi fizesse isso, que ele me tratasse desse jeito – era ridícula a forma como eu acabava sem respostas. O que eu poderia dizer? Xingamentos contra seu irmão? Ajudaria em algo? Tudo que eu conseguia fazer era acariciar sua mão devagar e olhar pra ele da forma mais amorosa que eu conseguia – E nós dois brigávamos, mas eu ainda o respeitava. Só que, quando Deidara teve aquela ideia e Itachi não o parou, nem disse nada, meu mundo desabou. O meu irmão estava fazendo aquilo comigo e ajudando outras pessoas a fazerem pior. Eu me sentia feito lixo, eu tenho nojo de mim mesmo toda vez que isso acontece…

A forma como ele apertava minha mão e disfarçava toda a tristeza em seu olhar me machucavam mais que tudo. Toda aquela família, eu os faria pagar pelo que causaram ao Sasuke, nem que tivesse que persegui-los por anos sozinho.  

– Sas, eu espero que você saiba que não é nada disso que te dizem ou que te fazem sentir. Você é muito mais que isso, eles são os sujos e nojentos da história, por favor não acredite no contrário – eu não sabia o que dizer e por isso era tão difícil. Nunca tinha enfrentado uma situação parecida, nunca me imaginei enfrentando. 

– Me desculpe por ter te feito ver aquilo e por colocar você nessa confusão – sua fala era tão baixa e dolorosa que me irritava. Me irritava ver como o mundo podia ser cruel. Como nossas vidas podiam ter sido tão opostas?

– Sasuke-kun – ouço a voz da minha mãe e me assusto. Eu nem tinha a visto chegando e quando me dou conta ela já está abaixada em nossa frente, fazendo um carinho nas costas do Sasuke e atraindo sua atenção – Enquanto você quiser, nós seremos sua nova família e cuidaremos de você como uma família de verdade – Sas a encarava com os olhos brilhando, sem fugir como eu achei que ele faria. No final, os dois estavam abraçados – Quando estiver pronto, estaremos aqui pra te apoiar a mudar tudo isso, ok?

Minha mãe era realmente mestra naquilo… em dar novas esperanças.

 



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