História O verdadeiro valor das coisas. - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo único: uma história peculiar


Emily estava deitada em sua cama, já havia tomado seu banho e escovado seus dentes, estava toda coberta e preparada para dormir, lutava arduamente contra o sono pois seu avô estava para chegar, ele lhe devia uma história( ela adorava as histórias do seu avô) e ela iria cobrar.

Após uma "eternidade de espera"( mais ou menos uns 20 minutos) ela ouviu a porta se abrir, pesados passos e cansados passos poderiam ser ouvidos pela casa, lentamente foram subindo as escadas, a pessoa arfava e tossia um pouco, cada novo passo ouvido na escada aumentava a expectativa da pequena garota, lentamente a porta do quarto se abriu e um enorme homem, bem robusto para sua idade com uma enorme barba grisalha pode ser visto a meia luz do corredor, ele olhou para o pequeno ser enroladinho em sua cama e deu um sorriso feliz de puro carinho, após isso ele foi entrando no quarto,- boa noite querida, você já devia estar dormindo-, ele beija a testa da garota, da meia volta e começa a sair do quarto, Emily franse o senho com uma cara contrariada e fala aos choramingos -mas vôvô, você me prometeu me contar uma história para dormir hoje, você vive fazendo isso, promete, promete e nada- depois que ela termina de falar vai lentamente abaixando a cabeça claramente se fazendo de "pobre criancinha triste" ensaiando até algumas lágrimas de crocodilo, o velho homem faz uma cara de derrota se rendendo a cena que deveria ser triste mas que acaba parecendo bem engraçada na cabeça dele - está bem mocinha, mas só uma e você vai dormir promete?-, ela abre um enorme sorriso quase pulando da cama de tanta alegria - prometo vôvô, prometo, vamos, vamos, conta a histora-, o senhor olha para a garota e pensa "como resistir a uma platéia como essa", ele puxa uma cadeira e começa a falar.


Vôvô: esta é uma história que aconteceu a um tempo atrás, naquela época eu não tinha funcionários na loja, logo eu tinha que fazer o serviço sosinho, acabava muitas vezes por dormir na loja.

Emily: nossa vôvô, devia ser muito cansativo.

Vôvô: bastante, mas eu amo aquela loja e as contas não se pagam sosinhas, muito bem, estava eu na loja a noite em uma dessas ocasiões de dormida obrigatória quando ouvi barulhos de conversa, eram vozes bem baixas, quase como sussurros, pensando ser ladrões peguei minha arma e fui andando lentamente.

Emily: nossa vôvô, mas o senhor não odeia armas?

Vôvô: claro que odeio, mas segundo a lei desse país eu tenho que ter uma arma na loja, enfim. Andei lentamente do meu escritório para o local dos sussurros, fiquei chocado quando não vi ninguém na sala, os barulhos haviam sumido, revisteiro a sala toda, não achei nada, mas como seu avô não é besta eu decidi fingir que ia voltar a dormir e fiquei no corredor esperando para ver o que acontecia.

Emily: e então vôvô, o que eram as vozes?

Vôvô: calma, paciência menina, como eu dizia depois de alguém tempo as vozes recomeçaram, depois de um tempo prestando atenção comecei a entender o que elas falavam e meus olhos haviam se acostumado com a escuridão, percebi de onde as vozes vinham e fiquei de boca aberta.

Emily: fala logo, não aguento esse suspense, fala logo, fala logo.

Vôvô: você não acreditaria se eu contasse.

Emily: vamos logo, para com isso.

Vôvô: as vozes vinha de um grupo de microfones.

Emily: como assim microfones falando?, conta outra vôvô, eu já tenho 8 anos, não vou cair nessa.

Vôvô: eu não disse que você não ia acreditar?,mas eles estavam sim, juro por tudo que é mais sagrado.

Emily: tá bom, tá bom, continua que apesar de mentiras a história está interessante.

Vôvô: ora se não muito audácia sua jovenzinha, me chama de mentiroso e ainda me vem com essa atitude debochada pra min, não vou contar mais história nenhuma.

Emily: desculpa vôvô, continua por favorzinho.

Vôvô: bem melhor, como eu disse eram microfones de conversavam, haviam quatro deles, eles eram daqueles microfones caros profissionais, alguns mais antigos que outros, além deles havia um microfone de brinquedo, desse que vem com cachinha de som e tudo, os microfones caros estavam jogados numa prateleira, já meio empoeirados, mas o de brinquedo estava sem poeira alguma e também estava numa caixa de vidro protetora, é essa foi a conversa deles:

Microfone 1: e foi assim que terminou o show dos "Tigers" no moltem stadium, pela primeira vez uma banda de rock havia tocado em um estádio, com 55.000 pessoas louças gritando, o barulho, a música, tudo foi maravilhoso, sem dúvida o maior e mais importante show de todos os tempos.

Microfone 2: 55.000?, Só isso?, tá certo velhote, pode ser até importante mas o maior não foi mesmo.

Microfone de brinquedo: pessoal, alguém pode me tirar daqui?

Microfone 1: para falar de forma tão petulante você deve ter estado em um show melhor, estou louco para ouvir sobre isso, já que está falando de maneira tão petulante.

Microfone 2: claro que sim, eu fui usado pro Benjamin Prante da banda "Royal, Aiships" em wasteburi towm num show com 85.000 pessoas, sendo essa banda conhecida como aquela que superou essa banda antiquada da qual você falava.

Microfone 3: vocês estiveram em shows tão pequenos e se acham o máximo, eu estive em algo muito maior, sendo o maior festival de todos os tempos.

Microfone 4: vou ser educado e deixar você falar primeiro para depois acabar com essa sua fala estúpida.

Microfone de brinquedo: alô, alguém tá me ouvindo, eu quero sair daqui.

Microfone 2: nossa senhor "festival", muito bacana essa noção toda, mas para ser sincero babaca aqui nós trabalhamos com números e não com história bonitas, então ou você nos dá alguma base numérica ou pode ficar caladinho ai seu babaca.

Microfone 1: não posso discordar desse jovem mal educado, afinal ele ainda tem um bom argumento.

Microfone 3: eu estive no "Peace Day", um festival de 3 dias que juntou 180.000 pessoas para ouvir boa música é pregar a paz e o amor.

Microfone 4: há, só isso, passar vocês está muito fácil.

Microfone 3: estou ansioso para ouvir sua maravilhosa marca amigo.

Microfone 4: eu estive no show dos "Kinghts" no "Rock in Ashivir", nós éramos a atração principal da noite, e foram 270.000 pessoas, toma essa ótario.

Microfone amarelo: gente, alguém, por favor.

Microfone 2: cala boca seu brinquedo de merda, quem é você pra falar alguma coisa com artigos caros como nós?

Microfone 1: não precisa ser tão rude.

Microfone 3: é cara, relaxa, quanto a você pequeno brinquedo nós não podemos fazer nada, nós somos microfones.

Microfone de brinquedo: verdade, nem me toquei disso, deve ser o vidro que está me deixando doido.

Microfone 4: mas vem cá, todos nós somos artigos caros e tudo mais e estamos pegando poeira como lixo enquanto você está super limpo e em uma caixa protetora, o que você tem de especial?

Microfone de brinquedo: nada demias, eu fui um brinquedo do Wiliam.

Microfone 2: e quem caralhos foi esse Wiliam?

Microfone 1: era o filho do dono dessa loja.

Microfone amarelo: isso mesmo, Wiliam era uma ótima pessoa é sempre quis ser cantor, sendo assim nada mais natural que seu pai comprasse para ele um microfone de brinquedo, eu e ele éramos inseparáveis, quando ele entrou pra faculdade eu fiquei no seu antigo quarto, mas sempre que ele vinha visitar os pais ele brincava um pouco comigo pelos velhos tempos. Wiliam arrumou uns amigos amantes de música também é fez sua banda de coragem, mas dias antes do primeiro show de sua banda ele foi convocado para o exército devido ao conflito em karnash, ele nunca mais voltou pra casa.

Microfone 3: sempre digo que guerras não levam a nada.

Microfone 2: e daí?, é só isso sua grande história, grande merda.

Microfone de brinquedo: realmente não tenho nada demais, não estive em grandes shows nem sou um bom microfone, mas pelo menos diferente de vocês que eram apenas meros equipamentos eu era especial para meu dono, hoje sou uma inestimável lembrança para o pai dele, fui amado antes e sou amado hoje, enquanto vocês colecionam delírios de grandeza e falam de números como se fosse algo estão jogados como lixo e pegando poeira, já esse simples brinquedo é guardado com o carinho e a estima que banda alguma teria nessa loja, não importando o número de fãs ou quão grandiosos foram seus shows.


O velho olhava para a cara de chocada de sua neta,- e depois que o brinquedo encerrou seu discurço todos os outros se falaram, sabendo que ele estava certo, pois sabiam que seus números não passavam disso, e ninguém se lembraria que eles eram os microfones naqueles grandes shows que tanto se orgulhavam, e então, gostou da história?-, disse ele sorrindo para sua neta boquiaberta.

-eu adorei vôvô, uma das melhores, fiquei com muita raiva dos outros microfones esnobando o brinquedo, isso aí microfone de brinquedo, mostra pra eles- falava a garota pulando na cama de tanta alegria,- mas vôvô, o microfone do papai ainda está lá?-, o barbudo homem riu muito e disse -claro que está lá, amanhã eu mostro ele para você, agora vá dormir-, Emily sabia que não conseguiria arrancar mas nenhuma história por hoje, por isso concordou e se ajeitou novamente na cama, seu vô lhe deu um beijo de boa noite e foi para seu quarto dormir.

No dia seguinte Emily foi até a loja do seu avô, ele mostrou o brinquedo que um dia foi do seu pai e ela brincou com ele a tarde toda, cantando e pulando pela loja com aquela energia que só crianças tem, as vezes ela passava perto dos outros microfones e fazia caretas para eles, de repente no meio da cantoria, ela parou e fez uma cara de surpresa, logo um enorme sorriso se abriu como se ela tivesse ganhado um presente inigualável, depois de brincar muito ela guardou o microfone e foi para casa.

Já era tarde da noite, o senhor idoso falou com seu funcionário para ele terminar de arrumar as coisas na loja e foi saindo da mesma, antes de sair da loja ele parou e fez uma cara de alguém que ouviu algo, olhou para seu assistente que estava concentrado em seu serviço, fechou a porta da loja e foi gargalhando para casa.





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