1. Spirit Fanfics >
  2. O vendedor de livros >
  3. Alguns pares de olhos

História O vendedor de livros - Capítulo 4


Escrita por: Almafrenz

Notas do Autor


Opa! Eis o quarto capítulo quentinho chegando para se agregar à rotina de leitura do sábado de vocês, pessoas amadas! Boa leitura e não esqueçam de alimentar a alma da Alma com comentários!

Capítulo 4 - Alguns pares de olhos


Fanfic / Fanfiction O vendedor de livros - Capítulo 4 - Alguns pares de olhos

Sherlock não quis conversar durante toda a viagem de Alnwick para Londres, recolheu-se para seu palácio mental e deixou um curioso e emburrado John aguardando o momento em que o moreno finalmente iria tentar por algum sentido no rumo daquele caso.

            Ao chegarem no 221B, no começo da noite, o detetive puxou o cachecol do pescoço, removeu o sobretudo e o paletó pendurando-os de qualquer jeito no encosto de uma cadeira, depois jogou-se na sua poltrona e dedicou-se a digitar coisas no teclado do seu celular.

– Ok. – disse John se jogando na sua poltrona em frente ao detetive. – Vai querer arrastar o mistério por mais algumas horas ou vai me contar o que está pensado sobre o endereço para o qual a boneca foi postada?

– Me dê mais alguns minutos, John. – Sherlock pediu sem desgrudar os olhos da tela do celular.

– Maravilha, não bastasse seis horas de silêncio de Alnwick até aqui e eu ainda tenho que te dar mais alguns minutos. – John reclamou se levantando. – Quando decidir que vai parar de me matar de curiosidade avisa, ok?

            O médico foi para a cozinha e pôs a chaleira para esquentar água para um chá, ele estava necessitando de um com urgência. Seus músculos estavam doloridos da viagem, sentia-se estafado e precisava tomar um banho e se jogar na cama, seria ótimo pegar uma boa noite de sono. Quando entrou de férias do seu trabalho, imaginou que poderia empregar os dias livres em bons momentos ao lado de Sherlock, mas sua ilusão não durou um dia, na noite do seu recesso o moreno foi eficientemente arrancado dos seus braços para correr atrás de assassinos... Mais do que nunca, John achava que o mundo era injusto com ele.

– Dois torrões de açúcar no meu, por favor. – o detetive pediu.

            John virou segurando a chaleira quente e percebeu que Sherlock estava sentado numa das cadeiras da mesa da cozinha há pelo menos cinco minutos o observando feito um gato orgulhoso esperando uma tigela de leite.

            O médico meneou a cabeça positivamente e preparou uma xícara de chá para Sherlock com os dois torrões de açúcar solicitados. Em seguida preparou o seu, com um terço de leite e um torrão e meio de açúcar e sentou para apreciar sua bebida quente que naquela noite fria, funcionava como um abraço aveludado nos seus músculos cansados.

– Ele não queria ser visto com a matrioska durante o encontro, por isso mandou a boneca para o próprio endereço, pretendia recebê-la quando chegasse. – Sherlock comentou depois de provar o chá.

– É mesmo? Mas isso soa estranho, não?  – John perguntou franzindo o cenho. – Por que não levar o pacote para o encontro?  Por que pagar para a boneca ser enviada para o próprio endereço em Londres? Se não queria levá-la para o encontro, não podia simplesmente deixar o produto pago na loja e pegar o pacote depois e voltar com ele?

– Eu estive pensando nisso essas últimas horas e só pude chegar a uma conclusão viável. – Sherlock declarou bebendo mais do seu chá.

– Qual?

– Ele não confiava nas pessoas com as quais se encontrou no dia em que morreu. Não eram amigos, estavam tratando de negócios e negócios bem obscuros devo frisar. O vendedor de livros achava que podia ser seguido. Por alguma razão acreditava que não devia ser visto portando o brinquedo antes e nem depois do encontro. Queria protegê-lo.

– É, pode ser, mas agora como vamos saber por que o vendedor de livros quis proteger um brinquedo de madeira? – John comentou bebericando seu chá.

– Entrei em contato por meio de mensagens com um funcionário dos correios e passei as especificações do pacote para que o localize para mim.

– O quê? Você está usando um funcionário dos correios para interceptar e desviar uma encomenda? – John quase engasgou com o chá.

– Ele me deve um favor, está muito feliz em poder me ajudar no caso. Vamos, John, você não fica feliz pela felicidade dos outros? – Sherlock perguntou encarando-o com uma expressão estilo “você é tão mau assim?”.

– Claro que fico feliz, mas isso é crime, sabia?

– Mero detalhe insignificante, o destinatário não está mais vivo e estamos evitando que a encomenda caia em mãos de um grupo cuja intenção pode não ser das melhores, veja por esse ângulo. – Sherlock comentou sorvendo mais do seu chá, fazendo uma expressão de bom moço.

            John balançou a cabeça negativamente enquanto ia até a geladeira pegar pão integral e geleia de morango para acompanhar a bebida, aproveitou e induziu Sherlock a comer algumas fatias, aquele corpo enorme precisava manter uma reserva razoável  de carboidrato e glicose, a comida que ingeriram durante a viagem não era nutritiva o suficiente e o médico não queria que o detetive entrasse numa crise de anemia e má nutrição.

            Depois do lanche, John juntou as louças e levou para a pia, não estava com ânimo para lavá-las, portanto, as deixou de molho, no dia seguinte daria um jeito naquilo. Quando virou para a mesa da cozinha, percebeu que Sherlock havia voltado para a poltrona perto da lareira, pronto para entrar em introspecção novamente.

– Negativo, Sherlock. – o médico disse indo até o detetive puxando-o pelo braço. – Você vai dormir! Uma boa noite de sono ajudará seu cérebro, pode acreditar nisso, eu sou médico.

– Mas, John...

– Sem “mas”, anda. – ordenou puxando-o com mais ênfase.

            Sherlock não relutou, levantou-se e se deixou guiar até o quarto que compartilhava com John.

– Eu vou tomar um banho antes de me deitar, e você trate de por um pijama bem confortável para descansar, está me ouvindo?

            O moreno balançou afirmativamente a cabeça enquanto desabotoava a camisa, pronto para obedecer. John riu e foi satisfeito para o banheiro, tirou a roupa sentindo o ar frio invernal espetar seu corpo nu o fazendo correr desesperado para dentro do box de vidro dentro do banheiro, jogando-se debaixo do chuveiro e recebendo uma deliciosa massagem da água morda após abrir a válvula metálica.

            John permaneceu uns bons minutos parado debaixo da corrente de água morna, sentindo uma paz sedosa penetrar sua alma transportando-o para dias dourados de verão em algum parque arbóreo de Londres onde planejava sentar no tapete verde do gramado com Sherlock ao seu lado.

            Como que invocado pelos pensamentos do loiro, mãos de dedos longos deslizaram pela lateral do seu corpo, fechando-se possessivas em seu abdômen, para logo em seguida fazê-lo sentir o peito do namorado grudar em suas costas e lábios quentes tocarem o lóbulo da sua orelha direita deixando-o intensamente arrepiado.

– Sherlock... – John murmurou sentido os lábios do moreno deslizarem pela lateral do seu pescoço.

– Eu também preciso de um banho, John.

            O detetive moveu  lentamente o corpo do médico dentro do seu abraço pondo-o de frente para si, dedicando-se a distribuir-lhe beijos abertos nos ombros, no comprimento do pescoço e maxilar, enquanto John alisava e massageava as costas do homem alto que estava comprometido em deixar aquele banho mais quente para os dois.

            Sherlock deslizou seus lábios pela maçã direita do rosto do companheiro e beijou calidamente a têmpora do médico, seguindo caminho pela testa, descendo pela maçã esquerda do rosto bronzeado, para em seguida plantar um beijo curto nos lábios entreabertos do loiro. John não ficou satisfeito com o beijo curto e puxou o moreno pela nuca para um encontro de lábios mais firme e prolongado onde, entre mordidas e sucções, as línguas visitaram-se dando boas vindas uma à outra enquanto os corpos molhados esfregavam-se buscando estimulação em cada mínima extensão de pele úmida.

            Em pouco tempo, junto com o chiado da água despencando do chuveiro sobre os corpos, pôde-se ouvir respirações profundas e entrecortadas que revelavam uma crescente urgência na busca por mais toques e intensificação do contato mútuo. O vapor provocado pelo deslizar da água morna na pele dos amantes, parecia emanar dos próprios namorados que friccionavam e enroscavam-se suspirando debaixo do jato lúgubre, como duas serpentes em perfeita harmonia.

            Sherlock deslizou seus dígitos para trás do corpo do namorado e apertou-lhe com força moderada ambas as nádegas úmidas fazendo-o gemer no meio do beijo que ainda compartilhavam sem pressa de romper. Com as mãos firmes na bunda do loiro, o detetive o  puxou para mais perto de si  apertando-o contra seu quadril, ondulando suas cadeiras fazendo com que as ereções se comprimissem deliciosamente, iniciando uma nova dança em que Sherlock guiava os impactos do quadril do companheiro de encontro ao seu esfregando-se com mais intensidade naquela região, passando ambos a gemer entre beijos debaixo do chuveiro enquanto as ereções recebiam uma delirante intensificação dos seus encontros e esfregões.

            Os minutos se deliciando com a valsa estimulante conduzida por Sherlock, quase fizeram o médico desaperceber o momento em que teve o corpo girando cautelosamente de encontro ao grosso e embaçado vidro do box. O vidro recebeu o contato do corpo ofegante do médico desenhando seu rosto, parte do peito, ombros, mãos e eventuais outras partes do corpo, apoiadas na superfície enevoada, formando uma tela sensual de um amante entregue ao seu parceiro.

            Sherlock distribuiu beijos pelas costas molhadas do namorado, esfregando e comprimindo as mãos pelas laterais do corpo do outro como se buscasse ascender chamas mais altas fazendo John murmurar e gemer apreciativamente ante a massagem excitante daqueles dedos longos e precisos na arte de excitá-lo.  

            Por alguns segundos John abriu os olhos de encontro ao vidro úmido após sentir-se abandonado pelo contato das mãos de Sherlock, mas logo em seguida, sentiu um cheiro de sabonete líquido invadir suas narinas e um raio de compreensão deslizou em sua mente inebriada: o detetive estava aplicando o produto no próprio pênis para usá-lo como lubrificante. John fechou novamente os olhos inalando profundamente o perfume do sabonete que a partir de então iria ficar gravado em sua mente junto com a lembrança desse banho a dois.

            Sherlock devolveu o toque de uma das mãos ao corpo do loiro massageando sua cintura com firmeza, enquanto a outra guiava seu falo rijo de encontro a entrada do namorado. John prendeu ligeiramente a respiração ao sentir a glande inchada do companheiro forçar a dilatação do espaço entre suas nádegas. Mordeu os lábios e ofereceu o corpo estimulando o moreno a seguir penetrando o membro duro e quente que aceitou o incentivo e seguiu abrindo caminho entre a abertura apertada, dilatando o trajeto até se enterrar por completo dentro do médico.

            Ao sentir o toque quente dos testículos do detetive em suas nádegas, John ofegou liberando a respiração que havia segurado enquanto era invadido centímetro a centímetro. O ardor da invasão irradiava ao longo das paredes retais até a borda da entrada que comprimia a circunferência farta da base do pênis do moreno fazendo-o liberar um gemido abafado. No instante seguinte, John sentiu os braços de Sherlock envolvê-lo, alisando lentamente sua barriga e peito, colando-se às suas costas para distribuir pequenos beijos cálidos em seu ombro, pescoço e orelha, numa clara tentativa de relaxá-lo.

            Em poucos segundos, o médico derreteu-se em suspiros e brandos gemidos, totalmente perdido nas carícias do detetive que aproveitou o relaxamento do corpo do parceiro para iniciar os movimentos dentro do loiro. Sua primeira investida foi lenta e com mudanças suaves de ângulo como se procurasse algo. Não demorou muito para que sua exploração meticulosa encontrasse o que buscava. O gemido engasgado que John liberou e o movimento atrapalhado das suas mãos deslizando no vidro na intenção vã de arranhá-lo, fizeram Sherlock ter certeza que havia encontrado o ponto certo no interior do companheiro. Os momentos seguintes foram delirantes para ambos.

Sherlock abraçou firmemente o corpo do médico por trás enquanto entrava e saia de dentro dele, indo o mais fundo possível, apertando sua glande contra a região de intenso prazer no companheiro. John arfava e serpenteava o corpo, contraindo os músculos internos que apertavam e relaxam-se em torno do pênis do homem que estocava sua entrada com ardente e crescente desejo, dedicando-se não só a penetrá-lo com vigor, como também a massagear e apertar os mamilos do loiro que  entregava-se à produção desinibida de gemidos e grunhidos sedentos que reverberavam no box do banheiro unindo-se aos engasgos e gemidos sôfregos do detetive.

John segurou com força as mãos de Sherlock que massageavam seu peito,  sentindo seu corpo se aproximar rapidamente do orgasmo enquanto era prensado repetidamente de encontro ao vidro pela força das investidas do detetive que já havia ultrapassado o nível de consciência dos próprios atos e agora invadia-o de forma instintiva, totalmente guiado pelo desejo libidinoso,  insano e primitivo da libertação orgástica, produzindo sons obscenos de penetração acelerada.

            A forma célere com que o falo túrgido e ensaboado de Sherlock deslizava no reto do companheiro provocou o surgimento de espuma entre as nádegas do médico, essa percepção divertiu o detetive fazendo-o rir entre um grunhido e outro pondo mais pressão sobre a próstata do namorado enquanto aplicava beijos abertos em sua nuca e ombros e intensificava a massagem nos seus mamilos ganhando altos gemidos e balbucios apreciativos em resposta, até senti-lo contrair-se violentamente esguichando seu esperma de encontro ao vidro onde seu membro era espremido impiedosamente pelos movimentos de penetração impostos pelo moreno.

            Respirando pesadamente enquanto o jato leitoso do seu gozo escorria pelo vidro, John forçou-se a ficar de pé, grudado na parede vítrea do banheiro para que Sherlock pudesse terminar também. Percebia que ele estava bem perto, podia deduzir isso por conta dos movimentos irregulares de seus quadris de encontro a suas nádegas, a pressão dos dedos longos em torno do seu corpo e a respiração áspera que o homem liberava em sua nuca molhada.

            Não demorou muito e Sherlock tremeu e mordeu seu ombro, enterrando-se até a base dentro do parceiro, desfazendo-se dentro dele enquanto liberava um alto som gutural seguido de pequenos e mornos grunhidos, dando curtas e irregulares estocadas espumantes no interior do outro, derramando-se em correntes escaldantes até a última onda de líquido seminal que escorreu misturado à espuma de sabonete por entre as pernas trêmulas do médico.

            O detetive sentiu o corpo formigar e parecer extremamente leve pela quase overdose de dopamina que os sexo no chuveiro com seu parceiro, lhe causou. Abraçou  mais forte o corpo do namorado por trás ofertando curtos beijos em seu ombro enquanto sentia a endorfina reequilibrar a ordem funcional dos seus pulmões e pulsos cardíacos engolfados em adrenalina, que sempre parecia querer fazê-los trabalhar como se não houvesse amanhã quando se entregava a esses momentos íntimos com John.

            Depois de se recuperarem do orgasmo, o dois homens se concentraram em terminar o banho entre eventuais trocas de beijos castos e afagos. Minutos depois a larga cama os recebeu e John pôde adormecer lânguido e relaxado com a cabeça apoiada no peito de Sherlock que deslizou para um sono reparador tão logo seus braços envolveram o corpo do companheiro.         

              Na calçada do 221B, engolido pela escuridão daquela noite fria, um vulto escuro parou atento ao número cravado na porta escura de madeira à frente, olhou em volta e atendeu o celular que vibrara dentro do bolso do seu casaco. Algumas palavras foram trocadas, um pedido foi feito por alguém do outro lado da linha, atendendo-o, o vulto escuro afastou-se o suficiente para fotografar a fachada do prédio, depois discou o comando “enviar” e alguém recebeu a fotografia do outro lado. Houve a troca de mais algumas palavras e então o vulto foi embora.

            Alguns pares de olhos observavam o 221B no meio da escuridão de Londres.

Continua...


Notas Finais


Pronto, enfim uma pimentinha nessa fic! (#autora bebe um copo de leite gelado com canela para aliviar os efeitos da pimenta#). Então? Apreciaram? Divertiram-se? Mereço a dedicação de alguns minutos do pós-leitura de vocês para ter acesso ao que vocês sentiram e pensaram? Bem, espero ter conseguido merecer isso, beijos e até o próximo sábado com mais novidades a respeito do caso do vendedor de livros!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...