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História Obliviate ( 1 ) - Capítulo 12


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Capítulo 12 - C h a p t e r e l e v e n


| Capítulo Onze: Eu gosto de você, mas cale a boca. |


P.O.V AUTORA.

   O jogo da Grifinória contra a Lufa-Lufa foi muito comentado durante os dias seguintes. Era basicamente isso que se ouvia pelos corredores e dentro das salas comunais. Unicamente pelo fato de Snape apitar a partida. O olhar e postura de importância que ele fazia ao andar pelos corredores e nas aulas mostrou o quão imparcial ele pode ser.

   Madely estaria mais preocupada se seu time fosse jogar, mas como Sonserina jogaria contra Corvinal apenas no próximo mês, a garota podia se achar mais relaxada. No momento, ela estava em êxtase com a descoberta sobre Nicolau Flamel, que aparentemente outras questões não a pertubava ainda. Quando o horário da partida se aproximava, Madely, Draco e Astrid deixaram a masmorra em direção ao estádio de Quadribol. Os três andavam lado a lado com pura animação, fizeram uma breve aposta para o resultado do jogo.

 Eles encontraram lugares nas arquibancadas que Goyle e Crabbe havia guardado para o trio, Pansy,  Daphne e Theo já aguardavam os amigos. Madely olhou para os lados à procura de Hermione e Rony, avistou os dois colegas um pouco afastado, em uma multidão de alunos da Grifinória. Ambos os dois estavam com varinhas em mãos e expressões tensas, Madely desviou atenção até o campo onde Snape estava parado, vestindo suas vestes pretas habituais e nada mais do que um olhar mal humorado de sempre, dessa vez ainda mais, Madely podia dizer com toda certeza que aquele jogo não seria o mais limpo que Hogwarts já vira.

-Nunca vi Snape com uma cara tão feia - comentou Theo, olhando por cima das diversas cabeças abaixo dele. - Eu diria que ele está a ponto de explodir.

- Ele precisa manter a pose de mal, principalmente agora - Astrid disse.

- Vamos trocar de lugar? - Draco perguntou, de repete.

- Por quê? Aqui está ótimo - Madely o olhou.

- Eu sei, mas vamos mais alto.

    Draco saiu andando e puxando Madely e Astrid com ele. Os três subiram mais alguns lances da arquibancada e seguiram andando para uma extremidade.

- Eu acho que aqui está bom...

-Ai- Rony Weasley exclamou assim que Draco cutucou sua cabeça.

-Ah, desculpe, Weasley, não vi você aí.

   Draco deu um largo sorriso para Crabbe e Goyle.

-Quanto tempo será que Potter vai se aguentar na vassoura desta vez? Alguém quer apostar? E você, Weasley? 

- Eu espero que você tenha vindo aqui para ter uma visão melhor do jogo, Draco - Madely resmungou, lhe dando uma cotovelada.

- Foi por isso que eu vim aqui - Draco sorriu levemente para a amiga.

  Snape apitou para o início da partida. Mal o jogo havia se iniciado e o professor de poções aplicou a primeira penalidade, na Grifinória, justamente porque Jorge Weasley mandara um balaço nele. Madely tinha a maior parte de sua concentração em seus irmãos no campo e, claro, em Harry. Seus dedos cruzados sob o colo e os olhos bem focados nas vassouras que passavam em alta velocidade por eles.

-Sabe como eu acho que eles escolhem jogadores para o time da Grifinória? - disse Draco bem alto alguns minutos depois, quando Snape aplicou nova penalidade na Grifinória sem a menor razão - Escolhem as pessoas que dão pena. Vê só, o Potter, que não tem pais…

-Já chega! Neville, você pode ir um pouquinho para o lado, por favor - Madely pediu, educadamente.

 Neville assim fez, deixando um espaço vazio entre ele e Rony o qual a ruiva se colocou. Deixando os amigos para trás.

-O que você está fazendo, Madely? - Malfoy perguntou, confuso.

- Você fala demais e está atrapalhando minha concentração. - disse a ruiva com simplicidade.

Harry inesperadamente dera um mergulho espetacular, que provocou vibrações e vivas da torcida, Hermione e Madely levantaram enquanto Harry voava para o chão como uma bala.

- Você está com sorte, Weasley, Potter com certeza localizou o dinheiro no chão! - disse Draco.

   Rony reagiu. Antes que Draco soubesse o que estava acontecendo, Rony partiu para cima dele e o derrubou no chão. Neville hesitou, depois pulou o encosto da cadeira para ajudar. Astrid e Theo tentavam apartar a briga, por outro lado, Madely nada fez. Continuou vibrando ao lado de Hermione enquanto seu irmão e seu melhor amigo brigavam bem atrás dela. Crabbe e Goyle haviam se medido, era um redemoinho de socos trocados entre os garotos.

  No alto, Snape virou a vassoura bem em tempo de ver uma coisa vermelha passar veloz por ele, deixando de atingi-lo por centímetros - e no segundo seguinte, Harry saía do mergulho, o braço estendido em triunfo, o pomo seguro na mão.

 O jogo terminou, nem chegara a durar cinco minutos. Os torcedores da Grifinória invadiram o campo, extasiados pelo novo recorde batido pelo Potter.

- Acabou, Draco? - Madely se virou para o amigo quando a briga também havia se encerrado.

- Eu estou bem - resmungou o louro com um olho roxo - Obrigado por se preocupar comigo.

-É isso que você ganha por irritar meu irmão - a ruiva balançou os ombros e o pegou pela mão - Vamos para a enfermaria. Vê se aprende da próxima vez.

   O louro a acompanhou sem questioná-la, mas resmungava diversas formas de azarar Rony e Neville, diversas formas para enfeitiçar o gêmeo de sua melhor amiga. Madely ficou parada próxima à maca onde Madame Pomfrey verificava o olho roxo de Draco. A ruiva tentava conter a vontade de rir, seu amigo tinha uma expressão emburrada e era definitivamente muito engraçado de se vê.

☆•☆

    Na hora do jantar, na mesa da Sonserina não se falava outra coisa que não fosse a briga de Draco e Rony. Malfoy fez questão de ressaltar e inventar alguns pontos da história, acusando Rony de lhe agredir sem motivo algum. Madely já nem se mexia mais nisso, resolveu por ficar quieta enquanto ouvia o amigo sair como inocente.

- Foi muito sério? - Pansy perguntou.

-Madame Pomfrey disse que eu tive sorte - Draco respondeu, dramático - Eu poderia ter perdido o olho.

- Meu santo Merlin, Draco! - Madely exclamou rindo - Só foi um simples soco.

-Como você sabe? Estava de costas, nem sequer me ajudou - reclamou o louro, magoado.

- Eu estava assistindo ao jogo e não me culpe se você não conseguiu conter essa sua língua - retorquiu a ruiva.

    O restante do jantar foi preenchido por conversas aleatórias. Madely ocupou seus pensamentos com outras coisas, ou mais específicamente, outra coisa. A ruiva deixou a mesa antes dos amigos e resolveu que daria uma volta pelo castelo antes de retornar à masmorra. Apesar de estar feliz com o fato de terem descoberto sobre Nicolau Flamel, Madely não conseguia tirar da cabeça a sua imagem do espelho de Ojesed. Sua visão mais velha com provavelmente um filho e um marido, mas não era isso que lhe preocupava, não era exatamente seu desejo mais profundo, se aquilo fosse o que pensava e como disse à Harry e Rony. Já pensou muito se aquilo pudesse ser a visão do futuro, era uma grande possibilidade que não podia ser descartada.

    Mas era, de fato, uma coisa que não poderia ficar remoendo quando tinha coisas mais importantes, como Quadribol, para se preocupar.

    Seu passeio durou pouco quando Filch lhe mandou, grosseiramente, voltar à masmorra. Ela assim fez, estava cansada mais não era hora de dormir. A sala comunal estava cheia por seus alunos, Madely subiu a escadaria de mármore até o dormitório das meninas.

-Onde você estava? - Daphne perguntou assim que a amiga apareceu no quarto.

-Fui andar pelo castelo, mas Filch me encontrou - Madely caminhou até sua mesa de cabeceira, onde pegou uma pilha de livros e o levou até a cama.

- Você está bem? - Astrid perguntou, encarando a ruiva.

- Por quê não estaria? - Madely retrucou, folheando um livro de Herbologia - Eu estou ótima.

-É que desde as férias, a gente notou uma mudança em você - Daphne disse, sentando no fim da cama da garota - Aconteceu alguma coisa enquanto estávamos fora?

- Não, gente. Estou bem e não aconteceu nada - ela falou.

-Parece estar escondendo alguma coisa - Pansy disse do canto do quarto.

   Madely se silenciou, olhando para as amigas. É óbvio que queria contar sobre a Pedra Filosofal e o espelho de Ojesed, foi duas grandes descobertas. Mas  a história do espelho e da marca borrada que havia em seu braço, eram assuntos que a mesma não tinha respostas e ainda decidia por obter mais informações e faria isso sozinha sem colocar as amigas ou qualquer outra pessoa em um assunto que não diz respeito à elas.

-Não estou escondendo nada, Pansy - Madely disse à morena, que balançou os ombros - E é sério, estou perfeitamente bem. Apenas a pressão que Flint coloca mais em mim do que no resto do time, isso fica na minha cabeça. Apenas isso.

-Marcus sabe que você é melhor que ele em Quadribol, além do mais, ainda não sei como não foi expulso do time - Daphne disse, pensativa.

- Porque ele é o Capitão, e ninguém quer assumir o lugar dele - Madely mordeu o lábio inferior, rindo - É muita responsabilidade.

- Eu acho que é porque possuem medo dele - Emília sugeriu - Convenhamos, ele é de arrepiar.

- Não sei como Draco consegue ser amigo dele - Astrid disse com uma careta.

- Draco precisa de alguém com o dobro do tamanho dele para defendê-lo em uma briga - disse a ruiva dando de ombros - E eles não são tão amigos assim.

   As meninas continuaram conversando até certa hora da noite. Madely, por outro lado, não estava com sono e deixou o dormitório quando suas companheiras adormeceram. Desceu a escadaria e se deparou com a sala comunal vazia, com a exceção de uma cabeça loura assentada em uma das poltronas no pé da lareira. A ruiva desceu os dois últimos degraus e se juntou à ele.

- Como está o olho? - perguntou ela em voz baixa.

-Bem, dolorido mas estou bem - Draco respondeu no mesmo tom - Seu irmão está pior.

-Tenho certeza que não - Madely riu e sentou-se na poltrona do lado. - Ainda está bravo comigo? 

- Não estava bravo com você antes e não estou agora - Draco balançou os ombros. - Onde estava depois do jantar? Fiquei procurando você e não achei.

-Ficou me procurando, Malfoy? - brincou a ruiva vendo as bochechas do amigo ficarem avermelhadas.

- Eu gosto de você, mas cale a boca - disse Draco sorrindo. - Só fiquei me perguntando onde você estaria, nenhuma das meninas sabia onde você estava

-Fui dar uma volta - respondeu ela - Precisava pensar.

-Em que?

   Madely abriu e fechou a boca duas vezes. Ter esse tipo de conversa com as meninas era diferente do que ter com Draco. Parecia que era mais fácil dizer as coisas à ele. Não era justo com Astrid, Madely sabia disso, mas Malfoy tinha um jeito diferente de entende-la.

  Era tão estranho Madely confiar em Draco, dado ao história de sua família com a dele. Mas ela confiava definitivamente nele, apesar do preconceito do amigo, ainda era possível ver o lado bom em Draco.

- Eu vou te mostrar uma coisa - começou ela - Mas preciso que você não conte à ninguém.

-Tudo bem, eu não conto - afirmou ele, curioso

   A ruiva lembrava do caminho que ela, seu irmão e Harry fizeram um tempo atrás. A armadura que ficava ao lado da porta, facilitou muito para ela encontrar o local. Draco a seguiu sem dizer nada, os dois andavam com cautela pelos corredores e torciam para não encontrar com Pirraça, ou eles estariam encrencados. Madely liderava o caminho, espiando por entre as esquinas de um corredor à outro. Por duas vezes, eles escaparam de Filch e Madame Nor-r-ra.

-Pronto, é aqui - sibilou a ruiva, parando diante da porta - Entre primeiro.

- Você está maluca? E se tiver alguma coisa aí dentro que possa me pegar? - contrariou ele, assustado.

- Já entrei nessa sala, Draco. Não tem nada demais, vá logo - disse o empurrando.

   Espiou para os lados antes de segui-lo. O grandioso espelho continuava ali, Madely sentiu um arrepio percorrer seu corpo no instante em que colocou seus olhos nele.

- Um espelho? O que você tem para me mostrar é um espelho? - Malfoy zombou.

- Fique de frente para ele e me diga o que vê - Madely o posicionou defronte ao espelho e se afastou - Então, o que está vendo?

  Os olhos claros do amigos se arregalaram momentos depois. Sua cabeça se inclinou levemente para o lado como se estivesse tentando ver o que refletia na sua imagem, esticou seu braço para trás, parecia estar tentando tocar algo que apenas ele via. Sua boca entreabriu-se, chocado.

- Draco?

- Eu me vejo, daqui à alguns, não muitos já que estou usando o uniforme da escola - contou ele - Tem um distintivo de Monitor no meu peito, e estou sorrindo para alguma coisa que não consigo ver o que é. Eu pareço estar feliz.

-É só isso que vê? Não há nada no seu braço? - perguntou Madely, ansiosa.

-Não, não consigo ver nada porque a manga da minha roupa cobre o meu braço. Por quê?

-Deixe-me tentar.

  Draco foi para o lado e deu lugar à menina que novamente viu a mesma imagem da primeira vez, com uma única exceção, não havia mais aquela criança ou o homem ao seu lado, ela parecia bem mais feliz. Estava mais velha, isso não mudara, mas o local em que estava sim. Parecia Hogwarts, usava uma capa com o brasão da escola, mas não vestia seu uniforme. Seu sorriso era bem maior do que poderia dar, seu peito parecia vibrar como em uma gargalhada.

 Madely sorriu para sua imagem, não sentiu-se preocupada como anteriormente.

-O que foi? - Draco indagou.

- É que foi uma sensação melhor do que na primeira vez - disse ela. - Estou feliz, na primeira vez que vi eu também estava mas…eu sentia que havia alguma coisa errada. Dessa vez não.

  Madely começava a pensar que a imagem que o espelho lhe mostrou da primeira vez que estivera ali, não passou de um simples engano…


Notas Finais


Boa leitura❣


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