História O Voto - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade, Amor
Visualizações 2
Palavras 959
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - A busca


Fanfic / Fanfiction O Voto - Capítulo 1 - A busca

 

A BUSCA

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O vento a soprar em meu rosto, observo os raios do sol ultrapassarem as folhas da árvore, pessoas fazendo caminhada, crianças brincam ingenuamente na grana, sorrisos e calmaria invadem esse ambiente. Neste momento me encontro sentada em um banco do parque, o mesmo que um dia estivemos juntos alguns anos atrás, aqui lembro-me estar diante de ti, com a mão estendida a espera de que a sua tocasse a minha, ali juramos permanecer juntos, independente do o que ocorre-se, da roda da fortuna que girava sem cessar estaríamos juntos "para sempre", entre sorrisos e olhares sinceros neste instante eu acreditei, em você, e em uma amizade que levaria para todo sempre. Neste momento fico a imaginar por onde teus pés caminham, a quem segura tuas lágrimas ou até mesmo a quem seu sorriso é direcionado, eu porém permaneço aqui, não por estar parada em uma promessa ocorrida mas em uma saudade eterna. Para compreender um pouco melhor começarei do início. 
              Desperto-me com o balançar do carro na estrada, abro meus olhos com um pouco de dificuldade, esfregando-os levemente, verifico em meu celular as horas exatamente 08:15, ainda faltam duas horas para chegar em minha terra natal, deveria gostar deste lugar mas na verdade aqui passei um dos meus anos mais terríveis, digamos que não fui provida com a melhor beleza, bem meus dentes eram literalmente para frente, por melhor dizer era dentuça, mas costumo dizer nada que um aparelho odontológico não converte. A alguns meses, estou muito focada em um único objetivo encontrar meu amigo de infância, o Gael Rwan, fomos muito grudados na escola, eramos da mesma estatura e tínhamos as mesmas desculpas para não praticar esportes, sempre dizíamos juntos que tínhamos problemas no joelho e isso nos impossibilitava de praticar esforços físicos, provas em dupla sempre estávamos grudados, infelizmente no fundamental I mudei-me de cidade e acabamos perdendo o contato, sempre houve um carinho entre nós, quando estamos na transição de fase de criança para adolescência é algo complexo por não compreendermos nossos sentimentos, ele dizia que gostava de alguém da classe mas nunca mencionava o nome, e de certa forma não sabemos definir, minha sede por tal busca? Descobrir o que realmente eu sentia por ele, amizade ou amor? Para isso teria que correr atrás disso. Alguns anos atrás havia encontrado um perfil no antigo e pré-histórico Orkut, mas nunca obtive resposta, está viagem me remete uma esperança.

A cidade se encontrava lotada, carros eleitorais com seus sons altíssimos, o carro dirigiu-se diretamente para casa de minha querida vó Isis, na verdade não havia nada de interessante nesta cidade além da companhia de meu primo,sempre me deparo questionando sobre meu futuro amoroso, não que eu queria que isso chegue logo, mas ainda falta coisas inacabadas, uma delas e desvendar esse sentimento que ainda não sei seu real significado, se eu estiver buscando a memória de alguém que não existe mais? Pois as pessoas crescem e a tendencia é a mudança de comportamento e pensamentos, mas e se eu for apenas uma amiga passageira, ou mesmo se todo esse meu esforço for em vão? Não sou pessimista mas é necessário estar preparado para não ser reconhecida, ainda me lembro de momentos inesquecíveis que vivemos que ainda poderíamos viver, um a contribuir com o outro, mas se eu não ir em busca tal futuro seja ruim ou magnifico jamais conhecerei, fico a imaginar se ele se encontra ainda nesta cidade ou o que faz neste momento, coisas que perde durante esses quatro anos de distancia, e se ele estiver precisando de um ombro amigo, creio que ao longo de nossas vidas deve de haver outros amigos dispostos a nos ajudar da mesma forma que conhece minhas queridas amigas de colégio Alícia e Clara, foram as que mais me apoiaram nesta busca incessante por Gael, meus demais amigos de infância desta cidade já reencontrará e descobri que tal amizade não teria futuro, mas minha admiração por tais pessoas permaneceram e sempre haverá um cantinho em meu peito. Mas Gael, foi o que mais me defendeu no colégio, enfrentou brigas, melhor dizer levou suspensão por tal ato de heroísmo, mesmo sendo novos na  época sentia uma ligação forte com ele, e deste minha mudança não houve um dia se quer que meu maior desejo era saber se ele se lembrava de mim. O por do sol, já se repousava caminhava nesta cidade a imaginar se ele algum dia já pisara ali, quando ouço uma voz doce a me chamar, "Hannah!", exclamou a voz, logo me virei para trás, logo fiquei surpresa e a reconhece estava diferente, cabelos longos e lisos, era Wanda agora com nossos 16 anos, costumam dizer que na adolescência todos melhoram, bom eu vejo a diferença apenas por conta do aparelho ortodôntico, vou em sua direção para abraça-la:

_ Oi, Wanda, como está?
_ Bem, e você? Não sabia que viria aqui nas eleições?
_ Meus pais resolveram de ultima hora, novidades sobre o Gael?
_ Entende, na verdade sim, você havia me pedido acabei por esquecer, então eu tenho ele no meu facebook.
_ Você tem certeza de que é ele? 
_ Sim, o adicionei algumas semanas atrás.
_ Olharei, na verdade não me lembro bem do rosto especificamente.
_ Garanto a ti, que és.
         Nos despedimos, meu coração estava quais a puar pela boca, na esperança que isso fosse real, afinal este mês completa exatos um ano por tal busca que confesso que cheguei a pensar em desistir, tinha medo de encontra-lo na rua e não reconhecer, ou ambos não se reconhecerem. Volto para casa de minha vó, e logo entro em meu perfil, mas vasculhei o perfil de Wanda e não encontrará nada, como isso era possível? Ainda tenho que continuar...
 



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