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História O viajante - Capítulo 8


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Notas do Autor


Um capítulo curtinho só pra não passar a semana sem postar, como prometido uma participação especial de alguns persinagens queridos de Smallville! Divirtam-se e até lá embaixo!

Capítulo 8 - Bem-vindos a Smallville


— Tem certeza que é uma boa ideia traze-lo com a gente? — Peter perguntou apontando para Pan sendo carregado por Henry.

— É o melhor a ser feito. Deixa-lo em um mundo onde ninguém o conhece vai impedir que alguém o procure. — Austin comentou enquanto andavam no terraço daquele prédio.

— O mais estranho nisso tudo, é que esse Pan deveria estar morto. Não sei como ele voltou. — Henry comentou enquanto observava o local com a sensação de que já havia visto aquele lugar antes.

— Acha que alguém o trouxe de volta? — Hope perguntou com um olhar curioso.

— Ele tinha mesmo falado que precisava pagar uma dívida. — Peter os lembrou. — Então é bem possível que ele tivesse um acordo com essa pessoa.

— Isso só significa que tem mais alguém atras das joias. — Austin deduziu com um olhar sério, essa ideia o colocava em uma situação ainda mais complicada.

— Alguém poderoso o bastante para trazer os mortos de volta a vida. Vamos ter que ficar atentos de agora em diante. — Hope completou.

O grupo caminhou até o parapeito do prédio e assistiram a rua pouco movimentada, algo esperado para uma cidade pequena a noite. Eles então saltaram até a calçada e puderam ler o nome “Talon” no letreiro.

— Eu realmente sinto que já vi esse lugar antes... — Henry comentou olhando em volta.

— Pessoal, temos companhia! — Peter apontou para o céu.

Um portal surgiu no alto da cidade e dele saíram estranhas criaturas humanoides com garras enormes e asas douradas. As criaturas então começaram a voar para todos os lados e atacaram as poucas pessoas que andavam pela cidade.

— Melhor ajudarmos. — Austin disse e todos concordaram.

Henry deixou o corpo de Pan apoiado em um carro e então eles partiram para o ataque. Austin lançou uma de suas facas na cabeça de uma das criaturas bem a tempo de impedir que ela levasse alguém para dentro do portal, logo em seguida ele se teleportou para salvar a mulher antes que caísse e então se teleportou de volta para a calçada. Hope usava uma variedade de feitiços para não só derrubar criaturas do ar, como também para impedir que as pessoas caíssem no chão. Henry estava começando a se acostumar com sua nova força e velocidade de vampiro e com isso conseguia impedir que as criaturas atacassem os civis correndo e as decapitava com sua espada. Peter, por fim, usava suas teias para puxar as criaturas para baixo e as prendia no chão e Yorik cuidava de congela-los até se estilhaçarem.

Em questão de minutos eles conseguiram controlar a situação e tudo parecia estar bem, ao menos até um vulto vermelho e azul começar a se aproximar no horizonte. Antes que eles tivessem noção do que estava acontecendo Austin foi derrubado com apenas um toque desse vulto e o mesmo aconteceu com Henry e Hope, Peter foi o único a conseguir desviar por pouco, apenas para ser lançado contra a parede por uma onda de ar.

— Ai! Que porra tá acontecendo? — Austin perguntou sem entender nada, foi então que ele viu o garoto parado no meio deles usando uma jaqueta vermelha com um “S” no peito.

— Melhor vocês se explicarem. — o garoto ordenou com um olhar sério, mas Henry sentia justamente o contrário.

— Eu sabia! Eu sabia! — Henry correu até ele e então apertou sua mão completamente admirado. — Eu disse que conhecia esse lugar! Esse aqui é o Clark Kent! O Superman em pessoa! — Henry apontou para o garoto que o observava confuso. — É uma honra senhor Super!

— Como sabe quem eu sou? — Clark agarrou Henry apenas com uma mão e o levantou como se ele não possuísse peso algum. — Estão com os parademônios?

— Presumo que os parademônios sejam as coisas que acabamos de derrotar. — Austin apontou para seu redor. — Acho que você poderia ter sido mais gentil, não acha? Acabamos de salvar essa cidade.

— É, nós só queríamos ajudar. — Peter disse logo em seguida.

— Vocês não estão mentindo. — Clark soltou Henry. — Vamos sair daqui e vocês vão me explicar porque vieram pra minha cidade.

— Você sabe ler pensamentos? — Hope perguntou com curiosidade.

— Na verdade, ele tem super audição, então consegue saber se alguém mente pela mudança da frequência cardíaca. — Henry explicou. — Ele não é incrível?

— Super. — Hope revirou os olhos.

— Pra onde vamos? — Austin perguntou.

— Minha fazenda não fica longe daqui, posso levar um de vocês de cada vez. — Clark se ofereceu, mas Austin apenas balançou a cabeça negativamente com um sorriso arrogante.

— Deixa essa comigo. Só precisa pensar na sua casa e eu faço o resto.

— Pera aí que eu vou buscar o Pan. — Henry correu até onde havia o deixado e retornou em questão de segundos. — Agora sim.

— Lá vamos nós! — Austin estendeu sua mão e um a um todos estavam de mãos dadas.

 

Ele ainda não tinha 100% de certeza de que daria certo, mas desde que haviam conseguido a joia da mente, ela vinha sussurrando em seu ouvido sobre o potencial de seus poderes e ao ver que após toda a translocação estavam em um celeiro e que Clark não havia dado sinal de que havia errado, ele soube que ela tinha razão.

— Então você é um teleportador... Alguma chance de seus poderes estarem relacionados com os portais que tem surgido em todo o mundo? — Clark perguntou assim que chegaram.

— É possível. Viemos até aqui em busca de uma das joias do infinito e tem chance de ela ser a mesma que me deu poderes. — Austin explicou olhando em volta.

— E vocês querem me explicar o motivo de andarem com um cadáver? — ele direcionou seu olhar pra Pan.

— É uma longa história. — Henry foi quem respondeu. — Por acaso você não conhece um rio bem fundo por aqui?

— O que? — Clark arregalou os olhos.

— Pra resumir esse cara aí é um vilão que se tornou o Senhor das Trevas e pra detê-lo nós paramos o coração dele e agora queremos joga-lo em algum lugar onde ninguém possa acha-lo. — Henry explicou, mas a expressão de Clark mostrava que não estava convencido.

— Pra resumir, coisa normal de herói. — Peter interveio. — Acho melhor nos focarmos nos parademônios, eles parecem bem perigosos.

— E são. Mas não sei o que fazer além de impedi-los quando aparecem, não tenho como chegar a fonte do problema. — Clark deu de ombros.

— E como você tem monitorado as aparições? Acho que nem você pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. — Hope perguntou em seguida.

— Minha amiga Cloe está na Torre de Vigilância, ela me avisa sempre que algum portal novo aparece, mesmo assim ainda tem muitas pessoas sendo levadas. Preciso de uma solução permanente. — Clark explicou com uma expressão frustrada.

— Acho que podemos resolver isso indo direto até a fonte. – Austin colocou a mão no queixo pensativo. — Meu rastreador nos trouxe para esse universo, mas não detecta a joia nesse mundo, provavelmente foi atraído para a energia dos portais, então... Talvez...

— Se usarmos um desses portais podemos chegar até a fonte deles, a joia do espaço, e se nós conseguirmos pega-la, os portais vão perder sua fonte de energia. — Peter concluiu a linha de pensamento e trocou um olhar de cumplicidade com Austin.

— Me parece um bom plano, exceto pela parte onde só vocês 4 vão ir para um lugar cheio de parademônios e sabe-se lá mais o que. É muito perigoso. — Clark não parecia animado.

— Está subestimando a gente? Nós acabamos de sair de um mundo com dragões, bruxas e monstros marinhos. —— Henry contou com orgulho em sua voz. — Damos conta de qualquer coisa!

— Tudo bem, então vou pedir a Cloe para me avisar quando o próximo portal surgir. Espero que estejam certos. — Clark deu de ombros.

— E você não vai vir com a gente? — Peter perguntou.

— Não posso. Alguém tem que ficar para proteger as pessoas desse mundo.

— E se nosso plano der errado, pelo menos não vai estar junto pra se ferrar também. — Hope comentou com um sorriso cínico.

— Não foi isso que eu disse... — Clark estava prestes a se defender, quando o barulho de um estomago roncando chamou a atenção de todos. – Isso foi você? — ele olhou para Austin assustado.

— N-não! Foi o Yorik! Lobo feio! — Austin respondeu na hora e se u companheiro apenas abaixou as orelhas chateado. — Tá, fui eu. Ficar teleportando com tanta gente me deixa faminto...

 — Ainda tenho um pouco de sobra de torta de maça que minha mãe fez. Vocês podem comer se quiserem. — Clark ofereceu.

— Você disse torta de maçã? — Henry perguntou com um olhar espantado. E recebeu olhares confusos de todos. — Desculpa, esqueci que só minha mãe já foi a Rainha Má...

— Enfim, se importa se cavarmos uma cova na sua propriedade? Acho que essa vai ser a melhor saída para dar um jeito no Pan. — Hope perguntou olhando para uma pá no celeiro.

— Que tal me contarem toda a história desse cara e então talvez eu possa arranjar um lugar ainda melhor para coloca-lo. — Clark pediu enquanto guiava o grupo para fora do celeiro.

 

 

 

...

 

 

 

— Então quer dizer que vocês são todos de mundos diferentes e se juntaram para buscar essas joias do infinito e sem elas seu universo inteiro pode ser destruído? — Cloe perguntou impressionada com a história que havia escutado. — Se eu ainda trabalhasse no Planeta diário com certeza faria uma matéria sobre isso, parece até enredo de filme de ficção!

— Eu bem queria que fosse... — Austin se sentia bastante envergonhado em responder todas as perguntas dela. — Quando o Clark volta dessa fortaleza da escuridão?

— Fortaleza da Solidão! Solidão! — Henry o corrigiu. — DO que está reclamando? Com o na na zona fantasma nós nunca mais teremos que nos preocupar com ele.

— Eu só não consigo ficar aqui parado esperando, isso está me deixando louco. — Austin bufou.

— Você devia fazer como seus amigos, eles parecem estar se divertindo. — Cloe apontou para Peter que estava impressionado com todos os equipamentos da torre e depois para Hope que havia encontrado um dos grimório de Zatanna.

— Então quer dizer que essa bruxa consegue fazer os feitiços só dizendo palavras ao contrário? Isso teria sido muito útil no Instituto Salvatore! — Hope lia cada página do livro como se fosse um tesouro.

Austin começava a achar que havia entrado em um verdadeiro grupo de nerds, Já faziam algumas horas desde que tinha teleportado o grupo para a Torre de Vigilância e nesse meio tempo seus companheiros pareciam estar visitando um museu, enquanto ele não havia feito nada além de ser entrevistado por Cloe, se algo não acontecesse logo ele tinha certeza de que iria enlouquecer.

— Pelo visto seus pedidos foram atendidos. — Cloe disse quando um alerta começou a piscar em sua tela. — Um portal surgiu em cima do Planeta Diário. Melhor vocês irem antes que ele se feche, vou avisar o Clark assim que ele voltar!   

— Pessoal, todos juntos! — Austin pegou Yorik no colo e correu para o meio da sala.

Assim que todos o tocaram eles desapareceram em um feixe de luz azul e ressurgiram no topo do terraço do jornal. Ao contrario do que imaginavam havia mais alguém ali, uma garota linda, de cabelos cumpridos e traços asiáticos. Ela não só lutava com os parademônios, como estava os massacrando com facilidade.

— Uau! Que bom que ela está do nosso lado... — Peter comentou impressionado.

— Não sabemos disso ainda. Inimigo do nosso inimigo nem sempre é nosso amigo.  Austin o lembrou.

— Quem são vocês? — a garota surgiu na frente deles em questão de segundos e tinha um olhar assustador.

— Lana, eles são meus amigos. — Clark apareceu no terraço, mas não parecia bem, sua pele estava pálida e sua expressão era de pura dor.

— Clark, sabe que não pode chegar perto de mim! — Lana revirou os olhos e começou a recuar para o outro lado do terraço.

— É você que está na minha cidade... — mesmo sentindo dor Clark tinha um sorriso bobo no rosto. — E nem ligou pra avisar!

— Agora não é hora! — ela revirou os olhos. — Vim aqui pra resolver isso, sei que se derrotarmos quem está mandando essas coisas o problema vai acabar.

— É exatamente esse nosso plano! — Austin se intrometeu. — Então é melhor me dar a mão se quiser vir com a gente antes do portal fechar! 

— Confia neles? — Lana perguntou para Clark.

— Sim. Acredito que eles vão conseguir.

— Cara, o Superman acredita na gente! — Henry comentou com um sorriso orgulhos e Austin revirou os olhos.

— Vem logo! — ele apontou para o portal que começava a se fechar.

Lana saltou até eles e assim que tocou Austin se transformaram em um feixe de luz que saltou direto para o portal poucos segundo antes dele se fechar. Clark continuou mais alguns segundos no terraço encarando o horizonte com um olhar nostálgico e esperançoso, desejando sorte a seus novos amigos e torcendo para algum dia poder voltar a ficar perto de Lana, mas sabendo que isso jamais aconteceria.


Notas Finais


Já vou avisando que em breve vamos descobrir quem é que estava por trás do retorno do Pan e a confusão que eles vão causar!
Até o próximo!


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