1. Spirit Fanfics >
  2. O vira-tempo >
  3. Defesa Contra as Artes das Trevas

História O vira-tempo - Capítulo 3


Escrita por:


Capítulo 3 - Defesa Contra as Artes das Trevas


  A aula fé poções, realmente, deixou James irritado. Não precisava pensar muito para saber que um dos principais motivos para Snape trarar Harry daquele jeito, era por ele ser filho de James. Para ele, isso estava claro. 

  Além disso, o que não entrava na cabeça de James de jeito nenhum, era como Dumbledore pode colocá-lo como professor em Hogwarts, uma vez que, mesmo no tempo deles, todos sabiam que Snape mexia com as Artes das Trevas? Tentava pensar em um motivo, mas não vinha nenhum a cabeça. Para James, o diretor estava sendo um grande irresponsável, principalmente levando em conta que Voldmort ainda estava no poder.

  — E agora nós temos... Adivinhação. — Lily falou com pesar. Detestava Adivinhação e estava feliz por não precisar fazer essa aula no ano seguinte. No entanto, não contava que teria que estudar tudo novamente por conta de uma viagem no tempo.

— Fala sério, Adivinhação? — Sirius falou com um misto de lamento e raiva. — Por que o vira-tempo não foi mais preciso com essa viagem? Poderia ter nos mandado para depois dos N.O.Ms.

— Poderia ter deixado a gente onde a gente estava mesmo. — Lupin respondeu, com um suspiro cansado. Também não era sua matéria favorita, mas o que poderia fazer?

— Não vou a essa aula. Ela é completamente inútil. — James disse, dando de ombros com seu habitual tom de arrogância. Lily suspirou profundamente e, pela primeira vez, teve que concordar com James.

— Vai matar aula? Dumbledore disse... — Lupin começou a dar bronca, mas Sirius o interrompeu.

— Dumbledore nos pediu para agir normalmente. O nosso normal é matar as aulas inúteis, Aluado. Na minha opinião, estamos fazendo muito apenas indo as aulas, uma vez que já fizemos os N.O.M. — Sirius falou e Lily e Lupin se olharam, apreensivos.

Não queriam pensar nas coisas que poderiam acontecer se James e Sirius deixassem escapar alguma coisa, mas não discutiram muito, sabiam que não tinham o que fazer quando os dois colocavam uma coisa na cabeça.

— Só... tome cuidado. — Lily falou e seguiu, junto de Lupin, para a Sala de Adivinhação. James e Sirius se olharam e seguiram na direção oposta. 

No momento, James estava querendo ir à biblioteca do Castelo para tentar se atualizar das coisas que aconteceram. As informação quebradas que ele conseguia pegar, só o deixava ainda mais curioso. Alguém morreu em Hogwarts? Qual é a relação de Harry com Voldemort? O que aconteceu durante esses anos?

Já na biblioteca, Sirius e James folheavam os livros em busca de algumas respostas, mas nada de muito relevante era encontrado e isso chateava os dois, principalmente Sirius. Para ele, era horrível o fato de terem matado aula para ficar na biblioteca e ainda não acharem respostas para suas perguntas. Com um suspiro profundo, Sirius fechou um libro e se debruçou preguiçosamente sobre a mesa, fazendo James o olhar com curiosidade.

— Estamos perdendo tempo. Você sabe, não é?— disse e James suspirou e assentiu. 

— O que sugere que façamos? — James perguntou, frustrado e Sirius deu de ombros, olhando ao redor.

Seus olhos cinza  percorreram a biblioteca de forma lenta, como se a solução fosse aparecer diante dele. E, de certa forma, foi isso que aconteceu. 

A biblioteca não estava tão cheia, isso porque a maioria dos alunos estavam em aula, mas, ainda assim, Sirius conseguiu ver uma garota mais nova do que eles, com as vestes da Lufa-Lufa. Rapidamente, Sirius olhou para James, animado e pelo olhar do seu melhor amigo, ele havia entendido o que Sirius estava pensando. Quase que ao mesmo tempo, Sirius e James se levantaram da cadeira, deixando os livros para trás, e foram até a garota. Ela os olhou com timidez e James lhe ofereceu, ou pelo menos tentou, um sorriso amigável.

— Oi, an.. garotinha... — James começou, tentando não parecer um maluco. Sirius ao seu lado, reprimiu uma gargalhada diante a falta de jeito do amigo. — Podemos te fazer uma pergunta?

— Claro. — respondeu tímida a menina que parecia estar no segundo ano. James e Sirius trocaram olhares empolgados.

— Bem, isso pode parecer estranho mas... por que exatamente Harry Potter está sendo acusado de mentiroso pelo Profeta Diário? — James perguntou e a garota o olhou como se ele fosse maluco.

— Sério mesmo que você não sabe? — ela perguntou e James sorriu sem jeito. Com um suspiro, ela continuou. — Tudo bem... Ele está sendo acusado porque no ano passado, na última tarefa do Torneiro Tribruxo, ele disse que Você-Sabe-Quem retornou e matou o Diggory.

James arregalou os olhou e olhou para Sirius, que tinha a mesma expressão de espanto no rosto. Como Harry participou do Tornei Tribruxo sendo menor de idade? Até ele entendia que esse torneio era perigoso demais e que o participante corre risco de vida. James se perguntava, como sua versão do futuro permitiu que algo assim acontecesse com seu filho. Uma vez que nem ele seria irresponsável a ponto de permitir algo assim.

— E qual é a sua opinião sobre isso? — Sirius perguntou a garota e ela olhou para ele com timidez.

— Bem... Na minha opinião, acho que o Potter pode estar... fantasiando demais sobre isso. — ela respondeu, cautelosa. Sirius, quase que imediatamente, fechou a cara. — Sabe, não faz sentido. Todo mundo sabe que Você-Sabe-Quem se foi dia 31 de outeubro de 1981, quando tentou matar o Potter e não conseguiu... bem, se era só isso, então eu já vou. — ao dizer isso, a garota deixou a biblioteca.

James estava estático e não conseguia parar de pensar nas palavras da menina. Um medo que ele nunca sentiu antes tomou conta de cada parte do seu corpo. Não estava com medo por ele, estava com medo por Harry. Ela havia acabado de descobrir que seu filho quase foi morto por Voldemort quando, segundo sua conta rápida, era apenas um bebê. Mas por que Voldemort iria atrás de um bebê inofensivo? 

Sua cabeça estava girando e essas poucas informações não estavam ajudando muito. O que antes era apenas curiosidade para saber como foi a vida de Harry, agora era uma necessidade de saber se durante esses anos da vida dele, Harry esteve bem e seguro.

Essa seria uma situação cômica, se não fosse trágica. Nem em seus sonhos mais loucos James imaginou que aos quinze anos estaria preocupado com a segurança e bem estar de seu filho. Filho esse, que dada as circunstâncias, tinha a mesma idade que ele. Isso tudo era loucura. Queria nunca ter sequer encostado do vira-tempo de Lupin, afinal, tem coisas que se tem o tempo e a hora certa para saber.

— Pontas, você está bem? — Sirius perguntou preocupado, nunca havia visto seu amigo tão sério e calado por tanto tempo assim.

— Estou. Eu só... quero entender tudo isso. — James respondeu e Sirius entendeu que seu amigo precisava processar essas informações novas.

Não só ele, na verdade. Sirius também estava bem afetado com essas coisa de Voldemort ir atrás de um bebê para mata-lo. Era maluco o jeito que, em menos de vinte e quatro horas, ele tivesse se afeiçoado tanto a Harry, sem ao menos terem conversado. Mas era impossível isso não acontecer, a final, Harry é filho do melhor amigo dele. Como não se afeiçoar?

A sineta tocou novamente e James e Sirius se dirigiram para a sala onde teriam aula Defesa Contra as Artes das Trevas. Os dois andavam em silêncio e sérios. Lily e Lupin, que os esperavam próximos a sala de aula, estranharam o comportamento dos garotos que, na maioria das vezes, era mais animado e descontraído.

— O que houve com vocês? — Lupin perguntou e James deu de ombros.

— Nada, só descobrimos uma coisa não muito agradável. — respondeu e Lily se sentiu preocupada.

Os quatro aproveitaram que um grupo de alunos da Grifinória entravam na sala e os acompanharam e, assim como na aula de poções, escolheram um lugar pouco visível e bem discreto para se sentar. A primeira coisa que Sirius notou, foi a professora com cara de sapa, vestindo um casaquinho peludo cor-de-rosa, sentada à esctivaninha. Então bufou, se debruçando na mesa.

— Bom, boa tarde! —  disse ela finalmente, quando a turma inteira acabou de sentar.

Alguns alunos murmuraram “boa-tarde” em resposta.

James revirou os olhos, não se dando ao trabalho de responder a professora, assim como seus amigos e, surpreendentemente, Lily que também não tinha uma cara nada boa. James não pode evitar de pensar que, se a professora não agravada à Lily, então ela não agradaria a mais ninguém. 

— Tss-tss — muxoxou a professora. — Assim não vai dar, concordam? Eu gostaria que os senhores, por favor, respondessem: “Boa-tarde, Prof. Umbridge.” Mais uma vez, por favor. Boa-tarde, classe!

– Boa-tarde, Prof Umbridge – entoaram os alunos monotonamente.

— Fala sério, ela é ridícula! — Lily sussurrou e James assentiu. Nao podia concordar mais.

— Agora sim — disse a professora com meiguice. – Não foi muito difícil, foi? Guardem as varinhas e apanhem as penas.

James, Lily, Sirius e Lupin se olharam sem entender o pedido. Ela estava, realmente, falando sério? Sirius não podia se sentir mais infeliz, sabia perfeitamente que nunca antes a frase "guardem as varinhas" seria seguida por uma aula interessante. Assim como os outros alunos, ele guardou a varinha na mochila e pegou a pena. A Prof. Umbridge deu uma pancada forte do quadro-negro, com sua varinha, e nele apareceu as palavras.

Defesa Contra as Artes das Trevas 

Um retorno aos Princípios Básicos 

– Bom, o ensino que receberam desta disciplina foi um tanto interrompido e fragmentário, não é mesmo? – afirmou a Prof a Umbridge, virando-se para encarar a turma, com as mãos perfeitamente cruzadas diante do corpo. – A mudança constante de professores, muitos dos quais não parecem ter seguido nenhum currículo aprovado pelo Ministério, infelizmente teve como consequência os senhores estarem muito abaixo dos padrões que esperaríamos ver no ano dos N.O.M.s.

“Os senhores ficarão satisfeitos de saber, porém, que tais problemas agora serão corrigidos. Este ano iremos seguir um curso de magia defensiva, aprovado pelo Ministério e cuidadosamente estruturado em torno da teoria. Copiem o seguinte, por favor.”

Ela tornou a bater no quadro; a primeira mensagem desapareceu e foi substituída por

“Objetivos do Curso”.

1. Compreender os princípios que fundamentam a magia defensiva.

2. Aprender a reconhecer as situações em que a magia defensiva pode legalmente ser usada.

3. Inserir o uso da magia defensiva em contexto de uso.

O som das penas arranhando o pergaminho era o único som produzido na sala por alguns minutos. Lily ainda estava indignada pela intervenção do ministério em Hogwarts. E, por Deus, o que diabos seria um "curso de magia defensiva aprovado pelo ministério"?

— Todos têm um exemplar de Teoria da magia defensiva de Wilbert Slinkhard?

Ouviu-se um murmúrio baixo de concordância por toda a sala.

— Acho que vou tentar outra vez — disse ela. — Quando eu fizer uma pergunta, gostaria que os senhores respondessem: “Sim, senhora, Prof a Umbridge” ou “Não, senhora, Prof. Umbridge”. Então: todos têm um exemplar de Teoria da magia defensiva de Wilbert Slinkhard?

– Sim, senhora, Prof. Umbridge – ecoou a resposta pela sala.

– Ótimo. Eu gostaria que os senhores abrissem na página cinco e lessem o Capítulo Um, “Elementos Básicos para Principiantes”. Não precisarão falar.

A Prof. Umbridge deu as costas para o quadro se acomodou na cadeira à esctivaninha. James revirou os olhos e abriu na página cinco para começar a ler.

O livro era horrivelmente tedioso, para James era equivalente a assistir uma aula do Prof. Binns. Sentia seus olhos ficarem mais pesados e lutava severamente contra a vontade de dormir. Tinha lido, ou pelo menos tentado, o primeiro parágrafo mas não absorvera nada além de algumas palavras. Não havia nada realmente útil para a auto-defesa naquilo. James bocejou e olhou para sua direita, não se surpreendendo ao ver que Sirius cochilava discretamente apoiando o rosto na mão esquerda. Olhou para Remus que parecia tão entendido quando Lily.

Quando James voltou seu olhar para Harry, viu que ao lado dele, havia uma garota que estava com a mão levantada, esperando que a Prof. Umbridge a notasse, mas a professora parecia ter muito sucesso em ignora-la. James percebeu, depois de muito tempo, que não era mais o único encarando a garota de cabelos castanhos. Por algum motivo, sua tentativa silenciosa de tentar chamar a atenção da professora, estava mais interessante que o tedioso livro.

Já havia passado algum tempo desde que a garota estava estava sendo ignorada por Umbridge e, agora, mais da metade dos alunos encaravam a menina. O descaso da professora estava irritando tanto James que ele jurava que, se a professora não respondesse a pergunta da garota, ele mesmo se levantaria e o faria.

— Queria me perguntar alguma coisa sobre o capítulo, querida? — perguntou ela, como se estivesse acabado de notar e James revirou os olhos.

Sirius, ao ouvir a voz extremamente irritante da professora, abriu os olhos e olhava para a mesma com um misto de tédio e raiva.

— Não, não é sobre o capítulo — respondeu a garota de cabelos cheios e castanhos.

— Bem, é o que estamos lendo agora — disse a professora, mostrando seus dentinhos pontiagudos. — Se a senhorita tem outras perguntas, podemos tratar delas no final da aula.

— Tenho uma pergunta sobre os objetivos do curso — disse a garota.

A Prof. Umbridge ergueu as sobrancelhas.

— E como é o seu nome?

— Hermione Granger.

— Muito bem, Srta. Granger, acho que os objetivos do curso são perfeitamente claros se lidos com atenção — respondeu em um tom de intencional meiguice.

— Bem, eu não acho que estejam — concluiu Hermione secamente. — Não há nada escrito no quadro sobre o uso de feitiços defensivos.

Quando ouviu as palavras de Hermione, Lily, assim como os demais alunos, olhou para o quadro-negro para reler os objetivos e, realmente, não havia nada sobre o uso de magia. A vontade e Lily no momento era ela mesma levantar a mão para fazer as perguntas. Como eles praticaram Defesa Contra as Artes das Trevas sem usar feitiços?

– O uso de feitiços defensivos? – repetiu a Prof. Umbridge, dando uma risadinha. – Ora, não consigo imaginar nenhuma situação que possa surgir nesta sala de aula que exija o uso de um feitiço defensivo, Srta. Granger. Com certeza não está esperando ser atacada durante a aula, está?

– Não vamos usar magia? – exclamou um ruivo, em voz alta.

– Os alunos levantam a mão quando querem falar na minha aula, Sr...?

– Weasley – respondeu, erguendo a mão no ar.

Umbridge apoiou o sorriso e deu as costas para o garoto. Mas no mesmo momento em que ela fez isso, as mãos de Hermione e, para surpresa de Lily, Harry se ergueram. Os olhos da professora pousaram em Harry por um momento, antes de se dirigir a Hermione.

— Sim, Srta. Granger? Quer me perguntar mais alguma coisa?

– Quero. Certamente a questão central na Defesa Contra as Artes das Trevas é a prática de feitiços defensivos.

– A senhorita é uma especialista educacional do Ministério da Magia, Srta. Granger?

Lupin, que até então se mantia imparcial, fez uma careta de desgosto. A professora tinha um péssimo argumento para usar e estava abusando de seu poder para se esquivar das perguntas, muito válidas, de Hermione. Não poderiasto tirar a razão da garota. Como os alunos aprenderiam a se defender, ainda mais em uma época tão caótica como essa, sem sequer praticar os feitiços defensivos? Isso era extremamente ridículo.

— Não, mas...

— Bem, então, receio que não esteja qualificada para decidir qual é a “questão central” em nenhuma disciplina. Bruxos mais velhos e mais inteligentes que a senhorita prepararam o nosso novo programa de estudos. A senhorita irá aprender a respeito dos feitiços defensivos de um modo seguro e livre de riscos...

— Para que servirá isso? — perguntou Harry, em voz alta. — Se formos atacados, não será em um...

– Mão, Sr. Potter! – entoou a Prof. Umbridge.

Harry, rapidamente, levantou a mão novamente e James teve que respirar fundo, tentando manter a calma e não azarar a professora, quando a mesma ignorou Harry. Não era possível que ela pretendia simplesmente se esquivar dos questionamentos dos alunos, apenas os ignorando e usando apenas essa desculpa horrível de "aprender a usar feitiços de forma segura e sem riscos". Ora essa, o que poderia dar de errado em uma sala de aula, com professores competentes prontos para ajudar caso algo desse errado?

No entanto, na visão de James, "competente" era uma palavra que parecia estar cada vez mais distante de descrever Umbridge.

Agora, porém, haviam vários outros alunos com as mãos erguidas. Como James não poderia fazer parte desses alunos, ele se conteve apenas cruzando os braços e olhando para Umbridge com uma expressão irritada, igual a Sirius, Lily e Lupin.

 — E o seu nome é? – perguntou a professora. James o reconheceu. Havia o visto no dormitório ontem.

– Dino Thomas.

– Diga, Sr. Thomas.

– Bem, é como disse o Harry, não é? Se vamos ser atacados, então não será livre de riscos.

Sirius riu baixinho ao ouvir a resposta de Dino. O fato de alunos com quinze anos saberem de uma coisa tão óbvia quanto essa e uma mulher velha não, chegava a ser hilários. Ou seria se não fosse incrivelmente irritante.

— Repito — disse a professora, sorrindo para Dino de modo muito irritante —, o senhor espera ser atacado durante as minhas aulas?

—Não, mas...

A Prof. Umbridge interrompeu-o.

— Não quero criticar o modo como as coisas têm sido conduzidas nesta escola — disse ela, um sorriso pouco convincente distendendo sua boca rasgada —, mas os senhores foram expostos a alguns bruxos muito irresponsáveis nesta disciplina, de fato muito irresponsáveis, isto para não falar — ela deu uma risadinha desagradável — em mestiços extremamente perigosos.

— Se a senhora está se referindo ao Prof. Lupin — disse Dino, zangado, esganiçando a voz —, ele foi o melhor que já...

O coração de Remus deu um salto. Ele, professor, mesmo com suas condições? Nunca tinha passado por sua cabeça isso, claro que a ideia o agradava, mas nunca achou que fosse possível. Porém, a alegria se foi com a mesma rapidez na qual chegou. Pelo modo que Umbridge falou, eles já haviam descoberto, não é? 

Lily, porém, estava focada na parte de que essa foi a primeira vez que ouviu falar de um dos quarto desde que viajaram no tempo. O que a fazia pensar: Remus foi professor, mesmo que por pouco tempo, aparentemente, mas e quanto a James, Sirius e ela? O que acontecera com eles no futuro? A única coisa que tinha, era a informação de que James tivera um filho, mas e quanto a ela e aos outros, não haviam tido uma família também? 

— Mão, Sr. Thomas! Como eu ia dizendo: os senhores foram apresentados a feitiços muito complexos, impróprios para a sua faixa etária e potencialmente letais. Alguém os amedrontou,

fazendo-os acreditar na probabilidade de depararem com ataques das trevas com frequência...

– Não, isto não aconteceu – protestou Hermione –, só que...

– Sua mão não está erguida, Srta. Granger!

Hermione ergueu a mão e Umbridge lhe deu as costas, fazendo Lily suspirar irritada. Não estava mais suportando essa professora e era apenas a primeira aula com ela. Desejou, profundamente que Dumbledore descobrisse um jeito para eles voltarem logo ao tempo deles pars nunca mais ter de olhar para a cara de sapa da professora.

— Pelo que entendi, o meu antecessor não somente realizou maldições ilegais em sua presença, como chegou a aplicá-las nos senhores.

— Ora, no fim ficou provado que ele era um maníaco, não foi? — respondeu Dino, acalorado.

— E veja bem, ainda assim aprendemos um bocado.

Sirius e James se olharam, desconfiados. Se perguntando o que havia acontecido com Hogwarts, que parecia não ser mais o lugar tão seguro que eram acostumados. Professores maníacos, a volta do Torneio Tribruxo aceitando bruxos menores como participantes, uma morte, sem contar Snape, um bruxo que que todos sabiam que mexia as Artes das Trevas, como professor. Esse castelo, definitivamente, não era o mesmo da época deles.

— Sua mão não está erguida, Sr. Thomas! – gorjeou a professora. – Agora o Ministério acredita que um estudo teórico será mais do que suficiente para prepará-los para enfrentar os exames, que, afinal, é para o que existe a escola. E o seu nome é?

Lily torceu o nariz para a fala da professora. Como os alunos poderiam executar o feitiço com sucesso nos N.O.Ms se não praticassem em sala de aula? Parecia que quanto mais Umbridge falava, menos sentido fazia.

— Parvati Patil, e não tem uma pequena parte prática no nosso N.O.M. de Defesa Contra as Artes das Trevas? Não temos de demonstrar que somos capazes de realizar contrafeitiços e coisas assim?

— Desde que tenham estudado a teoria com muita atenção, não há razão para não serem capazes de realizar feitiços sob condições de exame cuidadosamente controladas — respondeu a professora, encerrando o assunto.

— Sem nunca ter praticado os feitiços antes? – perguntou Parvati, incrédula. — A senhora está nos dizendo que a primeira vez que poderemos realizar feitiços será durante o exame?

— Repito, desde que tenham estudado a teoria com muita atenção...

— E para que vai servir a teoria no mundo real? — perguntou Harry em voz alta, seu punho mais uma vez no ar.

A Prof. Umbridge ergueu a cabeça. Lily sorriu diante a pergunta direta do garoto, uma vez que era uma pergunta que ela própria queria fazer.

— Isto é uma escola, Sr. Potter, não é o mundo real — disse com uma voz mansa que fez James ter vontade de vomitar.

— Então não devemos nos preparar para o que estará nos aguardando lá fora?

— Não há nada aguardando lá fora, Sr. Potter.

– Ah, é? – A raiva de Harry, que parecia estar borbulhando sob a superfície o dia todo, agora começou a atingir o ponto de ebulição.

— Quem é que o senhor imagina que queira atacar crianças de sua idade? — perguntou a professora, num tom horrivelmente meloso.

— Humm, vejamos... — disse Harry numa voz fingidamente pensativa. — Talvez... Lorde Voldemort?

Os murmúrios foram ouvidos na sala, alguns alunos apenas olhavam para Harry indignados e assutados por ele ter dito do nome do bruxo. James sorriu, orgulhoso por seu filho não temer dizer o nome de Voldemort em voz alta e, ao seu lado, ele ouviu Sirius rir com gosto e dizer algo como "Esse garoto é afiado. Gosto dele.".

Lily notou que a Prof. Umbridge encarava Harry com uma esquisita expressão de satisfação, deixando Lily realmente intrigada.

— Dez pontos perdidos para a Grifinória, Sr. Potter.

A sala ficou completamente em silêncio, olhando de Harry para Umbridge. Principalmente Sirius que, assim como seus amigos, pareceu muito mais interessado na discução agora que Harry fazia parte dela.

— Agora gostaria de deixar algumas coisas muito claras.

A Prof. Umbridge ficou em pé e se curvou para a turma, suas mãos de dedos grossos e curtos abertas sobre a escrivaninha. Lily a olhava com atenção, sentindo repulsa a cada movimento feito por ela.

— Os senhores foram informados de que um certo bruxo das trevas retornou do além...

— Ele não estava morto – protestou Harry zangado —, mas, sim senhora, ele retornou!

— Sr.Potter o senhor já fez sua casa perder dez pontos não piore ascoisas para si mesmo — disse a professora sem parar para respirar e sem olhar para ele. – Como eu ia dizendo, os senhores foram informados de que um certo bruxo das trevas está novamente solto. Isto é mentira.

– NÃO é mentira! – disse Harry. – Eu o vi, lutei com ele.

O coração de James foi parar na garganta e ele sentiu novamente aquele medo tomar conta e sim. Como assim seu filho, de quinze anos, lutou contra Voldemort? James passou as mãos pelos cabelos, em uma tentativa falha de se acalmar. Sirius, ao seu lado, que até então parecia estar se divertindo, assumiu uma postura mais séria e igualmente preocupada.

— Detenção, Sr. Potter! — disse a Prof. Umbridge, em tom de triunfo. – Amanhã à tarde. Cinco horas. Na minha sala. Repito, isto é uma mentira. O Ministério da Magia garante que não estamos ameaçados por nenhum bruxo das trevas. Se os senhores continuam preocupados, não se acanhem, venham me ver quando estiverem livres. Se alguém está alarmando os senhores com lorotas sobre bruxos das trevas renascidos, eu gostaria de ser informada. Estou aqui para ajudar. Sou sua amiga. E agora, por favor, continuem sua leitura. Página cinco. “Elementos Básicos para Principiantes”.

A intenção de Umbridge era, claramente, dar um fim aquele assunto, mas Harry não pareceu ter aceitado. O garoto se levantou da cadeira, sob os protestos de Hermione, e encarou Umbrige com a mais profunda raiva. Lily observava o garoto apreensiva. Não estava com um bom pressentimento sobre a onde essa discução com a professora levaria Harry.

— Pelas calças de Merlin, Harry, apenas fique calado. — Lily sussurrou quase inaudível, mesmo sabendo que o garoto não podia ouvi-la.

— Então, segundo a senhora, Cedrico Diggory caiu morto porque quis, foi? — perguntou Harry, com a voz tremendo.

Os alunos pareceram ter perdido a respiração. Não era para menos, uma vez que era a primeira vez que Harry falava sobre a morte de Cedrico. James e Sirius se olharam sérios, se lembrando do nome Diggory, que a garota havia dito na biblioteca. 

— A morte de Cedrico Diggory foi um trágico acidente — disse ela, com frieza.

— Foi assassinato — disse Harry. Ele sentia seu corpo tremer. Pouco falara com outras pessoas sobre isso, e muito menos com trinta colegas que o escutavam ansiosos. — Voldemort o matou, e a senhora sabe disso.

Por um segundo, Lily achou que Umbridge fosse gritar com Harry. Mas não foi isso que ela fez. Ela falou com a voz, macia, meiga, quase infantil e enjoada.

— Venha cá, Sr. Potter, querido.

Harry chutou sua cadeira para o lado, com raiva, e andou até a escrivaninha de Umbridge. Lily olhava cada movimento dele, apreensiva, estava preocupada com o que aconteceria com Harry por ter desafiado a professora dessa maneira.

— Leve isto à Prof. McGonagall, querido — disse estendendo a ele o bilhete.

Harry pegou o bilhete e saiu da Sala, batendo a porta com força em seguida. Umbridge pediu para que os alunos voltassem a ler o livro e assim eles fizeram. Mas o clima tenso ainda estava lá e o silêncio só deixava tudo mais hostil. Sirius, tentando aliviar um pouco a tensão, disse fazendo graça.

— Não sei quem é a mãe desse garoto, mas o temperamento dela e seu, Pontas, resultou nessa explosão que é o Harry.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...