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História O Vizinho Perfeito (Kim Taehyung) - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction O Vizinho Perfeito (Kim Taehyung) - Capítulo 3 - Capítulo III

O nome dele era Kim Taehyung. Não se considerava particularmente misterioso, apenas reservado. De fato, fora justamente o desejo de privacidade que o levara, ironicamente, a ir parar bem no coração de uma das maiores cidades do mundo.

Felizmente, seria por pouco tempo, pensou ele guardando o sax na maleta própria para o instrumento. Seria por pouco tempo. Com sorte, dali a alguns meses a reforma de sua casa na costa rochosa de Connecticut estaria terminada. Algumas pessoas que o lugar parecia um forte, mas ele não se importava com isso. Pelo menos em um forte era possível se ter paz e silêncio durante semanas, caso fosse necessário. Além disso, ninguém podia entrar no local sem permissão.

Começou a subir a escada, deixando para trás a sala praticamente vazia. Costumava ficar ali apenas quando decidia tocar, pois a acústica do ambiente era ótima. Ou então para se exercitar, quando não tinha vontade de caminhar até a academia alguns quarteirões adiante.

O segundo andar era o local onde ele passava a maior parte do tempo. Mas felizmente aquilo não duraria muito, pensou mais uma vez. Tudo que precisava enquanto estava ali era uma cama, um guarda-roupa, iluminação adequada e uma mesa de escritório com um tamanho suficiente para comportar seu notebook e os papéis de trabalho que ele costumava usar. Nao queria ter um telefone, mas sua agente insistira para que ele usasse pelo menos um telefone celular, para o caso de ela precisar entrar em contato com ele. Taehyung aceitara a idéia, mesmo não gostando dela.

Sentou-se à mesa de trabalho, satisfeito por seus pensamentos estarem mais claros depois do breve exercício com o sax. Rosé, sua agente, andava preocupada com o progresso de seu último roteiro teatral. Mas, em sua mente, tudo já estava bem definido. A peça ficaria pronta quando tivesse de ficar, e nem um minuto antes. Fora assim que ele sempre trabalhara, e não seria àquela altura de sua carreira que iria mudar de atitude, devido ao nevorsismo de uma agente.

O problema com o sucesso, pensou ele, era o nível de cobrança que ele trazia consigo. Ao fazer algo que as pessoas apreciavam, você era sempre cobrado a repetir o feito, só que de maneira mas rápida e mais eficiente. Taehyung não dava a mínima para o que as pessoas queriam. Elas poderiam arrombar as portas do teatro para ver sua próxima peça, laureá-lo com outro Pulitzer ou lhe pagar um caminhão de dinheiro. Nada disso era importante para ele. Também não dava a mínima para críticas. Se o público não gostasse, que fosse a bilheteria e pedisse seu dinheiro de volta.

Para Taehyung, o trabalho em si era o mais importante. E isso dizia respeito apenas a ele e mais ninguém.

Financeiramente, estava seguro como sempre estivera. Mandy costumava dizer que isso era parte do problema. Sem a necessidade ou o desejo de ganhar dinheiro para incentivá-lo, ele havia se tornado arrogante e indiferente ao público. Por outro lado, dizia ela, isso também era o que o tornava um gênio da criação teatral. Taehyung não se importava com nada, e isso era o que fazia seu trabalho ser tão especial.

Continuou sentado à mesa, pensativo. Porém, logo despertou do devaneio e passou a mão por entre os cabelos tingidos de um azul intenso. Seus olhos, de um castanho escuro, perscrurtaram as últimas palavras que havia digitado. A expressão seria e os lábios ligeiramente apertados demoravam sua concentração.

Com os ruídos característicos da rua chegando-lhe aos ouvidos, Taehyung estava tendo de se esforçar mais para voltar a penetrar na alma do homem que ele havia criado no texto mostrado na tela do computador. Um homem que lutava desesperadamente pelos próprios desejos.

De súbito, o incômodo som da campainha o fez praguejar, desconcentrando-o mais uma vez. Pensou em continuar ali e não dar atenção, mas sua noção da natureza humana o fez mudar de idéia, ao concluir provavelmente o intruso continuaria insistindo até obter uma resposta. Por isso, decidiu despachá-lo de uma vez por todas.

Imaginou que se tratasse da senhor do andar térreo. Aquela com os olhos de águia que bateria viver bisbilhotando a vida de todos. Ela ja havia tentado abordá-lo por duas vezes quando ele estava saindo para o clube a noite, mas não tiveram êxito. Taehyung sempre fora muito bom e escapar àquele tipo de situação, mas aquela insistência já estava começando a aborrecê-lo. Seria melhor bancar o mal-educado de uma vez e deixar que ela saísse falando mal dele, afinal, não era do tipo que se importava com isso.

Porém, ao espiar atravéz do olho mágico, não se separou com a mulher corpulenta que ele havia imaginado estar ali, mas com uma bela morena de cabelos castanhos e olhos verdes.

O que diabos ela poderia querer? Reconheceu-a como uma vizinha do mesmo corredor, cujo apartamento ficava quase em frente ao que ele estava ocupando. Depois de haver sido deixado em paz por quase uma semana, imaginar que a situação fosse continuar assim. O que, em sua mente, faria dela a vizinha perfeita. Mas, pelo visto, enganara-se mais uma vez.

Ainda aborrecido por ter sua paz pertubada, abriu a porta e apoiou-se nela.

— Sim?

— Olá. — Oh, Deus, ele era ainda mais bonito de perto, pensou Cybil, contendo a vontade de suspirar. — Sou Cybil Campbell, sua vizinha do 3A — Apresentou-se com um sorriso amigável, indicando a porta de seu apartamento.

Taehyung se limitou a arquear uma sobrancelha.

— Pois não?

Um homem de poucas palavras, concluiu Cybil, mantendo o sorriso. Desejou que ele se distraísse pelo menos por um instante, para que ela pudesse esticar o pescoço e dar uma espiada no interior do apartamento. Claro que não poderia tentar fazer isso com aquele olhar  perscrutador centrado bem em seu rosto, sem nenhuma indicação que iria se desviar.

— Eu o ouvi tocar há alguns minutos. Trabalho em casa e, você sabe como é... O som atravessa as paredes.

Se era fora até ali para reclamar do barulho, não iria conseguir mudar nada, pensou Taehyung. Ele tocava quando sentia vontade de tocar, e isso não mudaria devido a meta reclamação de uma vizinha, por mais encantadora que fosse ela.

Continuou a observá-la com atenção. Nariz arrebitado, lábios polpudos, sensualmente curvados...

— Geralmente esqueço de ligar o aparelho de som quando estou trabalhando — continuou ela em um tom animado, interrompendo os pensamentos de Taehyung — Por isso, gosto de ouvi-lo tocar. Ralph e Sissy ouviam Vivaldi durante a maior parte do tempo. Não deixa de ser agradável, mas se torna monótono quando isso e a única coisa que você ouve o dia inteiro. Eram eles que ocupavam o apartamento antes de você se mudar. Ralph e Sissy. — Acrescentou ela, indicando o apartamento atrás dele. — Eles se mudaram para White Plains, depois que Ralph teve um caso com uma vendedora da Saks. Bem, ele não chegou a ter um caso de verdade, mas parecia estar pensando na possibilidade. Por isso Sissy dei-lhe o ultimato: se não mudassem de cidade, ela pediria o divórcio. A sra. Wolinsky deu seis meses de prazo para os dois continuarem juntos. Particularmente, acho que eles vão conseguir resolver o problema.

Nossa, como ela fala, pensou Taehyung.



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