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História O vizinho da frente. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, como estão?
Bem, esta não é a primeira fanfic que escrevo, parei de escrever por alguns anos por problemas pessoais. Estou voltando a escrever agora e acredito estar meio enferrujada. Pode ser que tenha alguns erros gramaticais pois terminei de escrever um pouco tarde depois de um dia cansativo, então caso notem algo, me avisem para que eu possa melhorar. Estou feliz voltando a escrever e espero que gostem da história!
Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Ino Yamanaka já estava acostumada com várias coisas. Uma delas era se mudar. Lá estava ela terminando de arrumar seu novo quarto na sua centésima mudança. A garota não se dava ao trabalho de arrumar demais o cômodo, pois sabia que não demoraria muito a ir embora dali de novo. A qualquer instante um de seus pais, cientistas muito renomados, poderia abrir a porta e dizer que estavam indo embora para o Cazaquistão. De todos os lugares em que já havia morado até agora, Brooklyn, o atual, parecia o mais comum. Ela já havia passado pela África, por países do Oriente Médio, até pela Groenlândia.

Enquanto terminava de colocar seus livros nas prateleiras, repassava mentalmente as quatro regras que adotou para tornar tudo aquilo mais suportável:

1- Manter uma rotina para não se entediar tão fácil;

2- Procurar uma livraria para ir toda sexta comprar um livro novo para estudar em casa;

3- Só sair de casa para coisas necessárias;

4- Não fazer amigos.

Inicialmente, alguns anos atrás quando criou as regras, Ino pensou estar sendo rígida demais consigo mesma. Mas devido às experiências que teve em outros lugares, acabou por decidir que aquilo era o melhor para ela.

— Querida, já terminou de arrumar seu quarto? – Inochi, o pai de Ino disse ao abrir a porta do quarto da filha.

— É, acho que sim. Dá pro gasto, né? – A loira respondeu desanimada.

— Eu sei que deve ser difícil pra você essa vida de ficar indo de um lado para o outro, sinto muito, filha. – Inochi disse com uma pontada de culpa.

— Tá tudo bem pai, é sério. Já tô acostumada. Faz o que tiver de fazer, ok?

— Bem, de qualquer forma você vai para a faculdade ano que vem e vai poder finalmente criar raízes e fazer amigos!

— Ah, claro. – Ela disse tentando não parecer tão apática. Sabia que não era exatamente culpa dos pais dela. O trabalho deles exigia que vivessem em constante movimento.

— Enfim, sua mãe está fazendo o jantar. Desça para ajudá-la assim que acabar aqui, ok? Amo você. — O pai deu um beijo rápido na testa de Ino e saiu do quarto apressado.

Ino amava seus pais. E tentava ser sempre agradável e não reclamar das mudanças, pois sabia que era difícil para eles também. Ela colocou o último livro na prateleira e desceu para ajudar a mãe com o jantar.

— Oi querida! Veio ajudar? — A mãe de Ino sorriu para a filha ao vê-la entrar na cozinha.

— Uma ajudinha é sempre bom, né? — A garota sorriu de volta. — E aí, o que tem pro rango hoje?

— Estou fazendo um ensopado. Pode cortar os legumes para mim?

— Claro.

Enquanto Ino e a mãe faziam o jantar, Inochi havia terminado de instalar a televisão na sala e já havia ligado no noticiário. A reportagem parecia ser sobre o bairro deles. O repórter falava em um tom sério:

"Casos macabros de assassinatos têm assustado os moradores do Brooklyn. Em um intervalo de duas semanas, duas jovens de 15 e 17 anos foram encontradas mortas em becos. As vítimas residiam no Brooklyn e estudavam no mesmo colégio. Os golpes desferidos nos corpos levam a polícia a suspeitar de que ambas tenham sido vítimas de um culto macabro. No momento, temos apenas estas informações sobre o caso. O comandante da polícia nos pediu para informar a população para que tome cuidado, principalmente moças jovens na faixa etária das vítimas. Evitem andar sozinhas e falar com estranhos. Se qualquer pessoa tiver alguma informação, deve ligar para a polícia e fazer uma denúncia…"

— Que horror! — A mãe de Ino suspirou. — Moças tão jovens… Espero que o responsável por essa barbaridade seja pego logo.

— Ino, querida, você está na faixa etária dessas garotas. Ouviu o que o repórter disse, evite sair sozinha, certo? Principalmente à noite. — O pai disse com um semblante sério.

— Tudo bem, fica tranquilo. O senhor sabe que eu não saio muito.

Ino já estava habituada a situações do tipo. Em qualquer lugar que fosse, sempre tinha algum problema do tipo. Ela se lembrou de uma vez quando tinha 12 anos e estava morando em Sydney com os pais. Houve um caso do palhaço sequestrador de crianças no bairro dela. Os pais não a deixaram sair de casa por um mês.

Durante o jantar, os pais de Ino conversavam animados sobre a nova pesquisa que iriam fazer no trabalho. A garota estava sem fome, apenas brincando com a comida no prato. Ela estava perdida em pensamentos enquanto os pais tagarelavam animados. Cogitava a ideia de comprar um hamster para não se sentir tão sozinha enquanto os pais estivessem fora trabalhando. Às vezes eles ficavam o dia todo no laboratório e só voltavam quando ela já estava dormindo. Seria bom ter uma companhia além de si mesma para variar.

Assim que terminaram de comer, Ino ficou encarregada de retirar os pratos e lavar a louça enquanto os pais arrumavam o escritório deles. Havia uma janela na cozinha em cima da pia em que Ino podia olhar para a rua. E quem estivesse lá, podia olhar para ela também. Algumas vezes enquanto lavava os pratos, ela tinha a sensação de estar sendo observada e até mesmo pensou ver vultos escondidos nos becos das casas à frente. "Deixa de ser maluca", ela pensava consigo mesma. "Está apenas com aquela notícia estúpida na cabeça. Não tem ninguém lá fora".

Já eram 22:00h e os pais de Ino, exaustos, já haviam ido dormir. Como ela estava sem sono, havia ficado vendo televisão na sala. Estava assistindo uma série de comédia policial que amava, quando se lembrou de que não havia levado o lixo da cozinha para fora. Como sabia que iria procrastinar até levar uma bronca da mãe, resolveu ir logo fazer a tarefa. Ela pegou um casaco do pai que estava pendurado atrás da porta da entrada da casa para vestir, pegou o lixo e destrancou a porta silenciosamente para não acordar os pais. A rua estava totalmente deserta e silenciosa. Ela caminhou apressada até a lata de lixo e colocou sacola lá dentro.

— É perigoso sair na rua sozinha nesse horário. — Ino estava prestes a entrar novamente quando ouviu uma voz masculina falar com ela. Era uma voz suave, porém com um leve tom de arrogância que fez gelar sua espinha.

A loira se virou para ver quem havia falado e para sua surpresa, deu de cara com um belo rapaz que vinha passando na rua. Ele era alto, tinha cabelos grisalhos penteados para trás e olhos em um estranho tom de violeta. Ele vestia um jeans surrado e uma jaqueta preta, onde suas mãos estavam enfiadas nos bolsos. Ele não parecia hostil, mas algo no olhar dele incomodava Ino.

— Relaxa, não vou fazer nada. Só estava te alertando. — Ele disse ao notar que a garota estava com medo.

— Quem garante? — Ela respondeu baixo.

— Tá tudo bem, eu moro logo aqui em frente nesse prédio, tá vendo? — O rapaz apontou para uma construção de quatro andares na na rua de frente para a casa dela. — Você se mudou hoje, né?

— Não acho seguro dar esse tipo de informação a um estranho, desculpe.

— Você é desconfiada mesmo, viu? — Ele deu uma risada fraca. — Meu nome é Hidan. Não sou o assassino da tesoura. — O rapaz tirou as mãos dos bolsos da jaqueta e as colocou para cima.

Ino deu um sorriso leve ao notar a referência a um seriado de comédia ambientado no Brooklyn de que gostava. De fato, embora houvesse algo intimidador em Hidan, ele não parecia estar mentindo.

— Sou a Ino. E também não sou a assassina da tesoura.

— Estou me sentindo mais seguro agora, obrigado. — Hidan sorriu de volta. — Enfim, acho melhor você voltar para dentro. Já está tarde e não é mesmo seguro aqui.

— Certo. Eu vou indo, então. Boa noite, sr. estranho.

— Boa noite, garotinha.

Em uma fração de segundos, Ino sentiu algo mudar nos olhos dele. Mas devia ser apenas coisa da cabeça dela. E se virou e correu para dentro de casa, enquanto Hidan atravessava a rua em direção ao prédio.

Mais tarde, durante a madrugada, Ino acordou ofegante após um pesadelo. Ela se levantou e foi até a janela de seu quarto tentar olhar para o céu onde a lua cheia brilhava. A loira não havia percebido, mas naquele momento estava sendo observada.


Notas Finais


Se chegou até aqui, em minha defesa gostaria de dizer que esse gênero está totalmente fora da minha zona de conforto, ou seja, estou inovando! Espero aprender melhor com sugestões e críticas construtivas. Obrigada por ler! Tentarei postar um capítulo ou dois por semana, depende da reação do público.
Um grande abraço!


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