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História O vira-tempo - Capítulo 6


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Notas do Autor


Voltei gente
Desculpe a demora hahaha

Capítulo 6 - Quadribol


O fim de semana chegou e com ele, o alívio de James, Lily, Sirius e Lupin. Essa foi, sem sombras de dúvidas, a semana mais desgastante que tiveram em Hogwarts. O fato de estarem vivendo no futuro e terem que lidar com notícias nada boas exigia um enorme esforço mental e o fato de terem como professores Umbridge e Snape não ajudava muito. Felizmente, hoje estariam com o dia livre e para a animação de Sirius e James, mais tarde teria treino de Quadribol da Grifinória. Naturalmente, James preferia estar jogando com o time, mas apenas observar seria interessante, afinal, estivera com a cabeça tão cheia que sequer se lembrou de procurar sobre os integrantes do time. 

Os quatro tomavam seu café da manhã no grande salão de Hogwarts, propositalmente, não muito longe de onde Harry estava com seus amigos. James o olhava discretamente, esperando a hora perfeita para puxar uma conversa. Queria encontra-lo quando o garoto estivesse sozinho, mas isso era quase impossível visto que Harry estava sempre acompanhado de seus amigos. Nunca sentiu tanta falta do Mapa do Maroto, assim poderia se organizar melhor. Infelizmente, o mapa havia sido detido por Filch, o zelador do Castelo.

Como de costume, o correio matinal havia chegado. Uma coruja grande e marrom, deixou a uma garota ao lado de Lily uma carta e o Profeta Diário. 

– Com licença. Se importa se eu der uma olhada? – Lily perguntou educadamente à garota, apontando para o Profeta Diário.

– Fique a vontade. – respondeu a garota e Lily sorriu em agradecimento. 

Para ela que estava no futuro, era importante que soubesse das coisas que estavam acontecendo, para que tanto ela, quando James, Sirius e Remus pudessem se sentir menos alheios ao atual cenário do mundo bruxo.

Lily abriu o jornal e começou a lê-lo com calma e atenção. Não parecia haver nada realmente muito interessante. No entanto, uma notícia lhe chamou a atenção. Lily precisou reler pelo menos duas vezes para ter certeza de que se tratava da mesma pessoa. Voltou seu olhar para Sirius, que conversava animadamente com Remus. Não era possível que aquilo escrito fosse verdade. Não havia sentindo.

– O que houve Lily? Está pálida. – questionou James preocupado, mas ela não sabia o que dizer. – Aí... aí fala sobre algum de nós?

Essa pergunta atraiu a atenção de Sirius e Lupin que, vendo o estado de Lily, não estavam nada esperançosos.

– Você está bem Evans? Parece que encontrou com um dementador. – Sirius tentou fazer piada, mas Lily sequer conseguiu achar graça. Não conseguia encara-lo depois do que leu.

– É... bem... sobre você que a notícia fala. – Lily falou baixo, mais audível.

Sem demora, Sirius apanhou o Profeta Diário das mãos da garota, com medo do que poderia ler. Pela reação de Lily, com certeza não era algo bom. O que leu, no entanto, o fez não ter reação.

– Assassino em massa? Foragido de Azkaban? O que é isso?! – questionou, mais para si mesmo do que para os outros. James, apesar de ter ouvido, não podia acreditar. 

Sirius não sabia o que sentia, não tinha ideia do que se passava em sua cabeça. Ele olhou para seus amigos na mesa e Lily desviou o olhar e isso o fez pensar em algo.

– Vocês... vocês não acreditam nisso, não é? 

Lily corou, ainda sem olhar para Sirius. Sinceramente, não sabia se acreditava ou não. James relia a mesma notícia repetidas vezes, esperando que achasse algo indicando que não era de Sirius que se tratava. Remus, assim como Lily, estava bem dividido, sua parte racional, sua maior parte, acreditava que tudo isso deveria ser apenas um infeliz engano. Mas uma parte bem traidora de si, colocava a dúvida em sua cabeça. 

– Quer saber? Deixa pra lá. – Sirius bradou e saiu da mesa, com raiva. O silêncio de seus amigos foi realmente doloroso.

– Almofadinhas, espera aí! – James disse, alto. Sirius é o mais próximo que James tem de um irmão e não queria que ele pensasse que não tinha sua confiança.

Perto deles, Hermione olhou desconfiada para os dois garotos que deixavam o grande salão. Podia ter ouvido errado, mas jurava que tinha escutado o apelido de Sirius. A garota voltou seu olhar para Lily e o outro garoto, que conversavam em tom baixo com o Profeta Diário em mãos. 

Sua teoria, não tão maluca, estava ganhando cada vez mais sentido e isso a assustava. Se fosse mesmo o que ela imaginava, quais consequências isso traria para a linha do tempo deles. Hermione sabia que o tempo era algo frágil e que qualquer mudança mínima poderia trazer consequências horríveis.

– Tudo bem Hermione? – a garota saiu de seus pensamentos com a voz de Harry, olhou para o amigo que tinha um olhar de preocupação.

– Sim, só estava... pensando. – se limitou a dizer apenas isso. 

Não queria comentar nada com Harry enquanto ainda não tinha certeza, afinal, tudo ainda não passava de uma especulação. Na verdade, mesmo que fosse realmente o que ele pensava, não sabia como contaria para Harry uma coisa dessas. Não sabia sua reação, mas sabia que não seria tão agradável.

 

Remus estava andando até a sala de Minerva. Precisava conversar com Dumbledore, mas o diretor estava sempre muito ocupado, então imaginava que Minerva poderia ajudá-lo. 

Na noite anterior, antes de dormir, Remus estudou um pouco o calendário, para saber os dias de lua cheia e estar preparado. Se estivesse no seu tempo, poderia apenas continuar como sempre, usando a passagem no Salgueiro Lutador e usar a Casa dos Gritos para sua transformação, mas não estava em seu tempo, então não sabia o que faria exatamente.

Chegando na sala de McGonagall, Lupin bateu três vezes na porta e a abriu, com calma, em seguida.

– Com licença, professora. Tem um minuto? – perguntou com calma e educação. Recebendo um aceno positivo de Minerva, Lupin entrou e de sentou.

– Do que precisa Lupin? – Minerva perguntou séria, mas prestativa. Lupin se mexeu desconfortável. Ainda era um assunto delicado para ele, mas precisava falar disso se quisesse ajudar para não se transformar e um monstro e matar metade dos alunos de Hogwarts.

– Bem, estive estudando... Logo teremos lua cheia... O que farei nesses dias?

O questionamento do garoto não foi uma surpresa. Na verdade, Minerva estava até achando estranho ele ter demorado para questiona-la sobre isso.

– Não se preocupe. O professor Snape está preparando uma poção Mata-cão. Dumbledore pediu para que eu lhe dissesse que nas noites de lua cheia, o senhor poderá fazer o mesmo que fazia... bem, no seu tempo. – McGonagall disse de maneira séria. Essa também era uma parte estressante dessa situação. Fazia anos que eles não tinham que lidar com uma aluno com licantropia. Era realmente muita sorte que o professor Snape fosse um bruxo tão habilidoso com poções, caso contrário, poderiam haver problemas muito sérios.

– Ótimo. Obrigado professora. – Lupin agradeceu, deixando a sala aliviado. A última coisa que queria era causar problemas para os alunos de Hogwarts. As possíveis consequências de uma viagem no tempo já eram aterrorizantes o suficiente. 

Isso era outra coisa que o intrigava. Remus tinha plena consciência de que o que aconteceu com ele, Sirius, James e Lily não era algo simples de se resolver. Não era qualquer feitiço que poderia fazê-los votar para sua época, mas o fato de Dumbledore estar demorando tanto tempo o fazia temer as coisas que eles poderiam causar. Até agora eles estavam indo bem, tinham evitado o máximo possível interação com pessoas desse tempo, mas não sabia quando tempo seus amigos continuariam comportados, principalmente Sirius e James.

James nunca havia negado o fato de que queria conversar com Harry e Lupin entendia sua vontade. Mas se isso acontecesse, quais seriam as modificações que causaria na linha do tempo? Sabia que não tinha o direito de proibir James de ter uma conversa com Harry, principalmente depois de saberem que ele não viveu para criar o garoto, mas isso ainda o assustava. Quando estava a caminho da sala comunal da Grifinória, Lupin se encontrou com James, que vinha de encontro a ele.

– Viu o Almofadinhas por aí? Acho que ele ainda está chateado. Quero conversar com ele. – James questionou, com certa urgência.

Remus quase se havia se esquecido desse detalhe. Quase. Quando viu a noticia no Profeta Diário hoje de manhã, sobre um de seus melhores amigos ser um assassino louco e perigoso foragido de Azkaban, sua cabeça deu várias voltas e, por um curto segundo, chegou a acreditar no que vira. Mas esse pequeno momento de covardia se passou com a mesma velocidade que chegou. Claro que Sirius não era nada daquilo que escreveram no Profeta Diário. Conhecia Sirius Black o suficiente para saber que seu amigo tinha defeitos, mas não era uma pessoa ruim. Nem de longe.

– Não. Mas sabe, acho melhor deixarmos ele um pouco sozinho. Você sabe como Sirius é cabeça quente, talvez ele precise de um tempo. – Lupin falou calmo. James queria retrucar, mas sabia que seu amigo estava sério. Afinal, ele mesmo precisou de um tempo para respirar quando descobriu seu futuro, nada mais justo que Sirius também tivesse seu momento.

– Tudo bem, tudo bem. Você está certo. Mas não podemos deixar que Sirius pense que achamos que ele é um assassino! – James falou com convicção e Lupin balançou a cabeça.

– Nós não vamos. Fique calmo.

Os dois rumaram para a sala comunal pegar os materiais para ir a biblioteca. Lupin convenceu James, sob muitos protestos do mesmo, que eram melhor eles adiantaram alguns deveres. James entendia que, para não levantar suspeitas, eles precisavam agir como alunos de Hogwarts daquele tempo, mas era tão exaustivo estudar as mesmas matérias que já havia estudado, para passar nos N.O.M.s que, sem dúvidas, havia passado. 

Chegando na biblioteca, eles não se surpreendam ao encontrar Lily. Sentaram-se na mesma mesa que ela e, diferente das outras vezes, começaram a dazer os deveres em silêncio. Lily desviou os olhos do trabalho sobre arbustos autofertilizantes e olhou para os garotos. Ela gostava de silêncio, mas esse em específico estava a incomodando.

– Eu não acho realmente que Almofadinhas tenha feito aquilo. – disse baixinho e James e Lupin olharam para ele. 

Lily não estava mentindo. Não conhecia muito Sirius, mas sabia que podia confiar nele e que ele não faria aquilo. Quando leu a noticia, Lily ficou preocupada, mas foi uma coisa muito informação muito repentina. Agora, porém, Lily confiava plenamente em Sirius.

– Que bom que pensa assim. – James respondeu com certo alívio. De alguma forma, era reconfortante saber que a garota por quem ele é apaixonado acredita em seu amigo.

Permaneceram lá na biblioteca por, pelo menos, menos duas horas antes do almoço. Deu tempo de adiantar as tarefas. Mesmo que James não concordasse com refazer esse ano, era bom se livrar de uma vez dessas tarefas, principalmente as de Umbridge. Ainda não entendia o que diabos se passava na cabeça de Dumbledore quando a aceitou como professora, uma vez que não era preciso muita inteligência e perspicácia para saber que Umbridge entendia tão pouco de Defesa Contra as Artes das Trevas. 

Saíram da biblioteca e Lily sentiu a estranha sensação de estar sendo observada. Olhou para trás e viu que Hermione a encarava discretamente, mas Lily percebeu. Não pode evitar de se sentir preocupada. Sabia que Hermione era muito inteligente, e se a garota estivesse com alguma desconfiança ou algo do tipo? Para piorar, ela ainda era próxima ao Harry, ou seja, se ela Realmente estivesse desconfiada e comentasse com Harry... Lily não queria nem pensar nessa possibilidade.

– Tudo bem Lily? – Lupin perguntou preocupado e Lily sorriu sem graça, assentindo.

– Por que não estaria? 

Quando chegaram o grande salão para almoçar, ficaram felizes ao ver Sirius, sentado lá, quieto e com o semblante sério. Os três se aproximaram dele, e um silêncio desconfortável se instalou. Para eles, era estranho ver Sirius sério, uma vez que, geralmente, o garoto era alegre e descontraído. Ficar perto de Sirius e ele não soltar nenhum tipo de piada ou coisa parecida, não poderia significar algo bom.

Sirius não estava realmente bravo com os amigos. Estava apenas assustado e com medo.  Desde pequeno, viu todos seus familiares próximos serem Sonserinos, sangues-puro e exatamente retrógrados em relação aos nascidos-trouxas, sabia que isso não era algo bom e tinha medo de se tornar igual a eles. Esse medo passou no seu primeiro ano em Hogwarts, quando foi selecionado para a Grifinória, a casa dos corajosos e leais. Então conheceu seus amigos e as coisas melhoram. Sirius achou que nunca mais sentiria esse medo, mas então houve esse incidente com o vira-tempo, e essa notícia sobre ele do Profeta Diário apareceu e tudo o medo que há tempos não o aparecia, voltou a atormenta-lo.

– Almofadinhas, não achamos que você fez aquilo realmente. Não pense nisso nem por um minuto. Sinto muito se o fizemos se sentir mal. – James disse com cautela, escolhendo bem as palavras.

– Eu sei. Está tudo bem, eu só... precisava pensar um pouco sobre isso, entende? – Sirius disse calmo e James assentiu.

Sabia exatamente pelo que Sirius estava passando. Não está uma sensação agradável descobrir algo ruim sobre seu futuro. Obviamente, todos estavam curiosos sobre suas vidas, mas inconscientemente, eles queriam saber de coisas boas. Porém, como nem tudo são flores, eles dois descobriram um destino bem cruel. 

Ver seu amigo assim tão impotente, quase o fez ter vontade de mudar algumas coisas. Mas ainda assim, mesmo que isso o machucasse, James não poderia sacrificar a vida de Harry. Era realmente, um situação bem complicada.

– Bom, pelo menos, Aluado e Evans tiveram uma vida descente. – Sirius disse, tentando descontrair. Lily riu, sem humor.

A amizade com Snape ajudou Lily a aprender alguma coisa sobre camuflar suas emoções e isso veio a calhar quando descobriu que seu destino, assim como o de James, foi a morte. Não era fácil, mas conseguiu esconder quase perfeitamente suas mágoas.

Ainda a incomodava o fato de que ela era a futura esposa de James. Não sabia quando ou se contaria a ele. Seria uma situação constrangedora, principalmente para ela, quem sempre deu foras no rapaz.

– Na verdade, ainda não sabemos nada sobre Lily. – Lupin pontuou pensativo e James se estremeceu.

– Do jeito que as coisas estão, melhor nem procurarmos. É como dizem: quem procura, acha. 

– Cara, de onde veio esse pessimismo? – Lupin questionou divertido. Afinal, essa não era uma das características de James.

– Vou chutar que seja da maré de notícias ruins que a gente vem recebendo. – Sirius respondeu, dando de ombros e pouco interessado.

Lily revirou os olhos, com um meio sorriso. Isso era bom, não era? Sirius estava, mesmo que aos poucos, voltando a ser ele mesmo. Estava realmente estanho ve-lo calado.

Lily voltou seus olhos para a mesa dos professores, afim de ver o diretor. Mas ele não estava lá, estavam todos, ou quase, menos ele. Suspirou, desejando que Dumbledore desse notícias logo de quando eles poderiam voltar para a casa. Sua cabeça não dava descanso, pensando em qual a pior coisa que poderia acontecer se não conseguissem voltar. 

– Vocês não queriam ir ao treino do time da Grifinória? – Lily questionou, olhando ao redor vendo que já não haviam mais tantos alunos no grande salão.

James, Sirius e Lupin pareceram ter se lembrado desse detalhe apenas agora. Os três não demoraram para se levantarem e deixar o lugar em direção ao campo. Dos três, Lupin era o que menos estava empolgado, gostava de Quadribol, mas não tanto quanto seus dois amigos.

Quando chegaram no campo, sentam em um ponto das arquibancadas, mas não eram os únicos espectadores ali. Havia também, distante deles, um grupo de alunos da Sonserina, entre eles o garoto loiro, Malfoy.

– Achei que hoje era treino da Grifinória. – Remus disse, olhando para o grupo de Sonserinos intrigado. James revirou os olhos, os encarando com raiva.

– E é. Não sei o que fazem aqui. – respondeu, com raiva.

James olhava para o grupo de Sonserinos como se apenas seus olhos fossem capazes de lançar feitiços contra eles. Era impressionante como os alunos dessa casa não mudavam mesmo depois de anos. Sua raiva cresceu duas vezes mais quando os Sonserionos começaram uma salva de vaias para os jogadores que, provavelmente, haviam entrado em campo. Ao seu lado, ouviu Sirius rir e sentiu o amigo dar um leve soco em deu braço, apontando para o campo com a cabeça.

– Olha só quem está em campo.

James seguiu o olhar do amigo e viu que lá, dentre os jogadores, estavam Fred e Joerge, Rony e, para a surpresa e alegria de James, Harry Potter. James não soube descrever o exatamente o que sentiu ao ver o garoto, que um dia seria seu filho, usando o uniforme do time da Grifinória. Era uma coisa boa, mas não soube descrever o sentimento. Orgulho talvez.

– A vassoura dele é bem legal. – Sirius comentou, olhando para a cassou da Harry e James concordou. – Onde será que ele conseguiu?

– Irrelevante, Almofadinhas. Nós nem somos desse tempo. Você não poderia comprá-la. – Lupin disse e Sirius deu de ombros.

– Que é aquilo que o Weasley está montando? – berrou Malfoy, debochando com o seu jeito arrastado de falar. – Por que alguém lançaria um feitiço de voo num pedaço de pau velho e mofado como aquele?

Os amigos de Malfoy riram e James não pode deixar de achar um comentário extremamente ridículo. Nem era para os alunos da Sonserina estarem lá, só foram para atrapalhar. Bom, James se irritou com esse pensamento, afinal, seria muita ingenuidade de sua parte acreditar que os Sonserionos tinha ido assistir ao treino a fim de fazer críticas construtivas.

Rony deu um impulso para sair do chão e Harry foi logo em seguida. James notou que Harry parecia ter mais confiança em voar do que o amigo, o que fez James se questionar há quanto tempo ele fazia parte do time.

– Não acredito que eles estão conseguindo mexer com a cabeça do Weasley. – Sirius disse com certa raiva. Estava nítido pela face de Rony que ele estava nervoso com os comentários do Malfoy. 

Sirius notou que, diferente dos outros jogadores, Rony pareceria o mais nervoso. Os outros estavam super tranquilos, sem dar bola para os garotos da Sonserina. Supôs então que Rony era novo na equipe e esse seria seu primeiro treino.

– Ei, Johnson, afinal que penteado é esse? – berrou uma garota da Sonserina da arquibancada. – Por que alguém iria querer parecer que tem minhocas saindo do crânio.

O comentário maldoso não pareceu surtir efeito algum em Johnson, uma vez que a garota só afastou as tranças dos olhos e disse algo aos outros integrantes do time.

Ver o time de Quadribol em campo fez James querer pegar uma vassoura e entrar com eles. Sem dúvidas, essa era uma das coisas que ele mais gostava em Hogwarts e não poder jogar era algo realmente chato. Mas se contestava apenas em assistir ao treino.

James viu que Harry deu meia-volta e se afastou dos outros em direção à extremidade do campo. Rony recuou para o gol oposto. Angelina ergueu a goles com uma das mãos atirou-a com força para Fred, que a passou a Jorge, que a passou a Harry, que a passou a Rony, que a deixou cair. 

Sirius bateu a mão na testa, indignado. Sabia que Rony não era ruim, o garoto na verdade parecia levar jeito para a coisa, mas estava nervoso. Havia se deixado levar pelas provocações de Malfoy e seus amigo. Só esperava que no jogo, Rony conseguisse se concentrar e não desse bola para esse tipo medíocre de provocação.

Os garotos da Sonserina, liderados por Malfoy, urraram de tanto rir. Rony, que mergulhara em direção ao solo para apanhar a goles antes que ela tocasse o chão, saiu mal do mergulho e escorregou pelo lado da vassoura, em seguida voltou à altura normal de jogo, corando.

– Caramba ele está mal. – Lupin comentou, referindo-se à falta de jeito de Rony.

– Pega leve. Ele é, claramente, novato. – James falou calmo, sem tirar os olhos do campo e Sirius riu.

– Até parece que você "pega leve" quando alguém do nosso time derruba a goles. 

James ficou em silêncio. Era verdade, afinal. No seu tempo, James era capitão do time de Quadribol e nos treinos e jogos, ele ficava realmente irritado. Sirius sempre dizia que, nesses dias, ele entendia o porquê de Lily não ir com a cara dele.

– Passe adiante, Rony – gritou Angelina, como se nada tivesse acontecido.

Rony atirou a goles para Alícia, que a passou a Harry, que a passou a Jorge...

– Ei, Potter, como está sua cicatriz? – gritou Malfoy. – Tem certeza de que não precisa se deitar um pouco? Já deve fazer, o quê, uma semana que você esteve na ala hospitalar, isso é um recorde para você, não é, não?

Como esperado, Harry, diferente de Rony, não ligou para a provocação de Malfoy. James se sentiu feliz por seu futuro filho manter a concentração apenas no treinamento, sem ligar para provocações.

Jorge passou a bola para Angelina; ela inverteu o passe para Harry, pegando-o desprevenido, mas ele apanhou a bola nas pontinhas dos dedos e emendou rapidamente o passe para Rony, que mergulhou para apanhar a bola, mas perdeu-a por pouco.

– Assim não dá, Rony – disse Angelina, aborrecida, quando ele tornou a mergulhar em direção ao solo atrás da goles. – Se liga!

– Será que é regra todos os capitães de time serem tiranos? – Sirius questionou, jogando uma indireta para o amigo que apenas revirou os olhos e riu do comentário.

Na terceira tentativa, Rony apanhou a goles; talvez por alívio, ele a passou com tanto entusiasmo para Cátia que a bola vazou pelas mãos estendidas da jogadora e bateu com força em seu rosto.

– Acho que ele se empolgou. – Lupin comentou, fazendo uma careta ao notar que parecia ter saído sangue do nariz da garota. Percebeu Rony murmurar alguma coisa a ela, talvez um pedido de desculpas.

– É normal acontecer essas coisas. – James disse dando de ombros.

Ver o nariz de Cátia sangrando pareceu ser um prato cheio para o pessal da Sonserina. Eles não parecem de gargalhar e caçoar do time. James notou Fred e Joerge se aproximarem da garota e lhe entregar alguma coisa. Sentiu o sangue gelar. Não os conhecia bem, mas James não aceitaria algo deles fácil assim.

– Tudo bem – gritou Angelina. – Fred e Jorge, vão buscar seus bastões e um balaço. Rony vá para as balizas. Harry, solte o pomo quando eu mandar. Vamos visar o gol do Rony, é óbvio.

James se animou. Agora que o traino começaria de verdade, ele poderia ver como Harry era em campo, ou ao menos, ter uma breve noção.

Eles voltaram ao ar. Quando Angelina apitou, Harry parou o pomo, e Fred e Jorge deixaram o balaço voar. James, por hábito, não tirava os olhos do pomo. Gostou quando viu que Harry, assim como ele, era apanhador do time. 

– Não acredito que até nisso ele se parece com você. – Sirius disse com descrença. Mas também, não poderia esperar coisa diferente. Harry tinha, assim, como James, o porte perfeito para apanhador. O que mais ele seria? 

Sirius notou que Harry era realmente bom, tão bom quanto James. Seus movimentos eram tão precisos e congiantes que era como se ele visse James em campo. Harry acelerou, descrevendo círculos, indo ao encontro dos artilheiros e se desviando deles. Mas parou com o apito de Angelia Johnson.

– Para... para... PARA! – berrou Angelina. – Rony... você não está cobrindo a baliza do meio!

James voltou seu olhar para Rony, que estava planando diante do aro da esquerda, deixando os outros dois completamente descobertos. Bufou, sem acreditar. Era um erro bastante cometido pelos goleiros que acabaram de entrar no time, mas que poderia fazê-los perder.

– Qual o problema? Esse não é um erro comum? – Lupin perguntou, sem entender o desapontamento dos integrantes do time.

– O problema, Aluado, é que o Rony cometeu tantos erros comuns que, agora, o comum é ele cometer erros. – Sirius respondeu e James reprimiu um riso diante ao comentário do amigo.

– O nariz da Cátia não para de sangrar. Por que ainda está sangrando? – James questionou, mas logo se lembrou que Fred e Joerge entregaram algo a ela e que, provavelmente, esse é o motivo.

O restante do jogo foi bem interessante e até divertido. Mesmo que não estivesse jogando, James admitia que mesmo assim era legal assistir ao time atual treinando e ver Harry treinando era realmente a parte mais interessante. Talvez o fato de saber que o seu eu do futuro não teve a chance de ve-lo no campo, tornava isso especial. Era estranho, muito estranho ver deu filho com a sua idade, mas ainda assim, era uma sensação boa.



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