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História O vira-tempo - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oii
Primeira vez escrevendo, espero que gostem.

Capítulo 1 - Acidente


Hogwarts 1975

 

Depois do seu desentendimento com Snape e ele tê-la chamado de Sangue Ruim, Lily Evans estava sentada em uma das poltronas da Sala comunal da Grifinória. Tinha sido um dia, particularmente, dificil. Tivera os N.O.M.s e ainda o desentendimento com seu melhor amigo. Tudo isso, claro, graças a James Potter e seu grupinho.

Lily olhava para a chama da lareira e seus olhos verdes se enchiam de lágrimas. Sabia que Snape havia feito muitas coisas erradas, mas nunca passou por sua cabeça que isso fosse refletir na amizade deles. E, para Lily, aquilo foi a gota d'água. Já havia o protegido demais e estava cansada de fazer isso. 

Um barulho foi ouvido quando se passaram três alunos pelo retrato da Mulher Gorda e Lily olhou, instintivamente. Uma expressão irritada tomou forma no rosto de Lily. Claro que eram eles para fazer todo esse escândalo.

— Fala Aluado. Onde você conseguiu isso? — Black perguntou segurando um objeto pequeno na mão direita 

— Peguei na sala da Minerva, já disse! — respondeu Lupin e Lily não soube identificar se ele estava com raiva, assustado ou ambos.

— Acha mesmo que pode enganar a gente? — James disse com arrogância — Qual é Aluado. Você não rouba nem comida da cozinha, imagina um vira-tempo da Sala da McGonagall. Como conseguiu isso? Os segredos não tinham acabado depois... daquilo?

O que James disse pareceu ter surtido algum efeito em Remus, percebeu Lily, uma vez que o mesmo abaixou a cabeça e suspirou com derrota.

— O diretor me emprestou para que eu pudesse ter mais tempo para estudar esse ano, por conta do meu... problema. Pronto, é isso! Estão satisfeitos? — perguntou rápido e James e Sirius olharam — Agora me devolvam, preciso entregá-lo a Dumbledore agora que terminamos os N.O.M.s!

Lupin se esticou para pegar o vira tempo, mas Sirius se afastou, o impedindo de fazer isso. Quando Remus avançou novamente para pegar o objeto, Sirius o atirou para James que, sendo um ótimo apanhador, o pegou sem dificuldades. A Sala comunal da Grifinória, que estava vazia exceto por Lily, James, Sirius e Lupin, foi preenchida pelo som das gargalhadas de James e Sirius e murmúrios irritados de Lupin, que já estava perdendo a paciência com a atitude infantil de seus amigos.

— Querem calar a boca? — Lily berrou irritada, se levantando e indo até eles e os três pareceram tê-la notado somente nesse momento. James assumiu sua postura galante e passou a mão pelos cabelos, como sempre, os desarrumado ainda mais. Sirius reprimiu uma risada pela atitude de seu amigo. Já não estava claro o suficiente que isso não impressionava Lily? 

— Desculpe Lily. — disse Lupin e Lily não disse nada, apenas olhava para eles irritada.

— Devolva o vira tempo a ele, Potter. Sabe tão bem quanto eu que isso pode ser perigoso! — a garota falou em tom alto e agressivo mas isso, de algum modo, pareceu ter divertido James.

— O perigo é divertido Evans. — respondeu James, despreocupado, jogando o vira tempo de uma mão para a outra. 

— Se não devolver ao Remus, é ele quem terá problemas, não você. Você não se orgulha de ser da Grifinória, que tal você mostrar sua lealdade ao seu amigo agora? — Lily disse afiada e James ficou sem jeito. 

James se virou para Lupin e, bem na hora que ia entregar o objeto mágico, James acaba tropeçando e deixando o vira tempo cair de suas mãos. Uma fumaça branca os envolve, os fazendo tossir e quando a fumaça consegue dissolver, Lupin olha para o vira tempo quebrado no chão e ele sente suas entranhas se embrulharem. Teria como concertar um vira tempo? Rapidamente, Lupin saca sua varinha e aponta para o objeto, exclamando com clareza:

— Reparo! 

Mas nada aconteceu. O vira tempo continuava em pedaços. Lupin tentou mais uma segunda vez e, novamente, nada aconteceu. Aborrecido, Lupin pegou os pedaços do vira tempo e os guardou em suas vestes. 

— Viu o que fez, Potter? — Lily falou irritada e James nada disse. Sabia que Lily estava certa.

— Eu sei. Desculpe mesmo Aluado, não queria que isso acontecesse. — James falou verdadeiramente chateado. Lupin olhou para ele, não estava com raiva de seu amigo, sabia que James não faria uma coisa daquela.

— Aqui não está... silencioso demais? — Sirius perguntou, olhando ao redor.

— Enlouqueceu, Black? Esta tudo normal. — Lily falou seria, olhando para ele. 

— Não, não está. Está muito mais quieto aqui em cima e, caramba, estava limpo assim? 

Depois que Sirius disse isso, os outros olharam ao redor e perceberam que ele estava certo. Realmente estava mais limpo que antes. Lily não estava com um bom pressentimento sobre isso, realmente não estava. 

Ela se afastou do grupo e saiu pelo retrato da Mulher Gorda, os garotos se olharam foram atrás dela. Não tinham odeia do que estava acontecendo, mas tinham a sensação que não deveriam se separar. James percebeu que, como Sirius disse, Hogwarts estava realmente silenciosa e não havia ninguém nos corredores a não ser pelos fantasmas. Pirraça passou por eles cantarolando algo como "Potter enlouqueceu", Lily, Sirius e Lupin olharam para James, que deu de ombros. Não tinha ideia do que o fantasma estava falando.

Os quatro se dirigiram, em silêncio, até o Salão Principal, onde viram todos os alunos e professores reunidos.

— Bem, agora que estamos todos digerindo mais um magnífico banquete, peço alguns minutos de sua atenção para os habituais avisos de início de trimestre – anunciou Dumbledore. — Os alunos do primeiro ano precisam saber que o acesso à floresta em nossa propriedade é proibido aos estudantes... e a esta altura alguns dos nossos antigos estudantes já devem ter aprendido isso também. 

Lily sentiu seu coração parar. Por que Dumbledore estava fazendo novamente esses anúncios, como se estivessem acabado e voltar das férias. Seria possível que a quebra do vira tempo os fizeram voltar para o começo do ano letivo?

— Estamos novamente no começo do primeiro trimestre? — Sirius sussurrou, assustado e surpreso.

— Na verdade, Almofadinhas... acho que esse não é o caso. — Lupin respondeu, olhando para a mesa dos professores. — Olha para os professores. Não conheço a maioria deles... vocês conhecem? 

— Não. — Lily respondeu, embora um deles na mesa seja estranhamente familiar. — Acha que viajamos quantos anos no passado?

— Nenhum. — James disse com simplicidade, atraindo a atenção dos amigos para ele. Lily estava pronta para protestar, quando James continuou falando. — Se estivéssemos voltado tanto tempo no passado, Dumbledore e Minerva estariam mais novos. Mas na verdade, é o contrário, eles estão mais velhos... acho que viemos para o futuro.

O que James disse fazia todo sentido e soava ainda mais assutador. Dumbledore continuou com seu discurso, apresentando os professores novos, falando sobre o pedido de Filch sobre não usar magia nos corredores do castelo, mas quando ia falar sobre o testes para entrar no time de quadribol das casas, ele foi interrompido por uma mulher vestida de rosa, com a cara de sapa, que a pouco descobriram ser a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas. James e Sirius se olharam, não haviam gostado nem um pouco dela.

— Bem, devo dizer que é um prazer voltar a Hogwarts! – Ela sorriu, revelando dentes muito pontiagudos. – E ver rostinhos tão felizes voltados para mim!

— Onde ela está vendo rostinhos felizes? — Sirius sussurrou para James que riu baixinho. James olhou para os alunos e eles pareciam muito sérios e tinha uma energia bem pesada ali, que ele não conseguiu identificar.

— O ministro da Magia sempre considerou a educação dos jovens bruxos de vital importância. Os dons raros com que vocês nasceram talvez não frutifiquem se não forem nutridos e aprimorados por cuidadosa instrução. As habilidades antigas, um privilégio da comunidade bruxa, devem ser transmitidas às novas gerações ou se perderão para sempre. O tesouro oculto de conhecimentos mágicos acumulados pelos nossos antepassados deve ser preservado, suplementado e polido por aqueles que foram chamados à nobre missão de ensinar.

O silêncio reinou no salão quando a bruxa com cara de sapa fez uma breve pausa. A cara de Sirius estava tão mal humorada quando a de Minerva, na mesa dos professores. Eles não pareciam estar apoiando fala nenhuma dessa nova professora.

— Ministério? Por que diabos o Ministério esta intervindo em Hogwarts? — Lily sussrou em choque, e os garotos tinham a mesma dúvida. Lily não tinha um bom pressentimento quanto a isso.

— Todo diretor e diretora de Hogwarts trouxe algo novo à pesada tarefa de dirigir esta escola histórica, e assim deve ser, pois sem progresso haverá estagnação e decadência. Por outro lado, o progresso pelo progresso não deve ser estimulado, pois as nossas tradições comprovadas raramente exigem remendos. Então um equilíbrio entre o velho e o novo, entre a permanência e a mudança, entre a tradição e a inovação...

A cada palavra dita por ela, Sirius parecia querer vomitar. Ela o fazia lembrar de sua família e isso o irritava de um modo surreal. Sirius percebeu que nenhum dos alunos prestavam mais a atenção nela, nem mesmo os estudiosos da Corvinal. Sirius, no entanto, tentou continuar a ouvi-la, mesmo que isso o desagradasse muito.

— ... porque algumas mudanças serão para melhor, enquanto outras virão, na plenitude do tempo, a ser reconhecidas como erros de julgamento. Entrementes, alguns velhos hábitos serão conservados, e muito acertadamente, enquanto outros, antigos e desgastados, precisarão ser abandonados. Vamos caminhar para a frente, então, para uma nova era de abertura, eficiência e responsabilidade, visando a preservar o que deve ser preservado, aperfeiçoando o que precisa ser aperfeiçoado e cortando, sempre que encontrarmos, práticas que devem ser proibidas.

E, finalmente, a bruxa se sentou e James nunca agradeceu tanto por isso. Dumbledore aplaudiu e os outros membros do corpo docente o seguiram, com desgosto. James só queria saber o que havia acontecido na escola de tão grave para o Ministério da Magia ter que intervir. 

Enquanto Dumbledore continuava com seu anúncio sobre o time de quadribol das casas, James, Sirius, Lupin e Lily se mantiveram em silêncio. Não davam muita atenção para o diretor, estavam perdidos em seus pensamentos. Só notavam quando os alunos começaram a levantar de seus lugares e deixar o Salão. James notou que alguns alunos olhavam para ele é sussurravam baixinho e isso o intrigou. Será que já sabiam que ele era um viajante do tempo?

— Vamos falava com a Minerva. — Lily disse, uma vez que Dumbledores deixará o Salão depressa. 

Ela não precisou dizer mais nada, foi até a diretora da casa da Grifinória, sendo seguida por James, Sirius e Lupin. Eles passavam por entre os alunos e sempre tinha um ou outro que olhava para James e sussurrava, deixando os quatro intrigados. 

— Professora, precisamos da sua ajuda! — James disse, assim que acharam McGonagall. A professora o olhou de relance.

— Agora não, Potter. Mais tarde, sim? — disse Minerva e James se surpreendeu. Minerva sabia quem ele era, então não haviam viajado muito tempo. Certo?

— Por favor, professora. É muito sério! — dessa vez quem fisse foi Lily e Minerva, preocupada parou e os analisou com mais calma.

Minerva olhou para eles e arregalou os olhos. Estava perplexa. Como era possível isso? 

— Pelas barbas de Merlin, isso não é possível! — Exclamou Minerva, com espanto e os quatro se olharam.

— Por que a surpresa, professora? Não tinha me reconhecido? — James perguntou e Minerva ainda continuava os olhando com espanto, principalmente para ele e Lily.

— James Potter? — Minerva perguntou retoricamente, uma vez que sabia quem eram. James assentiu, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — Não. Achei que fosse... deixa pra lá.

McGonagall não terminou a frase. A professora tinha achado que Harry estava a procurando e não sabia o que poderia acontecer se dissesse a James que achava que vira o filho dele, não ele.

— Venham comigo, vou levá-los ao diretor. — Minerva disse e segui rapidamente até o escritório de Dumbledore.

James, Lily, Sirius e Lupin seguiram a professora, ainda em silêncio. Estavam surpresos demais por estarem no futuro. Lily não pode deixar de sentir raiva de James, afinal se não fosse por ele ter quebrado o vira tempo de Lupin, eles não estariam nessa situação complicada. 

Minerva disse a senha para entrar na sala, e assim foi feito. No entanto, Dumbledore estava conversando com Snape, mas pararam de falar assim que notaram a presença dos demais. A primeira pessoa que Snape notou foi Lily e ficou surpreso, mas não deixou transparecer.

— Diretor, temos um problema. — Minerva disse e Dumbledore olhou para ela e para os quatro jovens do passado.

Dumbledore olhou para eles, com seus olhos azuis transbordando tranquilidade por trás doa oclinhos meia lua. Isso irritou James. A calma de Dumbledore em uma situação seria assim era completamente irritante.

— Severo, nos de um minuto. — falou Dumbledore e Snape assentiu, deixando a sala do diretor. Lily ficou surpresa. Deveriam ter viajado muito tempo, uma vez que seu ex amigo já era um adulto e não um adolescente assim como ela, James, Sirius e Remus. — Podem nos explicar como isso aconteceu?

— Foi o Potter, senhor. — Lily disse, sentindo toda a sua raiva voltar. Olhou para os três garotos e viu James, inesperadamente, abaixar a cabeça. Ele também se sentia culpado. — Potter quebrou um vira tempo do Remus e agora estamos aqui.

— Mas, vira tempo não podem ir para o futuro, pode Dumbledore? — Minerva perguntou atônita. 

O mundo bruxo, no atual cenário, estavam vivendo com grandes problemas. O mais sério deles foi a volta de Voldemort que ocorreu a alguns meses. Como lidariam com viajantes do tempo? 

— Eu receio que não, Minerva. Mas não sei ao certo o que acontece quando um objeto tão poderoso e quebrado. — comentou Dumbledore com tranquilidade. Os quadros na parede conversavam, surpresos pelo feito dos alunos. — Para vocês, estamos no ano de 1995. Peço que vocês quatro aguardem até eu saber o que pode ser feito para manda-los de novo ao seu tempo. Enquanto isso, se misturem com os alunos e sejam discretos, principalmente o Sr. Potter e o Sr. Black. Vão ter aulas como os outros alunos e peço para que não comentem com ninguém sobre a viagem no tempo. Sejam o mais natural possível. Se precisarem de algo, peçam a professora McGonagall.

A cabeça de James estava girando. Era muita informação. Eles estavam, realmente, no futuro e teriam que agir com naturalidade. Era loucura, apenas isso. Eles não faziam ideia de nada do que estava acontecendo nesse ano e teriam que ficsr no escuto até o que o diretor consiga manda-los de volta para o seu tempo. Pela primeira vez, James se arrependeu de algo que fizera. Se não tivesse lego o vira tempo, não estariam em uma situação assim.

— Vocês estão cursando qual ano? — perguntou Minerva.

— Estamos no quinto ano. — Lupin respondeu e Minerva assentiu. — Vamos, vou levá-los até a Sala Comunal.

Novamente, eles seguiram McGonagall até a Sala Comunal da Grifinória, em silêncio. Quando chegaram na frente do retrato da Mulher Gorda, Lily sentiu o estômago embrulhar. Viriam pessoas do futuro. Isso era tão estranho.

— Mimbulus mimbletonia. — Minerva disse e os quatro tentaram guardar a senha na sala comunal. — Esses serão os dormitórios e o horário da aula de vocês. Ja vou providenciar roupas também. Boa sorte.

Minerva entregou a eles um pergaminho que continha o dormitório e os horários das aulas e saiu. Quando entraram na Sala comunal da Grifinória, sentiram o clima hospitaleiro de sempre. Agora, diferente de mais cedo, estava com mais alunos nela, o fogo da lareira brilhava  e alguns alunos esquentaram as mãos lá. Sirius notou dois garotos ruivos idênticos, provavelmente gêmeos, espetando algo no quadro de avisos, mas não deu muita atenção a isso.

— Vou subir. Ouviram Dumbledore, sejam discretos! — Lily sussurrou para eles e subiu as escadas em direção ao dormitório das meninas.

Os três se olharam e deram de ombros, subindo para o dormitório dos garotos. Apesar de ser uma coisa muito estranha e, de certa forma, perigosa, James estava um pouco animado para viver, mesmo que por poucos dias, no futuro. Será que ele teria algum parente na escola? Ia ser, no mínimo, interessante. Mas se sentia mal por Peter, um de seus melhores amigos, não estar presente nessa aventura. 

Seus pensamentos foram interrompidos por gritos vindo do dormitório em que eles ficariam, os três amigos se olharam e entraram, discretamente, a tempo de pegarem a discussão.



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