História O Velocino de Ouro - Capítulo 1


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Artêmis, Fênix, Mitologia
Visualizações 4
Palavras 944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction O Velocino de Ouro - Capítulo 1 - Prólogo

Prestem atenção. Se por acaso pensaram que aqui veriam umas lutas com monstros de 3 cabeças, viagens em carruagens douradas e fulgentes ou qualquer coisa desse tipo, já aviso que isso não vai acontecer.

Opa! Pode esperar! Se você está lendo essa história, é porque ficou interessado. E pode parar de pensar "Ah, quem é esse cara que acha que pode estragar a minha alegria e depois me mandar continuar lendo?" 

Bem, deixe eu parar de delongar e me apresentar logo. Meu nome é Niklas, sou um semideus e nasci em Delos. Agora, vocês podem estar pensando "Caramba! Ele é um semideus! Isso deve ser muito legal!". Podem se surpreender, pois isso é um saco. Meu pai mortal morreu recentemente ao ir lutar na Guerra ao lado dos Gregos contra os troianos. Não se preocupem porque eu e ele não nos falávamos fazia tempo.

Quanto a minha mãe deusa, até um tempo atrás, eu não fazia a mais vaga ideia de quem ela era. Não tenham pena de mim, pois tudo que fiz nessa vida foi pescar, caçar e construir coisas sem o menor senso do que fazer com elas. Eu sei que minha vida não é tão mágica e divertida, mas digam de quem é? 

A única pessoa que sobrou é a minha irmã mais nova, Júlia. Ela ficou devastada com a morte do nosso pai e esqueceu do mundo e de seu constante passatempo de escrever poemas épicos em frente ao mar ouvindo os pássaros cantando. Se pra você parece um cenário perfeito para uma pintura, eu sugiro que sinta vergonha e mude o seu pensamento.  

Enfim, agora que eu introduzi toda a revolta quanto ao meu sangue, hora de contar uma pequena história que aconteceu comigo. Era uma vez um menino singelo e estulto que andava pela floresta. Um dia, ele acabou se deparando com uma perigosa e agressiva cobra. Ela sibilava, mostrando os dentes reluzentes e pingando veneno e a língua afiada e serpeante. Ela foi avançando conforme ele tentava recuar. Foi quando o menino tropeçou em uma pedra e caiu no chão, o que alertou a cobra. Ela saltou no bote e apontou os dentes para o pobre e indefeso garoto.

O que eu mais queria agora é dizer que o menino foi mordido e morreu pelo veneno. Mas não é o caso aqui.

Uma flecha se meteu entre o bote e a vítima, bloqueando o ataque da cobra. Mais flechas vieram dali e afugentaram o réptil rastejante para floresta a dentro. Pela luz poderosa do sol, sobreveio uma figura esplêndida. Seus cabelos loiros brilhavam mais que o fogo, seu corpo parecia uma obra de arte. Cada curva, cada detalhe, visível ou invisível, chamava muita atenção. 

Em sua cabeça, uma coroa feita com galhadas de cervos e flores ao redor, além de um enorme arco de madeira, com um fio prateado e uma lua minguante presa ao centro. Ela abaixou-se e ajudou o garotinho a levantar. 

- Machucou? - Disse a bela mulher. Os olhos azuis e atraentes poderiam hipnotizar qualquer homem que os encontrasse.

O menino encarou feito bobo a moça, que apenas deu um sorriso incrívelmente luminoso e o pôs em pé. Porém, ao ver o ferimento no joelho esquerdo, baixou novamente.

- Fique calmo. Isso não vai doer - Ela pegou um saco pequeno, amarrado em um laço idêntico ao fio do arco. Dentro, havia um pó prateado e brilhante, que poderia garantir uns bons dracmas a uma família de rua. A moça sacou um punhado e aproximou-o do ferimento do menino.

Como por milagre, quando a bela mulher retirou a mão da ferida, ali já não havia mais nada. O sangue, o corte, a dor e a sujeira haviam sumido completamente. Com toda a certeza não havia joelho mais limpo que aquele na Grécia depois do encontro com a moça.

- Tome mais cuidado - Ela riu alegre e depois se levantou novamente. Assoviou alto chamando sua montaria. Foi então que, da escuridão da floresta, emergiu uma bela e veloz corsa, com chifres feitos de ouro e pés de bronze. A moça teve sorte que nenhum comerciante viu o animal, pois ele seria facilmente vendido ao maior preço para conseguir comida - Agora preciso me retirar. Adeus, jovem Niklas - E montando a ligeira corsa, acenou enquanto o animal disparava pela floresta. 

Aquele menino sentiu uma felicidade imensa ao voltar para casa. Porém, quando contou ao seu pai a aventura com a cobra, a moça do arco e a corsa veloz, ele foi reprimido a não contar lorotas e foi castigado com uma bela surra. Entenderam o que eu disse? Quando os pais não acreditam nos filhos, tudo bem. Mas quando resolvem bater neles pelo sua falta de imaginação, é um motivo mais que suficiente para serem odiados. 

Enfim, com essa história fantasiosa e alucinante, eu desejava mostrar os segredos que o mundo escondem de você. Às vezes, as pessoas reclamam por não terem dinheiro para comer, ou por não terem um cavalo rápido, ou um jarro brilhante, ou até uma casa perfeita. 

Sabem do que eu reclamo? Do quão injustos são os soldados do Rei Hinos quanto aos sem teto estarem nas ruas. Do quão injusto é que eles batam as casas pedindo cinco dracmas todos os dias para poderem proteger a ilha, quando na verdade não o fazem.

Às vezes, tenho vontade de fechar a porta na cara deles por essas constantes chantagens, por sua falta de desenvolvimento intelectual e exceto de estupidez e covardia, porque acreditem ou não quando comerciantes estrangeiros chegaram a ilha com soldados, a primeira coisa que os nossos "protetores fiéis" fizeram foi se esconder em um lugar seguro. 



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