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História O vira-tempo - Capítulo 4


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Capítulo 4 - O futuro


Os quatro viajantes do tempo estavam sentados em uma sombra de uma árvore, próxima ao lago, fazendo os deveres. Logo a noite chegaria e eles teriam que voltar para o castelo. Poderiam estar na sala comunal da Grifinória, mas estavam fazendo o que Dumbledore pediu: sendo discretos.

Mas não era de todo ruim. James, Sirius e Lupin passavam muito tempo embaixo daquela árvore junto de Peter, o quarto maroto que não estava participando dessa aventura. 

Para Lily aquele lugar, embora seja muito agradável, também lhe trazia memórias muito ruins. Mas não era isso que a preocupava no momento, e sim o fato de que era o terceiro dia em que estavam no futuro e ainda não haviam tido notícias de Dumbledore sobre eles voltarem para o seu tempo.

Três dias. Apenas três dias e pareciam que estavam lá a semanas. Lily começou a cogitar que isso tudo fosse produto de sua imaginação, mas logo lembrou-se que sua imaginação não era tão aguçada a ponto de inventar tudo isso.

– Isso tudo é tão ridículo. Por que precisamos fazer tudo isso novamente? – reclamou Sirius e Lily revirou os olhos.

– Sabe Almofadinhas. A única coisa pior que ter que fazer tudo novamente, é ouvir você reclamar disso a cada cinco minutos. – Lily disse e James e Lupin riram.

Para James ainda era engraçado ver Lily os chamando por seus apelidos. Nesse tempo em que ela esta passando com eles, James tem conhecido mais da garota e sua admiração por ela tem crescido também.

– Hoje é o primeiro dia de detenção do Harry com aquela Cara-de-Sapa. – James comentou como quem não quer nada.

– Esta obcecado com ele Pontas. – Lupin disse, sem tirar os olhos do pergaminho.

– Estou. Ele é meu filho, não é natural eu querer saber mais dele?.

– Como, por exemplo, quem é a mãe dele? – Sirius comentou, com um sorriso brincalhão e James ficou intrigado.

Realmente, sua esposa ainda era um mistério. Com quem ele teria se casado e tido um filho? Será que Harry era filho único? Eram tantas dúvidas.

– Eu não estava pensando nisso, Almofadinhas, mas agora que você disse, eu quero saber isso também. — James respondeu e Sirius riu.

– Bom, boa sorte em descobrir isso. – Lupin comentou, olhando para James, que o encarava sem entender. – Harry Potter é você, James. Vocês são muito parecidos.

– Exceto por um pequeno detalhe. Harry tem olhos verdes. — Lily falou, sem olhar para eles.

James, por instindo, olhou para Lily. Conhecia cada traço da garota e, sem sombra de dúvidas, o que mais lhe chamava a atenção eram seus olhos verdes. Seu coração deu um salto com o pensamento que lhe ocorreu, mas logo tratou de reprimir esse sentimento. Lily não poderia ser a mãe de Harry, uma vez que ela detestava James. A ideia de que ela se casaria com ele, embora lhe agradasse muito, lhe parecia muito distante.

Quando o sol começou a se por, por trás das nuvens, Lupin se tocou de um pequeno detalhe. Precisava falar com Dumbledore sobre sua condição. O que faria quando a lua cheia chegasse? Lógico que ele não pretendia ficar muito tempo fora de sua época, mas levando em conta o quanto estava demorando, achava melhor falar com Dumbledore.

— Acho que devemos voltar ao castelo, ou teremos problemas. — Lily falou, guardando suas coisas ma mochila.

Os quatro recolheram suas coisas e voltaram para o castelo. Os três garotos conversavam e riam, lembrando-se de seuas aventura enquanto Lily se mantinha calada e pensativa. Não sabia o motivo, mas pensar sobre o futuro, onde eles estavam no momento, lhe causava sensações ruins. Tinha medo do que poderia ter acontecido e, principalmente, tinha medo que a viagem inesperada deles pudesse, de alguma forma, acabar mudando para pior a situação que o mundo bruxo. Claro que não sabia como a presença deles inferferiria no futuro, mas sabia muito bem que o tempo é algo muito delicado para se mexer com ele dessa forma.

— Mimbulus Minbletonia. — Lupin disse a senha e o retrato da Mulher Gorda os deixaram entrar.

— Vou para o dormitório. Estou cansada. Boa noite. — Lily disse pars os garotos e subiu para o dormitório das meninas.

Não estava realmente cansada, apenas queria ficar só consigo mesma e ter um tempo longe dos Marotos. Eles não eram tão ruins, pensou Lily. Sem dúvidas o que mais se identificava era Remus, no entanto, James e Sirius não tem sido tão insuportáveis quanto costumavam ser, na verdade, eles eram divertidos até. 

Lily se sentia imensamente aliviada por nesse tempo em que estavam fora de sua época, James estava um tempo em suas irritantes investidas nela, talvez conhecer o filho dele tenha o feito "amadurecer" um pouco. Esse pensamento a fez rir brevemente. Queria conhecer a moça corajosa que aceitou se casar com James Potter e dar a ela seus parabéns pela coragem e paciência, uma vez que James poderia ser bem irritante.

Não sabia dizer ao certo quando pegou no sono, mas aconteceu e Lily só se deu conta disso, quando acordou no meio da noite e suas colegas de quarto estavam dormindo. Lily bocejou, tirando os cabelos ruivos do rosto, olhando bem para cada garota no quarto e constatando, novamente, que essa viagem não era só um delírio. 

Agora que já estava acordada, Lily não conseguia voltar a dormir, então desceu as escadas e foi para a sala comunal da Grifinória que estava vazia, mas com o clima aconchegante de sempre. Lily se sentou na poltrona próxima à lareira e ficou observando o fogo queimar a lenha. Não sabia que horas eram, mas chutava algo próximo a meia noite. 

O barulho do quadro da Mulher Gorta se abrindo assustou Lily e ela se virou para olhar quem é que estava fora da Torre da Grifinória tão tarde assim. Quando viu Harry passando pela moldura, Lily quase pensou que era James, mas os olhos verdes e a cicatriz em forma de raio na testa, logo desfizeram a confusão.

— Está tudo bem? — Lily perguntou ao garoto, vendo que ele parecia meio perturbado. Nesse momento, não se importava mais de estar puxando conversa com alguém do futuro e, talvez, estar indo contra o que Dumbledore pediu.

– Acabei de sair de uma detenção que ganhei apenas por falar a verdade. Estou ótimo. – respondeu Harry, sarcasticamente. Isso não foi o suficiente para abalar Lily, ela ainda mantinha o mesmo olhar compreensivo para com o garoto. 

Harry, notando sua falta de educação com a garota, até então desconhecida, suspirou e tentou procurar controlar a raiva. O que se tornava uma tarefa difícil cada vez que sua mão latejava de dor.

– Olha, se fizer você se sentir melhor, eu não acho que seja um mentiroso, como estão dizendo. – a voz de Lily saiu calma e em um tom baixo, porém audível. Isso atraiu a atenção de Harry, que agora a olhava com um misto de surpresa e agradecimento. — Você não me parece o tipo de pessoa que inventaria uma coisa nesse nível apenas para chamar a atenção.

Para Lily, inventar que Voldemort retornou era uma coisa muito séria. Não poderia imaginar ninguém fazendo isso. Achava que nem mesmo James seria sem noção a esse ponto. Claro que ela sabia pouco sobre o assunto, mas tinha a certeza de que Harry não estava mentindo sobre isso.

Com um suspiro cansado, Harry se aproximou de Lily, sentando-se ao lado da garota e observando as chamas da lareira. Era bom e reconfortante saber que nem todo mundo o enxergava como um louco. Lily ainda o observava com curiosidade, queria saber mais sobre ele.

— Escute, Harry, tudo bem se não quiser falar sobre isso, mas... O que exatamente aconteceu quando... ele... retornou? — Lily perguntou com calma, escolhendo bem as palavras.

Harry ficou em silêncio, ponderando sobre contar ou não àquela completa desconhecida sobre o que acontecera no cemitério. Por algum motivo que nem ele mesmo entendia, Harry confiava na garota ruiva. A ideia de que ela estivesse sendo legal demais apenas para sanar sua curiosidade lhe parecia absurda demais. Mas ainda não estava preparado para tocar no assunto. Eram memórias horríveis e, por mais que Rony e Hermione o apoiassem ao pensar nisso, Harry não podia deixar de se sentir culpado pela morte de Cedrico.

Depois de alguns minutos em silêncio, Lily não esperava que ele fosse responder e também não queria irrita-lo e insistir nesse assunto que claramente o incomodava.

— O que você teve que fazer durante a detenção? — questionou Lily, com um sorriso sem graça, mudando de assunto. Harry se sentiu novamente irritado. 

Harry desviou o olhar para sua mão e sentiu seu corpo ser tomado pela raiva. Não se arrependia de nenhuma palavra dita à Umbridge e faria tudo de novo se precisasse. Não kmahinava como Dumbledore permitiu que Umbridge fosse professora em Hogwarts, ela era terrível. Porém, pensar no diretor não era uma coisa boa no momento. Na verdade, isso irritava Harry ainda mais irritado.

— Tive que escrever.

— Só isso? Bom, não foi tão ruim quanto eu imaginava que seria. — Lily falou e Harry a olhou com uma sobrancelha erguida. Lily logo se apressou para continuar. — Não que eu quisesse que ela fizesse algo ruim a você, não! Umbridge estava muito irritada, fiquei com medo do que ela pudesse ter feito.

Quando a garota terminou de falar, Harry sorriu, um sorriso gentil que Lily ainda não tinha visto o garoto dar. Lily se permitiu sorrir também, pensado que essa face mais sorridente combinava muito com Harry.

— Qual o seu nome mesmo? — Harry perguntou com a voz suave. Não se lembrava daquela garota, mas ela era uma boa companhia.

— Lily. — Lily respondeu sem se preocupar com inventar um nome diferente. Lily percebeu que o sorriso de Harry caiu um pouco e, em seu rosto, um sorriso doloroso se formou. 

— O mesmo nome da minha mãe. — murmurou Harry, para si mesmo. O garoto havia dito em um tom tão baixo que se Lily não estivesse bem ao seu lado, ela não teria ouvido. — Desculpe, não quero ser grosseiro, mas eu estou cansado e realmente preciso dormir. Boa noite.

Dito isso, Harry subiu para o dormitório dos garotos, deixando para trás uma Lily completamente confusa com essa informação. Seria possível ser só uma estranha coincidência? A cabeça de Lily estava girando e algumas coisas começaram a, talvez, fazer sentido. Se ela fosse realmente a mãe de Harry no futuro, então explicaria a afeição que sentia por ele, sem contar o garoto tinha olhos verdes exatamente iguais aos dela. Seus olhos.

A possibilidade de ser mãe de Harry agradava Lily, mas sabia que havia uma possibilidade, mesmo que pequena, de James ter se casado com outra Lily de olhos verdes. De repente, Lily se tocou de uma coisa que havia simplesmente esquecido. 

Tinha esquecido que Harry era filho de James e se ela fosse realmente a mãe do garoto, estão ela estaria casada com James. Esse pensamento a assustou, uma vez que ela não e lembrava de James Potter sendo alguém realmente agradável anteriormente. Sempre se exibindo e com sua grande arrogância que a irritava profundamente. Nunca havia passado por sua cabeça, se quer um vez, aceitar um dos convites pra encontro que ele vivia lhe propondo. No entanto, não podia ser injusta. James estava quase agradável durante esse tempo em que estavam no futuro, embora só tenham se passado três dias. 

Afastando esse pensamento, Lily voltou para o dormitorio das meninas e tentou pegar no sono novamente.

 

Quando o dia amanheceu, Lily, já arrumada, desceu para a Sala comunal e lá encontrou James, Sirius e Lupin conversando com dois garotos ruivos idênticos, provavelmente gêmeos, que pareciam muito animados. Lily sentiu as entranhas se revirarem e o medo de algum deles, mais especificamente James e Sirius, tivessem dito algo aos gêmeos estava começando a comsumi-la. 

Lily se aproximou discretamente deles, para ouvir o que eles conversavam.

— Vocês são dois gênios! — Sirius exclamou com admiração e os gêmeos riram com orgulho. — Nós precisamos do Kit Mata-Aula.

James concordou, olhando impressionado para um saco de papel que um dos gêmeos segurava.

— Fantasias Debilitantes? Isso é realmente genial! — James disse e Lily revirou os olhos. Claro que ele gostaria da ideia. Lily voltou seu olhar para Remus que, apesar de impressionado, não parecia aprovar tanto isso quanto os dois amigos.

— E não é? Fred e eu fizemos um ótimo trabalho com nossos produtos. — um dos gêmeos disso com alegria e o outro assentiu.

— Com certeza fizemos um ótimo trabalho, Jorge. — Respondeu Fred, tão feliz e animado quanto o irmão.

— Mas isso não pode ser perigoso? — Remus perguntou relutante e os gêmeos se olharam e riram.

— Bobagem. — disse Fred.

— Pagamos alguns calouros ontem e testamos. Deu tudo certo, os resultados foram excelentes. — explicou Jorge. James, Sirius e Lupin riram, seguidos pelos gêmeos.

Pelo pouco da conversa que Lily ouviu, só conseguiu agradecer aos céus por Fred e Jorge não serem do seu tempo, uma vez que ela não sabia se Hogwarts aguentaria um grupo formado por James, Sirius, Remus, Peter, Fred e Jorge. Eles, com toda certeza, tinham a mesma mentalidade para procurar confusão.

Quando Lily ia falar alguma coisa, uma garota passa por ela com raiva e vai até os gêmeos.

– Quantas vezes eu terei que repetir a vocês que vocês não podem vender isso aos alunos? Eu vou, realmente, ter que escrever à mãe de vocês?  – perguntou Herminoe fe maneira ameaçadora. A ameaça pareceu ter surtido algum efeito nos gêmeos, uma vez que eles ficaram tensos.

– Não estávamos vendendo, Hermione. Estávamos apenas contando sobre a mercadoria a eles. – Fred disse na defensiva e Hermione voltou seu olhar para os três garotos.

Quando Hermione botou os olhos em James, a garota paralisou e o olhava atentamente. James se sentiu nervoso, é claro que ela perceberia a semelhança entre ele e Harry, uma vez que eles pareciam ser próximos.

— Isso... isso não é possível! — Exclamou Hermione, ainda olhando para James com os olhos arregalados. Fred e Jorge se olharam e voltaram seu olhar para James também.

– O que não é possível? — Jorge perguntou e Hermione o olhou indignada.

– Ele é a cara de Harry! Francamente, vocês não notaram? – bastou Hermione dizer isso que a ficha de Fred e Jorge pareceu ter caído.

– Claro! Sabia que você era familiar. Como podem ser tão parecidos? – Fred exclamou, olhando para cada detalhe de James que, a essa altura, já procurava uma desculpa plausivel para sair de lá sem parecer um maluco.

– Coincidência? Ah, nós realmente... – James começou, com um sorriso sem graça, mas foi interrompido por Jorge.

— Será algum parente? — perguntou Jorge e Hermione balançou a cabeça negativamente.

— Não. Esqueceram que os únicos parentes vivos de Harry são os Dursley? Tem que ser apenas uma incrível coincidência.

James, que até então se mantinha nervoso, agora não sentia mais nada. Essa informação tinha o pegado completamente de surpresa . De repente, sua cabeça começou a girar e o ar foi faltando de seus pulmões. Sentia como se tivesse comido uma das Fantasias Debilitantes e fosse desmaiar a qualquer momento. 

Se Harry não tinha parentes vivos, isso significava que ele e a misteriosa mãe de Harry estavam mortos? E quem diabos eram esses Dursley? Com o corpo trêmulo, James se levantou do sofá onde estava sentado e saiu pela moldura do retrato, aproveitando que Hermione voltara a dar bronca nos gêmeos sobre os Kit Mata-Aula e se esqueceu dele. 

Não sabia ao certo para onde estava indo e nem se importou com Pirraça o atormentando, quando percebeu, estava na frente da sala de Minerva. James entrou sem bater, assustando McGonagall.

– Potter, onde estão os modos? – questionou severamente, mas James não lhe deu atenção.

– Como foi que eu morri? – perguntou em tom baixo e audível, olhando com atenção para a professora. 

James ainda tinha esperanças de que tivesse apenas entendido mal o que Hermione tinha dito, mas o olhar que Minerva lhe lançou, olhar de pena, fez tudo cair por terra. A garganta de James fechou e ele sentiu vontade de vomitar.

– Você-sabe-quem o matou, junto de sua esposa. – Respondeu McGonagall com calma e com certo cuidado. James apenas assentiu, não sabia o que pensar nem o que dizer. 

Em sua cabeça, de repente, algumas coisas começaram a se encaixar. Se ele e sua esposa, até então descinhecida, haviam sido mortos por Voldemort e o Harry havia sido atacado por ele quando tinha apenas um ano, então, provavelmente, foi quando ele havia morrido. Certo?

– Foi quando ele tentou matar Harry? – perguntou James, calmo. Minerva não se surpreendendou que ele já soubesse sobre Harry, a final, era quese impossível que ele não soubesse.

– Sim, foi sim. 

James ficou em silêncio, olhando para um ponto qualquer da mesa de Minerva, tentando processar as informações. Não era fácil saber que morreria no futuro e deixaria para trás um filho de apenas um ano. O que mais doia, sem dúvida nenhuma, era saber que não teria a chance de ver seu filho crescer, não poderia cria-lo como seus pais o criaram. Isso causava em James uma dor que ele nunca imaginou que sentiria antes.

Enquanto os pensamentos foram passando pela cabeça de James, ele começou a pensar sobre o futuro. Nesse momento, mais do que nunca, quis que Dumbledore concertasse esse erro e que eles voltassem logo para o seu tempo certo. A esse ponto, James jurava que, quando voltassem, jamais tocaria em um vira-tempo novamente. Havia descoberto da pior forma que, quando se tratava do futuro, era melhor viver na ignorância. Definitivamente não estava preparado para saber daquilo.



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