História O Vizinho que eu Nunca vou Ter - Capítulo 3


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Categorias Camila Cabello, Chris Wood, Ed Sheeran, Gigi Hadid, Harry Styles, Kendall Jenner, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Harry Styles, Taylor Swift
Visualizações 4
Palavras 4.106
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capitulo 3


A prova de Geometria foi tranquila, basicamente caiu tudo que estudei e me senti aliviada e muito satisfeita com meu desempenho na prova. Na aula de quimica tivemos que sentar em dupla e acabei ficando com Luke Harrington, que nao prestou atenção em nada que era para ser feito e tive que fazer o trabalho por mim e por ele. No fim nao recebi nem mesmo um obrigado. As vezes me perguntava se Luke sabia que eu existia ou se só ignorava minha sutil existência mesmo.

 

Finalmente chegou a aula de literatura e fui uma das primeiras a chegar a sala. Ao menos foi assim que pensei até ver Henry sentado em sua carteira, usando uma T-shirt escura que combinava muito bem não só com a cor de seus olhos mas também com sua pele pálida, dando-lhe um contraste bonito. Eu ainda estava um pouco, para dizer no minimo, eufórica com o ocorrido da noite passada. Pensei em fazer uma trança novamente, mas não queria que Henry pensasse que estava fazendo aquilo por ele e por suas palavras da noite anterior. Optei então por uma roupa um pouco mais diferente do que estava acostumada a usar, pegando uma blusa de alças finas que comprei em tecido de algodão, e vestindo uma calça caqui que encontrei perdida em meu guarda roupa. A blusa caia bem em meu corpo e gostei de como vestiu. 

 

Eu sentia os olhos de Henry em mim e isso fazia meu estomago se revirar, mas nao quis olhar para ter certeza. Eu estava a guardar e repetir em minha mente cada minimo gesto, feição, palavra, e ato do momento em que Henry Davis me chamou em minha janela. Ainda parecia como uma das minhas muitas imaginações com ele, nao era como se fosse real. Minha vontade era olhar para ele de volta, encara-lo até ser ele se sentindo desconfortável e sem jeito. Mas a coragem de fato me escapava. 

 

Só tive coragem de olha-lo quando vi a Srta. Stweart entrar na sala anunciando a prova, pedindo que todos se ajeitassem em suas carteiras. Henry estava a uma fileira de distancia de mim, e duas carteiras mais para trás, e felizmente nao me observava quando o olhei rapidamente. Para minha frustracao, Kelly estava na carteira ao seu lado, e parecia muito focada em conseguir sua atenção minutos antes da prova. A vi lhe entregando um pequeno papel com um sorriso malicioso, e o olhar com o qual ele a retribuiu fez todas as borboletas em meu estomago se apagarem. Voltei a me ajeitar em minha mesa, disposta a nao mais olha-lo. 

 

É claro que ele nao olharia nunca para mim, eu que fui idiota demais em me arrumar achando que poderia chamar sua atenção. É idiotice e até burrice minha em achar que posso competir com Kelly Rhimes, quando a mesma nem mesmo precisa se esforçar para ficar, e ser, bonita. A prova se deu inicio e tentei me concentrar no meu futuro, e ele definitivamente nao era Henry Edward Davis. 

 

O sinal tocou e a Srta. Stweart passou recolhendo as provas, com uma cara entediada e monótona como a de alguém que só havia feito isso o dia inteiro. Assim que entreguei minha prova e me levantei para sair, avistei Caroline ja a me esperar na porta da sala, com um sorriso que ia de orelha a orelha. Mau olhei para Henry quando passei ao seu lado, sentindo seu perfume fresco e suave tomar minhas narinas. 

 

- Tenho duas grandes notícias para lhe dar! 

 

A fitei

 

- Tipo o que? Ganhou na loteria e de brinde conseguiu o numero do Chris Pratt?? - Pergunto enquanto andamos pelo corredor em direção aos nossos armários. 

 

- Não. Entrei pro time das lideres de torcida! -Disse ao dar um leve saltinho de alegria

 

- O que?? Ah meu Deus meus parabéns! -Digo sincera, honestamente contente por ela - E a segunda? 

 

- Bom... Digamos que Simon Dion me convidou para ir com ele na festa do Luke Sabado a noite. -Se gabou, com os olhos a brilharem de uma alegria que claramente não cabia em si. 

 

- Isso é demais. Precisamos comemorar! 

 

- E claro que vamos, pensei em irmos ao shopping essa tarde comprarmos roupas para a festa. Precisas me ajudar a escolher uma roupa para sair com o Simon. 

 

- Espera, irmos a festa? -Paro em frente nossos armários 

 

- Sim - Respondeu ela de forma obvia

 

- E o que te faz pensar que irei a essa festa? -Arqueio a sobrancelha ao abrir meu armario

 

- Toda a escola vai. E também as festas do Luke são as melhores, é como um rito de passagem para o ano. 

 

- Um rito de passagem e depravação. -Resmungo ao revirar os olhos

 

- Henry vai estar la. -Disse em um tom que eu conhecia bem. Manipulação. 

 

- Com Kelly e toda sua corja. Dispenso, obrigada. -Retruquei seca

 

- Ei o que aconteceu? -Perguntou ao guardar suas coisas e fechar seu armário. - Achei que estivesse feliz com a ideia de se re-aproximar do Davis novamente. - defendeu ao encolher os ombros

 

- Aconteceu que cai na real e decidi que é melhor eu me manter na minha como sempre fiz. Fico realmente e devidamente feliz que passou no teste e que, finalmente sairá com seu grande principe encantado, mas infelizmente esse tipo de história nao serve para todos. -Conclui

 

- Robbin por favor. Vamos comigo ao shopping amenos para me fazer companhia que seja!

 

- Preciso estudar. Temos prova amanha. -Esquivo

 

- Nada que você já não saiba ou tenha estudado. Sei que estudou. Por favor! -Insistiu - Seja minha fada madrinha hoje, preciso de você. 

 

A fito, deparando-me com um bico e a expressão de uma criança mimada muito prestes a conseguir o que quer. 

 

- Ta. eu vou com você! -Suspiro em desistência 

 

Caroline comemorou, vitoriosa

 

- Mas ja deixo avisado que não comprarei nada! - aviso

 

- Tudo bem. Como quiser! - respondeu feliz, abraçando-me pela cintura carinhosamente e, de forma agradecida, enchendo-me de beijos nas bochechas.

 

*********

 

Caroline e eu deviamos ja ter passado por umas cinco lojas quando ela finalmente achou algo de seu interesse em uma loja não muito barata. O shopping até que não estava tão cheio para uma quinta feira, e isso nos dava um gás a mais para explorarmos todas as lojas possíveis e de nosso interesse. 

 

Caroline saiu do provador com uma saia jeans justa e curta, mas que valorizava e muito seus quadris e as pernas bem torneadas. Sua blusa era de um tecido aveludado vermelho vivo, de alças e detalhes em renda branca no pequeno decote em v. Pra complementar o look ela decidiu usar um chocker e uma bota cano curto de salto mais baixo e grosso. Ela me disse que queria fazer algo diferente no cabelo mas no fim desistiu e achou que nada como um bom baby liss pra dar mais volume a suas ondulações naturais.

 

- Devia experimentar algo. - encorajou ela quando me pegou a mexer nos cabides da loja

 

- O que? Nao. Nao acho que algo aqui sirva para mim, e também, nao faz o menor sentido comprar algo que nunca usarei. 

 

- Nunca se sabe quando uma oportunidade pode surgir. - Comentou, olhando-se no espelho

 

Talvez ela estivesse certa, mas nao era eu quem iria a festa. Talvez a roupa nova pudesse esperar para as comemorações natalinas. Que claro, passaria em casa. 

 

- Vai, anda. Ao menos prova um, mesmo que nao leve. Desejar nao vai mata-la! 

 

- Não vou levar nada.

 

- só experimenta. - Insistiu

 

Bufo, procurando algo que fizesse mais o meu estilo. Em um dos cabides encontrei um vestido floral levemente rodado. O vestido era preto em estampas salmon, de tecido acetinado e cumprimento médio. As costas eram levemente abertas mas sem tornar a peça vulgar. Era sem duvidas um lindo vestido e de tecido muito bom

 

- Esse. Experimenta. -Encorajou Caroline, olhando para mim de cima a baixo e depois para o vestido

 

Fui ao provador, começando a me despir e logo pondo o vestido, que me serviu perfeitamente. O vestido entrou como uma luva e marcou bem minha silhueta, valorizando as curvas de minha cintura. O vestido era leve e delicado, algo nele o tornava chamativo. Pensei que para um encontro, se algum dia eu tivesse um, esse vestido seria perfeito. 

 

Sai do provador indo até Caroline, que já se olhava no espelho com outra peça da loja e a vendedora em cima. O vestido era de um azul marinho muito justo para o meu gosto. Seus peitos estavam bem amassados sobre o vestido mas o mesmo valorizava bem seu bumbum. Caroline me olhou assim que apareci em seu campo de visão e pareceu chocada, olhando-me de cima a baixo. 

 

- Uau, Robbin. Você esta linda. 

 

- Achou? - Dou uma voltinha, sem jeito com os olhares das vendedoras a me observarem. 

 

- Esse vestido ficou perfeito em você. Se não levar, eu levo. - Disse a vendedora que nos atendia, uma ruiva empinada que atendia por nome de Meghan. 

 

- Você tem que ir a essa festa. - Disse Caroline, abrindo um sorriso empolgado. - Venha cá. 

 

Caroline tirou meus óculos de grau assim que me aproximei e soltou meus cabelos do rabo de cavalo que fiz de forma tão desleixada. Meus cabelos penderam por meus ombros num emaranhado de cachos loiros. 

 

- Assim esta melhor. - Concluiu 

 

Ela e a vendedora sorriam para mim de forma débil, como se estivessem a ver alguém importante à sua frente. Me olhei no espelho, eu realmente parecia outra pessoa. O vestido era mesmo lindo, confesso que deixava-me tentada à compra-lo.

 

Voltei para o provador assim que Caroline decidiu se trocar e encerrar suas buscas por mais roupas. Suspirei, despedindo-me do vestido mentalmente. Era lindo, mas eu não podia e nem deveria compra-lo. Seria até cômico contar que o ziper do vestido emperrou no momento em que eu iria tira-lo, se o desespero não tivesse sido maior. 

Tentei forçar um pouco para abri-lo mas nao estava funcionando e eu sabia que se tentasse forçar mais um pouco, eu acabaria o rasgando. Caroline teria que me ajudar. 

 

Sai do provador com a cara mais convincente que fui capaz de fazer, sabendo que não poderia pedir ajuda a nenhuma funcionária da loja. Procurei por Caroline nos provadores, sem sucesso algum enquanto eu sorria para as vendedoras ao passar de provador em provador tentando manter a calma. Tentei olhar ao redor pra ver se a encontrava mas tudo que vi no momento em que olhei para a entrada da Loja, foi Gigi e Kelly a entrarem sorridentes segurando muitas outras sacolas de compras. Me virei rapidamente, tentando pensar em alguma coisa. Entrei no primeiro provador que vi, só então vendo que eu não estava sozinho nele. Um rapaz forte, entre seus 1,83 de altura e olhos azuis trocava de camisa no momento que invadi sua privacidade. Senti minhas bochechas avermelharem e o constrangimento me tomar. Ele parecia tão mais surpreso do que eu. Ele tinha uma expressão confusa e assustada, e eu nao tirava sua razão em estar se sentindo assim. 

 

- Ah meu Deus. Meu Deus, me desculpe. - falo baixo 

 

- Uol. - foi tudo que escapou dele ao me olhar de cima a baixo, parecendo totalmente bobo e encantado com o que via. 

 

Foi impossível nao olhar para seu físico bem malhado e definido. Seu abdomen tinha mais gomos do que se da pra contar, e seus músculos me davam a sensação de que ele era capaz de levantar duas vezes o seu peso. Eu devo ter ficado sem reação por alguns segundos. Ele nao tirava os olhos de mim e algo neles brilhavam. Não demorou muito para ele voltar a realidade e cortar o silêncio constrangedor entre nós;

 

- Pensei que na placa estivesse indicando provador masculino. - Comentou confuso. Sua voz era suave, era como ouvir a voz de um anjo. Ao menos se existem, devem ter uma voz bem parecida. 

 

- Como? 

 

- por acaso é alguma pegadinha do Wild? -Perguntou curioso, levantando a sobrancelha - Porque se for ja deixo avisado que é de muito mau gosto! Tá ouvindo? Isso não tem graça Johnny! -Disse alto, como se esperasse por uma resposta de volta vinda de fora do pequeno espaço que dividiamos. 

 

- O quem?? -Pergunto confusa - não não, espera. Deixa eu explicar... não é nada disso que você esta pensando. Tudo não passa de uma grande confusão! - trato logo de começar a me explicar 

 

- Confusão? É mesmo? - Perguntou ao cruzar os braços, me fitando. Era a primeira vez que eu ficava sozinha em um espaço minúsculo com um cara semi-nu. 

 

- Então ja pode se retirar do meu provador então. 

 

O olho, escutando a voz de Kelly e Gigi próximas. Neguei rapidamente, o forçando um leve sorriso. Ele deu de ombros em seguida 

 

- não?? Ok. Se não vai sair por bem, sairá por mal. - Avisou, abrindo a cortina do provador que nos separava do restante da loja

 

Nesse momento só consegui ver os cabelos negros de Kelly e a mesma estava de costas para mim, e Gigi Crust literalmente em nossa reta, se ela levantasse um pouquinho os olhos das roupas que segurava em mãos, acabaria me vendo ali. Não só ela como a vendedora da Loja que as atendia. Eu não queria ser notada, por nenhuma das três. Eu precisava pensar rápido 

 

- Espera. - Digo. 

 

E como num ato de desespero o puxo de volta, virando-o para mim e o beijando. 

 

Só há um problema nesse meu ato de impulso. Eu nunca beijei. Aquele estranho do provador era o primeiro beijo que eu dava em alguém. Até hoje só dei um selinho em minha vida e foi na 5° serie, Jack Holland, um garoto que eu nunca mais vi desde aquele tempo. Selinho não conta como beijo. 

 

Mantive o beijo por tempo suficiente para ver Gigi e Kelly se afastarem daquele corredor. O garoto, que agora retribuia meu beijo de forma mais convidativa, tinha um aroma cítrico que logo se dissolvia em um cheiro frutado e com notas herbais e amadeirada. Seu hálito era fresco e com um toque de menta. Apesar de estar a retribuir ao beijo, que fiz de forma tao desajeitada e inexperiente, ele não me tocou em nenhum momento. Isso era sem dúvida a coisa mais louca e estranha que já fiz até hoje. 

 

Eu sempre imaginei que meu primeiro beijo seria com Henry Davis, atrás das arquibancadas do Colégio, no jardim de sua casa ou no baile de formatura. Seria incrivel, meu pé levantaria e seria como se mil fogos de artificio se ascendessem dentro de mim. Seria mágico. E não com um estranho semi-nu dentro de um provador masculino, na loja de um shopping. 

 

Separei nossos lábios, finalmente soltando todo o ar que segurava, aliviada por não ter sido vista e mais ainda por ter acabado. Mas o alívio nao me livrou do estranho que me fitava completamente perplexo esperando por respostas. 

 

- Achei você, por onde você.. -Caroline paralisou ao me ver se afastar abruptamente do rapaz. - Oh... Ooh. -Foi tudo que ela disse ao perceber o que acontecera. 

 

- É... então, tenho que ir. Mas foi um prazer conhece-lo. Tchau. 

 

Pego Caroline, a puxando comigo depressa e nos enfiando pelos corredores da loja até perdermos o jovem bonitão de vista. 

 

- O que foi isso?? 

 

- É uma longa história. Preciso da sua ajuda! -Sussurro ao lhe mostrar o ziper emperrado. 

 

******

 

A manhã de sexta feira se mostrou preguiçosa, as horas eram como se estivessem a se arrastar. Eu definitivamente me sentia excessivamente sonolenta, como se ter dormido a noite toda não fosse o suficiente. Meu corpo parecia muito cansado. Ainda assim tive que fazer um grande esforço para nao dormir durante as aulas e nem durante a prova de História e Filosofia. Também tive prova de Matemática e Física, e essas sim exigiram bastante de meu raciocínio. 

 

Toda escola estava animada com o jogo que haveria essa noite, e o boato da pequena reunião de Simon Dion em sua casa caso o time ganhasse, se espalhou rapido pelos corredores. Não se falava em outra coisa além do jogo e da festa do Luke que aconteceria amanhã. A festa do Luke seria na casa da Kelly, parece que o Sr. e a Srta. Harrington chegaram mais cedo de viagem e isso estragou com os planos de seu filho querido e amado. E único. 

 

Eu não tinha visto Henry o dia todo, me pergunto se ele foi mesmo para a escola. Na verdade, não o vi nem na escola e muito menos na noite passada. Esperei que ele me chamasse de novo de sua janela, esperei para ve-lo em seu quarto, mas nada. Até a hora que fui dormir ele nao havia dado nenhum sinal de vida. Apesar da luz estar acesa, sua cortina estava fechada e eu não via nem mesmo a sua sombra na mesma. Presumi que ele nao estava em casa, e meu estomago se revirou só de imaginar onde ele estava e com quem. Pra ser sincera eu fazia uma leve ideia. 

 

Caroline continuava a me bombardear de perguntas sobre o ocorrido na loja e o jovem estranho que beijei no provador. Claro que nao contei a ela sobre o beijo, apenas disse que havia tropeçado nele. Ela não acreditou, é claro, mas ao menos engoliu temporariamente minha desculpa. Eu não queria falar sobre isso. O sinal bateu, e todos guardaram suas coisas animadamente e rapidamente para se prepararem para o jogo. 

 

- Você vai vir ao jogo? - Perguntou Jay enquanto iamos juntos em direção a saida da escola

 

- Não sei. Não que eu tenha algo mais interessante para fazer. 

 

- Então somos dois. Meu pai com certeza virá, ele sente uma necessidade incompreensível de puxar o saco dos Harrington. Soube que os pais dele virão para o jogo - Comentou

 

- Bem, ele é o diretor. Normal que ele tenha que fazer umas horas extras babando o ovo deles. Sua bela casa depende disso futuro universitário de Harvard. 

 

- Ah para com isso. 

 

Rio da cara de Jay e nesse momento vimos Luke e Simon a desfilarem pela saída da escola com Gigi e Caroline, as exibindo como se fossem troféus. Sempre imaginei que Gigi e Luke seriam o típico casal americano ricos. Um futuro brilhante e promissor, uma enorme mansão com um lindo Jardim, casas de campo para passarem os verões em família e lindas crianças loiras e sapecas correndo pela casa e tendo aulas de piano e francês às terças a tarde. Gigi nunca me pareceu o tipo de mulher que ficaria em casa sendo recatada e do lar, cuidando dos filhos e fazendo comida para o marido. Mas a ideia dela usando um avental ou fazendo brigadeiro com os filhos e brincando com eles no jardim como se estivessem em um daqueles comerciais de TV também não me parecia muito longe de sua realidade. 

 

- Vamos perde-la. - Suspirou Jay, referindo-se a Caroline 

 

Eu sabia que uma hora ou outra isso aconteceria, mas eu queria pensar que não, ou menos não pensar nisso tão cedo. Mas para Jay eu sabia que era difícil não pensar nisso, assim como eu ele também tinha um amor escondido e mau-correspondido por Caroline. 

 

**** 

 

   Acabei decidindo ir ao jogo depois de muita insistência de Carol e Jay. E também eu não tinha nada melhor para fazer, não tinha planos para o fim de semana e ir a festa do Luke amanhã estava fora de cogitação. Precisava agitar um pouco a minha sexta. Optei por um vestido vermelho de cumprimento pouco acima do joelho, ele tinha um tecido leve e muito bonito. Comprei no Natal do ano passado mas até então nunca o usei.

 

     Pensei em usar o vestido floral da loja, sim eu acabei levando-o depois do ziper emperrar e Caroline ter tido que me ajudar a tira-lo do corpo. Mas além de ser bonito e caro demais para um evento na escola, eu queria guarda-lo para uma ocasião mais especial. Botei uma jaqueta jeans por cima do vestido, dobrando as mangas e então peguei minhas velhas e confortáveis botas baixas cano curto, deixando meus cachos do cabelo livres em um meio preso. Fiz o melhor que pude em meu rosto, decidida a dar uma cor as minhas bochechas e lábios. 

 

   Passei um pouco de blush sem exageros, e em seguida um pouco de gloss labial de textura avermelhada. Me dei uma última olhada no espelho, eu queria impressionar e pra isso precisava dar o melhor que podia. Por fim tive que por meus oculos de grau, não costumo usa-los sempre mas ja fazia algumas semanas que o estava deixando de lado e isso podia prejudicar minha vista. Logo meus olhos seguiram para minha janela. É claro que Henry não estaria lá, ele já devia ter ido para a escola. 

 

   Desci as escadas e me despedi de meus pais, prometendo não ingerir nenhum tipo de álcool e tomar cuidado. Assim que sai vi Jay a estacionar em frente minha casa e me esperar. Fui logo para o carro, pondo o cinto de segurança assim que ele deu partida.

 

- Você esta... diferente. Bonita. - Elogiou Jay ao tentar encontrar as palavras. 

 

- Obrigada.  - Sorrio 

 

    Quando chegamos a escola ela já se encontrava lotada, todos os alunos estavam ali assim como alunos também da escola rival. Na vaga de Jay estava o carro do Simon, então decidimos estacionar em outro lugar e evitar confusão. Kelly e Gigi estavam conversavam com Caroline, rindo sobre algo engraçado que ela pareceu dizer. Eu pensei em ir falar com Carol, mas achei melhor deixar para outra hora. Suspirei, e assim que me virei para frente vi Henry Davis em minha direção. 

 

- Vou ir procurar lugar nas arquibancadas. Você vem? - Perguntou Jay baixo ao notar o mesmo que eu. 

 

- ja vou. - Concordo, sem olha-lo. 

 

    Senti os olhos de Jay em mim mas ele apenas assentiu, se retirando. 

 

    Oh céus Henry estava tão lindo.  Seus cabelos estavam jogados para o lado, ele usava uma regata cinza complementada por uma camisa xadrez de um verde piscina com as mangas dobradas até o cotovelo. Sua calça era preta e justa, Skinny também porém sem os rasgos nos joelhos. Ele me dirigiu um sorriso tímido e foi a primeira vez que tive a impressão de ver Henry Davis realmente sem jeito. 

 

- Achei que não fosse vir meu amor. -Disse Kelly ao se por no caminho, impedindo-o de dar mais algum passo até mim que fosse 

 

    Henry sorriu para ela, um sorriso mais largo e à vontade, e então justificou sua demora. Gigi passou por mim junto a Caroline e ambas me olharam. Caroline me lançou um olhar de empatia e disfarçadamente me deu um sorriso de aprovação. Já o olhar de Gigi era frio e desprezível. Desviei o olhar de Henry, resolvendo ir atrás de Jay. Peguei duas pipocas para nós e fui até ele nas arquibancadas, encontrando-o no meio dela. Acho que cheguei bem na hora porque no momento em que me sentei as líderes de torcida entraram e sabíamos que o jogo iria começar. 

 

    Foi uma questão de dez minutos antes do Diretor Sandler anunciar nossa escola, com Luke entrando na frente e logo atrás Simon e o restante do time, fazendo nossa escola entrar em êxtase. É claro que eles deviam estar se sentindo os maiorais, alunos em seus dias de glória. Luke estava com um sorriso arrogante e presunçoso nos lábios, Já Simon era a confiança e soberba em pessoa naquele campo. Soltei um leve gemido de repulsa ao ter que imaginar o mártire de ter que conviver com esses dois sob o mesmo teto pelo resto da vida. 

 

   Procurei por Henry e lá estava ele, em campo fotografando tudo. Por um breve momento ele mirou a câmera em direção a nossa arquibancada e depois se voltou para o campo. Nesse momento o Diretor Sandler anunciou a escola rival, que recebeu muitos gritos e aplausos de seu respectivo colégio. Alguns de nossas arquibancadas vaiaram, porém mau se ouvia com os gritos de sua torcida. Prestei atenção nos seus jogadores que agora entravam em campo, e paralisei em meu lugar quando vi o camisa titular do time entrar junto a sua equipe. Para minha total surpresa lá estava ele. O garoto que beijei no provador na tarde passada. Era ele. Ele era o capitão do time Rival que disputaria as finais com minha escola. 

     



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