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História Oásis (Shortfic Park Jimin) - Capítulo 2


Escrita por: wishful
e gookook

Capítulo 2 - Esclarecimento


Fanfic / Fanfiction Oásis (Shortfic Park Jimin) - Capítulo 2 - Esclarecimento

Jogada no carpete da sala eu continuava sentindo o corpo tenso, a sensação de ter a boca de Jimin na minha ainda queimava e me fazia lembrar sem pausas a maneira como ele foi embora sem me dizer nada. Meus olhos ainda estavam presos na porta, minhas mãos apertando os fios do tapete e a confusão me dominando sem saber o que fazer.

Pode parecer drama me sentir assim só porque Jimin e eu nos beijamos, mas é completamente estranho pensar nesse tipo de proximidade entre nós. Sempre foi tudo fraternal, ele sempre cuidou de mim e me apoiou como um familiar, mesmo eu sabendo que em nossas veias não corre o mesmo sangue. Ainda é surpreendente para mim, mas ao mesmo tempo eu... gostei.

Enquanto nos beijávamos aos poucos eu cedi e quando percebi eu já não queria que ele se afastasse. Mas então ele mesmo o fez e foi embora me deixando nesse estado atual, jogada no chão da sala tentando entender como em uma única noite tanta coisa pode ter acontecido comigo.

[...]

No dia seguinte eu achei que ele me procuraria, ou pelo menos me mandaria uma mensagem para gente poder conversar sobre o que aconteceu. Mas ele não fez, nem no dia seguinte e nem nos outros que se passaram. Pensei em tomar a atitude primeiro, mas foi ele quem me beijou, foi ele quem foi embora e então eu esperava que ele viesse até mim. Apesar da confusão que senti, o beijo não me deixou chateada, mas sim a forma que ele simplesmente sumiu sem pensar em como eu poderia estar me sentindo.

Jimin sempre foi a pessoa que mais se preocupa comigo, mas nessa situação parece que sua empatia se esvaiu. E agora todo sufoco e solidão que passei nos quatro anos em que ele ficou fora, voltaram ainda piores. Fazia uma semana que nos afastamos, meu dia se resumia em ficar jogada na cama olhando para o teto e refletindo sobre a vida enquanto na minha caixinha de som tocava música.

— Mia, venha comer! — Escutei meu pai gritando no corredor.

Hoje ele e mamãe estavam finalmente de folga, mas não é como se mudasse muita coisa já que minha relação com eles se tornou estranha e fria. Quando desci as escadas para a sala de jantar eles já se serviam da comida comprada, já que nenhum deles nunca tem tempo ou disposição para cozinhar. Eu sei que eles cansam e ser médico é cansativo mas... as vezes eu sentia falta de experimentar o tempero de papai e ver mamãe ficar com ciúmes.

Agora tudo se resumia a pedir comida por aplicativo e experimentar o tempero de estranhos toda semana. Foi por isso que aprendi a cozinhar, mas nada nunca supriria as memórias que eu tenho de quando eles ainda cozinhavam juntos e tentavam me agradar com seus pratos diferentes.

Suspirando eu sentei a mesa, me servindo logo depois deles e já me sentindo desanimada ao perceber que era comida picante. Parece que eles esqueceram como comida forte me faz mal, o cuidado que eles tinham antes acabou. Mesmo assim eu comi, para ter pelo mesmo alguns minutos compartilhando a mesa com eles e tentar me sentir uma família próxima novamente.

— Como tem sido os estudos? — Minha mãe pergunta o mesmo de sempre.

— Estou me esforçando. — Digo tomando um gole d’água para amenizar a ardência da comida.

— O vestibular está chegando, sabe que precisa se esforçar ainda mais. — É meu pai quem diz, enquanto come distraído olhando para o celular.

— Eu sei, mas será que a gente pode falar sobre coisas que não sejam estudar? Toda vez que estamos juntos é sobre isso. — Murmuro, sentindo o olhar dos dois agora pesar sobre mim.

— Sua única responsabilidade é estudar, quer falar sobre o que? — O mais velho diz mais rígido, meus olhos se mantém baixos porque não consigo os encarar. — Se quer passar em medicina dar seu melhor ainda não é o bastante, então vamos continuar falando sobre estudo sim, Mia. — Ele é curto e grosso, e sinto o olhar reprovador de minha mãe sobre mim também.

Me sinto acuada e reprimida, e não devia me sentir assim perto das pessoas que deviam ser meu conforto. Largo meus talheres no prato, eu não tinha conseguido comer nem metade e minha fome já evaporou.

Sem dar explicações ou responder a mais nada eu somente me retiro e subo novamente para o meu quarto mesmo ouvindo os protestos deles de o quanto eu sou imatura enquanto subo as escadas. É sempre tão sufocante estar com eles que não importa mais quando eles vão ter folga ou não, não tenho mais a presença paterna ou materna há muito tempo.

Passei o resto do dia trancada no quarto lendo um livro para distrair, e no fim da tarde meu celular toca em cima da escrivaninha, assim que vejo o número de vovó na tela atendo. Ela me diz que fez torta de banana, minha preferida, e me convida para tomar café em sua casa. Um pouco da minha disposição volta ao lembrar que ainda tenho ela, então troco de roupa e sigo para sua casa.

Então cai a ficha que provavelmente vou ver Jimin depois daquele beijo, e isso me deixa apreensiva. Quando chego toco a campainha e rapidamente vovó abre a porta para mim, a abraço apertado e mais demorado que o normal, ela percebe e faz um carinho em minhas costas.

— Entre querida, acabei de passar um café. — Eu entro e a sigo até a cozinha.

Vovó serve café e a torta para mim, e assim que começo a comer finalmente me sinto um pouco melhor. Ter ela me mimando cura parte das minhas feridas, mesmo que ela não saiba da relação conturbada que ando tendo com meus pais.

— Vovó, eu precisava muito disso. — Digo de boca cheia, e ela ri tomando um gole de seu café.

— Eu sei que comida sempre te anima. — Ela diz.

— Por que acha que eu estava desanimada? — A pergunto ao terminar o pedaço de torta.

— Eu te conheço, não veio aqui em casa essa semana, não me mandou mensagem como costuma fazer e... eu vi sua carinha assim que chegou. — Ela constata.

— A senhora já foi detetive no passado por acaso? — Pergunto com graça, bebericando mais café.

— Eu sou sua vó, sei de tudo. — Rimos juntas e então eu suspiro.

— Desculpa não vir te ver antes, não aconteceu nada demais... eu só estou me sentindo pressionada pelo vestibular. — Acabo contando uma meia mentira, porque o motivo principal de eu desaparecer é Jimin.

A mais velha murmura um “hm" enquanto me olha, parece desconfiada sobre a veracidade disso. Mesmo assim ela sorri e me serve mais torta e café. Continuei comendo enquanto colocávamos a conversa em dia, e minutos depois escuto passos por perto e logo Jimin entra na cozinha, a cara amassada de sono enquanto coçava a nuca e bocejava.

Ele estava distraído, mas logo parece ter despertado de vez e me olha um pouco assustado. Eu mantenho nosso olhar cruzado, mas ele logo desvia e anda em direção ao armário pegar uma xícara. Ele faz tudo muito rápido, serve café, pega um pedaço da torta e diz que vai voltar para o quarto antes mesmo que vovó possa brigar com ele por isso.

Assim que ele desaparece pelo corredor eu baixo a cabeça e continuo comendo a torta, tentando suprir a dor chata dentro de mim com comida. Então sinto o olhar analisador de vovó, mas me mantenho tomando meu café como se estivesse tudo certo.

Assim que terminamos insisto em lavar a louça como agradecimento pelo café, e quando a cozinha está limpa nós vamos para a sala sentar no sofá. O que passa na Tv nem me importa já que vovó mal senta ao me lado e já me olha com sua carinha esperta de quem quer tirar algo de mim.

— O que aconteceu entre você e o Jimin? — A pergunta é direta.

— Como assim? — Me faço de desentendida.

— Mia, eu sou velha mas não sou boba. Vocês não se viram a semana inteira e hoje nem se cumprimentaram. Logo os dois que nunca se desgrudam. — Expõe sua observação. — O Jimin anda estranho todos os dias desde que não os vi mais se falando. Eu conheço meu filho e minha neta muito bem, em. — Ela diz, e seu olhar me inclina a contar o que aconteceu. Mas eu não posso, eu confio nela mais que tudo, porém, aquele beijo não é algo que ela deva saber.

— Só nos desentendemos, só isso... — Desvio o olhar e minto parcialmente.

— E ainda não tentaram concertar isso? Vocês nunca passam mais de um dia sem se falar, é assim desde a infância. — Diz indignada.

— Não somos mais crianças, vó. E além do mais, eu queria falar com ele, mas... estou esperando ele vir até mim. — Digo, meu ego sempre falando alto.

— Mia querida, eu não sei o que aconteceu mas devia tentar falar com ele. Vocês passaram quatro anos separados, vão mesmo ficar nessa birra de quem cede primeiro? — Me questiona, e fico calada depois dessa.

Mas pensando bem, não faria tão mal eu ser a primeira a dar um passo nessa conversa que devemos ter. Jimin sempre foi bom para mim, pelo menos dessa vez eu podia deixar o ego de lado e ir até ele. Talvez meu costume de criança tenha perdurado até os dias de hoje, já que quando brigávamos era sempre ele que vinha pedir desculpas.

— Tudo bem, acho que eu devo mesmo ir falar com ele. — Suspiro me levantando.

— Isso, querida. — Vovó sorri me encorajando e então eu sigo pelo corredor e vou até o final dele, parando de frente para a porta de seu quarto.

Eu respiro fundo, levo a mão direita até a madeira e bato três vezes. Não escuto nada então bato mais uma vez um pouco mais forte, talvez ele não tivesse escutado.

— Jimin sou eu. Nós... podemos conversar? — Digo, tentando mostrar que eu quem batia ali.

Continuo sem respostas, até penso que ele possa ter dormido mas quando foi até a cozinha parecia ter acabado de acordar. Então ele só está me ignorando mesmo, um ar indignado escapa pelo nariz e insisto como uma idiota batendo mais uma vez na porta.

— Você não precisa ignorar minha existência sabe, eu só queria conversar. — Digo com um pouco de raiva, mas a mágoa se sobressai. — Tudo bem. — Murmuro, e quando vejo que ele realmente não quer conversa volto para a sala.

— O que foi? — Vovó percebe que estou ainda mais desanimada.

— Ele não quis abrir a porta... mas está tudo bem, uma hora a gente se resolve. — Dou de ombros como se isso não incomodasse. — Eu vou indo para a casa vó, está escurecendo. — Aviso.

A mais velha mesmo a contragosto de me ver indo sem falar com Jimin, me leva até a porta e então me despeço depois de a agradecer pelo café.

[...]

Eu estava em um sono profundo, mesmo assim podia sentir e ouvir o que acontecia em volta como se fosse um sexto sentido. O barulho da porta do quarto rangendo, os passos se aproximando devagar e então o barulho vindo do meu lado, parecendo ser na mesa de cabeceira. Eu queria abrir os olhos mas estavam pesados, mesmo assim fui me esforçando e aos pouquinhos voltando a consciência.

A luz do quarto estava acessa já que esqueci de apagar na noite seguinte quando capotei na cama, meus olhos ficaram sensíveis e por alguns segundo tive de me acostumar com a claridade. Só então pude olhar em volta e encontrar quem havia entrado em meu quarto, e próximo a mim parado ao lado da cama, estava Jimin.

Demorei meu olhar nele achando que estava sonhando ou algo do tipo já que ainda estava confusa, mas aos pouquinhos eu percebi que estava mesmo acordada e ele estava me olhando.

— Mia. — Murmurou meu nome.

Então aos poucos a raiva que eu estava dele veio ao ver seu rosto e escutar sua voz, imediatamente fechei minha expressão e sentei na cama arrumando os cabelos arrepiados e coçando os olhos.

— No meu quarto então você só vai entrando sem pedir licença? — É a única coisa que digo, antes de chutar o cobertor e me sentar na beira da cama do lado contrário a ele, o dando as costas.

— A mãe disse que você foi até meu quarto naquele dia, me desculpa... — Pediu, a voz mansa.

— E você sabe que eu estava lá, eu chamei mas resolveu fingir que eu não existo. — Pontuo.

— Não, eu não ignoraria você daquela forma. Eu estava de fone de ouvido por isso não escutei, não foi de propósito. — Sinto ele se aproximar e parte da cama afundar atrás de mim. — Vamos conversar, por favor. — Sua mão toca meu ombro e eu imediatamente me levanto ignorando seu toque, mesmo que doa.

— Essa conversa tinha que ter acontecido antes, mas resolveu fingir que eu não existo por todos esses dias. — Fui firme, mas cada palavra saía com mágoa.

Andei até o banheiro do quarto enquanto escutava seus passos me seguindo. Joguei água no rosto e comecei a escovar os dentes, ignorando sua existência bem ao meu lado. Jimin me observava parado no batente da porta, mesmo de canto podia perceber seus olhos tristes e caídos, mas ele não iria me manipular a o perdoar tão fácil dessa forma.

— Mia, por favor... — Pediu, não desviando o olhar.

Eu terminei de escovar os dentes e passei novamente por ele sem o olhar, e dessa vez sai do quarto com ele atrás de mim.

— Me desculpa, eu... eu não sabia como reagir. Eu me precipitei, ferrei com tudo, eu não devia ter te beijado. — Jimin insiste em falar comigo enquanto desço as escadas. — Foi um erro, Mia. Um erro eu deixar me levar e beijar você. — Sua sentença me faz parar ao pé da escada e olhar para trás.

— É por isso que acha que estou brava? — Rio em escárnio. — Eu fiquei brava porque me deixou sem respostas depois daquilo, se tivesse ficado e a gente resolvido o que aconteceu estava tudo bem. — Digo calma mas cortante, ele presta atenção.

— Fui covarde, me perdoa. — Pede, e suspira ao baixar o olhar. — Eu fiquei com medo de ter estragado nossa relação. Podemos conversar agora? Eu só quero me desculpar, você sabe que não aguento ficar longe de você. — Confessa.

— Se vamos conversar precisa ser sincero comigo, entendeu? — Peço, e ele me olha acenando a cabeça em concordância. Eu suspiro e acho melhor me sentar no sofá para isso, merecemos essa conversa. De repente eu também fiquei nervosa, queria saber o motivo pelo qual ele me beijou e depois fugiu. — Naquele dia... por que me beijou Jimin? — Questiono, o olhando nos olhos.

— Mia, eu não sei se você vai gostar que eu seja totalmente sincero sobre isso. — Diz baixinho.

— Estou pedindo para que seja, prefiro que seja sincero comigo do que esconda algo. Sempre fomos assim, não é? — Insisto, e ele suspira e concorda.

— Eu te beijei porque queria fazer isso há muito tempo, Mia. E naquele momento você estava tão perto, eu estava tão fraco com você sorrindo para mim... — Sua voz falhou. — É por isso. — Afirma, e seus olhos desviam dos meus envergonhado.

Não consigo reagir, tento falar mas nem sei o que dizer ao certo. Jimin já queria fazer isso? Ele já imaginava me beijar?

— Desde quando queria fazer... isso? — Eu o questiono.

— Alguns meses antes de fazer intercâmbio eu comecei a perceber que o que sentia por você estava diferente. Eu achava absurdo te olhar e querer te beijar. — Confessou enquanto apertava um mão na outra nervoso. — Tentei mudar isso, quando fui embora eu achei que poderia controlar e esquecer mas... quando eu voltei tudo só ficou mais intenso. Durante o intercâmbio eu só conseguia pensar em estar perto de você, e agora que estou perto eu só consigo pensar em... tocar você, te beijar...

Meu coração já não batia na velocidade correta escutando isso, eu o olhava estupefata com as coisas que ne dizia. Há mais de quatro anos ele já se sentia diferente sobre mim? Faz sentido ele odiar quando o chamo de tio, mesmo que seja brincadeira.

— Mas eu sei o quanto isso é errado, e eu tento lutar contra isso todos os dias porque apesar de tudo quero ficar do seu lado. Quando te beijei me deixar levar pelo momento e fiz besteira, me desculpa Mia, eu te coloquei em situação que não deveria. — Pede, dessa vez ele olha nos meus olhos e os vejo marejados.

Jimin se sente tão mal com isso e posso ver só de olhar em seus olhos. O quanto ele não teve que aguentar por minha causa, por esse sentimento, e só consigo me apegar mais ainda a ele.

— Eu nunca imaginei isso... — Tento dizer algo para o clima não pesar ainda mais. — Eu não vejo motivos para alguém gostar de mim, ainda mais você Ji, que é um cara tão bom. — Sorrio meio torto.

— Mia, você realmente não olha para você mesma, né? — Jimin se aproxima e segura meu queixo com o dedo. — Você é linda, é engraçada, tem um coração enorme. Além disso nós temos os mesmos gostos, rimos das mesmas piadas idiotas... tanta coisa me levou a te ver com outros olhos. — Ele disse tudo isso com um sorriso pequeno. — Qualquer pessoa que sã consciência que passasse um tempo com você se apaixonaria fácil. — Termina se afastando e voltando a sua expressão arrependida. — Mas eu não espero e nunca iria exigir que isso seja recíproco. Nossa relação sempre foi muito forte, eu não quero perder isso. — Diz por fim. — Então mais uma vez, me desculpa por ter te beijado, Mia. Hoje eu percebi o quanto ficou brava com isso.

— Jimin, não. — Me aproximo dele, a raiva se esvaiu depois que ele se confessou. — Eu não fiquei brava por isso, já te falei. Eu fiquei brava porque me ignorou e fugiu de mim ao invés de conversar e esclarecer. Você nem me perguntou o que eu achei do beijo...

— E o que achou? — Ele questiona, fica tímido.

— Na hora eu não vou mentir, foi assustador pensar que era você me beijando. Mas eu gostei muito da sensação na verdade, eu fiquei relembrando por horas... foi bom. — Confesso um pouco envergonhada.

— Que bom, eu estava preocupado em achar que eu estava me aproveitando de você. — Conta rindo nervoso.

— Sério Jimin? — Eu solto uma gargalhada. — Desse jeito nem parece que me conhece melhor do que eu mesma. — Ele ri envergonhado e esconde o rosto. O olho por alguns segundos e algo muito bom me preenche, Jimin é realmente quem da cor aos meus dias. — Ji, o que faria se fosse recíproco? — Pergunto no automático.

— Eu não sei para falar a verdade, nunca gostei de ninguém antes. — Diz sincero. — Acho que eu iria dar meu melhor para tudo dar certo. — Ele sorri e suas bochechas aumentam de tamanho, é adorável.

Passamos um tempo olhando para o outro e sorrindo calmos, eu sabia que a saudade dele sempre seria enorme, estivéssemos brigados ou não. O ter por perto sempre foi meu refúgio, e não quero que isso mude nunca.

— Senti sua falta. — Murmurei.

— Também senti a sua, cada minuto. — Ele sussurra de volta.

Eu me aproximo ainda mais e o abraço apertado pousando o rosto em seu peito. Imediatamente ele corresponde me amparando pelas costas colando ainda mais nossos corpos. Sinto que estou no lugar certo, me sinto segura como nunca me senti perto de outra pessoa. Jimin me passa essa sensação de proteção que me faz querer sempre estar ao seu lado.

Então eu ergo meu rosto para observar o seu, ele tem os olhos fechados e sorri pequeno enquanto me abraça. Sinto meu estômago dar piruetas em uma sensação muito louca e diferente, e como se fosse instinto ergo meu rosto até o seu e antes que ele possa abrir os olhos colo nossos lábios.

O ato é rápido e repentino, ele se surpreende de primeira e fica travado, parece um pouco com a situação do primeiro beijo, mas dessa vez é ao contrário. O primeiro contato e rápido, eu me afasto e volto novamente para o beijar de verdade agora. Ainda estou abraçada a seu corpo e posso sentir seu coração disparar, é uma sensação que me deixa em êxtase, nunca achei que eu poderia deixar alguém assim, quanto mais ele.

Jimin me segura com ainda mais intensidade pela cintura e eu seguro sua nuca com uma das mãos dando mais firmeza ao ósculo. Não sei ao certo quanto tempo ficamos assim, mas logo nossa respiração rareou e eu me afastei para tomar ar. O loiro colou sua testa na minha e ficou respirando fundo com os olhinhos fechados, ainda é uma sensação estranha beija-lo, mas estranhamente bom.

— Mia, você... sabe que não precisa me corresponder se não quiser, não é? — Pergunta abrindo os olhos para me olhar.

— Eu sei Ji, mas por que não tentar? — Dou de ombros. — Você é a pessoa que eu mais gosto e admiro no mundo, eu não acho que preciso de esforço para te ver da forma que me vê.

— Eu tive medo da sua reação sobre meus sentimentos, mas eu deveria saber que você é a pessoa mais compreensível do mundo. — Diz sorrindo, seu dedo desliza sobre meu rosto.

— Quero que seja sincero comigo a partir de agora, sobre tudo. — Peço.

— Eu vou ser. — Ele promete e eu sorrio observando todo seu rosto.

— Você ficou lindo loiro. — Puxo seu cabelo para trás vendo a raiz um pouco escura.

— Eu pintei pensando em você, queria te surpreender quando voltasse. — Confessou sorrido tímido.

— Eu amei. — Continuo acariciando seus fios, ele fecha os olhos indicando que está gostando então prossigo com o carinho e meu coração não aguenta com a cena dele abraçado a mim e parecendo tão em paz.

Talvez eu nunca tivesse percebido, mas acho que que meus sentimentos por Jimin não são diferente dos seus por mim.


Notas Finais




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