História O Virgem - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Tags Retrive, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku
Visualizações 1.848
Palavras 5.690
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


DUAS DA MATINA (aqui no rio) E EU ATT A FANFIC.

Bom, depois e 00:00 já é domingo, né non?

Tô morta de sono, mas como não consigo dormir, decidi att logo 'u'
Boa leiturinha <3

Capítulo 11 - Namorado


Fanfic / Fanfiction O Virgem - Capítulo 11 - Namorado

Ela suspirou. Foi um daqueles suspiros carregados de frustração e puro tédio.

Em toda a sua vida, ela nunca olhou tanto para o teto como estava fazendo nos últimos dias. Já estava acordada tinha mais de quarenta minutos, mas ainda tentava decidir se devia se levantar ou não.

Era tão complicado planejar o seu dia sem acrescentar ele ao cronograma.

Tudo que ela pensava poder se atrativo para melhorar o dia envolvia ele. Sasuke era a maior distração e melhor companhia que ela conhecia.

E dono do melhor beijo também.

Mas estava disposta e dedicada a levar seu joguinho de sedução a um nível elevado. Queria deixar o rapaz completamente louco por ela apenas para tornar as coisas mais interessantes quando o grande momento chegasse.

O problema era que a farra estava começando a ficar fora do controle. A rosada estava começando ter medo de seus próprios sentimentos em relação a ele. O jogo chegou naquele nível em que o frio na barriga fica intenso e o coração dispara do nada só ao ver a pessoa.

E Sakura corria desses sentimentos da mesma forma que o diabo corria da cruz. Tinha medo de sentir e nunca admitiria para si própria que aquilo era uma possível paixão em desenvolvimento.  

Com um pequeno gemido de frustração, a rosada se esticou até o criado mudo para que alcançasse o seu próprio celular. Não hesitou em digitar uma mensagem para Temari.

“Tem algo legal para fazer hoje? Preciso sair de casa urgente.”

Sua primeira escolha para distração seria Ino, mas a loira andava extremamente ocupada e já não possuía o mesmo espírito de dois anos atrás.

Yamanaka era aquele tipo de garota que tinha toda a sua vida organizada em tópicos. Tinha a cabeça no lugar e foi uma ótima colega de quarto por um tempo. Mas quando chegou no tópico “namoro sério”, as coisas ficaram sérias de verdade.

Foi uma decisão de Sakura sair da casa da amiga e deixar o casal com o lugar apenas para eles. Ela disse que aquilo era pura besteira, mas a rosada sabia que aquele era o momento dela aprender a voar com suas próprias asas sozinha sem depender a loira.

Nunca pensou que entraria na furada de morar com um virgem tão quente como Sasuke. Nunca pensou que desejaria tanto tirar a virgindade de um rapaz. E nunca pensou que sua calcinha poderia ficar tão molhada apenas em sentir o calor dele.

Ela precisava, desesperadamente, sair um pouco de casa para não pensar nele No dia anterior, a garota inventou de ir até a biblioteca e a ideia foi frustrante quando ela percebeu que conseguia ver ele nos personagens de todos os livros que lia.

A situação só piorou quando decidiu ler um livro erótico em um canto isolado. Achou que a ideia de ler algo daquele tipo em público fosse a distrair ao ponto de tirar o moreno de sua cabeça. Mas o Uchiha combinou perfeitamente com o personagem, até mesmo a aparência era idêntica.

Se ao menos soubesse que o moreno ia acompanhar Naruto, ela teria ficado em casa e não teria tido pensamentos sujos com o Uchiha naquele cantinho da biblioteca. Foi bem constrangedor ficar naquele estado em um lugar público.

“Você mora com Sasuke. Acho que tem ótimas coisas para fazer em casa.”

Ela revirou os olhos com a resposta.

O fato era que Temari não parava de perturbar depois do ocorrido em sua casa. Disse que viu a química e que adorou aquilo. Disse também que se enganou ao pensar que eles não eram compatíveis.

“Estou falando sério.”

“Ok, senhorita serenidade. Estou ajudando Hinata a planejar uma festa de ano novo. Já até falei com Sasuke sobre isso, mas ele tem péssimo gosto, então só iremos usar os rapazes no trabalho braçal. Passo ai pra te buscar em meia hora, esteja pronta.”

Ela não respondeu, o que não era um problema. Haruno era do tipo que não gostava de dar a última palavra, então apenas visualizava e todos já sabiam que o recado foi absorvido.

Foi bem rápida para se arrumar, o que foi um milagre. Não eram nem 10 hrs e ela já estava toda energética andando por todo o quarto enquanto se organizava

Sr. Botinhas, como sempre, miava na porta desesperadamente para entrar no quarto, Porém, depois do acidente de marcar território na cama e no casaco preferido de Sakura, o gato estava passando por um rigoroso castigo de uma semana sem autorização para entrar.

Era maldade demais ouvir os miados e notar que ele arranhava a porta com toda a vontade, mas Haruno tinha que manter sua palavra e não voltaria atrás.

Ou tentaria.

O miado estava cada vez mais alto e desesperado, era de partir o coração ver o pobre felino em tanto desespero.

— Certo, gatinho, pode entrar, mas só um pouquinho.

Ela escancarou a porta. O olhar surpreso tomou conta de seu rosto quase que imediatamente, não esperava dar de cara com dois gatinhos.

Sasuke estava lá. Abaixado dando um carinho na barriga peludo de Sr. Botinhas. O felino estava todo esticado no chão e parecia estar se deliciando como o toque do Uchiha.

Entendia perfeitamente o sentimento do gatinho.

O braço do moreno sempre foi um detalhe incrível de se olhar e agora havia aquela tatuagem que o deixava ainda mais gostoso. Ele insistia em dizer que era algo nem um pouco másculo, mas o pobre coitado não podia se ver com os olhos dela.

Era um puto gostoso do caralho e aquela tatuagem só melhorou tudo.

— Não quero entrar, mas obrigada pelo convite – não tirava o olho do gato. – Vai sair?

— Vou ajudar Hinata a comprar as coisas para a festa dela?

— Caramba, achei que elas tinham desistido disso. Me comprometi em ajudá-la na organização.

— Ainda é dia 28, você tem até dia 31 para se preparar psicologicamente. Ajudar alguém em uma festa deve ser algo muito complicado para você.

Ele levantou o olhar e encarou a rosada com um leve sorriso.

— Eu posso ir hoje e já começar a ajudar.

— Nem pensar, Uchiha. Dia das garotas.

Por um segundo, a rosada quase disse “preciso de uma folga, essa tensão sexual ta me corroendo e preciso por minha cabeça no lugar”. Mas achou melhor apenas dizer que era um momento apenas das garotas.

— Certo. Então acho que vou tirar o dia para ler.

— É um bom plano.

— Ou sair com Gaara. Ele mandou uma mensagem ontem, foi estranho, admito. Me chamou para sair um pouco e ver umas beldades.

— Acho que ler é um plano mais agradável.

— Eu também, mas o cara está se esforçando para ser um amigo legal.

— E é uma péssima influência. Vai te colocar no caminho da galinhagem.

— Um cara legal.

— Não vou entrar nessa, Sasuke. E falando dessa forma, parece até que vão em um encontro.

— E não poderíamos? Uma garota bonita podia aparecer e eu estou em fase de treinamento.

— Digo um encontro gay, Uchiha.

— Ah, isso nunca.

— Então ficaria com uma garota bonita?

— Não sei, depende muito – sorria de forma divertida. Estava brincando com ela.

— Faça o que quiser, Uchiha. Só nos beijamos, isso não é um contrato pré nupcial.

E ela bateu a porta na cara do rapaz com certa raiva. Sasuke estava se tornando cada vez mais abusado e parecia adorar brincar com ela em todos os sentidos possível.

Haruno nem podia reclamar muito, também era perita na arte de provocá-lo.

— Relaxa, fósforo. Eu vou só ler, sabe que sair de casa não faz o meu estilo – deu uma risada abafada.

Não demorou muito para se ouvir a batida da porta do quarto dele.

Ela soltou o ar pela boca e se sentiu aliviada. Era ótimo saber que seu virgem preferido iria se manter assim, isso dava tempo para que ela decidisse exatamente o que queria com ele.

Suspirou e pegou o celular.

“Estou aqui, viada.”

Não pensou duas vezes, pegou a bolsa e partiu para fora da casa.

Temari era dona de um palio 2015 vermelho. Foi um presente dos pais, ganhou no início do ano e ela tratava o carro um neném recém-nascido. Apenas Shikamaru tinha autorização para dirigir além dela.

— Certeza que não quer ficar em casa?

Foi a primeira coisa que ela disse assim que a rosada entrou no carro. A loira apontou com a cabeça para a janela da sala.

E o filho da puta estava lá.

Bebia seu típico café em sua xícara. Sem camisa e com os cabelos bagunçados. Não tinha pudor, mesmo com Temari o vendo. Estava totalmente disposto em bancar o gostosão, e se saia muito bem no papel.

— Última chance de foder com ele loucamente. Nunca vi Sasuke tão soltinho antes.

— Se tem uma coisa que eu preciso agora, essa coisa é botar a minha cabeça no lugar. E eu só vou conseguir se Sasuke Uchiha não estiver no meu campo de visão.

Temari riu dando partida no carro.

— Não acredito que ele está te deixando nervosa assim. Quer dizer, você já teve casos com caras mais sexualmente experientes.

— Meu Deus, Temari – quase gritou – Então você sabe que ele é virgem?

— Claro que sei. Acho que até Hinata sabe disso, só não tem coragem de falar. Os únicos que caem na desculpa dele são os rapazes. Bobinhos – riu baixo – Eu te coloquei naquela casa na intenção de fazer você apresentar uma garota para ele. Mas saiu melhor que a encomenda.

— Você é suja.

— Juro que não achei que vocês poderiam ficar juntos. São tão diferentes, mas me enganei.

— É quase podre de tão suja, Temari.

A loira riu com a indignação da rosada e focou a atenção na pista. Explicou durante o caminho que Hinata estava em uma casa de bebidas comprando tudo que via pela frente junto com Neji e a namorada dele.

TenTen veio de longe para passar o fim de ano com o namorado e conhecer os amigos e familiares do mesmo. A loira disse que a garota era simplesmente uma das morenas mais linda que já havia visto na vida. Morava em região litoral e isso garantia a ela uma pele bronzeada invejável.

Nem dava para acreditar que Neji namorava uma garota tão quente e divertida como ela.

A responsabilidade das garotas era comprar algo para decorar a casa da Hyuuga. Os pais da garota não estariam no local no dia da festa, e isso era ótimo. Dessa forma, a comemoração de ano novo poderia prosseguir sem nenhum pai no pé.

Na loja de artigos festivos, Temari reclamava sem parar dos preços abusivos e de sua falta de dinheiro.

— Hinata tem muita sorte de ter pais que bancam ela pra tudo. Meu pai me mataria se eu pedisse dinheiro além do que ele me dá.  

A loira não trabalhava. Na verdade, a única pessoa que a rosada conhecia que tinha renda própria era Ino, Sai e Neji. O resto ainda recebia uma mesada mensal para se manter vivo. Até ela mesmo recebia isso.

— Vamos comprar pouca coisa, sei que ela tem passe livre pra estourar a cartão, mas podemos fazer uma festinha mais barata – a rosada deu uma olhada na pequena lista em suas mãos.

— Sim. Podemos cortar as luzes da lista. Na minha casa tem luzes de natal amarelas, acho que combina com ano novo. Acho que Sasuke tem umas coisas assim guardadas, podemos reciclar.

— Podemos.

Grande parte da lista foi cortada. Compraram apenas a decoração necessária e isso foi um alívio para Haruno, que era uma economista irritante e calculista.

Não demoraram mais que o necessário no lugar. Assim que terminaram, partiram para a casa de Hinata. Iriam organizar as ideias lá e colocaram em prática, coma ajuda dos meninos, no dia 31.

Na casa da morena, a rosada teve o privilégio de conhecer TenTen. Era uma mulher incrível, do jeito que Temari já havia dito, o até melhor.

Tinha um sorriso incrível, um corpo maravilhoso e o cabelo impecável. Energética, simpática e linda. Uma verdadeira força da natureza, era até difícil acreditar que Neji conseguia dar conta daquilo tudo.

— É uma pena você não poder conhecer Ino hoje – Hinata lamentou.

Era nítido que a morena havia adorado a namorada do primo. Já a tratava como parte da família.

— Vou ter tempo de sobra para isso. Eu e Neji só vamos embora no meio do mês que vem. Dá tempo até de conhecer o namorado de Sakura.

— Eu não tenho namorado.

— Seu olhar diz que tem – ficou com as bochechas mais coradas do que qualquer coisa vermelha no mundo.

— TenTen sabe ler as pessoas muito bem, nada passa despercebido aos olhos dela – Neji beijou a testa da namorada.

— Cof Cof Sasuke Cof – a loira era baixa.

Sakura revirou os olhos e depois sorriu tentando descontrair, mas era difícil. Seu olhar realmente dizia aquilo?

— Eu vou preparar um suco, vão querer também? – Neji parecia tão feliz.

As quatro assentiram e observaram o rapaz se retirar.

A casa da Hyuuga era gigante, afinal, sua família era bem sucedida. Estavam na sala de estar e Neji estava longe o suficiente para que pudessem falar sem medo do moreno escutar ou não.

— Sasuke insiste em dizer que são só amigos – Hinata foi a primeira a dizer algo sobre o assunto.

— E somos.

— Vocês ficaram tem menos de três dias, né?

Céus, como aquela garota era boa, chegava a dar raiva. O Hyuuga nunca poderia mentir para ela porque a maldita era uma gênia na leitura corporal.

— Como ousa não contar isso para mim? – a loira quase gritou.

— Eu sabia que aquele dia na garagem vocês estavam aprontando alguma coisa – Hinata não ajudava muito.

— Meu deus, podem parar? – se levantou. – Eu vou pra casa agora. Já passou da hora do almoço e deve ter alguma sobra preparada por Naruto deliciosa na geladeira.

A loira riu junto com o resto das garotas e a rosada apenas revirou os olhos.

— Já está com essa mania do Sasuke. A relação deve estar ótima – brincou Temari.

— Até mais ver – pegou sua bolsa quase explodindo algo com os olhos.

— Sua doida, me espera que te dou uma carona.

❖ ❖ ❖

Os dias passaram voando. Literalmente.

Sakura nem percebeu o dia começando e terminando, ficou ocupada demais tagarelando com Temari, Ino e Hinata sobre todo o tipo de assunto aleatório. A intenção era conversar sobre a festa e incluir Ino de alguma forma na organização, mas falar sobre sexo e coisas toscas da vida acabou virando prioridade.

De certa forma isso era bom. Conseguiu fugir de Sasuke no dia 28 e nem notou que repetiu a dose no dia 29 apenas ficando apenas trancada no quarto.

No fim da noite, ela jantou com o moreno completamente sozinha pois Naruto estava ajudando Hinata a comprar as últimas coisas que faltavam para a festa, logo, dormira na casa dela para poupar tempo.

Ela deveria ficar agradecida, afinal, o Uchiha não disse uma só palavra e parecia estranhamente distante. Mas Haruno estava odiando ser trocada. E, para piorar, o celular estava sendo mais interessante do que a ela. Volta e meia, ele dava um sorriso enquanto digitava algo no maldito aparelho.

Haruno nem tentou puxar assunto, queria evitar a possibilidade de ser ignorada.

Era horrível não ter a atenção dele. A rosada passou um tempo fugindo, era verdade, mas nunca deixou de falar com ele. Adorava dar toda a atenção possível para o moreno e gostava quando o sentimento era mútuo.

Ela preferiu passar o resto da noite na sala assistindo algum filme idiota na companhia de Sr. Botinhas. Ele podia ser bem melhor que Sasuke.

— Só eu e você, amigão – o gato miou – Céus, parece até que você me entende. Isso foi assustador.

Ela ligou a televisão e conectou na Netflix. Qualquer filme que não lembrasse o Uchiha seria o ideal, mas ela adorava uma comédia romântica e esse gênero era a definição de sua relação com ele.

Não sabia se escolhia Sexo sem Compromisso ou Amizade Colorida. Qualquer um faria ela pensar no Uchiha, então não importa qual escolha seria. Qualquer um dos dois ia fazer ela ter vontade de ir até o quarto dele e cometer alguma insanidade.

No fim, a escolha foi Amor e Outras Drogas, o que não faria ela pensar tanto nele. Mas quando se está levemente apaixonada, basta ter sentimentos no meio do filme. Somente isso é o suficiente para levar a cabeça até a pessoa.

Sr. Botinhas não parava de miar. Era irritante ouvir o miado alto e fino que entrava na cabeça e ficava ecoando.

— Seu gato irritante.

Ela deu pausa no filme e foi até onde o gato estava miando. Provavelmente. ele estava querendo alguma coisa e ela o mataria se não fosse algo tosco.

O gato miava para a porta do quarto de Sasuke. Era um milagre o moreno ainda não ter levantando para fazer algo em relação ao barulho. Com certeza estava muito ocupado e distraídos ao ponto de nem se preocupar com isso.

As mensagens pareciam boas.

Ela pegou o gato e suspirou. Decidiu que iria dormir. Desligou a televisão e foi para o quarto com o gato na mão. Pelo menos Sr. Botinhas não a ignorava, até reconsiderou o castigo do felino.

A batida na porta vinte minutos após Sakura deitar quase fez o coração da rosada pular para fora. Com um suspiro longo de frustração e pânico, ela abriu um pouco a porta para ver quem era.

— Vou sair com Gaara, achei melhor avisar para não te deixar preocupada. Volto só amanhã.

Ele nem esperou a resposta ou uma reação, apenas se virou e pegou a chave do carro.

Maldito filho da puta, jogou a bomba e saiu correndo. Sem sombras de dúvidas, dormir pensando em tudo que poderia acontecer enquanto ele aproveitava a vida ao lado do ruivo com vida sexual ativa, foi um grande desafio.

❖ ❖ ❖

O despertador alertou que já era dia 31 e ela não tinha mais desculpas para fugir. Abriu os olhos e encarou o teto sem muito ânimo para levantar da cama.

Suspirou pesado ao lembrar que tinha que ajudar na arrumação da festa de ano novo. Tinha também que encarar Sasuke de frente e resolver, de uma vez por todas, o que estava realmente sentindo.

Ela se esticou um pouco preguiçosa. Já estava terminado o café e ainda não tinha nenhum sinal do rapaz. O rapaz não apareceu para tomar café e ainda parecia estar dormindo. Isso era um milagre, já que ele sempre acordava cedo.

Se levantou e foi até a porta do moreno. Pensou algumas vezes antes de bater. Não queria acordá-lo, mas também queria saber o motivo de ainda estar dormindo.

Se é que ele estava dormindo.

Havia saído com Gaara. Podia ter encontrado alguém em uma festa e o maldito deveria estar nu com a piranha ao lado.

Será que ele teria coragem de perder a virgindade com alguma garota qualquer sem ser a rosada?

Ela suspirou e se preparou mentalmente, se era pra pegar Sasuke na cama, teria que fazer isso sem anunciar. Contou até três e girou a maçaneta.

Estava trancada.

— O que pensa que está fazendo, fósforo?

A voz dele vinha de trás. Haruno se virou lentamente e sorriu amarelo para o rapaz que se encontrava de braços cruzados a encarando.

— Queria ver se estava acordado.

— Já são mais de 11 hrs, Sakura. Cheguei da festa ontem cedo e fui direto para cama.

Ela suspirou e arrumou a postura. Tratou de pôr um olhar de tranquilidade para parecer mais tranquila e imponente. Mas era difícil manter a pose com as pernas bambas.

Já tinha uns dias que ela se sentia dessa forma perto do moreno. Bastava ele estar próximo para todo o corpo ficar sem reação. Era uma sensação adolescente inútil e completamente maravilhosa se se sentir por ele.

— Onde estava?

— Fui levar Naruto na casa da Hinata – balançou as chaves em suas mãos antes de jogar na mesinha que tinha ali perto.

— Vai ajudar a arrumar as coisas amanhã? – tentou parecer bem.

— Hoje. É hoje que vamos arrumar as coisas, já é dia 31 fósforo.

Ele sorriu e se encostou na parede de lado. O braço cruzado e o mesmo sorriso sacana que deixava Sakura nas nuvens.

— Eu vou para o meu quarto agora.

Deu passos largos até a porta, mas foi impedida de abrir. Ele segurava seu braço e a encarava de cima abaixo.

— Podíamos simplesmente parar, não acha? – a voz estava arrastada e um pouco baixa.

— Eu estou paradinha, Uchiha – tentou rir, mas estava nervosa demais para isso.

Sasuke, sem aviso prévio, empurrou a garota com certa força contra a parede e apoiou a mão para que pudesse olhá-la e prendê-la ao mesmo tempo.

Seu olhar estava um pouco mais escuro que o normal, era  algo lindo de se olhar.

— Você sabe bem do que eu estou falando, Sakura.

O nome dela ficava maravilhoso quando pronunciado por ele. Era até sexy. Ela adorava ouvir.

O moreno envolveu a cintura da garota e a puxou para mais perto com um pouco de força. Ele parecia decidido e totalmente desinibido, isso era um perigo dos grandes.

— Você sabe bem que eu estou ficando louco. Que eu passo noites em claro pensando em você – arfou baixinho – E eu sei que você pensa em mim, Sakura. Pensa da mesma forma que eu.

Ela apenas desviou o olhar. Seu hálito fresco de pasta de dente deixava claro que ele não estava bêbado. Estava fazendo tudo aquilo com coragem própria.

Estava realmente calor ou ela estava doente?

A aproximação do rapaz e toda a sensualidade em sua voz eram ingredientes secretos para criar um rio entre as penas da garota. Um rio no meio de uma tempestade. Estava encharcada e ele nem havia a tocado ainda de uma forma íntima, só a segurava.

Maldito virgem gostoso.

Ele virou o rosto da garota com a mão que antes estava apoiada na parede e a obrigou olhar em seus olhos.

— Vai continuar com esse joguinho? Eu também posso continuar, só não reclame depois.

A largou e sorriu. Ainda parecia se divertir com a situação.

Haruno estava impossibilitada de responder. Não sabia o que devia dizer por não saber o que era realmente correto para aquela situação.

— Quer dar uma volta? – era o mesmo tom de voz de sempre, não era mais o Uchiha sedutor. Já estava agindo normalmente.

— Eu realmente quero ir para o meu quarto.

— Nem pensar, vamos dar uma volta. Você vive dizendo que tenho que sair mais, então bora. Coloca um roupa que eu vou te esperar no carro.

Sim, Sasuke Uchiha não estava dando escolha para ela. E ele ficava sexy colocando ordem nas coisas. Muito sexy.

Ela suspirou e abriu a porta do quarto, ela não iria contra a vontade dele. Poderia até ser divertido, se ele não a beijasse e a deixasse mais confusa do que um cego perdido no meio do tiroteio.

Céus, como ele era confuso, envolvente e sedutor. A deixava louca.

Estava um dia frio, então se agasalhou bem. Não se importou em se arrumar muito, apenas queria estar quentinha. E o moreno também não se importava se ela estava ou não com as melhores roupas do mundo. Ela adorava isso nele, adorava saber que ele a achava bela sem muita coisa.

O rapaz a esperava no carro enquanto jogava algo em seu celular. Parecia ser tenso, mordia os lábios e, sem nem notar, colocava a ponta da língua para fora.

— Você é tão lindo que dói – bateu a porta do carro.

O moreno apenas sorriu e ligou o carro.

O casaco dele estava todo embolado no banco de trás e ele usava apenas uma blusa de mangas. O carro era quente o suficiente para mente-lo aquecido mesmo se estivesse sem camisa.

No radio tocava bem baixinho uma melodia que Sakura seria capaz de reconhecer em qualquer lugar no mundo. Era I think I’m in love.

Era uma música que ela havia conhecido no dia anterior graças a Temari, foi uma forma idiota de brincar com a rosada. Ela ainda podia ouvir a voz da loira totalmente irônica “Essa música foi feita para você”.

Maldita canção. Haruno a ouviu a madrugada toda e se sentiu boba com a letra totalmente “paixão adolescente”. Mas era tão estranho ouvir aquela música com ele.

Podia sentir as bochechas corando com a letra se encaixando perfeitamente com o estado psicológico da garota. Céus, porque ela se sentia tão adolescente com o Uchiha?

Ele se sentia um pouquinho assim também ou só ela estava sendo idiota?

A rosada afundava no banco e torcia para ele nem notar a música. Queria tanto trocar a estação, mas seria muito estranho. Que situação maldita.

O rapaz puxou as mangas de sua blusa com cautela e depois sorriu negando com a cabeça. Aquilo foi o suficiente para despertar a curiosidade dela.

— Ainda não me acostumei com ela.

— Com ela quem?

— Minha tatuagem. É estranho olhar para o meu braço e ver isso preto – ele riu pelo nariz.

— Você se acostuma. Quando eu me olhava no espelho e via aquilo no – ela deu uma pausa, quase deixou escapar o local – Enfim, quando via a minha também achava estranho.

— Você realmente não vai falar onde é? – parecia estar sendo torturado.

— Não.

Ela riu um pouco com o estado do amigo. Era tão divertido ver o moreno gemido de frustração.

— Enfim, onde estamos indo? – tentou mudar de assunto.

— Dar uma volta, ué.

Ela revirou os olhos e se manteve calada. Deu graças aos céus pela música ter chego ao fim dando lugar as principais notícias do dia.

A rosada não conseguia parar de pensar nele. Nem por um segundo. Era apenas ele, ele e ele. Maldito seja Sasuke Uchiha por ser tão incrível.

Pensar nos olhos negros dele era como mergulhar em uma piscina escura que não dá para ver o fundo. Você se sente sufocado, mas algo te faz continuar. Quando você chega no fundo, a sensação de que se é capaz de fazer qualquer coisa é incrível.

E você percebe que quer mergulhar mais e mais naquela imensidão inexplorada e incrível.

— Chegamos.

Sakura sacudiu a cabeça para acordar e olhou em volta.

Um grande pedaço de nada. Era uma pequena colina que dava vista privilegiada para a cidade. A grande árvore seca pintada de branco era tudo que tinha ali.

— O que caralhos estamos fazendo aqui?

— Dando uma volta, fósforo. Sinta-se privilegiada, é meu lugar preferido na terra.

O rapaz pegou o casaco e saiu do carro. Sabia que ela logo sairia também.

Haruno deu um leve suspiro e observou a silhueta magra dele. As mãos no bolso do casaco e a postura perfeita encarando a vista quase privilegiada. Nem podia ver o rosto dele, mas sabia que ele estava lindo.

Maldito.

A batida da porta do carro fez o Uchiha olhar para trás e sorrir. Não estava nevando, o que era ótimo. Já era um maravilhoso sinal de que talvez a neve não caísse na noite de ano novo.

A rosada colocou as mãos no bolso de seu casaco e parou do lado do moreno bufando. Queria deixar claro que estava insatisfeita.

— Pode parando.

— Com? – tentou ser grossa.

— De fingir que não quer estar aqui.

— E não quero.

— E tem motivos para isso? Eu te fiz alguma coisa?

Céus, como queria ter coragem de dizer tudo. Queria dizer que era um crime ele ser tão provocativo. Que ele estava sendo um grande filho da puta em ficar beijando-a só para deixa-la mais e mais confusa. Mais e mais, possivelmente, apaixonada.

Mas iria parecer tão idiota, tão adolescente.

— Claro que não, Uchiha. É que está frio para ficar saindo de casa.

— Que lixo de desculpa. Eu perguntei mais cedo se realmente queria continuar com isso, então não reclame de ficar maluca no meio do processo. Te dei a escolha, então vamos continuar brincando.

Ele tirou a mão direita do casaco e tirou um papel quadrado de lá.

— Na volta para casa hoje, eu passei naquele restaurante e peguei isso aqui.

Era a foto. A foto que ela nem sequer lembrava direito. Sasuke a agarrava pela nuca e dava até para ver sua língua pedido passagem de forma faminta.

— Acredita que tem uma dessas exposta lá? Eu tinha até esquecido disso, sinceramente, mas recebi uma mensagem de Karin falando que a minha namorada era uma gata. Fui correndo para lá ver isso.

— Karin?

Foi o que mais chamou a atenção dela na frase toda. Quem era Karin? Ele conversava com mais garotas além dela, Temari e Hinata?

— Uma conhecida.

— Já pegou? – focou o olhar em um ponto distante.

— Você está desviando do assunto principal.

— E você fugindo da pergunta – cruzou os braços e sorriu de forma sínica.

— Enfim, eu ia pedir para que tirassem a foto, mas mudei de idade. Tive que pagar 75 centavos por essa cópia, acredita? Mas eu gostei dela, vou colocar no mural do meu quarto. Nosso primeiro beijo, fósforo.

— Se está fugindo... – deu de ombros.

— Sério que foi isso que chamou a sua atenção em tudo que eu disse? Garotas – revirou os olhos e guardou a foto – Karin faz farmacia na mesma faculdade que eu. Nos conhecemos desde de crianças e ela...

Ele parou de falar. Fechou a boca e encarou a rosada com um olhar bem complicado de se entender. Parecia estar se divertindo.

— Eu não preciso te dar satisfação da minha vida – arqueou uma sobrancelha. Queria cutucar a onça com vara curta, tão imbecil.

Ele foi tão idiota por mexer com ela naquela hora.

A garota balançou a cabeça como uma barraqueira de primeira e o encarou incrédula.

— Claro que não precisa. E nem me importa onde você sai metendo essa língua. Tenho certeza que já meteu outras coisas também. Aposta que foi com ela que você ficou conversando no jantar todo ontem.

— Ah tá. Mas só para destacar, fiquei conversando com o Gaara ontem, ele estava me chamando para sair.

Ele ainda mantinha a calma e o sorriso divertido se recusava a sair de seus lábios.

— Você é tão babaca. Um grande idiota, nem sei o motivo de eu ter a brilhante ideia de ajudar alguém que, obviamente, se faz de virgem só pra conseguir iludir garotinhas burras. Deixa elas apaixonada com esse seu jeitinho lindinho e sua falsa inocência.

— Então você é burra? Quer dizer, sinto que você está levemente apaixonada por mim.

Ela corou, mas não deixou que a aquilo durasse muito. Descruzou os braços e apontou para ele.

— Você não sabe de bosta nenhuma pra falar merda, caralho. Então vai tomar no seu cu, seu filho da puta – sacudia o indicador nervosa enquanto apontava para el em forma de ameaça..

— Nunca te vi falando tanto palavrão. Está nervosa, fósforo? – ele ainda tinha a audácia de continuar sorrindo.

— Para de brincar comigo, seu fodido.

— Para de falar tanto palavrão sem necessidade. Fica difícil te levar a sério assim.

— Eu não pedi para ser levada a sério – ela quase gritou.

Estava tão irritada. Nem conseguia saber o motivo da maldita raiva que não parava de aumentar dentro dela. Queria socar a cara perfeita dele apenas para se sentir melhor, mas ainda não compreendia o motivo.

“Merda” foi a primeira coisa que passou em sua cabeça no momento em que ela, finalmente, percebeu o motivo de seu ódio.

Ciúmes. O mais puro e verdadeiro ciúmes.

— Quer saber? – suspirou tentando voltar ao tom de voz habitual – Vai se foder com essa tal de Karin, seu merda.

Ela se virou de costas bufado. Foi uma forma de evitar que ele a visse corar depois de jogar aquilo para fora. Depois de admitir de forma indireta que estava se torturando com aquele maldito sentimento.

Sakura estava linda fazendo drama aos olhos dele.

A risada dele foi tão alta que Sakura não resistiu. Se virou apenas para tentar acertar o meio da fuça daquele fodido. Mas como faria isso? Ele ficava tão lindo rindo de forma descontraída.

— Está putinha assim por ciúmes, fósforo? Pelo amor de Deus. Eu teria esquecido da existência dela se não fosse pela mensagem.

— Ciúmes? – forçou uma gargalha – Não temos nada para eu sentir ciúmes de você.

— Mas sei que queria ter. E quer ter desde quando saímos juntos pela primeira vez pra ir naquele restaurante – o tom de voz era tão sedutor – E eu sei bem que está doida pra me beijar agora.

— Você se acha o rei da cocada preta – revirou os olhos e encarou a vista que tinha para a cidade, não teria capacidade encará-lo sendo que suas bochechas estavam quase derretendo de tão quentes.

— Céus, você está tão fofa fazendo esse show todo.

E Sasuke a envolveu em um delicioso e quentinho abraço.

A rosada tentou protestar. Até depositou alguns tapas no braço do moreno, mas o cheiro dele era tão gostoso, tão leve e marcante. Era o cheiro mais gostoso que ela poderia sentir na vida, era o cheiro que só o Uchiha tinha.

Se deixou levar.

Ele afagava os cabelos da garota enquanto sorria. Aquela pequena crise de ciúmes foi uma das coisas mais fofas que ele já havia visto. Queria esmagá-la em seus braços só para cuidar dela depois e repetir o processo como um ciclo vicioso.

Sasuke havia acordado aquele dia particularmente abusado. Se sentia confiante ao ponde de até, se tivesse chance, apertar os seios dela por conta própria.

Ele queria brincar com ela. Leva-la ao máximo e depois agir como se tudo estivesse normal. Queria fazer exatamente o que ela estava fazendo com ele nos últimos dias. Obrigar a cobra a beber do próprio veneno.

O Uchiha era levemente vingativo.

— Não saia me abraçando como se isso fosse algo normal – ela se afastou. O tom de voz era quase inaudível.

— Você nunca se importou se era algo normal ou não. Preferia um beijo? Posso resolver isso.

Ela quase gritou. Grunhiu de raiva e deu dois passos para trás. Poderia soca-lo a qualquer momento. A boca da rosada abria e fechava, ela queria tanto protestar dizendo algo, mas o que poderá ser dito naquele momento?

Revirou os olhos e marchou até o carro. Fervia tanto de raiva que poderia derreter a neve em que pisava se ficasse muito tempo parada.

— Vamos logo para casa da Hinata. Temos uma festa para organizar.


Notas Finais


Antes de tudo, sem ódio com a Karin. Ela é um neném e não fez nada, NÃO TIREM CONCLUSÕES PRECIPITADAS PQ DONA SAKURA ACHA ISSO OU AQUILO

stou doida para essa festa chegar logo aaaaaaaaa

SAKURINHA COM CIÚMES, QUE COUSA BONITA SDFGHJ

Sobre o titulo do capítulo: to varada de sono, sem criatividade e até preguiça de dar uma lidinha pra ver um bom titulo. ai achei esse banner já pronto (não me perguntei o motivo, tem um monte de banner aqui sem sentido) a TenTen fala que Sakura tem namorado... Ah, não tá tão ruim assim :')

Ah, seria legal dar uma olhadinha na letra da musica que eles escutam no carro: https://youtu.be/PdHX_6Aw-hk É uma fofura e resume (muito bem) como ela está se sentindo. E eu tô mó afim de apresentar essa musica pra todo mundo, mas deixa isso em off ksjsksks

Tô morta de sono, então tiau
Próximo capítulo no domingo, sem falta e sem enem aaaaaaaa <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...