História O verão mais estranho que vivi. - Capítulo 7


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Categorias It: A Coisa
Personagens Benjamin "Ben" Hanscom, Beverly "Bev" Marsh, Edward "Eddie" Kaspbrak, Georgie Denbrough, Michael "Mike" Hanlon, Pennywise - o Palhaço Dançarino ("A Coisa"), Richard "Richie" Tozier, Stanley "Stan" Uris, William "Bill" Denbrough
Tags Comedia, Fofo, Nãoterminada, Reddie
Visualizações 31
Palavras 1.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Preparam o coração.

Capítulo 7 - Amigos-pt1


Eu sinceramente caguei para o filme, ele era preto e branco, eu não entendi merda nenhuma, mas pelo visto foi engraçado porque todo mundo riu, inclusive o Eddie, então eu ri junto né...ia ficar chato. Quando eu e Eds saímos da sala no meio dos velhos ele começou a falar sobre a visão poética do filme e eu só concordei e sorri para ele, ele fica todo bonitinho falando sobre as diferenças de tratamentos entre homens e mulheres hoje em dia. 

 

Eu o deixei em casa lá prás sete e meia da noite, ele tinha hora pra voltar como sempre e quando chegamos na frente da casa dele eu vi a bola de gordura humana que ele chama de mãe no telefone...pobre pessoa que tem que ouvir aquela voz de bruxa do outro lado da linha.

 

Ele me deu um selinho de tchau e entrou em casa, eu esperei ele fechar a porta e comecei a pedalar até minha casa. Assim que chego no meu ninho e abro a porta dou de cara com o carão do meu pai.

 

-Oi filho!- Ele sorri para mim e eu estranho porque ele quase nunca sorri.

 

-Fala ae...- Fecho a porta de casa e vejo minha mãe aparecer atrás dele.

 

-Eu estava falando com a mãe de um amigo seu, eu esqueci o nome dele agora, mas eu e sua mãe vamos passar a noite fora e mesmo que você tenha quinze anos, não é bom que fique sozinho em casa, então ela deixou o filho dela dormir aqui e como agradecimento eu vou dar uma consulta de graça para ela.- Ele me diz de um modo calmo e eu só escuto.

 

Então basicamente eles vão sair e foder em algum lugar e chamaram o Stan para dormir aqui? Tá bom né...o Stan dorme bastante aqui então só pode ser ele.

 

-Tá certo pai...que horas o Stan chega?- Pergunto enquanto pego um copo d’água para beber.

 

-Ah não querido, não é o Stan, ele teve que viajar com seus pais...é aquele seu amigo pequeninho...ai como é mesmo o nome dele?...hum...ah sim! É Eddie!...O seu amigo Eddie vem dormir aqui hoje.- Minha mãe disse aquilo como se fosse a coisa mais simples do mundo.

 

Eu engasguei com a merda da água na hora, como assim? O Eddie vem dormir aqui? Eu e ele? Sozinhos...? MEU DEUS! O meu quarto tá um lixo! Eu não arrumo ele faz uns...dois meses por ai. Eu to fodido!.

 

-E ele vem daqui a uma hora. Tchau Richie!- Ela sai acompanhada de meu pai e a única coisa que eu consigo pensar é como que eu vou arrumar meu quarto em tão pouco tempo?.

 

OH MEU CACETE...okay...mas como que aquela bruxa liberou o Eddie pra vir aqui gente? Acho que a boca dela tá muito podre mesmo, imagina? Deve ter resto de carne morta de criança nos dentes dela...que dó do meu pai...

 

Pego um saco de lixo na cozinha e corro para o meu quarto, analisando bem a situação não vai ser tão difícil assim já que metade do que tem aqui é lixo. Jogo latas de refrigerante no saco, caixas de pizza, garrafas d’água, folhas amassadas de canções que eu tentei escrever, e roupas sujas, jogo tudo lá dentro e escondo tudo dentro do armário. 

 

Resumindo eu joguei tudo num saco e meti ele no armário, arrumo minha cama, termino de ajeitar a escrivaninha e olho para o relógio e vejo que faltam dez minutos para ele chegar.

 

Abro o armário e pego o pijama mais limpo que eu tenho, que se resume em uma bermuda azul marinho larga e uma camiseta preta igualmente larga, cato uma cueca limpa também e a porra da toalha em cima da cama, corro para o banheiro e tomo um banho extremamente rápido.

 

Saio do banho, me seco, troco de roupa e começo a escovar meus dentes tão rápido que sinto que minha gengiva vai sangrar a qualquer momento.

 

Assim que saio do banheiro escuto a campainha tocar e corro para a porta, assim que abro com uma ansiedade imensa dou de cara com um monstro. 

 

Eu me recuso a acreditar que essa coisa tá na minha porta...não é possível, ela veio aqui me matar? Eu nem sei o nome dela...eu chamo ela de gorda maldita mesmo.

 

-Espero que cuide bem do meu menino...ele é delicado, precisa tomar as vitaminas e sempre ficar com a bombinha nas mãos entendeu?- Ela fala comigo como se eu fosse a pessoa mais retardada do mundo...ah anjo a única bomba aqui vai ser a que eu vou jogar na tua fuça!. 

 

- Claro, pode deixar senhora Kaspbrak, vou cuidar muito bem do Edward!- Sorrio para ela com toda a falsidade que existe em mim.

 

Ela parece chocada com minha resposta e eu só quero dar uma na cara dela, depois de um tempo ela chama Eddie que estava dentro do carro e se despede dele com um beijo nojento na bochecha, logo em seguida a monstra sai da minha porta e eu a fecho em seguida.

 

Olho para Eddie que está com uma mochilinha nas costas e um sorriso lindo no rosto, acho que deve ser a primeira vez que ele dorme fora de casa.

 

-Tem certeza que você tem dezesseis anos? Parece um bebê feliz!- Sorrio para ele e pego sua mochila.

 

Vou em direção ao meu quarto e coloco sua mochila perto da cama e me sento nela em seguida, dou batitinhas no colchão e indicando para que ele sente ao meu lado.

 

-Ué...eu não posso ficar feliz em vir dormir na casa do meu amigo?- E ele fala com toda a inocência do mundo e eu sinto como se uma facada tivesse perfurado meu peito.

 

-Ah...não disse que não podia! Disse que era um bebê só...eu vou no banheiro já volto.- Sorrio para ele e saio em passos rápidos até o banheiro.

 

Assim que entro tranco a porta e me sento no chão deixando as costas encostadas na porta.

 

Eu não sei porque mas doeu muito, doeu muito ouvir aquela palavra sair da boca dele...”Amigo”...então ele me vê assim? Eu sei que não somos namorados, mas achei que ele me visse como algo a mais...achei que eu fosse mais especial que isso para ele.

 

Sem perceber lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto, e uma dor que eu nunca senti antes toma conta do meu peito, respiro fundo tentando controlar o choro que insiste em sair. É como se eu tivesse tomado um puta banho de água fria, eu não sei...eu fui bobo em achar que eu e Eddie fossemos alma gêmeas...ele é tão lindo e incrível...por que ele ia querer ficar com alguém como eu?

 

Eu sou feio, burro, só falo merda e não tenho nada a acrescentar na vida dele...talvez o melhor seja parar com isso agora...como ele mesmo disse somos amigos...e não devemos ser mais que isso...

 

Mas eu não consigo não gostar dele! Eu já tentei mas não é nada fácil...ele é tão lindo, fofo, carinhoso, cuidadoso e todos as qualidades do mundo que eu não consigo...

 

Mas se ele for ficar bem e feliz sem estar comigo tudo bem...afinal de contas como dizem...amar é deixar ir...e se for preciso eu vou deixar ele ir...mesmo que ele não seja meu...

 

-Richie...?- Escuto a voz de Eddie seguida de batidas na porta-

Eu estou sentado no chão do banheiro, chorando e o motivo está do outro lado da porta...

 


Notas Finais


A parte dois sai logo logo!


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