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História O Véu (Is It Love? Peter) - Capítulo 32


Escrita por:


Notas do Autor


Esse capítulo está dividindo em subtítulos;

A inspiração de Heather ser paramédica veio da série Ghost Whisperer em especial do personagem Jim Clancy;

EMT (Emergency Medical Technician -> tradução livre é Técnico de Emergência Médica, esse curso é para quem quer ser paramédico nos Estados Unidos).


https://youtu.be/oL8hvlYOrik (Música tema do filme 'Os Caça-Fantasmas')

Capítulo 32 - Os Segredos da Residência Barton Part. III


Fanfic / Fanfiction O Véu (Is It Love? Peter) - Capítulo 32 - Os Segredos da Residência Barton Part. III

Os Seus Sonhos Ainda Não Morreram

Acordo com batidas na porta e vejo que Thomas está todo animado.

– O que foi? – Sussurro para ele.

– E uma surpresa para você. – Thomas responde colocando a cabeça para fora da porta.

Vou até a porta vê vejo John com dois envelopes nas mãos.

– John. – Abraço ele.

Ouço sua risada e ouço ele pedir.

– E bom te ver novamente Garota, mas não aperte muito seu velho... – John se sente aliviado ao se soltar do meu abraço que chega ser engraçado. – Posso entrar?

– Claro por favor. – Deixo ele entrar.

– Lembra daquele curso do EMT que você fez em Malibu? – Perguntou John me olhando com seriedade.

– Sim eu devo ter reprovado com uma nota tão baixa que eles nem mandaram nada.

– Um amigo dos correios me entregou isso alguns dias, disse que esse pacote foi extraviado e mando para eles alguns meses atrás, quando ele viu o seu nome ele devolveu para mim e quando você confirmou o casamento eu achei melhor te entregar isso pessoalmente... Eu abri mas só para saber do que se tratava. – Ele me entrega os envelopes para mim e meu coração bate mais rápido do que o normal. – Parabéns Heather... 

Eu abro e vejo que são certificados do EMT, tanto o curso obrigatório quanto o curso opcional, eu fui aprovada com 98 e 99%.

– Eu... Tinha jogado esse sonho no lixo a tanto tempo... Meu Deus... – Abraço ele novamente.

– Seus sonhos não morreram... – John me olha com um sorriso no rosto. – Então no que você vai fazer?

– Eu não sei, me candidatar a todas as vagas para paramédico que tiver... Depois eu que me estabilizar eu largo o trabalho no café e a universidade... Eu já nem sei...

– Independente do que você faça... Eu sempre te apoiarei. – Ele esfrega as mãos em meus braços. – Mesmo se for caça fantasma.

Ghostbusters. – Canto levantando a mão.

– Não começa... Já chega os fantasmas dessa casa. – John fica branco como um papel.

– O que você viu? – Eu e Thomas ficando preocupados.

– Uma sombra... Eu no começo achei que era uma das crianças fazendo uma brincadeira de mal gosto... Ou alguma coisa da minha cabeça... – John fica branco que nem papel. – Essa sombra virou um homem e ele vestia... Uma...

– Roupa de hospital psiquiátrico? As vezes os fanatamas se mostram para pregar peças nos vivos mas isso é muito raro... Já que a percepção de uma pessoa comum é fraca...

– Sim como sabe? – John fica em alerta. – Não que eu acredite mas... Ele está aqui?

– Não, mas... Conrad está investigando o lugar e... A casa tem ligação com o antigo sanatório.

– Por que seu amigo está investigando isso? – John escurece o olhar. – Tem certeza que só um amigo?

– Sim só um amigo... – Precisava de tempo para pensar em algo quando Thomas me dá uma idéia.

– Fala que ele é investigador particular... – Disse Thomas.

– Conrad é investigador particular...

– Sério? – Perguntou John desconfiado. – Ele disse que era empresário.

– Sim. – Engulo minha mentira a seco. – Mas ele também faz investigações particulares...

– Engraçado... – John coça o queixo e questiona. – Será que é alguém querendo prejudicar a família Ayers?

– Duvido muito...

– Foi por isso que trouxe ele aqui? – John ainda estava desconfiado. – Ele te pediu para vir?

– Não, ele só estava me devendo um favor, já que meu namorado o Peter... Ele não pode vir...– Respondo com culpa pela mentira.

– Que tipo de favor?

– Eu... Ajudei ele com uma... Comida engasgada... – Thomas e quem me dá essa idéia.

– Entendi... Bom eu vou deixar você se aprontar... Te vejo lá em baixo, e se precisar de maquiagem, cabelo... As amigas da Freya contaram um dos melhores cabeleireiros da cidade... Se precisar... Não que você precise. – John me olha e diz. – Eu vou sair e calar a minha boca...

– Tudo bem... – Sorrio para ele e vejo ele indo embora. 

Assim que ele sai eu tomo um banho demorado, escovo os dentes e os cabelos, me troco, estava colocando os sapatos quando alguém bate na porta com uma bandeja cheia de comida.

– Com licença. – Ela coloca a bandeja em cima da cama. 

– Obrigada. – Agradeço a empregada que sai do meu quarto.

Como um pouco da bandeja e depois abro a porta e um homem com uma boina preta, blusa de seda com botões da cor azul escuro.

– Pois não? 

– Eu é quem digo pois não ao seu... Cabelo... – Ele aponta para meu cabelo e para o meu rosto. – E sua falta de maquiagem.

– Obrigada... – Sorrio para ele com sarcasmo. – Mas quem é você?

– Marc Walker... – Ele se apresenta entrando no quarto sem ser convidado. – E faço e fiz milagres nos cabelos e nos rostos das madames e jovens senhoras dessa casa.

– O que tem de errado com meu cabelo?

– Nada, mas eu posso melhorá-lo... – Ele abre maleta e faz um sinal para eu sentar na cama. – Vamos fazer uma simples loirinha ficar melhor que Barbie...

...

A Noiva

Depois que Marc finalizou meu cabelo e passou uma maquiagem que combinasse com o vestido e então vou ver como Freya está, bato e abro sua porta e ela estava vestida de branco, tomara que caia, mal dava para ver sua gravidez.

Ela me olha franze a testa e diz.

– Tá bonita. – Ela me elegia, sei que não vai durar muito tempo. – Marc que te arrumou?

– Foi sim, imagino que ele fez o mesmo por você... – Me rebaixo ao nível dela. – Já sabe o sexo do bebê?

– Daqui uma semana tenho outro ultrassom. – Ela se senta e parece irritada. – Porra! Eu mataria por um cigarro. 

– Cigarro e gravidez não combinam. 

– E o que dizem. – Freya passa a mão na barriga e me me olha. – Vai faz a pergunta... Sempre fica com essa cara de detetive quando está se metendo aonde não é chamada.

– A antiga noiva do Norman, você sabe alguma coisa?

– Ela está aqui não é? – Freya estremece. – Eu posso sentir ela me observando com o Norman... Parecendo que estamos fazendo algo de errado.

– Qual o nome dela? – Pergunto sentando na cama. – Sabia que ela era paciente da Sra. Ayers?

– Beatrice Fox. – Ela olha para a janela e aonde estava o fanatama sem saber da verdade. – Eu não sabia que ele era paciente da Sra. Ayers... O que Beatrice tinha para ser paciente?

– Possivelmente tinha distúrbios mentais... Eu não faço idéia, por isso que Conrad e eu estamos investigando...

– Sério que esse cara está aqui? – Freya fica indignada. – Ele praticamente me chamou de velha sendo que ele é claramente bem mais velho...

– Calma, não se esqueça que você está grávida e tem que dizer 'sim' para seu marido. – A observo. – Corrigindo Futuro marido.

A fantasma que estava perto da janela desaparece furiosa, deixando um frio pela espinha.

– Tem uma coisa que você precisa saber... Se está interessada no sanatório. – Freya começa e então termina sussurrando. – Se está interessada no que aconteceu, bem a parede de tijolos na biblioteca no elevador levam aos túneis até o hospital, a parede não é sólida... Alguns tijolos são removíveis...

– Isso é muito útil... – Me levanto até a porta. – Eu vou resolver esse problema.

– Claro que vai. – Ela diz isso duvidando.

...

O Casamento

Estava na recepção com as outras pessoas, nós bebiamos champanhe e comia alguns aperitivos servidos em bandejas por garçons e garçonete, eu estava de olho em Conrad, ele comia, bebia e conversava com todos mesmo não conhecendo ninguém.

As pessoas davam risadas perto dele, o ouvia parecia que os convidados eram amigos dela a décadas.

...

Foram anunciado quando o casamento iria começar cada um foi para o seu lugar nos bancos do jardim, eu estava sentando entre Conrad e Margot e do outro lado dos bancos estavam sentados o Sr. e Sra. Ayers e outros parentes do noivo.

O noivo esperava contando os minutos quando Freya estava sendo acompanhada por John a marcha foi anunciada e o juiz de paz fica no meio, John senta ao em seu assento, as 3 madrinhas usavam um vestido azul esverdeado e os 3 padrinhos vestiam um conjunto de terno completo.

Observo de canto de olho e percebo que o Sr. Ayers estava muito feliz ao ver seu filho se casando, já Sra. Ayers é outra história, a mulher e está de cabeça erguida seus punhos cerrados, dava até para ver as gotas de sangue saindo de sua mão. 

...

Depois do casamento e dos votos serem formados, uma das salas virou um grande salão de festas, eu dancei com Margot, John, o Sr. Ayers, Norman e até mesmo com Conrad e Freya.

– Você sabe que nome vai dar ao bebê? 

– Se for menina eu vou chamá-la de Ciara Quinn, se for menino ele vai ser Norman Jr. 

– Quinn? – Pergunto frazindo a testa.

– Sabe. – Freya começou a confessar. – Você deve achar que te odeio, mas não... E que John se preocupa tanto com você que se esquecia de mim, eu as vezes até te culpava pelo o que aconteceu com a minha mãe...

– O que?

– Só escuta, depois de muito tempo eu soube que não foi culpa sua... Não tinha como ser, John se preocupava de mais com você mesmo quando não precisa... E é por isso que eu te culpei... Porque você sabia que não poderia crescer sem seus pais biológicos... Eu ainda ainda tinha o John... Eu sinto muito por ter te culpa todo esse tempo...

– Tudo bem. – Sorrio para ela a tranquilizava.

Todo ser humano também é um animal, e o que dizem na aula de biologia, o que nos divergem de um cachorro ou um gato é a racionalidade, mas as vezes, fazemos e sentimos coisas irracionais, isso nos tornam menos humanos? Ou apenas sentimos algo além da humanidade?

...

O Túnel 

Depois da festa e as revelações feitas, finalmente vou para o meu quarto e troco de roupa para uma regata branca, legging preta e um casaco colado no corpo para corrida da cor azul escura.

Fui até a edícula aonde Conrad e bato na porta dele, ele abre a porta sem camisa, de bermuda e chinelos.

– O que a minha Sherlock Holmes preferida está fazendo aqui a essa hora da noite? – Conrad me olha da cabeça aos pés. – Cuidado, se não, a gata borralheira vai virar abóbora.

– Os túneis...

– Eu sei os tijolos estão soltos da para investigar... – Respondeu ele e aponta para as orelhas. – Ouço muito bem... E uma pena que eu não possa escutar seus pensamentos. – Conrad paga a minha mão e vê o próprio anel que ele me deu.

– E o que o grande Drácula está esperando para entrar nessa aventura? – Pergunto olhando para ele.

Ele fecha a porta na minha cara.

Filho da puta.  Bato minha mão contra a porta. 

Viro de costas e começo a andar contra a edícula e ouço a porta batendo e me viro, ele esta vestido normal e diz. 

– Então está pronta para ir?

– Pensei que você tinha dado para trás. – Respondo entrando pelos fundos.

– Pensou errado, minha querida Psíquica. – Ele respondeu com uma risada.

Andamos até a biblioteca as luzes estavam apagadas, pelos passos de Conrad o como estava vazio, aperto o botão e o elevador aperece fazendo muito barulho desnecessário.

– Merda! 

– Shh, ninguém acordou. – Conrad entra no elevador e depois eu entro, o elevador faz outro barulho para descer então Conrad tira os tijolos soltos deixando um vão. – Consegue pular? 

Olho para meu joelho operado e suspiro aceno com a cabeça, me apoio no joelho curvado dele e me lanço na pequena fresta e paro do outro lado do muro, meu joelho da um estralo, mordo o lábio para não gritar de dor.

Conrad já estava ao meu lado antes que eu pudesse piscar ele já estava do outro lado, recolocando os tijolos de volta no lugar para que ninguém perceba nossas ações.

– Está preparada para seguir? – Perguntou ele observando meu semblante.

– Claro. – Acendo a lanterna do meu celular disfaeçando a dor.

– Tem certeza? Você tá meio estranha. – Ele percebe que tem algo de errado comigo.

– Eu? – Desvio o assunto. – Eu sou estranha... Você vem ou não?

Ele me segue como se não houvesse problemas com o escuro, diferente de mim que precisa da ajuda da lanterna.

Conforme andávamos no subsolo minha dor diminuía, mas o túnel eram interminável, quanto mais andávamos para chegar no sanatório mais parecia que estávamos no começo.

...

Contínua em Triângulo do Medo




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