História O vizinho - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Bridget Satterlee, Drama, Justin Bieber, Romance, Vizinho
Visualizações 252
Palavras 3.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláá, doces cerejas! Primeiramente quero pedir mil desculpas pela demora, meu notebook queimou e agora estou tendo que usar o pc do meu pai, o que é um pouco difícil já que ele trabalha nele. E segundo: CHEGAMOS A 107 FAVORITOS! ESTOU TÃO FELIZ QUE VOCÊS NEM IMAGINAM! fhdjafhdja
Enfim, nas notas finais eu comemoro mais, tenham uma ótima leitura! ♥

Capítulo 9 - Compartilhando histórias


Fanfic / Fanfiction O vizinho - Capítulo 9 - Compartilhando histórias

As ruas estavam muito movimentadas, e mesmo com a chegada inesperada de uma frente fria, as pessoas que passavam por mim não pareciam estar incomodadas com nada, nem em vestir roupas curtas e cheias de decotes. Já eu, como não podia cancelar o compromisso da noite e ficar o resto dela enrolada no edredom assistindo série, tratei de me enfiar numa calça jeans grossa, combinando com uma blusa de frio verde. Coloquei dois pares de meias nos pés, botas na altura a cima do joelho e para completar, vesti minha jaqueta preferida.

Andei sem pressa até a esquina do bairro, parando no sinal. Retirei a mão do bolso da jaqueta para tirar o cabelo do rosto, uma vez que o mesmo estava incontrolável por conta do vento. Assim que o sinal ficou vermelho e tive a certeza de que todos os carros tinham parado na faixa de retenção, segui meu caminho até o outro lado da rua.

Logo que empurrei a porta do Angelic Touch, vi que não eram apenas as calçadas que estavam cheias. Sob as luzes coloridas refletindo no globo espelhado pendurado no centro do bar, observei aquele tanto de gente um pouco perdida, decidindo ir até o balcão. Durante meu trajeto, reparei que havia muitos grupos de amigos nas mesas, eles conversavam segurando suas bebidas e riam entre si. Olhei pro outro lado do bar, vendo o resto das pessoas rirem e comentarem sobre a garota bêbada em cima do mini palco, a qual cantava Teenage Dream e dançava engraçado ao mesmo tempo em que tentava não perder nenhuma palavra que passava pela TV.

Sorri.

Finalmente era sexta-feira. E de acordo com o enorme cartaz na entrada, era noite de karaokê e cerveja barata.

— Olha quem resolveu aparecer — disse Nicolas, após entregar um balde de garrafas pra um dos vários clientes — Olá, ma chérie.

— Oi, Nicolas — sentei-me em um dos bancos, apoiando as mãos na madeira. — Se lembra daquela nossa aposta? Acho que você a ganhou.

— Que aposta? — Bonnie chegou ofegante. Ela praticamente se meteu na frente do homem barbudo que iria sentar ao meu lado.

Nós duas tínhamos marcado de nos encontrar no bar as dez, mas como sempre, ela estava atrasada.

O barman repuxou a boca para o lado.

— A maioria das mulheres nunca se arrepende. — ele disse um pouco surpreso — Mas, de qualquer maneira, eu não falei sério sobre as gorjetas.

— Do que estão falando? — a loira voltou a perguntar, me fazendo olhá-la.

— Nada demais, eu vim aqui na noite em que cheguei de mudança. Conheci o Nicolas e... — uma cabeleira loira me chamou atenção, e uma rápida olhada se transformou em uma longa olhada ao reconhecer Bieber, o qual se dirigiu até a área das mesas — o Justin.

Nós três o seguimos com os olhos. Ele estava despojado, sua calça jeans tinha alguns rasgos nos joelhos, o casaco por cima da camiseta clara era preto e ele usava o boné da mesma cor virado pra trás. Justin passou por um grupo de garotas que pareciam esperar alguma cantada sua, porém o loiro passou por elas e deslizou pelo banco da mesa vaga, ficando encostado na parede.

— Ah, então quer dizer que vocês beberam juntos? — Bonnie abafou a risada, me fazendo ficar sem graça com sua inocência.

Queria que tivesse sido apenas cervejas, minha cara.

— Não foi só isso — Nicolas contou, e com os olhos arregalados e a testa franzida eu o repreendi em silêncio — Hmm, o mesmo de sempre?

Assenti, esperando que Bonnie não tivesse sacado tudo.

— Você já tem um de sempre? — ela perguntou — Com que frequência vem aqui?

— É só a segunda vez.

— Aqui está! — um Clover Club pousou sobre o guardanapo diante de mim. Em seguida, Nicolas olhou pra minha amiga — Se ela tivesse pedido um único drinque, ainda assim eu lembraria. De quem você acha que é este bar?

Bonnie arqueou uma sobrancelha.

— O bar não é seu, Nicolas.

— É meu bar — ele disse, colocando um copo na frente dela. — Está vendo mais alguém administrando essa merda? — ele apontou ao redor — Então tá.

Bonnie deu uma risadinha, e o barman nos deixou para ir atender os demais. Bebi um pouco do líquido e virei o rosto, olhando para Justin, que concentrava no celular. Ele estava estranho no trabalho e até aqui, e, por mais que eu odeie admitir, esse seu comportamento estava me preocupando.

Hoje de manhã, acordei com uma mensagem sua dizendo que não daria para irmos juntos ao estúdio. Até aí tudo bem, eu sabia que isso aconteceria algum dia. O que me faz lembrar que preciso comprar um carro ou pelo menos uma bicicleta pra não depender dos outros. Mas, voltando ao assunto Justin, eu não me importei com sua falta até vê-lo atravessar a porta de vidro da Santa Tattoo com três horas de atraso e sangue na boca.

Nas sete horas que passei sentada na recepção, as únicas palavras que o ouvi dizer foram “boa tarde”. Almocei com Olly e Colleen, que me questionaram sobre o silêncio de nosso colega, mas assim como eles, eu não sabia o que tinha acontecido e nem me atrevi a ir até sua sala perguntar.

Suspirei, virando-me pra frente. Bonnie tagarelava do meu lado, parando algumas vezes para molhar a garganta com sua Heineken. Eu fingia ouvi-la e assentia toda vez que achava que havia sido perguntada sobre algo.

— Vocês sabem o que houve com o Bieber? — Nicolas parou na nossa frente, balançando a coqueteleira com rapidez — Ele ainda não veio aqui pedir nada e está rejeitando as garotas que vão até a mesa.

— Eu vou lá saber? — Bonnie retrucou — A Evie que é amiguinha dele.

Os dois me olharam e dei de ombros, terminando com meu coquetel.

— Não sei de nada.

— Poderemos descobrir agora... Aí vem ele — Nicolas se virou e despejou o drink pronto em dois copos compridos, em seguida os entregando a um casal.

O banco do meu lado esquerdo foi ocupado e conferi quem era. Os olhos de Justin capturaram os meus por uma fração de segundos e antes que ele pudesse levantar o dedo, Nicolas já tinha colocado uma garrafa de cerveja em sua frente e ido atender os animais que gritavam o que queriam.

Dois minutos foram o suficiente para Bonnie não se aguentar mais e me cutucar, fazendo-me entender seu olhar como um pedido pra que eu puxasse assunto com nosso vizinho. Eu queria só beber, no entanto, quando ia dizer não à ela, uma voz grossa me interrompeu.

— Sobre não ter te dado carona hoje, eu...

— Relaxa, não teve problema — me virei, notando que sua boca tinha um corte pequeno.

Tirando isso, Justin estava aparentemente normal. Ele assentiu e se manteve focado na cerveja, com a expressão séria, mas relaxava os ombros toda vez que o álcool descia garganta abaixo.

— Certo. — disse, após beber mais um gole — Tive uns problemas familiares.

— Está tudo bem? — e como se eu tivesse contado uma piada, ele riu.

— Eu sim, só o meu pai que não — respondeu, mostrando estar orgulhoso com algo — Bom, vou nessa.

Ele levantou do banco, pegando a carteira tempo necessário para retirar uma nota de vinte dólares e depois guardá-la novamente no bolso do jeans. O dinheiro foi colocado sobre o balcão e a covinha de sua bochecha apareceu quando ele me enviou um sorriso antes de ir embora.

— O que ele tem? — Nicolas se aproximou, recolhendo o dinheiro deixado por Justin.

Bonnie caiu um pouco pro meu lado, aguardando a resposta.

— Ainda não sei — respondi tentando entender o que tinha acontecido. Estava confusa, então levantei, colocando minha jaqueta rapidamente. — Acho que vou tentar conversar com ele.

Catei algumas notas no bolso, entregando ao barman. Meu braço foi segurado quando eu ia começar a andar.

— O quê? Mas e nossa noite de amigas? — Bonnie perguntou, com a voz fina.

— Podemos remarcar pra amanhã, sei lá. Nos vemos toda hora, Boo. — dei alguns passos para longe, virando-me ao lembrar de uma coisa. — Tchau, Nicolas! — Gritei, tentando ser mais alta que a música.

Me meti entre as pessoas e quando consegui sair do bar, procurei por Bieber entre os pedestres. Sem achá-lo, aproveitei o sinal fechado e atravessei a rua. Meus passos foram rápidos até o prédio e ao cumprimentar Paul, corri até as escadas, subindo de dois em dois.

— Justin! — chamei, vendo-o subir os últimos degraus para chegar ao quinto andar. O loiro se virou e pareceu surpreso em me ver.

Parei no lado dele, perdendo alguns segundo tentando recuperar o fôlego.

— Calma, respira — Falou, rindo. Assim que foquei minha atenção nos olhos castanhos, sorri sem graça.

— Não sei por que vim atrás de você — admiti, finalmente parando pra ver o que tinha feito. Meu Deus — Mas, hmm, se quiser conversar sobre essa boca machucada ou sei lá, estou aqui.

Ok, agora eu estava realmente me sentindo uma idiota. O que passou pela minha cabeça? Que vindo atrás dele, seria convidada para tomar um chá enquanto sentamos no seu sofá e ele desabafa sobre a vida? Céus, Evie, claro que não. Justin é o tipo de cara que vai rir da minha cara por eu estar me importando e dizer pra não me meter com ele, afinal, sou só a vizinha do andar debaixo, que se aproveita de seu carro para pegar carona e ir pro estúdio, lugar onde trabalhamos juntos há menos de uma semana.

Porém, ao contrário dos foras que imaginei que levaria, Justin me encarou estranho e sem tirar os olhos dos meus, terminou de subir as escadas. Enfiou a chave na fechadura e depois de girar duas vezes, empurrou a porta do apartamento.

— Quer entrar? — perguntou.

Tá, talvez eu esteja errada e ele me sirva um chá. E por mais que eu prefira café, aceito seu convite.

...

Estava a dez minutos rodando pela sala de Justin, reparando todos os detalhes da decoração. Eu tinha me encantado com as pequenas estátuas dos Três Macacos Sábios na mesinha de centro, ri quando achei uma coleção de miniaturas de carros em uma das prateleiras da estante, e também fiquei meio constrangida por ver camisinhas espalhadas em cima do balcão da cozinha.

Um ótimo lugar para guardá-las, não é mesmo?

Na minha mão havia uma lata de Coca, a qual eu enrolava pra beber. Não estava com cede, mas como na primeira vez que me recebeu aqui, Justin praticamente obrigou-me a aceitar a bebida. Falando nele, o mesmo se encontrava tomando banho e possivelmente fazendo do banheiro um estádio pro seu show imaginário.

São nessas horas que reflito e peço desculpa a mim mesma por me meter nessas furadas.

Sentei-me no sofá, sentindo meu celular vibrar no bolso da calça. O peguei para dar uma olhada, e revirei os olhos por ver que era mensagem de Bonnie. Ao lado do nome dela, o número vinte estava espremido entre parênteses, indicando a quantidade de mensagens que tinha mandado. O número encarcerado me deu dor de cabeça só de imaginar o quanto vou ouvir por ter a deixado sozinha em nossa primeira noite de bebedeira juntas.

Cliquei no botão lateral do celular, apagando a tela, sem responder às mensagens.

— Quer mais uma? — levei um susto com Justin adentrando a sala, e quase deixei o refrigerante cair.

— Não, obrigada — coloquei a Coca no descanso de copo, relaxando por não ter derrubado aquilo no tapete. — Você tem uma voz bonita.

Justin riu abrindo a geladeira e depois de pegar uma garrafa, tirou a tampinha na ponta do balcão com um soquinho. Em seguida, acompanhei seus movimentos com atenção, sentindo nossa distância diminuir a cada passo que ele dava em minha direção. Vendo que agora seu vestimento era composto por uma simples bermuda colorida e camiseta branca.

— Você é diferente — disse ele, quando se sentou no sofá — Nenhuma garota viria atrás de mim sem ter o objetivo de transar. Então, acho que merece ouvir a minha bela voz.

Ri, me sentindo mais a vontade em tê-lo ao meu lado.

— Deve estar curiosa pra saber como arrumei esse corte — o dedo indicador passou pela boca machucada — Eu meti a porrada no meu pai — contou sorridente, e meus olhos se arregalaram — Você não é a única que tem problemas com o teu velho.

— É, estou vendo — falei, encarando o corte — Mas nunca bati nele.

Justin gargalhou, depois meteu um longo gole de cerveja para dentro.

— Você não é daqui, provavelmente não deve ter ideia de quem sou filho. — mais um gole — Jeremy Bieber, o prefeito de Los Angeles.

Fiquei o encarando por alguns segundos durante o processamento da informação pelos meus neurônios. Ele tinha acabado de contar que era filho do prefeito?

— Há, você é hilário! Que piada engraçada! — dei um empurrãozinho em seu ombro, obtendo uma expressão séria. Desfiz o sorriso — Você é filho do prefeito?

— Sim e não. É uma longa história, na verdade.

— Entendi, e você simplesmente bateu no seu pai? — perguntei ainda na dúvida se acreditava naquilo.

— Basicamente. — Justin ficou me olhando, pensativo — Hoje de manhã fui visitar minha mãe e tive o desprazer de encontrá-lo. Começamos uma discussão e no final, sai só com esse cortezinho e ele acabou com um olho roxo e nariz sangrando.

Semicerrei os olhos, agora achando que ele já estava bêbado.

— Tá me tirando, Bieber? — perguntei, o fazendo rir — Porque isso não é legal.

— Ok, tanto faz. Você pode perguntar a Oliver na segunda, se quiser, ela sabe um pouco da minha história com o Jeremy — ele se ajeitou no sofá, colocando a garrafa em cima de um descanso de copo. Então, me olhou. — Agora me conte sobre você, já que estamos compartilhando informações.

— Ah, eu não tenho nada legal pra contar. — falei, voltando a me sentir desconfortável.

— Qual é? Sei que é francesa, quer virar fotógrafa e ama álcool, assim como eu. — sorri, achando graça daquela segunda coisa que tínhamos em comum — Que tal me contar sobre o Sloan?

Beleza, agora eu estava mesmo desconfortável. Incrível como esse cara me deixava à vontade em um minuto e no outro me dava vontade de sair correndo.

— É uma longa história e não somos íntimos a ponto de eu te contar isso.

— Ah, acho que nós temos um nível de intimidade sim, sabe? — Justin rebateu, me fazendo revirar os olhos e acabar rindo.

— Não seja idiota, por favor.

Nós rimos.

— Fala sério, Evie. Sei que não somos grandes amigos, mas eu quase chutei a bunda do seu pai. Então, pelo menos um resuminho quero ouvir.

Dei uma risadinha sem humor, sendo seguida por um longo suspiro. Eu nunca tinha conversado isso com alguém, nem mesmo com as minhas melhores amigas de Nice. E olha que não foi por falta de insistência da parte delas.

Aliás, que saudade delas. Da minha mãe. Do Louis.

— Certo... Mas antes, deixo claro que talvez você possa achar exagero meu ou que seja uma história chata.

— Você que está sendo chata enrolando para contar.

Bufei.

— Ok — mexi nas minhas unhas, um tanto nervosa. Pensando em um resumo curtíssimo — Eu sou filha de uma francesa com um americano. Até os meus dez anos, tive pais excelentes e uma família mega feliz. Mas, aí o Sloan sumiu. — Justin franziu a testa — É, simplesmente sumiu das nossas vidas. Cresci ouvindo que ele tinha ido viajar, mas depois minha mãe cansou de mentir e enfim eu soube que aquele filho da puta tinha nos abandonado, voltado para cá pra se casar com a amante. — contei, novamente rindo sem humor.

Eu não tinha contado nos mínimos detalhes, mas dava pra saber que não era uma boa história. Estava me segurando para não chorar de ódio, pois era isso que eu sentia pelo meu pai; ódio e nojo. Os piores sentimentos que alguém pode sentir por outra pessoa.

Justin ficou sem reação. Sua boca abria e fechava enquanto ele buscava palavras certas pra me responder, mas depois de alguns minutos, desistiu. Eu sabia que isso era algo que as pessoas estavam acostumadas a ver atualmente: pais se divorciando, a mãe ou o pai traindo por conta da infelicidade ou insatisfação no casamento, porém ninguém tinha ideia do quanto os filhos sofriam com isso tudo. E minha mãe nunca vai entender que diferente dela, eu nunca vou entender o motivo de Sloan ter feito o que fez conosco.

— O Sloan... — funguei. — se tornou um arquiteto bem sucedido, por tanto, não demorou a conseguir estabilizar sua nova vida aqui, com a nova esposa.

— Evie, não precisa...

— Me deixa terminar — ele assentiu — Eu nunca fiz questão de tê-lo novamente na minha vida e sei que ele também não. Só que depois que me mudei pra cá, esse homem está querendo ter contato comigo de qualquer jeito. Minha mãe implora para que eu lhe dê uma chance, ela acha que ainda temos tempo de sermos pai e filha felizes.

Parei quando senti uma lágrima escorrer por minha bochecha. Não me preocupei em limpá-la, afinal, já tinha demonstrado minha fraqueza mesmo.

— Não é por motivo parecido, mas sei como é ter raiva do próprio pai. — Justin disse, visivelmente arrependido de ter entrado no assunto — Sempre fui uma decepção pro meu. Ele queria que eu fosse uma pessoa que jamais poderei ser, e com isso, esperei por meus dezoito anos para poder morar sozinho. Conheci o Colleen, que me ensinou e ajudou com tudo que sei hoje. Graças a ele, pude conhecer e sentir o verdadeiro amor de pai, porque ele sim me trata, ama e cuida como filho.

Admirei o sorriso nos seus lábios, automaticamente sorrindo junto. Era bonito ver que Justin tinha achado alguém para preencher a falta que Jeremy lhe fez, igualmente a mim. Desde que minha mãe se casou com Louis, coloquei na cabeça que ele sim era o meu pai, alguém que sempre esteve ali comigo.

— Pelo menos conhecemos pessoas boas no decorrer da vida, né? — perguntei, buscando o lado bom das merdas que nos aconteceu.

— É, pelo menos.

— Então... Até que foi legal a nossa conversa, mas acho que vou pra casa. — falei, levantando-me.

— Que? Não, fica aí. Pedi uma pizza, já deve estar chegando — no mesmo instante, o interfone tocou e Justin se levantou — Viu? Chegou.

O loiro foi até o aparelho na parede da cozinha, pegando-o e levando até a orelha.

— E aí, Paul? — disse, sorrindo. Ele sabia bem que o porteiro não ia com sua cara desde a festa, mas ainda assim, o tratava como se fossem melhores amigos — Pedi sim, manda subir. Valeu, camarada.

Ri, depois que Justin colocou o interfone de volta no gancho.

— Eu adoro esse cara!

— Adora tanto que quase o fez perder o emprego. — falei, voltando a me sentar no sofá.

A campainha tocou e Bieber pegou o cartão na mesa, indo até a porta. Com uma rápida conversa com o entregador, cinco minutos depois ele apareceu com uma caixa enorme numa mão e na outra uma Sprite de dois litros.

— Espero que você goste de pizza de palmito, se não pode se retirar da minha casa — disse ele, colocando-a na mesa e abrindo. — Hmm, sente o cheirinho. Meu Deus!

Eu ri, vendo que metade da pizza era de palmito e outra de calabresa.

— Nunca comi pizza de palmito. — respondi, o seguindo até a cozinha, ajudando a pegar facas, garfos e copos para pôr na mesa.

— Tá brincando? É uma das melhores!

E então, nos sentamos pra nos deliciarmos da pizza. Em meio a conversa, riamos das besteiras que contávamos e de vez em quando Justin fazia piadas maldosas, me fazendo tacar alguns pedaços de calabresa nele.


Notas Finais


Playlist: https://open.spotify.com/user/lolramos/playlist/1cKCxI6glRmmLG0feA2ZSG
Roupa da Evie: https://www.polyvore.com/with_justin/set?id=212542714
107 FAVORITOSS! Quero agradecer MUITO a cada um que comenta e favorita a fic, sério, eu fico BASTANTE feliz com tudo isso! Amo vocês tanto que em breve virei com umas surpresinhas! hehehe
Espero que tenham gostado do capítulo, e não deixem de comentar. ;)
Até o próximo, cerejinhas.
Com amor, Lol. ♥


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