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História O Vermelho de Nossas Páginas - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


#AVISOS.

◇ CAPÍTULO NÃO REVISADO;
◇ PRÓXIMA POSTAGEM SERÁ REALIZADA ASSIM QUE POSSIVEL;
◇ COMENTEM, COMPARTILHEM E SEJAM MUITO FELIZES;
◇ ESSA É UMA PRODUÇÃO DEDICADA AO CASAL NARUSAKU, PORÉM TEREMOS SHIKATEMA E SAINO EM PESO AQUI TAMBÉM;
◇ NÃO SE AFADIGUEM E APRECIEM COM MUITO GOSTO;
◇ NÃO DEIXEM NARUSAKU MORRER;
--------------------------♡-----------------------

Hello, guys!

Por mais que as postagens estejam sendo feitas em uma frequência não muito boa, gostaria de informar que a fanfic não será esquecida.
Obviamente algumas responsabilidade surgiram, algumas notícias ruins também...
Mas, graças a Deus e a um incentivo muito "Sereno" conseguir chegar aqui e publicar pra vocês um capítulo precisava ser apenas finalizado. *risos*


Espero que não fiquem chateados.
Por favor, se possível comentem o que acharam para eu saber o que posso mudar, complementar ou evoluir na história.

Enfim.
Espero que vocês gostem do capítulo.

SHBLAU!
E Flw!

Capítulo 6 - Chapter III: Disconcerting


Fanfic / Fanfiction O Vermelho de Nossas Páginas - Capítulo 6 - Chapter III: Disconcerting


Chapter III: Disconcerting


“Era como se o passado e o presente estivessem colidindo.

Uma explosão de nostalgia e desastre parecia se inchar lentamente na minha mente como se a insegurança de 14 anos e a consciência da pessoa ao qual me tornei hoje. Era algo arrebatador a ponto de me fazer encolher e procurar por um lugar mais seguro. Algum lugar pra chorar...

É extremamente massacrante.

A cada reencontro.

A cada olhar.

A cada nova constatação da nova realidade que nos cerca, que nos mostra que o tempo passou...

Aquele era o desconcertante dia que eu o reencontrei. E o que havia mudado o meu passado e revirado o meu presente para me fazer criar asas para o meu futuro.”

- TheR4in.


Entrei no banheiro um pouco tonta.

Sentia-me tão fraca que me escorei na parede alajotada do espaço somente para me equilibrar. Procurei respirar mais fundo pra vê se a sensação de grande desconforto passava, mas nada adiantava. Me sentia cada vez mais prestar a apagar.

O ar do banheiro parecia muito mais morno do que eu lembrava. As meninas ainda nem haviam saído da quadra... será que alguém menstruou e veio se limpar para poder voltar pra quadra? Espreitei meus olhos na tentativa de focar a imagem dos meus olhos em algo que não formasse mais de um “clone". De repente, escuto o barulho do chuveiro ligando e o vapor se intensifica.

Deus, o que está acontecendo comigo?

Esforço-me para tentar alcançar o banco no meio do vestiário e que dividia os boxes dos chuveiros, dos armários individuais. Quando o alcanço, eu me agarro nele e vou me apoiando devagar até sentar nele por completo. Será que um banho gelado poderia me ajudar?

O barulho do chuveiro cessa e não demora muito tempo para que um dos boxes se abra. O que eu não esperava era que invés de uma menina menstruada que acabara de se tomar um banho demorado, quem havia aparecido era Naruto Uzumaki com seus músculos perfeitos expostos e com somente uma toalha branca ao redor da cintura muito bem cavada por um V muito chamativo.

Sentir um calor ainda mais forte possui o meu corpo e me sentir mais mole. Era uma visão dos Deuses, porém não era a que eu queria. O olhei chocada e em resposta, ele também travou no mesmo lugar.

Puta merda!

(...)

- Então... – ele olhou para mim risonho – Vai ficar me olhando o dia todo ou vai levantar?

Pisquei algumas vezes tentando processar tudo o que a minha cabeça estava mandando com informações rápidas e flashes de acontecimentos passados. Não soube quando eu havia desviado meus olhos dos dele e nem mesmo quando eu comecei a tremer em puro nervosismo. Meu corpo estava em choque.

Por um momento eu havia sido transportada para o meu colegial, onde E eu estava rodeada por uma multidão de pessoas que apontavam para mim e riam de forma descarada. Sentia-se pequena a ponto de querer desejar sumir pela a eternidade. E andando por aquele extenso corredor de gente, eu finalmente parava diante dele... com o rosto semblante sério e os olhos distantes. Uma pessoa totalmente indiferente que passava ao meu lado Sem dizer uma palavra.

Sem nem ao menos dizer a verdade...

Respirar estava se tornando a cada minuto mais difícil e eu já não sabia o que fazer, como reagir... Aquilo era real? De repente, o sinal de alerta começou a soar com muito mais agressividade, enquanto uma movimentação sutil era realizada na minha lateral. Quando olhei para o lado, o vi muito próximo de mim, prestes a tocar em mim.

- E-Eu... e-esqueci de ligar para o meu... cachorro – falei a primeira coisa que veio a minha mente, levantando-se rapidamente.

Ele pareceu se assustar de início com a minha súbita mudança de atitude, olhando-me como se eu possuísse um olho no meio da minha testa. Não esperei que ele falasse nada ou agisse, sai praticamente correndo em direção às escadas de emergência do prédio e as desci como se a minha vida dependesse delas. No final, aquilo não era totalmente mentira.

Alcancei a minha moto na garagem e girei a chave assim que montei em cima dela. O capacete que residia perto de um de seus retrovisores simplesmente foi posto rapidamente em minha cabeça e eu nem tive o trabalho de ajustá-lo em minha cabeça. Apertei o botão para abrir a garagem antes de dar partida rápido o suficiente para tentar alcançar mais lucidez e sentir um pouco mais de calmaria no meio daquela aceleração violenta.

Eu precisava colocar a minha mente no lugar. Eu precisava entender o porquê de Naruto Uzumaki repentinamente voltar para a minha vida. E o mais importante... quem era “eu" naquele momento....

(...)

Quando levei a quarta dose de Vodka para os meus lábios e a ingerir com intensidade, senti a minha garganta protestar pelos os primeiros 3 segundos e logo em seguida uma sensação de relaxamento percorrer pelo o meu corpo com mais sutileza. Álcool não era o meu maior escape para as merdas da vida, mas naquele momento eu poderia dizer que estava sendo um belo quebra galho. Suspirei pesado, fechando meus olhos em uma contagem regressiva de 20 segundos. Algo que havia virado um pequeno ritual naquele momento.

Deixei o pequeno recipiente de vidro tocar com um pouco de força o balcão preto e escutei o barulho do contato entre eles. Não sabia o que era pior naquele momento. A minha cara de bunda pelo o belo e desastroso encontro com um grande erro do passado ou aquela música horrível e melosa no fundo daquele bar. Nada parecia cooperar para aquele humor escroto e horrível que havia se estabelecido em meu peito e tudo parecia se multiplicar quando se tinha dois pares de olhos de observando milimetricamente para saber se você realmente estava bem.

- Caralho... Se eu soubesse que estava tão ruim assim, teria pegado a minha melhor dose de Whisky ou Gin e Tônica pra você. – Temari resmungou baixo assim que abri meus olhos para encará-la.

- Está pálida, Saky. O que houve? – a voz doce de Hinata parecia muito mais compreensiva naquele momento. Mas, não seria o suficiente para me deixar bem. – Você disse que precisava nos vê. Fiquei tão preocupada que desmarquei duas audiências em cima da hora...

- Porra... – resmunguei baixinho – Sabia que não tinha necessidade disso, não é? – a olhei séria e levemente mal-humorada. Coisa que não tão novidade assim.

- Segura a onda aí, florzinha. – Temari pediu com o seu tom de deboche já familiar, mas sem um pingo de humor. – Você não é de mandar mensagem de código amarelo. Nem mesmo é de mandar mensagens pedindo reuniões mensais, quem dirá chegar aqui completamente ofegante e trêmula. Ficamos preocupadas. Poderia ser compreensível?

Mordi o lábio inferior. Temari tinha razão. Quer dizer, eu nunca e vai perdido as estribeiras como naquele fim de tarde. Nunca havia me sentido tão nervosa como naquele dia e ainda mais... Nunca havia tido a preocupação de reencontrá-lo novamente. Era assustador imaginar que eu o teria próximo de mim de alguma forma. Nunca fui uma pessoa muito de falar. Meu jeito fechado fez com que muitas senhoras do andar de baixo ficassem mais temerosas comigo, principalmente quando eu pegava elevador por acaso junto com os seus filhos de 14 anos. Elas pensavam que eu era o que? Uma professora de matemática carrasca?

Enfim...

No entanto, por mais que a minha introversão me deixasse muito menos sociável do que a maioria das pessoas mais “abertas" a sempre dialogar, eu havia feito uma amizade legal com os vizinhos do meu andar. Principalmente com a Tenten do 901 que parecia sempre estar de bom humor e gostava de compartilhar receitas de gordice.

E agora, sendo ele parte do meu “dia-a-dia" na boa vizinhança, um medo irracional possuía minha mente e me fazia lembrar do passado. Confiança era a palavra chave para isso. O que havia faltado no passado e me ajudado a me fechar ainda mais nesse meu presente e no meu futuro.

- Desculpem o atraso, vim o mais rápido que eu pude. – Ino apareceu ofegante, jogando a sua bolsa no balcão com rapidez e sentando-se no banco disponível a direita. – Sakura, o que aconteceu? – suas mãos foram de encontro com as minhas em um aperto leve

- Está de uniforme ainda... – sussurrei baixo, culpada.

- Por Deus, garota! Desembucha. Não me faz ter vindo aqui apressada atoa. Sabe o quão preocupada eu tô? – reclamou a loira. – Vodka, eu preciso de Vodka antes que eu dê na cara dela.

- Opa, é pra já. – Temari sorriu abrindo novamente a garrafa de vidro.

Respirei fundo.

Elas sabiam o que havia acontecido anos atrás, só não sabiam os detalhes de tudo aquilo. Meus pensamentos se nublaram novamente e quando percebi, o passado já me cobria com uma malícia maléfica nos lábios.

- O Uzumaki está de volta. – Hinata declara sem rodeios. – Ele é vizinho da Saky e...

- Puta merda! – esbravejou a loira incrédula. – Vizinho? Sério? Está fodida, rosinha.

- Nem me diga...

(...)

Coloquei as minhas chaves penduradas no mesmo lugar de sempre, próximo a porta, enquanto descalça, eu caminhava no rumo do meu quarto. O dia havia sido um baque tremendo para mim. Não somente profissionalmente... Ainda me condenava demais pelo o risco que eu estava fazendo Shikamaru passar. Mas, em contra partida, a culpa era totalmente do destino em colocar Naruto como o meu novo vizinho. E o pior, no apartamento ao lado do meu!

Merda!

E pra completar o final gosta de tudo isso, eu aí da havia tirado as meninas dos seus respectivos trabalhos somente para escutar reclamações da merda ao qual é a minha vida. Fecho meus olhos de retiro as minhas roupas com raiva, jogando-as em qualquer canto e indo em direção ao banheiro. Tudo estava dando errado... tudo...

O que eu iria fazer?

Naquela altura do campeonato eu me questionava sobre tudo. Não que eu já não o fizesse antes – principalmente sobre se o que eu estava escrevendo realmente me deixava feliz – só que, todos aqueles acontecimentos acabaram sendo um soco muito forte no meu estômago a ponto de fechá-lo o suficiente para não me deixar comer e fazer o meu fígado sofrer com a dor de ser exposto ao álcool.

Suspirei pesado e fui em direção a cozinha. Respirei fundo tirando do armário o leite e o chocolate em pó 80% de cacau, ao qual a minha mãe havia me viciado desde muito nova, junto com alguns biscoitos doces sem receio ao qual eu poderia finalizar ou usar de um pão de mentira para o meu sanduíche recheado de diabetes.

Bem, era melhor isso do que olhar novamente na cara do loiro popular que morava ao lado. Por que diabos ele tinha que morar ao lado?! Cristo! O que eu havia pregado na mesa da Santa ceia pra merecer algo do tipo?

Liguei o cooktop, a potência baixa, e coloquei a pequena panela ali, cheia de leite. Somente um doce para alegrar a minha vida, certo? O destino parecia dizer “não”. O som da campainha soou pelo o apartamento e eu fechei os olhos na tentativa de reunir coragem e paciência. Hoje era um dia daqueles!

Caminhei irritada em direção a porta. Nem me dei o trabalho de olhar no olho mágico. Já estava irritada demais com os acontecimentos recentes e o álcool não ajudava a tranquilizar aquilo. Na verdade, ele servia mais como uma espécie de catalisador no meu corpo, a diferença era que em vez da Energia de Ativação ser diminuída, o que chegava a 0 era a minha paciência e o que elevava proporcionalmente era a minha vontade de me isolar, porém não antes de voar no pescoço do ser inconveniente a essa hora da noite.

- Boa noite, desculpa incomodar...

- Mas, que merda! – resmunguei irritada, assim que abrir a porta com força. No entanto, todas as palavras morreram em algum espaço no limbo do meu inconsciente, enquanto eu arregalava os olhos com a visão infeliz do maior problema atual da minha vida.

Os cabelos loiros estavam úmidos e extremamente bagunçados, algo que parecia manter desde o colegial em uma mania atraente e leve, como se seu estilo despojado seguisse os caminhos da sua própria calmaria e liberdade. A blusa preta folgada ainda era capaz de marcar o peito definido pelas horas na academia, enquanto uma bermuda jeans surrada envolvia o quadril bonito, assim como as coxas grossas.

É... Eu olhei mais do que eu devia. No entanto, ninguém poderia me culpar disso. Era a única reação que eu havia conseguido esboçar em meio a uma guerra de inseguranças e perguntas na minha mente levemente alterada. Cheguei a prender a respiração no repentino infarto que eu tive ali no batente da porta.

Minha expressão fechada parecia dar lugar a minha confusão, algo não muito diferente dele, que se assustado passou a utilizar o riso baixo e rouco como “escape” para o momento constrangedor. O vi erguer as mãos rendido, deixando sorriso besta e de canto se iluminar no rosto felino dele.

- Eu só ia pedir um pouco de... açúcar?

- Açúcar... – repetir tentando processar tudo o que estava acontecendo.

- É. Lembra? Me mudei hoje, então tecnicamente tempo para ir ao supermercado não foi bem algo que eu tive – riu sem graça, passando a mão pelos cabelos da nuca – Então, pensei que a minha vizinha autêntica poderia me ajudar.

- P-pensou errado. – desviei o olhar e empurrei a porta – licença.

- O-Opa, pera lá. – forçou um pouco a madeira branca evitando que está fosse fechada. Fechei os olhos e engoli seco. O que eu faria? – Eu só queria comer, mulher. Poderia ao menos me ajudar? Prometo parar de encher o teu saco.

Suspirei pesado.

Com o meu rosto escondido atrás da porta, me lamentei silenciosamente por tudo aquilo. Droga, eu não sabia lidar com gente. Quer dizer, eu tinha as meninas, mas elas já haviam se acostumado com o fato de que eu pareço um bicho do mato... Me xinguei baixinho e bufei umas duas vezes. Odiava aquela situação. Tudo o que eu queria era evitá-lo pelo o resto da vida. Só que tudo parecia dizer que não era bem assim que as coisas seguiriam. E olha que isso havia sido somente em 2 dias.

- Se eu... S-se eu te alimentar, você vai embora e não vai me perturbar mais essa noite? – perguntei insegura.

- Prometo.

- Nem vai ficar fazendo piadinhas com a minha cara como naquela noite no bar?

- Sem piadinhas, sem implicância - jurou meio risonho.

Eu poderia me arrepender disso eternamente, mas eu somente queria me garantir que eu conseguiria afastá-lo. Parecia não me reconhecer, assim como eu não o reconheci de primeira, então usaria isso ao meu favor até conseguir achar um espaço grande o suficiente para impor entre nós dois. Nem que eu precisasse inventar uma nova viagem pra realizar nesse mês.

- Ok, entra. – abri a porta um pouco mais. – Irei.. fazer o jantar.

Uma coisa era certa, se Naruto Uzumaki estava de volta, eu precisava mantê-lo afastado de mim o mais rápido possível.


Notas Finais


Capítulo dedicado ao querido anjinho, @Senpai_Pink que me deu um incentivo incrível e maravilhoso.

Obrigada pela a mensagem.
Espero que a cada dia minhas histórias te encantam e que os sentimentos postos nelas lhe alcancem cada vez mais.


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