História O Véu da noite - Capítulo 6


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Categorias Lendas Urbanas
Tags Ficção, Horror, Monstros, Mutilação, Sexo, Violencia
Visualizações 8
Palavras 1.716
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 6 - Caçada


Ricardo abre os olhos lentamente, com muitas dores. Devagar, ele olha ao seu redor. Ele esta deitado em sua cama, com um curativo em seu nariz, que foi quebrado, e Isabela está sentada ao seu lado em uma cadeira giratória estufada.

- Vai....fala. “eu te avisei “. É nisso que você ta pensando não é? – Diz Ricardo para Isabela.

- Não é nisso que estou pensando. Eu to pensando que você podia ter morrido. To pensando que tem um Aswang solta em São Paulo de novo. To pensando que o sangue das pessoas que o moleque matar vai estar nas nossas mãos. É nisso que to pensando.

- Isso não faz sentido. Antes de me atacar ele se desculpou. Além do mais, ele não me matou. Não sei, ele deve ter se assustado e ficado inseguro com aquele dia que apontamos uma arma pra ele.

- Oque? Não acredito nisso. Ele é um monstro amor! É da natureza dele! Fomos amadores mantendo ele vivo. Agora você vai se recuperar e eu vou rastrear e investigar o desgraçado. Quando você tiver condições , nós vamos caçar e matar ele , ok?

Ricardo desvia o olhar para a direção oposta de Isabela, e ambos ficam em silêncio por alguns segundos. Isabela então se levanta e sai do quarto, a fim de investigar o paradeiro do jovem Aswang. Em sua casa, Anthony apanha todas as roupas e dinheiro e cartões de crédito que consegue enfiar na sua mochila da faculdade, conversa com sua mãe e explica que vai ficar longe e incomunicável pois ele pretende sair do país para uma possível oportunidade de emprego , oque deixou sua mãe menos preocupada e propensa a comunicar o seu desaparecimento as autoridades e seus amigos. Ele fez o mesmo com seus amigos , porém através do celular. Após amarrar as pontas que deixou para trás, era hora de sair em busca de Marco, o especialista em magia antiga recomendado por Clarice, oque não seria fácil, pois ele morava em uma cidadezinha no interior de Curitiba. Anthony então vai até a rodoviária para seguir , rumo a pessoa que pode fazer sua vida voltar ao normal. Já no ônibus , ele recebe a visita de Clarice , que parece aborrecida.

- Por quê não matou eles?

- Do que você ta falando? Responde Anthony sem olhar para Clarice.

- Os caçadores. Por quê não matou os dois? Percebe que agora ambos vão vir atrás de você e não vão descansar enquanto não te matarem?

- Eles matam monstros. Quando essa viagem terminar eu serei uma pessoa normal. Eu diria que quando isso acabar, eles serão problema seu.

- E você ta contando que vai conseguir realizar o ritual antes deles te acharem? Escuta , preciso de você vivo pra voltar a vida. Então, por favor, se prepare para eles.

- Eu já tenho tudo planejado , então me deixa em paz ta bom!?

Clarice desaparece , claramente frustrada. Anthony abre e bebe o restante do sangue na garrafa dada por Ricardo, e ao ingerir a última gota de sangue , ele percebe que teria que arrumar outro jeito de se alimentar, e torce para que Marco o ajude nessa questão. Pouco mais de cinco horas depois, sua viagem chega finalmente ao fim, e por estar cansado, Anthony decide passar a noite em um hotel próximo a rodoviária. Enquanto isso, Isabela visitava os pais e amigos do jovem Aswang se passando por detetive de polícia para descobrir seu paradeiro. Sua mãe , preocupada , diz que conseguia saber onde foi o último local onde seu filho havia passado seu cartão de crédito. E através disso, Isabela vê que a poucas horas , Anthony havia passado o cartão em um hotel em Curitiba.

Ao chegar em casa, Isabela encontra Ricardo se olhando no espelho do banheiro, analisando os ferimentos causados pelos golpes de seu hóspede.

- Você ta bem? – Questiona Isabela.

- Não podia estar melhor. Descobriu algo?

- O moleque ta em Curitiba. Mas aparentemente ninguém sabe o motivo. Ele não tem parentes e nem amigos lá. Acho que ele ta só fugindo mesmo. Ele acha que em outro estado não vamos atrás dele.

- Ele achou errado. Pega suas coisas. A gente sai em meia hora.

Enquanto isso, Anthony está deitado na cama do hotel, com dificuldades para dormir, pois ele tinha muitas dúvidas sobre oque o aguardava ao amanhecer, quando fosse se encontrar com Marco. E então , ele decide saber mais sobre o tal especialista, chamando por Clarice.

- Que surpresa, você me chamando - Diz Clarice, sorrindo, após surgir deitada ao lado do jovem rapaz.

- Como conheceu esse Marco? Ele também é um assassino igual você?

- Bom, eu conheci ele em uma balada em Belo horizonte. Bebemos , dançamos, até transamos no banheiro hahaha. Foi bem divertido. E então eu convidei ele pra um lugar mais reservado. Onde eu pudesse devorar a carne dele e sugar seu sangue.

- Eu não acredito que eu to indo te soltar nas ruas de novo.

- Deixa eu terminar menino! Então, quando chegamos até o quarto, ele me fala que já sabe oque eu sou, e diz que do lado de fora existem três caçadores, mas que não estavam atrás de mim, e sim atrás dele. Mas que poderíamos sobreviver se eu ajudasse. No final daquela noite eu me alimentei muito bem. Inclusive, tive comida o suficiente pra um mês, graças a ele.

- E por quê caçadores estavam atrás dele?

- Bom, ele me disse que fazia parte de uma seita. E que essa seita havia libertado algumas criaturas que não habitavam esse plano.

- E por quê eles faziam isso?

- Essa seita acredita que essas criaturas , são na verdade nossos salvadores, e só eles poderiam acabar com o mal na terra e limpar o nosso plano. Doidera.

- Caramba. Eles acham q essas criaturas vão salvar o mundo matando todos nós?

- Não Thony. Esses bixos não são como eu e você. São extremamente poderosos, e eles geralmente não matam atoa. Na verdade , nós é que fomos originadas deles. Olha não sei muito , mas Marco pode te ajudar, e não vai te machucar, acredite.

Anthony ainda tem dúvidas, mas não tem outra escolha. Ele precisava resolver toda essa situação antes que ele sinta a necessidade de matar , como já havia sido alertado por Ricardo e Clarice. No dia seguinte , o rapaz um tanto receoso partiu rumo a casa de Marco. Poucas horas depois , Isabela e Ricardo chegaram até o hotel no qual Anthony estava hospedado. Se passando por detetives , o casal de caçadores conseguiram as fitas das câmeras de segurança dos arredores e conseguiram identificar o ônibus que o Aswang havia pegado, só restava saber onde o rapaz havia descido, e pra isso , Isabela e Ricardo partiram a procura do motorista daquele ônibus em questão. Ao chegar na casa de Marco, e tocar a campainha, Anthony é recebido por uma bela jovem , de pele escura e corpo escultural.

- Sim? - Diz a jovem em frente ao portão.

- Er...eu procuro Marco Teller. Ele se encontra?

- E quem gostaria?

- Meu nome é Anthony, sou um amigo da Clarice. Preciso da ajuda dele.

- Só um minuto.

A jovem então se dirige a casa , porém deixando Anthony para fora , fechando o portão da casa. Poucos minutos depois a jovem retorna , e pede para que ele entre. Ao entrar, a jovem fecha e tranca o portão, e em seguida saca uma pistola da cintura e o manda levantar a camisa e deitar no chão.

- Moça, muita calma. Eu não to armado, eu juro.

- Eu não perguntei se você esta armado. Mandei você deitar e levantar a camisa.

Uma vez deitado no chão com a camisa levantada, ele sente as mãos da moça apalpando suas pernas, claramente checando se existia algo por dentro da calça jeans. A jovem então manda ele levantar, porém que permaneça com as mãos na cabeça. Em seguida, a jovem pede para que Anthony entre na casa e se sente em frente a um notebook que está sobre uma mesa de centro. Na tela do notebook, uma chamada de vídeo está em andamento, com um homem de meia idade, trajando um terno preto com uma gravata vermelha e um óculos de grau.

- Desculpe pelos modos, mas não confio em quem não conheço. Conheci uma Clarice a seis anos atrás em uma boate. Me pergunto se é dessa Clarice no qual você se referiu.

- Sim, estamos falando da mesma pessoa. Nós precisamos de você. Ela me disse que você entende de rituais e Aswangs.

- De Aswangs não muito. Mas sei algumas coisas sobre rituais. Mas por que eu ajudaria vocês. Não a vejo a pelo menos cinco anos.

- Ela me disse que você segue uma causa. E que sempre está precisando de quem suje as mãos por você. Imagino que um Aswang seria muito útil pra você.

- Certamente seria. Mas onde ela está.

- Ela morreu. Porém , é possível trazer ela de volta, e é por isso que precisamos de você. Veja bem , só precisamos que você nos ajude a conseguir os itens e ingredientes. O ritual eu consigo realizar sozinho.

- Devo admitir que isso me pegou de surpresa. Bom, eu estarei ai em algumas horas e você pode me explicar melhor. Peço para que fique a vontade. Agora , por favor, chame a minha criada , preciso falar com ela.

Anthony então se levanta e da lugar para a jovem que se senta e conversa com Marco por alguns segundos. Em seguida se levanta, e pede para que ele a acompanhe até um quarto.

- Bom, se sinta a vontade. Se precisar de algo, estarei na cozinha. Meu nome é Sara. Vou pedir pra que me de seu celular e carteira. Agora.

O rapaz se sente incomodado com o pedido da moça, mas entrega suas coisas mesmo assim. Enquanto isso , Isabela e Ricardo , conversavam com o motorista de ônibus que havia reconhecido Anthony pela foto, e dito o ponto onde ele havia descido. Sem perder tempo, ambos agradecem a colaboração do motorista, e seguem para o bairro onde Marco morava.



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